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O excesso de tutela estimula a litigiosidade e prejudica o próprio consumidor”
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5 meses agoon
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Jose Marques
Na era da Inteligência Artificial (IA), o papel do consumidor e a dinâmica das relações de consumo têm passado por transformações significativas. Essa mudança é impulsionada por uma crescente disponibilidade de informações e pelo acesso facilitado a múltiplas plataformas de compra. Os consumidores, cada vez mais informados, buscam não apenas produtos e serviços, mas uma experiência completa que atenda às suas expectativas e valores. As empresas, por sua vez, precisam adaptar suas estratégias para compreender e se conectar com esse novo perfil de consumidor.
Para entender melhor o que se espera do futuro da defesa do consumidor no Brasil nesse novo contexto, a Consumidor Moderno entrevistou Luciano Timm, advogado e sócio do CMT Advogados, que lidera a equipe de solução de disputas. Nessa entrevista, Timm compartilha seus insights sobre a evolução do Código de Defesa do Consumidor. Mas não só. Ele também fala das implicações da tecnologia na relação entre consumidores e empresas e o papel dos órgãos de defesa.
Durante a conversa, Timm ainda discute se a tutela estatal continua sendo necessária para o consumidor brasileiro contemporâneo. Isso considerando o empoderamento proporcionado pela tecnologia e o acesso à informação. Ele também analisa se a visão paternalista tem contribuído para o aumento de litígios. E, se sim, como as empresas devem se adaptar às novas demandas dos consumidores por meio da inovação tecnológica? Não perca esta oportunidade de entender melhor as complexidades do cenário atual e as perspectivas para as relações de consumo no Brasil.
Confira a íntegra da entrevista a seguir.
Interesses do consumidor
Consumidor Moderno: Quais são as reais expectativas dos consumidores em relação à tutela de seus direitos? Eles buscam essa proteção ou preferem assumir um papel mais ativo na defesa de seus interesses?
Luciano Timm: Creio que faltam provas empíricas robustas que possibilitem medir, de maneira objetiva, se o consumidor brasileiro ainda almeja ou necessita da proteção estatal nos moldes estabelecidos na década de 1990, quando foi instituído o Código de Defesa do Consumidor. Vale lembrar que essa legislação surgiu antes da queda do Muro de Berlim, antes da popularização da internet e muito antes do advento das redes sociais. Hoje, praticamente todos no Brasil possuem um celular e têm acesso à internet, o que indica que os consumidores estão significativamente mais informados, empoderados e conectados do que estavam há trinta anos. Assim, a necessidade de intervenção estatal é, sem dúvida, menor. Precisamos evoluir para uma agenda mais liberal na economia, algo que, em minha visão, é o desejo da maioria dos brasileiros atualmente.
Litigância
CM: De que maneira a tutela do consumidor pode estar contribuindo para o aumento da litigiosidade no Brasil? Existe uma correlação entre a busca por essa proteção e o número elevado de disputas judiciais?
Com certeza toda essa proteção só aumenta a litigiosidade. A perspectiva paternalista e intervencionista, que predomina entre os especialistas da área e que acabou moldando a formação da maioria dos juízes, resulta em decisões judiciais que perpetuam esse paternalismo. Isso gera, como costumo dizer, um efeito boomerang: em vez de proteger, o excesso de tutela estimula a litigiosidade e prejudica o próprio consumidor. As empresas devem repassar o custo dessa judicialização nos preços de seus produtos e serviços. Assim, no final das contas, o consumidor paga mais caro não apenas pela atuação judicial, mas também pelo aumento dos custos das empresas resultante desse ambiente jurídico.
Canais de atendimento
CM: Com a evolução dos canais de atendimento, especialmente após a predominância do telefone, como as empresas devem reestruturar suas abordagens? A automação por meio de robôs é realmente a solução mais eficaz ou a interação humana ainda é essencial? Estão as organizações preparadas para essa transição?
Sem dúvida, o caminho é investir em tecnologia, como já indicado no Decreto do SAC de 2020. É lamentável que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) não tenha regulamentado esse Decreto, pois perdemos quatro anos em que poderíamos estar avaliando a eficiência dos serviços e ajustando melhor a necessidade de intervenções. Especialmente entre as gerações mais jovens, a demanda por contato humano é menor. Quanto mais tecnologia, mais ganhos de escala, maior eficiência, menores preços – e isso é benéfico para os consumidores.
