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Ga$to Brasil ultrapassa R$ 4 trilhões e 99 bilhões; País gasta cada vez mais rápido

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No dia 5 de setembro de 2025, a Consumidor Moderno noticiava “Sem freio! Gastos públicos no Brasil chegam a R$ 3,5 tri”.

E então, 39 dias corridos depois, a informação é de que os gastos públicos no Brasil ultrapassam R$ 4 trilhões. Para termos uma ideia de como os gastos estão rápidos, ontem (13/10, às 15h15)), eram 4 trilhões, 39 bilhões, 614 milhões, 51 mil, novecentos e quarenta e dois reais e sessenta e sete centavos. Esse valor estava no painel do Ga$to Brasil. Hoje, 14/15, às 14h10, o painel marcava a cifra de R$ 4 trilhões e 99 bilhões. Ou seja, os três governos, juntos, gastaram R$ 60 bilhões em 1380 minutos, ou 23 horas. Em síntese, essa diferença impressionante destaca a rapidez com que os recursos públicos estão sendo utilizados.

Provavelmente, quando você tiver lendo essa matéria, o cenário terá mudado rápido.

E, à medida que o governo gasta, o contribuinte paga. Como diria a química, advogada, consultora e política britânica Margaret Thatcher (1925-2013): “Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos”. Já outra plataforma, o Impostômetro, que conta com um painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro histórico da capital paulista, marca a cifra de R$ 3 trilhões e 72 bilhões em impostos desde o início de 2025 (até 13/10, às 15h15).

Contribuinte ou consumidor?

O que Thatcher queria dizer é que todo o recurso que o Estado utiliza para funcionar e investir no bem-estar da sociedade provém, na verdade, do bolso dos cidadãos. Cada imposto pago, cada taxa recolhida, é um pedaço do nosso trabalho e da nossa renda que o governo utiliza. Portanto, quando falamos em aumento de impostos ou em novos tributos, a pergunta que devemos nos fazer é: quem vai pagar por isso? A resposta é simples e direta: somos nós, os cidadãos.

Em comparação com o ano passado, chegamos ao valor de R$ 3 trilhões em 1º de novembro de 2024, às 16h29. Segundo a ACSP, o registro desse ano aconteceu com 25 dias de antecedência. Em suma, houve um crescimento de aproximadamente 9,37% na arrecadação.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto Gastão Vidigal da ACSP, essa antecipação é resultado de uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação. “Entre eles, destaca-se o aquecimento da atividade econômica”, explica.

Inflação

Ele também aponta a inflação como um fator relevante, já que o sistema tributário brasileiro é fortemente baseado em tributos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços de bens e serviços. Essa reflexão nos leva a questionar como esses recursos estão sendo utilizados e qual o retorno que realmente recebemos em troca.

Os R$ 3 trilhões contabilizados pelo painel englobam não apenas os impostos, mas também taxas e contribuições que vão para os governos federal, estaduais e municipais. Isso inclui multas, juros e correção monetária, que muitas vezes são esquecidos na hora de avaliar o impacto que essa soma colossal tem no bolso do cidadão.

Para o consumidor cotidiano, essa realidade pode parecer distante, mas é fundamental entender que cada real que sai do seu bolso é parte desse montante. Isso levanta a questão: onde estão os benefícios tangíveis que justificam esse gasto? A qualidade dos serviços públicos, a infraestrutura, a saúde e a educação, por exemplo, são reflexos do uso do dinheiro que são pagos com nossos impostos.

Aumento da arrecadação

Além disso, outras medidas contribuíram para o aumento na arrecadação. São elas:

  • Tributação de fundos exclusivos e offshores;
  • Mudanças nas regras de subvenções concedidas por estados;
  • Retomada da tributação sobre combustíveis;
  • Cobrança de impostos sobre apostas on-line (Bets);
  • Taxação de encomendas internacionais (como a chamada “taxa das blusinhas”);
  • Reoneração gradual da folha de pagamentos;
  • Fim dos incentivos fiscais ao setor de eventos (PERSE);
  • Aumento de alíquotas do ICMS;
  • Elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Desequilíbrio

Para Ulisses Ruiz de Gamboa, o Brasil enfrenta um desequilíbrio estrutural entre arrecadação e despesa, com gastos crescendo além da capacidade de receita, resultando em aumento do endividamento e inflação persistente. Em suma, ele prevê que o governo Lula terminará seu terceiro mandato com um crescimento da dívida em torno de 10% a 11% do PIB.

Embora exclua o risco de uma crise similar à da Grécia, alerta para possíveis problemas de insolvência se não houver controle nas despesas. Dessa forma, o especialista aponta que o aumento da carga tributária, utilizado para equilibrar as contas, pode travar o crescimento, desencorajando o empreendedorismo. “Nesse ínterim, para 2026, o cenário indica inflação e juros altos, mesmo com alguma melhora econômica, destacando um consumo em expansão e baixo desemprego como pontos positivos, mas com custos em forma de inflação contínua e necessidade de ajustes fiscais.”

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa


A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.

O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.

“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.

O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.

O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso


Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.

O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.

E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.

Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?

Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.

É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.

Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema


*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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