Eliminar silos e conectar experiências ainda é um desafio para tornar o CX 360° uma realidade do relacionamento entre marcas e consumidores.
Estudos da Forrester mostram que 85% das empresas utilizam mais de dez tecnologias diferentes em seus ecossistemas – e mais da metade admite não ter processos eficazes para integrá-las. O resultado é um cenário em que times trabalham isoladamente, dados não conversam entre si e decisões são tomadas com base em visões parciais do cliente.
Na visão da Bosch, líder global em tecnologia e serviços, que oferece tecnologia e serviços voltados a soluções em CX, superar essa barreira exige tanto inovação quanto mudança cultural.
“Há ainda entraves internos que dificultam a colaboração, mesmo quando todos entendem a importância de colocar o cliente no centro”, explica Fernanda Strumendo, diretora de Marketing e Vendas da divisão Bosch Service Solutions.
Segundo a executiva, avançar para um modelo 360° requer investir em plataformas omnichannel, integrar dados e processos e, sobretudo, promover uma cultura colaborativa.
“A verdadeira integração não acontece só no sistema – ela começa quando as áreas se unem em torno da experiência do cliente”, reforça.
Dados em ação
Quando as informações finalmente fluem entre áreas, surge o segundo desafio: transformar dados em decisões. Para Fernanda, medir satisfação nunca foi o problema – o ponto de virada está em agir sobre o que os indicadores revelam.
“NPS, CSAT e CES só ganham valor quando impulsionam melhorias reais na jornada do cliente”, avalia. Esse processo, acrescenta, começa com responsabilidades bem-definidas: cada métrica precisa de donos claros e planos de ação conectados a resultados tangíveis.
“O segredo está em transformar feedback em movimento. Cada indicador deve gerar uma resposta rápida, seja uma melhoria operacional ou uma nova forma de interação com o cliente”, destaca Fernanda Strumendo.
Nesse sentido, capacitar equipes é tão importante quanto analisar relatórios. “As pessoas precisam entender o ‘porquê’ por trás dos números. Quando o colaborador compreende o impacto de cada métrica, o dado deixa de ser estático e se torna uma ferramenta viva de transformação.”
A Bosch adota ainda uma lógica de tendência, não de evento: observa padrões antes de propor mudanças, evitando decisões baseadas em exceções e focando em causas estruturais.
Fernanda Strumendo, diretora de Marketing e Vendas da divisão Bosch Service Solutions
Resultados traduzidos em valor
Quando integração e leitura inteligente de dados se encontram, os ganhos se tornam mensuráveis. Na Bosch, a unificação dos pontos de contato eliminou repetições, reduziu atritos e acelerou a resolução de problemas – com reflexo direto nos índices de satisfação.
“Ao conectar canais físicos e digitais, observamos um aumento médio de 70% no índice de satisfação dos clientes”, destaca Strumendo.
A centralização dos dados também trouxe ganhos operacionais: automatizações e eliminação de redundâncias reduziram custos e aumentaram a eficiência, especialmente em demandas simples resolvidas por chatbots integrados ao CRM.
Outro reflexo está na fidelização. Com jornadas mais consistentes, os clientes demonstram maior confiança e permanência com as marcas parceiras, movimento refletido em NPS mais altos e menor rotatividade.
“Os times passaram a atuar com base em insights, e não em suposições. Isso muda completamente o ritmo e a qualidade da operação”, resume a executiva.
Tecnologia a serviço da conexão
Com a expansão da Inteligência Artificial, o desafio é equilibrar eficiência e sensibilidade, já que a automação trouxe escala, mas também o risco de distanciar a experiência do humano.
“A automação deve cuidar das tarefas repetitivas, como dúvidas simples, para que o atendente humano se concentre nas demandas que exigem sensibilidade. Essa lógica evita sobrecarga e melhora a percepção de acolhimento, mesmo em interações digitais”, explica.
Ao analisar históricos e padrões de comportamento em tempo real, os sistemas também conseguem adaptar respostas e acionar o atendimento humano no momento certo. “A tecnologia não substitui o fator humano – ela o potencializa”, afirma.
Esse equilíbrio sustenta o conceito de CX verdadeiramente 360° – modelo em que cada interação é otimizada pela inteligência, mas conduzida com empatia.
Segurança sem fricção
Em um contexto no qual dados são o combustível das jornadas personalizadas, segurança e confiança tornaram-se parte essencial da experiência e a integração entre tecnologia, personalização e compliance deixou de ser uma questão técnica para se tornar um diferencial competitivo.
“O primeiro passo é usar plataformas certificadas que atendam normas como a LGPD, garantindo segurança desde a origem. Mas tão importante quanto isso é envolver os times de segurança e dados desde o início dos projetos, para que a privacidade seja parte da jornada e não um obstáculo posterior”, avalia Fernanda.
A automação ganha um papel essencial nesse processo: ferramentas de gestão de consentimento e auditoria automatizada tornam o compliance mais ágil e reduzem a complexidade interna.
Já para o consumidor, a executiva indica que “o foco deve estar em interfaces transparentes”, que mostrem como as informações são usadas e ofereçam controle sobre preferências e privacidade.
“Quando o cliente entende o valor que seus dados têm na personalização da experiência, a confiança aumenta. O segredo está em tornar o processo seguro, simples e perceptível como benefício, não como burocracia”, conclui.
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A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.
Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.
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Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.
Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.
Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.
Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.
Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.
“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.
Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.
Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.
O que são perfumes árabes?
Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.
Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.
Principais características dos perfumes árabes
Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.
Entre as principais características, destacam-se:
Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.
Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe
Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:
Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.
Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex
Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.
Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.
Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?
O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.
Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.
Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.
Principais marcas de perfumes árabes no mercado
Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:
Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.
Oportunidades para o varejo físico e online
Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.
No varejo físico, o ideal é investir em:
Provadores e testers
Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto
No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:
Descrições detalhadas de fragrância
Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”
Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo
A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.
Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.