Conecte-se conosco

Notícias

Como a IA está transformando a Justiça brasileira?

Published

on

A FGV Justiça publicou a pesquisa Inteligência Artificial – Tecnologia aplicada à gestão dos conflitos no âmbito do Poder Judiciário brasileiro. O objetivo do estudo, em sua 4ª edição, é mapear os sistemas de Inteligência Artificial (IA) em diferentes esferas da Justiça brasileira. Essa iniciativa faz parte do Painel de Projetos de Inteligência Artificial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em suma, ela trouxe à tona a distribuição das iniciativas por tipo de atividade. Entretanto, o material traz uma análise qualitativa de casos representativos de IA generativa em várias instituições. Entre elas, o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais.

A IA generativa tem apoiado a gestão processual, triagem e até mesmo a elaboração de minutas, conforme revelou o estudo. Trata-se de um olhar mais aprofundado sobre as funcionalidades, objetivos e resultados observados em vários casos. A ideia é mostrar como a tecnologia pode ser uma aliada no dia a dia da Justiça.

Resolução CNJ nº 615/2025

Um dos grandes avanços da pesquisa é a análise regulatória atualizada, que considera as diretrizes da Resolução CNJ nº 615/2025. Importante destacar que essa resolução enfatiza a importância do letramento digital, transparência e supervisão humana no uso da IA. Em síntese, ela institui a Política de Uso de Inteligência Artificial (IA) no Poder Judiciário do Brasil. Ademais, estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a utilização de sistemas de IA no Poder Judiciário.

A norma enfatiza a ética, a transparência, a explainabilidade, a auditabilidade e a confiabilidade das soluções. E proíbe de forma explícita o uso de IAs que atribuam pontuações de risco com base em fatores socioeconômicos, antecedentes criminais ou familiares.

Comparações e riscos

O estudo também amplia o horizonte comparativo, utilizando dados da Carta Ética Europeia sobre o uso da IA nos sistemas judiciais e seu ambiente (CEPEJ/AIAB). Ademais, examina casos de sucesso no Poder Judiciário da China e da Índia. Na visão dos pesquisadores, isso é fundamental para entender diferentes arranjos institucionais e os desafios que cada país enfrenta. Isso porque a comparação oferece parâmetros operacionais que dialogam com a realidade brasileira, permitindo um aprendizado mútuo.

Outra parte importante da pesquisa é a sistematização dos riscos associados à IA generativa, bem como a proposição de medidas de mitigação. A ideia é posicionar a tecnologia como uma ferramenta que apoia o processo, e não como uma simples substituta do raciocínio jurídico. Luis Felipe Salomão é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e coordenador da FGV Justiça. Ele destaca, no documento, a importância desse estudo para o futuro da Justiça no Brasil. Como resultado, ele afirma que “a tecnologia deve ser vista como aliada na busca por um sistema mais eficiente e acessível”.

Painel de Projetos de IA

O estudo da FGV Justiça apresentou um Painel de Projetos de Inteligência Artificial (IA) no Poder Judiciário. Em suma, é um panorama sobre como a tecnologia vem sendo aplicada nos tribunais brasileiros. De acordo com o último mapeamento, que foi atualizado até 6 de março de 2025, já é possível observar um avanço significativo nas iniciativas de IA, com muitos tribunais implementando soluções práticas e outras ainda se preparando para dar os primeiros passos.

Os dados coletados são divididos em dois grupos principais. Em primeiro lugar, um resumo geral das soluções de IA desenvolvidas até março de 2025. Enquanto isso, o segundo grupo foca especificamente nos sistemas criados em 2024, publicados em abril de 2025. Essa divisão ajuda a entender melhor onde a IA já está fazendo a diferença e onde ainda há espaço para inovação.

Distribuição das soluções de IA

No mapeamento geral, as ferramentas de IA estão organizadas em quatro grupos, cada um atendendo a diferentes necessidades do Judiciário. O primeiro grupo é voltado para atividades administrativas, como a gestão de recursos e a prestação de informações ao público. Aqui, as soluções ajudam a traduzir decisões judiciais para uma linguagem mais simples, tornando o acesso à justiça mais fácil para todos. Do ponto de vista dos processos consumeristas, essas ferramentas podem auxiliar na identificação de práticas abusivas e no fornecimento de orientações claras sobre os direitos dos consumidores.

