O que a novela Vale Tudo, o show dos Backstreet Boys no Brasil e o relançamento do Leite Moça têm em comum? A PiniOn, empresa de pesquisa de mercado, foi investigar e descobriu que todos esses fenômenos exploram um sentimento genuíno que conecta gerações: a nostalgia. De acordo com o levantamento, 56,8% dos brasileiros já realizaram compras motivadas por lembranças do passado.
Talita Castro, CEO da PiniOn (Foto: Mike Trindade).
Cada vez mais presente nas estratégias de mercado, revisitar memórias coletivas tem se mostrado um caminho eficaz para criar conexões emocionais e impulsionar o consumo. Outro dado aponta que quase metade dos respondentes (44,4%) afirma que a nostalgia está muito presente em suas vidas. Mulheres e consumidores da região Norte se destacam como os mais propensos a esse tipo de comportamento.
Para Talita Castro, CEO da PiniOn, a nostalgia não é apenas uma lembrança, é uma emoção que conecta passado e presente, revelando como experiências afetivas moldam decisões de consumo. “Entender esse comportamento é essencial para que marcas criem experiências significativas, reforcem pertencimento e construam conexões duradouras com seu público. Quando aplicada de forma criativa e alinhada à identidade da marca, a nostalgia se torna uma ferramenta estratégica de engajamento”, afirma a executiva.
Nostalgia também é realização
Quando perguntados sobre o que mais desperta nostalgia, músicas antigas e trilhas sonoras marcantes lideraram com 34,3%. O sentimento foi definido como “uma mistura de alegria e saudade”, por 22,6% dos entrevistados, e a emoção mais associada a ela foi a saudade (62,3%). Entre os elementos que mais resgatam memórias afetivas, músicas antigas (54,9%) e programas de TV, séries e filmes clássicos (40,4%) ficaram no topo da lista.
Outro dado mostra como a nostalgia também se mistura ao sentimento de realização: 8 em cada 10 brasileiros (80,3%) afirmam já terem comprado algo que desejavam na infância ou adolescência, mas só conseguiram adquirir depois de adultos. Entre os homens, esse índice sobe para 85,5%, revelando que além da lembrança, a compra também traz o sabor da conquista e da superação.
O que os brasileiros mais consomem pela nostalgia
Brinquedos e jogos retrô lideram os itens mais nostálgicos (37,1%), seguidos por roupas e acessórios inspirados em décadas passadas (26,1%) e pelo relançamento de comidas e bebidas antigas (24,3%). Quando questionados sobre o que gostariam de ver de volta, a principal escolha dos consumidores foram alimentos da infância ou adolescência (20,7%).
Quase metade dos entrevistados (45%) admitiu se sentir mais motivado a comprar quando uma marca utiliza referências nostálgicas. O espaço preferido para consumir esse tipo de conteúdo são as redes sociais (56,1%), seguidos por TV e cinema (29,7%). Já os formatos que mais impactam são comerciais antigos reprisados ou adaptados (36,9%), reprises de novelas (24,9%) e regravações de músicas icônicas (21,2%), sendo esta última a preferida da classe A.
“Seja no sabor da infância, no refrão de uma música ou na reprise de uma novela clássica, a pesquisa demonstra que a nostalgia segue se consolidando como uma das mais fortes tendências emocionais no consumo. Para as marcas, ainda há muito espaço para explorar esse mercado que conecta passado, presente e futuro”, garante a CEO do PiniOn.
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O preço da cesta básica de alimentos em São Paulo apresentou queda de 4,17% no segundo semestre de 2025. O valor passou de R$ 865,90 em julho para R$ 845,95 em dezembro, uma redução de R$ 19,95 no período. O balanço das 27 capitais foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse resultado, a capital paulista teve a terceira maior redução no custo da cesta básica na região Sudeste.
Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cooperação entre as instituições foi formalizada em 20 de agosto de 2025 e ampliou o acompanhamento de preços para todas as 27 capitais brasileiras.
Em São Paulo, a queda foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata, com queda de 21,26%, e pelo arroz, que ficou 16,97% mais barato no período. Também registraram diminuição os preços do óleo, com retração de 13,75%, e da farinha, com queda de 11,57%.
De acordo com a Conab, o movimento observado em São Paulo acompanha uma tendência nacional de redução nos preços da cesta básica. Segundo o presidente da companhia, Edegar Pretto, o resultado está relacionado à política agrícola adotada no País. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
Ainda segundo Pretto, os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o voltado à agricultura familiar, vêm alcançando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.
Fonte: Conab/Dieese
Entre as capitais brasileiras, Boa Vista (RR) registrou a maior queda no preço da cesta básica no segundo semestre de 2025, com redução de 9,08%. O valor caiu de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Em seguida aparecem Manaus (AM), com retração de 8,12%, e Fortaleza (CE), com queda de 7,90%. No outro extremo, Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) apresentaram reduções de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente.