Aliás, empresas que já nascem digitais tendem a ter menos reclamações, justamente por internalizarem uma cultura de solução rápida e digital. Naturalmente, haverá consumidores que preferem um atendimento mais tradicional, especialmente aqueles com um perfil mais conservador ou menos familiaridade tecnológica. Por isso, a empresa deve ajustar a abordagem de atendimento conforme o público-alvo. No entanto, de maneira geral, é preferível que o próprio mercado faça essa adaptação, sem regulação estatal excessiva.
Inteligência Artificial
CM: Qual é a função dos órgãos de defesa do consumidor em um contexto em que as inovações tecnológicas têm conferido maior autonomia e empoderamento aos consumidores?
O papel dos órgãos públicos, como os Procons, deveria se concentrar prioritariamente na educação e na orientação. Contudo, no Brasil, observa-se que esse foco ainda é escasso: a atuação dos Procons continua excessivamente voltada para autuações e posturas conflituosas, como se as relações de consumo fossem permanentemente antagônicas. É necessário assumir de maneira mais séria a missão institucional de harmonização das relações e promover a educação para o consumo, aliada ao incentivo ao uso de tecnologias.
Em grande medida, ainda operamos com uma mentalidade ancorada no passado, como se os instrumentos e estratégias de décadas atrás ainda se adequassem para lidar com a realidade atual. Entretanto, vivemos uma ruptura digital e os órgãos de defesa do consumidor precisam se atualizar. Esses temas foram discutidos de maneira produtiva na reunião anual do Procon de São Paulo deste ano, e parabenizo o diretor-presidente do Procon-SP, Dr. Luiz Orsatti, pela disposição em abordar essas questões com profundidade.
Compreensão dos direitos
CM: As tecnologias emergentes estão, de fato, facilitando a compreensão dos direitos dos consumidores, ou há aspectos que ainda dificultam essa clareza?
Em parte. Infelizmente, ainda vejo pouca aposta efetiva em tecnologia por parte dos órgãos públicos, como Procons e Senacon. Isso dificulta até mesmo a avaliação do impacto real dessas ferramentas no empoderamento do consumidor. Por outro lado, as empresas vêm investindo de maneira mais consistente nesse campo. Quanto mais recursos as empresas aplicam em tecnologia e em soluções rápidas para resolver conflitos e disputas com consumidores, mais mercado conquistam e fortalecem sua reputação. Essa é uma tendência positiva, mas não pode ser um fardo exclusivo do setor privado. O Estado deve cumprir seu papel, seja por meio de plataformas de orientação e educação digital, seja modernizando seus próprios canais de atendimento e fiscalização.
Problemas do consumidor
CM: Na contemporaneidade, marcada pela personalização e interconexão, os consumidores ainda enfrentam numerosos obstáculos, como a falta de transparência, informações confusas e problemas de atendimento. O Estado tem adotado as medidas necessárias para mitigar esses desafios?
Na minha opinião, não. Ainda se investe muito pouco em informação de qualidade e em tecnologia voltada para a defesa do consumidor por parte dos governos, como já mencionei. Além disso, continuamos a operar sob um modelo de atuação consumerista que se baseia excessivamente em sanções, mesmo diante de evidências de que esse enfoque isolado não é eficaz. Precisamos evoluir para um modelo de regulação responsiva, que seja mais calibrado, focado em incentivos e cooperação, e menos em punições automáticas. É essencial que os profissionais que atuam na área de direito do consumidor se apropriem dos avanços que acontecem em campos como direito regulatório, direito econômico, análise econômica do direito e economia comportamental. Destaco também um ponto metodológico: faltam evidências empíricas robustas para muitas das afirmações presentes na primeira parte da sua pergunta. Isso deve ser considerado antes de propor qualquer nova política pública.
Consumidor.gov
CM: O Consumidor.gov foi introduzido como uma plataforma digital para aprimorar a resolução de conflitos, no entanto, sua adesão tem sido insatisfatória e sua visibilidade limitada. Os dados apresentados, que incluem reclamações consideradas resolvidas e aquelas encerradas sem avaliação, podem distorcer a realidade enfrentada pelos consumidores. Qual é a sua perspectiva sobre essa discrepância?