O segundo grupo é mais focado na automação dos processos. Essas ferramentas auxiliam os juízes na triagem de processos, na classificação de petições e na identificação de litigâncias predatórias, entre outras tarefas. Isso significa que, com o suporte da IA, o trabalho dos magistrados pode ser mais eficiente e menos sobrecarregado.

O terceiro grupo é ainda mais próximo da atividade jurisdicional. Ele conta com soluções que auxiliam na elaboração de decisões, análises de peças processuais e até na recomendação de sobrestamentos de processos. Isso revela como a tecnologia pode ser uma aliada no dia a dia dos tribunais, ajudando a garantir decisões mais rápidas e justas.

Por fim, o quarto grupo é voltado para a conciliação, ampliando o uso de métodos autocompositivos e facilitando a resolução de conflitos de maneira mais amigável.

Inovação na Defesa do Consumidor

Do ponto de vista consumerista, um exemplo prático e inovador do uso da IA no Judiciário foi a iniciativa do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Para tanto, o tribunal formou uma equipe multidisciplinar composta por magistrados, assessores e especialistas em tecnologia da informação para abordar questões recorrentes na área de defesa do consumidor. Foram identificados 60 temas, incluindo negativação indevida e overbooking.

Nesse ínterim, para lidar com a complexidade de abrir cada processo e encontrar exemplos de cada tema, a equipe desenvolveu uma estratégia inteligente: usar palavras-chave combinadas com operadores lógicos para extrair dados de maneira mais precisa. Esse trabalho permitiu a criação de um conjunto de dados robusto para treinar a IA.

O resultado foi o desenvolvimento de um “Etiquetador Robô”, que lê os processos e rotula as informações no sistema judicial, facilitando a identificação e o tratamento dos casos. Um projeto piloto foi iniciado em três unidades judiciais, buscando coletar feedback dos usuários e ajustar o sistema conforme necessário. A expectativa do TJ-BA é que, com o sucesso do projeto piloto, o “Etiquetador Robô” seja implementado em outras unidades do tribunal, aumentando a eficiência na análise de processos e promovendo uma resposta mais ágil às demandas dos consumidores.

Seminário

Em paralelo ao lançamento da pesquisa, o Centro de Justiça da FGV e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoveram um seminário sobre o uso da IA no sistema judiciário brasileiro. O evento contou com a participação de diversos juízes, ministros e especialistas na área. O seminário teve como objetivo promover uma reflexão crítica sobre a inserção de sistemas de IA no Judiciário brasileiro e discutir seus efeitos práticos, além dos desafios enfrentados.

O seminário contou com apresentações de diversas ferramentas e aplicações baseadas em IA desenvolvidas por diferentes tribunais. São elas:

  • Atalaia: Um sistema para identificar e monitorar padrões de litígios abusivos em todo o Judiciário.
  • Galileu: Uma ferramenta desenvolvida pelo TST que auxilia juízes na geração de atas de audiências e decisões.
  • Zeus: Um sistema desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará que transcreve e resume gravações de audiências.
  • Maria: Uma ferramenta de IA criada pelo Supremo Tribunal Federal para auxiliar na análise de recursos e reclamações.
  • Logos: Um sistema baseado em chatbot desenvolvido pelo Superior Tribunal de Justiça para ajudar juízes e servidores em diversas tarefas.
  • Assis: Uma solução criada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que gera atas de sentenças e acordos.
  • Jus IA: Uma plataforma desenvolvida pela JusBrasil, empresa brasileira de tecnologia jurídica, para fornecer suporte baseado em IA para pesquisa e análise jurídicas.
Luiz Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça.

Falar sobre IA no Judiciário

Luiz Felipe Salomão, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ressaltou a importância e a urgência da discussão sobre IA no judiciário durante um evento que contou com a presença de autoridades, como ministros e juízes. “A integração da IA no sistema judiciário é um tema que suscita tanto oportunidades quanto desafios.”

Salomão destacou que a adoção de tecnologias avançadas pode acelerar processos, melhorar a eficiência e garantir maior acesso à Justiça. No entanto, enfatizou também a necessidade de um debate amplo sobre as implicações éticas e legais da IA, para que seu uso seja alinhado aos princípios da justiça e da equidade.

IA para reduzir litigância predatória

Daniela Pereira Madeira, conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apresentou, na oportunidade, o sistema Atalaia. Este projeto visa identificar e monitorar padrões de litígios abusivos em todo o País, com objetivos claros: reduzir a litigiosidade, identificar casos de lis pendens e detectar litígios abusivos. Segundo Daniela, o Atalaia promete oferecer aos juízes uma visão nacional sobre esses padrões, auxiliando na tomada de decisões mais informadas.