No recorte regional, Boa Vista liderou a queda no Norte, Fortaleza no Nordeste, Brasília no Centro-Oeste, Florianópolis no Sul e Vitória no Sudeste, com redução de 7,05% no preço da cesta básica no acumulado dos últimos seis meses de 2025.
A ampliação da coleta de preços, de 17 para 27 capitais, é resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. Segundo os órgãos, a iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto de 2025.
Imagem: Secretaria de Comunicação/Presidência da República
O Parlamento Europeu decidiu nesta quarta-feira (21) encaminhar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul à Corte de Justiça da União Europeia, medida que suspende o processo de aprovação do tratado e impõe novo atraso à sua eventual entrada em vigor.
A decisão foi aprovada por margem estreita: 334 eurodeputados votaram a favor do envio do acordo à Corte, 324 foram contrários e 11 se abstiveram. Com isso, a tramitação do texto no Parlamento fica congelada até que haja um parecer judicial sobre sua compatibilidade com os tratados da União Europeia.
O acordo foi assinado em 17 de janeiro e prevê a criação de uma área de livre comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas. Apesar de ter superado entraves políticos após mais de duas décadas de negociações, o tratado enfrenta resistência em diversos países europeus, entre eles França e Polônia.
A Comissão Europeia ainda pode aplicar o acordo de forma provisória, desde que haja aval dos Estados-membros. A possibilidade, no entanto, é considerada sensível do ponto de vista institucional.
Questionamentos jurídicos do Parlamento Europeu
Os eurodeputados que propuseram o encaminhamento à Corte argumentam que a decisão da Comissão Europeia de separar o pilar comercial do acordo (submetendo-o apenas à aprovação do Conselho da UE e do Parlamento Europeu) teria como objetivo impedir a participação dos parlamentos nacionais, o que poderia ser considerado ilegal.
A resolução também questiona a legalidade do chamado “mecanismo de reequilíbrio”, previsto no acordo, que autoriza países do Mercosul a adotar medidas compensatórias caso futuras legislações da UE reduzam suas exportações ao bloco europeu.
Com a decisão, o procedimento de aprovação no Parlamento, que previa uma votação final nos próximos meses, fica suspenso. A expectativa é que a Corte de Justiça leve mais de um ano para emitir um parecer, período durante o qual o acordo permanecerá congelado.
Reações e manifestações
Na véspera da votação, agricultores realizaram protestos em Estrasburgo. Milhares de manifestantes cercaram o Parlamento Europeu com tratores e entraram em confronto com a polícia. O setor agrícola expressa preocupação com a entrada de produtos sul-americanos a preços mais baixos e com padrões diferentes dos exigidos na União Europeia.
Após a votação, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a instituição “lamentou a decisão” e que “buscará convencer os parlamentares sobre a importância geoestratégica deste acordo comercial”. Questionado sobre a aplicação provisória do tratado, o porta-voz declarou que o tema seria debatido durante uma cúpula extraordinária de líderes da UE, antes de qualquer decisão adicional.
A Gap Inc. anunciou a criação do cargo de chief entertainment officer e a contratação de Pam Kaufman para a função. A executiva assume o posto no início de fevereiro e responderá diretamente ao CEO da companhia, Richard Dickson.
Segundo a empresa, Kaufman terá como responsabilidade estruturar, desenvolver e escalar a plataforma de entretenimento, conteúdo e licenciamento da Gap Inc. A área abrangerá iniciativas relacionadas a música, televisão, cinema, esportes, games, produtos de consumo e colaborações. O trabalho dará continuidade a campanhas como “Better in Denim”, da marca Gap, com o grupo Katseye, ações com a Harlem’s Fashion Row e a colaboração da Old Navy com a Disney.
Pam Kaufman ingressa na companhia em 2 de fevereiro como vice-presidente executiva. Antes disso, atuou na Paramount, onde ocupou os cargos de presidente e CEO de mercados internacionais, produtos de consumo globais e experiências. De acordo com a Gap Inc., ela possui “histórico de expandir propriedades intelectuais icônicas para expressões ligadas à moda por meio de parcerias guiadas por design, licenciamento, varejo e experiências”.
A executiva também integra ou já integrou conselhos de organizações como Stella McCartney, Lindblad Expeditions e o Rock & Roll Hall of Fame.
O cargo foi criado, segundo a empresa, a partir do entendimento de que “moda é entretenimento”, conceito que a companhia denomina de “fashiontainment”.
Em comunicado, Richard Dickson afirmou: “À medida que revitalizamos o portfólio de marcas icônicas americanas da Gap Inc. para impulsionar relevância e receita, reconhecemos que o entretenimento é um elo fundamental com o consumidor”. Ele acrescentou: “É um elemento no qual podemos nos apoiar para criar comunidades de fãs, inspirar movimentos e sustentar o crescimento ao longo do tempo”.