Percebo que as constatações, da forma como apresentada em sua pergunta, carece de evidências mais consistentes. Em primeiro lugar, não parece correto afirmar que há baixa adesão: ao acompanhar esses números entre 2019 e 2022, observei um crescimento consistente, com índices de eficiência superiores aos registrados em canais de mediação do próprio Poder Judiciário. Da mesma forma, afirmar que os números “não refletem a realidade” requer um diagnóstico técnico mais aprofundado.
Quanto à metodologia de cálculo do índice de solução, entendo que há, há muitos anos, justificativas transparentes e públicas para o modelo adotado pela plataforma, discutidas em diversos eventos e fóruns. É claro que sempre há espaço para aperfeiçoar, mas não considero que exista, atualmente, um vício estrutural no modelo de cálculo do Consumidor.gov. Trata-se de uma ferramenta bem elaborada, que desempenha um papel relevante e que deve ser valorizada e aprimorada com base em evidências, não apenas em percepções. Já foi reconhecida em várias publicações internacionais como a melhor plataforma para resolução de disputas consumeristas, o que eu concordo. Talvez tenha perdido o protagonismo que possuía na gestão atual da Senacon, conforme o que ouço das empresas, mas não tenho acompanhado isso academicamente para fazer uma afirmação baseada em evidências científicas.
“Peso do Estado excessivo”
CM: Na era da Inteligência Artificial, quem serão os principais responsáveis pela defesa dos direitos dos consumidores? Quais são as expectativas que os consumidores podem nutrir em relação a essas novas tecnologias?
Na era da Inteligência Artificial, o Brasil enfrenta desafios próprios: o País vem perdendo espaço e relevância no cenário econômico internacional devido à baixa inserção nas cadeias globais; o peso do nosso Estado é excessivo e o governo federal é bastante ineficiente no controle de gastos públicos. Há muitas pessoas no Brasil preocupadas com a regulamentação da Inteligência Artificial, mas a realidade é que temos pouco desenvolvimento tecnológico no País. Formamos poucos engenheiros e cientistas da computação. Essa deveria ser nossa preocupação, ou ficaremos para trás em relação aos outros países do BRICS.
Contudo, olhando para o futuro, acredito – e espero – que, com uma economia mais forte, os grandes protagonistas nas relações de consumo sejam, de fato, as empresas e os próprios consumidores. O papel do Estado deve ser o de regulador, intervindo apenas quando falhas de mercado forem efetivamente identificadas. No campo da defesa do consumidor, o foco deve estar na promoção da educação, na orientação e no incentivo à autorregulação. O ideal seria avançar para um ambiente mais harmonioso e dialógico, com menos contenciosidade e menos paternalismo estatal. Favorecendo, assim, soluções privadas e espontâneas sempre que possível.
O post CM Entrevista: “O excesso de tutela estimula a litigiosidade e prejudica o próprio consumidor” apareceu primeiro em Consumidor Moderno.
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Meios de Pagamento: qual melhor para o seu negócio?
Published
4 dias agoon
março 17, 2026By
Jose Marques
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Conteúdo original:
Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.
Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.
O que são meios de pagamento?
Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.
Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.
Principais tipos de meios de pagamento
1. Dinheiro em espécie
Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.
Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.
Vantagens:
Desvantagens:
- Dificuldade de controle financeiro;
- Falta de segurança.
2. Cartões de crédito e débito
Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.
Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..
Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.
Vantagens:
- Conveniência;
- Aumento das vendas por parcelamento.
Desvantagens:
- Taxas para o lojista;
- Prazo de recebimento (no crédito).
3. Transferências bancárias
Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.
Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.
Vantagens:
- Segurança;
- Baixo custo em alguns casos.
Desvantagens:
- Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
- Menos prático para o consumidor final.
4. Pagamentos instantâneos
Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.
Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.
Vantagens:
- Liquidação imediata;
- Baixo custo;
- Alta adesão do público.
Desvantagens:
- Dependência de tecnologia;
- Necessidade de atenção à segurança.
5. Carteiras digitais
Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.
Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.
Vantagens:
- Agilidade;
- Melhor experiência do usuário.
Desvantagens:
6. Boletos bancários
Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.
Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.
Vantagens:
- Inclusão financeira;
- Sem necessidade de cartão.
Desvantagens:
- Prazo de compensação;
- Maior risco de abandono de compra.
Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio
A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:
Perfil do público-alvo
Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.
Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.