Importante salientar que lis pendens é um aviso público que informa sobre a existência de um processo judicial envolvendo um imóvel, registrado em cartórios de imóveis. Essa notificação alerta potenciais compradores e credores de que o título da propriedade pode ser afetado pela decisão do litígio. Por consequência, isso dificulta a venda ou hipoteca do bem e protege os direitos do autor da ação.

Rodrigo Trindade de Souza, juiz do 4º Tribunal Regional do Trabalho, abordou o crescimento rápido do uso de ferramentas de IA no judiciário, especialmente para a geração de atas de audiências e decisões. No entanto, ele alertou para os desafios que essa tecnologia traz, como o risco de alucinações e vieses, e ressaltou a importância de manter a supervisão humana. Rodrigo apresentou o sistema Galileu, que adota uma abordagem de “prompt fechado” para mitigar esses riscos, destacando a necessidade de preservar a autonomia dos juízes na tomada de decisões.

Qualidade e celeridade

João Valério de Moura Júnior, juiz do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, também trouxe à tona questões relevantes, como os desafios na gestão do grande volume de provas em formato de áudio e vídeo nos tribunais criminais. Ele apresentou o sistema Zeus, que utiliza IA para transcrever e resumir gravações de áudio das sessões judiciais, permitindo uma recuperação rápida de informações relevantes e gerando economias significativas de tempo e custo. “Envolver os usuários finais no desenvolvimento dessas ferramentas é fundamental para garantir que elas atendam às necessidades reais dos tribunais.”

O evento contou ainda com a participação de Natasha Moraes de Oliveira, ex-secretária de Tecnologia e Inovação do Supremo Tribunal Federal; Montgomery Wellington Muniz, chefe da Assessoria de Inteligência Artificial no Superior Tribunal de Justiça; Daniel Raab, secretário-geral de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Luiz Paulo Pinho, cofundador do JusBrasil, que trouxe uma perspectiva sobre como a tecnologia pode democratizar o acesso à informação jurídica. Ele apresentou a plataforma Jus IA, que busca garantir a confiabilidade das informações geradas.

Tecnologia e missão do Judiciário

Vânia Marques Marinho, desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, falou sobre a governança da IA no Judiciário. Ela destacou a necessidade de alinhar o uso da tecnologia com a missão do Judiciário, evitando que a busca por eficiência comprometa a qualidade do atendimento.

Daniela Pereira Madeira revelou que as preocupações dos tribunais estão mais relacionadas ao uso ético da tecnologia do que ao temor de que a IA substitua juízes e funcionários. O trabalho do Comitê Nacional de Inteligência Artificial no Judiciário, focado em capacitação e desenvolvimento de protocolos, foi destacado como um passo importante para o futuro do setor. “O cenário jurídico brasileiro se mostra promissor, mas ainda é necessário enfrentar os desafios da implementação e garantir que a tecnologia sirva como aliada na busca por justiça.”

Desafios e oportunidades

  • As discussões destacaram os desafios da implementação da IA no Judiciário, como a necessidade de capacitação, o risco de viés e erros, e o potencial impacto no processo decisório.
  • No entanto, os participantes também reconheceram as oportunidades apresentadas pela IA, incluindo maior eficiência, melhor acesso à Justiça e a possibilidade de reduzir o backlog de casos.
  • A importância da colaboração e do compartilhamento de conhecimento entre os diferentes tribunais foi enfatizada, assim como a necessidade de garantir que o desenvolvimento e uso de ferramentas baseadas em IA estejam alinhados com a missão e os valores do Judiciário.

Transformação digital no Judiciário

Nos últimos anos, o Poder Judiciário brasileiro passou por uma verdadeira revolução tecnológica, que começou com a digitalização dos autos processuais. Essa mudança não só substituiu o papel pelo meio eletrônico, mas também transformou a forma como os processos são geridos e acessados, trazendo eficiência e transparência ao sistema.

Antes da digitalização, os advogados precisavam se deslocar fisicamente até os fóruns para protocolar petições. O acesso aos autos era restrito a um único profissional por vez, e a reprodução de documentos dependia de fotocópias, gerando custos e atrasos significativos. Essa burocracia dificultava a produção de dados estatísticos confiáveis sobre a atividade do Judiciário, prejudicando a formulação de políticas públicas eficazes.