Tipo de negócio
O modelo da sua empresa também influencia diretamente na escolha dos meios de pagamento mais adequados. No caso de um e-commerce, é essencial oferecer diversidade, incluindo cartões de crédito, débito, boleto bancário, pagamentos instantâneos e carteiras digitais. Isso reduz o abandono de carrinho e amplia as chances de conversão.
Já em lojas físicas, a prioridade costuma ser a agilidade. Nesse cenário, pagamentos por aproximação, cartões e débito são mais eficientes. Para empresas de serviços, especialmente aquelas que trabalham com recorrência, opções como transferências, cobranças automáticas e assinaturas podem ser mais vantajosas.
Custos e taxas envolvidos
Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.
Cartões de crédito, por exemplo, geralmente envolvem taxas por transação e prazos maiores para recebimento dos valores. Já pagamentos instantâneos tendem a ter custos mais baixos e liquidação imediata. Além disso, é importante considerar outros custos, como aluguel ou compra de maquininhas, tarifas bancárias e integração com plataformas de pagamento.
Experiência do cliente
A forma como o pagamento é realizado impacta diretamente na experiência do consumidor. Processos complicados, lentos ou com muitas etapas podem gerar frustração e aumentar significativamente o abandono de compras.
Por isso, é essencial oferecer uma jornada simples, intuitiva e rápida. Quanto mais fácil for para o cliente concluir o pagamento, maiores serão as chances de conversão e fidelização. Oferecer diferentes opções de pagamento vai além da conveniência — trata-se de uma estratégia para aumentar resultados e ampliar o alcance do seu negócio.
Aumento da conversão de vendas
Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.
Inclusão de diferentes perfis de clientes
A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.
Boas práticas para otimizar seus meios de pagamento
Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.
Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.
Imagens: Freepik
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Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.
Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.
O que são meios de pagamento?
Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.
Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.
Principais tipos de meios de pagamento
1. Dinheiro em espécie
Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.
Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.
Vantagens:
Desvantagens:
- Dificuldade de controle financeiro;
- Falta de segurança.
2. Cartões de crédito e débito
Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.
Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..
Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.
Vantagens:
- Conveniência;
- Aumento das vendas por parcelamento.
Desvantagens:
- Taxas para o lojista;
- Prazo de recebimento (no crédito).
3. Transferências bancárias
Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.
Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.
Vantagens:
- Segurança;
- Baixo custo em alguns casos.
Desvantagens:
- Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
- Menos prático para o consumidor final.
4. Pagamentos instantâneos
Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.
Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.
Vantagens:
- Liquidação imediata;
- Baixo custo;
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Desvantagens:
- Dependência de tecnologia;
- Necessidade de atenção à segurança.
5. Carteiras digitais
Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.
Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.
Vantagens:
- Agilidade;
- Melhor experiência do usuário.
Desvantagens:
6. Boletos bancários
Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.
Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.
Vantagens:
- Inclusão financeira;
- Sem necessidade de cartão.
Desvantagens:
- Prazo de compensação;
- Maior risco de abandono de compra.
Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio
A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:
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Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.
Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.
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Custos e taxas envolvidos
Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.
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Aumento da conversão de vendas
Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.
Inclusão de diferentes perfis de clientes
A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.
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Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.
Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.
Imagens: Freepik
Notícias
Super Rio Expofood 2026 começa no Rio nesta terça-feira
Published
4 dias agoon
março 17, 2026By
Jose Marques
A 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood tem início nesta terça-feira (17), no Riocentro, na Barra da Tijuca, reunindo autoridades públicas, representantes do setor supermercadista e profissionais do food service. A cerimônia oficial de abertura está prevista para as 13h.
O evento integra o calendário de negócios da cidade do Rio de Janeiro e deve contar com a presença de representantes dos poderes executivo e legislativo em níveis municipal, estadual e federal. Entre os nomes confirmados estão o governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere. Também são esperados parlamentares, vereadores e gestores de áreas ligadas ao turismo e à defesa do consumidor.
Durante a solenidade, o presidente da ASSERJ (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, será empossado como presidente da ALAS para o biênio 2026-2027. A posse marca a participação de lideranças brasileiras em entidades internacionais do setor.
Programação inclui convenção e debates sobre gestão
Após a abertura oficial, a programação segue com a Convenção das Américas, espaço dedicado a palestras e debates com convidados. O primeiro painel está previsto para as 16h e contará com a participação do ex-jogador Bebeto, campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994.