A mudança começou a ganhar força com a Lei nº 11.419/2006, que institucionalizou o processo eletrônico no Brasil. Com isso, o Judiciário não só se desburocratizou, mas também ganhou em agilidade, permitindo o desenvolvimento de sistemas integrados de gestão processual. Hoje, é possível coletar e analisar dados em tempo real, o que ajuda a criar indicadores essenciais, como o tempo médio de tramitação e a produtividade dos magistrados. Esses dados são fundamentais para melhorar os serviços judiciários como um todo.

Desmaterialização

Outro marco importante foi a desmaterialização dos procedimentos judiciais graças ao Processo Judicial Eletrônico (PJe). Essa mudança, que ganhou ainda mais impulso durante a pandemia de Covid-19, facilitou o acesso ao Judiciário, permitindo que advogados e magistrados se comunicassem de forma remota.

Atualmente, o Brasil está entrando em uma nova fase, marcada pela automação de tarefas. Com o uso de IA, sistemas são capazes de realizar funções que antes eram exclusivas dos profissionais do Direito, como triagem de demandas e previsão de decisões. Entretanto, essa evolução não vem sem desafios. E, em contrapartida, hoje a aplicação de IA no Judiciário levanta questões sobre a imparcialidade das decisões, a transparência dos algoritmos e a necessidade de supervisão humana.

Desde a metade da década de 1990, os esforços de modernização focaram em duas direções estratégicas:

  • Aumentar o acesso dos cidadãos à Justiça, por meio da digitalização de serviços e da criação de canais de atendimento remoto;
  • E aprimorar a transmissão de dados entre os órgãos do sistema de Justiça, com ênfase na interoperabilidade institucional.

Veja abaixo alguns marcos importantes:

  • Institucionalização do Peticionamento Eletrônico: A Lei nº 9.800/1999 permitiu o uso de meios eletrônicos, como fac-símile, para atos processuais que exigiam petição escrita. No entanto, ainda era necessário entregar o original físico em até cinco dias, indicando que o ambiente digital complementava o papel. A verdadeira autonomia do peticionamento eletrônico veio com a Lei nº 11.419/2006, que regulamentou a informatização completa dos processos judiciais.
  • Adesão à ICP-Brasil: Em 2004, o Judiciário brasileiro aderiu à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), o que proporcionou mais segurança jurídica ao uso de autenticação digital baseada em certificados, tornando os atos processuais eletrônicos válidos e seguros.
  • Regulamentação do Processo Judicial Eletrônico: A Lei nº 11.419/2006 conferiu aos documentos eletrônicos o mesmo valor probatório que os físicos, desde que assinados digitalmente. Essa lei também trouxe novas diretrizes para a intimação e gestão de arquivos digitais, levando tribunais a criar normas complementares.

IA nos tribunais:

  • Iniciativas do STJ e STF: O STJ lançou a Resolução nº 2/2007. Ela instituiu o peticionamento eletrônico. Por consequência, o STF seguiu com a Resolução nº 417/2009. O STJ foi pioneiro na eliminação do uso de papel, tornando-se um modelo em digitalização.
  • Inovação na Justiça do Trabalho: O Tribunal Superior do Trabalho (TST) lançou o software Cálculo Rápido Trabalhista. O propósito é facilitar cálculos em ações trabalhistas e promovendo a transparência e eficiência. Essa ferramenta foi um marco na auto atuação dos jurisdicionados.
  • Programa Justiça 4.0: Em 2021, o CNJ lançou o Programa Justiça 4.0, focado na inovação e acesso à Justiça por meio de tecnologia. Os principais eixos incluem o Juízo 100% Digital, que permite a tramitação totalmente remota, e o Balcão Virtual, que oferece atendimento por videoconferência.
  • Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ-Br): Instituída para integrar sistemas e promover a interoperabilidade entre tribunais. A PDPJ busca desenvolver soluções colaborativas e padronizar a experiência do usuário.
  • Lançamento do DataJud (2020): A Base de Dados Processuais do Poder Judiciário, criada para monitorar atividades jurisdicionais e reforçar a transparência. Os dados coletados ajudam na formulação de políticas públicas e são essenciais para o relatório Justiça em Números.

O post Como a IA está transformando a Justiça brasileira? apareceu primeiro em Consumidor Moderno.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

54 + = 61
Powered by MathCaptcha

Notícias

Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

Published

on

Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

Continue Reading

Notícias

aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

Published

on

aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

Continue Reading

Notícias

Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

Published

on

Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



Continue Reading

Tendências

Todos os direitos reservado por Varejo.blog © 2025