O painel, intitulado “A Tática do Campeão: Liderança, Disciplina e Gestão de Egos”, abordará temas relacionados à liderança e à gestão de equipes, com mediação do apresentador Getulio Vargas.
Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a realização do evento reforça a posição da cidade como sede de encontros voltados a negócios e contribui para a movimentação econômica local.
Conteúdo técnico aborda varejo e legislação
A programação técnica do evento está distribuída em diferentes espaços temáticos. No palco SRE Expertise – Varejo & Negócios, as atividades têm início às 15h com um painel sobre a atuação da defesa do consumidor em processos de fiscalização e denúncias.
O debate contará com a participação do secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e da diretora de fiscalização do Procontur, Elisa Freitas.
Na sequência, o advogado tributarista Mozarth Wierzchowski apresenta uma palestra sobre os impactos da reforma tributária nos supermercados. O tema também será discutido em painel que reunirá especialistas do setor para tratar dos efeitos das mudanças fiscais tanto para o varejo quanto para o segmento de alimentação fora do lar.
A agenda inclui ainda discussões sobre estratégias de delivery próprio e práticas de prevenção de perdas, com participação de profissionais ligados à operação de empresas do setor.
Gastronomia e políticas públicas em destaque
Outro espaço do evento, o palco SRE Expertise – Sabores & Ideias, concentra debates voltados à gastronomia e ao ambiente de negócios. A programação tem início às 15h com um painel sobre o cenário econômico da gastronomia no estado do Rio de Janeiro, incluindo oportunidades e desafios para o setor.
Entre os participantes está o subsecretário da JUCERJA, Tiago Moura. Em seguida, representantes da AgeRio e do Sebrae apresentam informações sobre crédito e financiamento para negócios gastronômicos.
A programação também inclui discussões sobre políticas públicas e temas relacionados à formalização de empresas e ao ambiente regulatório, com participação da Comissão de Gastronomia da OAB/RJ.
Demonstrações culinárias e aulas-show na Super Rio Expofood
Além dos painéis técnicos, o evento conta com o espaço Gourmet Show, voltado a apresentações culinárias. As atividades começam às 14h30 e incluem aulas-show e demonstrações conduzidas por chefs convidados.
Entre os participantes da SRE – Super Rio Expofood 2026 estão a chef Maristella Sodré, representantes do Mesa Brasil Sesc, a chef Paula Marques, o chef João Lucas e o chef francês Ramão Hendrischky, que apresentará técnicas de cozinha tradicional.
Notícias
A Era da Audiência – Central do Varejo
Published
1 semana agoon
março 15, 2026By
Jose Marques
2026 mal começou, mas já apresenta sinais claros de que algumas tendências anunciadas em janeiro devem ganhar ainda mais força ao longo do ano. Na maior feira de varejo do mundo, por exemplo, uma das ideias mais discutidas foi a de que a inteligência artificial deve ser entendida como uma ferramenta — um meio — e não como o objetivo final.
Em um cenário em que se torna cada vez mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que não é, a verdade passa a ser um fator determinante para os negócios. Ao mesmo tempo, vivemos em um ambiente onde múltiplas telas disputam, a todo instante, a nossa atenção na palma da mão. Para as empresas, essa disputa é exatamente a mesma: vencer a batalha pela atenção.
É por isso que digo que a era da audiência já começou — e talvez a gente ainda não tenha percebido completamente o que está acontecendo. A partir de agora, construir audiência passa a ser um ativo ainda mais valioso do que focar exclusivamente na conversão imediata, seja ela capturar um contato ou fechar uma venda.
A evolução da comunicação não mudou os princípios fundamentais do negócio. Antigamente, pagava-se mais caro por um ponto comercial com grande fluxo de pessoas perto da loja. Isso continua existindo no ambiente digital — o que mudou foi apenas o formato.
Por isso, em 2026, é fundamental ter consciência das possibilidades de geração de audiência. Sem dúvida, esse será um dos ativos mais importantes para qualquer negócio nos próximos anos.
E como fazer isso? É justamente o que vamos discutir ao longo das próximas colunas. Vou trazer uma série de reflexões e estratégias para ajudar você a destravar o seu negócio — e, principalmente, a construir a sua audiência.
Boa semana!
Leia também: Uma guerra no meio do caminho
(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.
Imagem: Freepik
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