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Conheça o projeto que pode acabar com o poder de fiscalização dos Procons

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Em meio à grave crise do metanol que assola o Brasil, resultando em múltiplos óbitos e internações, o Congresso Nacional se vê diante de um dilema que pode agravar ainda mais a situação. Isso porque hoje há uma discussão em torno do substitutivo ao Projeto de Lei nº 2.766, de 2021. Ele propõe mudanças significativas na fiscalização e na aplicação de sanções a fornecedores de produtos e serviços pelos Procons, e está tirando o sono da defesa do consumidor.

Ou seja, enquanto o País enfrenta as consequências trágicas da venda de bebidas adulteradas, as alterações sugeridas para modernizar o Código de Defesa do Consumidor e a Lei nº 8.137, de 1990, levantam sérias preocupações sobre a eficácia e a proteção dos direitos dos cidadãos em um momento tão delicado. A urgência e a relevância do tema exigem um debate aprofundado sobre até que ponto essas mudanças podem impactar a segurança e a saúde da população.

O Projeto

O Congresso Nacional está discutindo um substitutivo ao Projeto de Lei nº 2.766, de 2021. Seu escopo é promover mudanças significativas na fiscalização e na aplicação de sanções a fornecedores de produtos e serviços. As alterações propostas, nas palavras do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP), o autor do projeto, visam modernizar o Código de Defesa do Consumidor. Mas não só, tem também a Lei nº 8.137, de 1990, reforçando a proteção dos direitos dos consumidores. Importante destacar que essa última é a legislação que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo.

Amélia Rocha, presidente do Brasilcon.

Uma das principais inovações da matéria é a definição clara dos procedimentos que devem ser seguidos durante uma fiscalização. Ou seja, a ideia é que a fiscalização comece de forma orientadora. Dessa forma, a primeira visita dos fiscais do órgão serviria apenas para informar os fornecedores sobre as correções necessárias. O órgão teria que estipular um prazo para a empresa se adequar.

Apenas após esse prazo é que as infrações seriam consideradas para multas e outras sanções. Segundo Marco Bertaiolli, o objetivo do PL é promover um ambiente mais justo tanto para os consumidores quanto para os fornecedores. “Mas, na prática, o consumidor é quem sairá bem prejudicado”, alerta Amélia Rocha, presidente do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor (Brasilcon).

Consumidor prejudicado

Marcia Moro,do Procon de Santa Maria/RS.

Ela argumenta que essa abordagem facilitará – e muito – a continuidade de práticas inadequadas por parte dos fornecedores. Isso porque a primeira visita de orientação pode ser interpretada como uma leniência em relação a infrações evidentes. “A preocupação é que, ao postergar a aplicação de sanções, os consumidores permaneçam expostos a produtos e serviços que não atendem aos padrões de qualidade e segurança. Quem explica é Marcia Moro, à frente do Procon de Santa Maria/RS. “E em uma situação já crítica, na qual vidas estão em risco, é essencial que o arcabouço legal proteja os indivíduos de abusos e fraudes, e o PL é totalmente contrário a isso.”

A proposta também destoa da necessidade urgente de uma abordagem mais rigorosa, especialmente em um contexto no qual os consumidores estão cada vez mais vulneráveis a práticas desleais. Em outras palavras, a ausência de uma resposta rápida e eficaz às infrações pode criar um clima de impunidade, no qual fornecedores se sentem à vontade para ignorar regulamentos e normas.

Além disso, Marcia, especialista em defesa do consumidor e ex-presidente da Associação Brasileira de Procons (Procons Brasil), alerta para o fato de que a falta de penalidades imediatas gerará um desestímulo nas denúncias. “Se o fornecedor sabe que não enfrentará consequências imediatas por suas ações, isso pode levar a um aumento nas infrações, prejudicando os consumidores que confiam na proteção que a legislação deveria oferecer.”

Negociação que pune consumidor

Outras críticas envolvem a percepção de que a proposta prioriza a negociação em detrimento da defesa efetiva dos direitos do consumidor. Para muitos, a possibilidade de diálogo e orientação é válida, mas não deve substituir a responsabilidade e a punição. “Precisamos de um sistema que não apenas informe, mas que seja eficaz na proteção do consumidor.”

Como se não bastasse, o PL estabelece que, se um fornecedor for acusado em mais de uma localidade pelo mesmo problema, a autoridade do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC) terá a responsabilidade de resolver a questão. Essa mudança, segundo o PL, busca evitar conflitos de competência e garantir uma atuação mais coordenada na defesa dos direitos dos consumidores.

Toda essa centralização pode levar a uma sobrecarga da autoridade, que já enfrenta desafios para lidar com a quantidade de demandas existentes. Além disso, há receios de que a solução de conflitos se torne excessivamente burocrática, prejudicando a agilidade necessária para atender os consumidores que buscam resolução para suas reclamações.

Sanções dos Procons

As sanções também estão sendo abordadas de forma mais detalhada. O texto propõe que as multas sejam graduadas conforme a gravidade da infração e a vantagem obtida pelo fornecedor. A ideia é que a penalidade será mais justa e proporcional, levando em conta não só o erro cometido, mas também o impacto que ele teve sobre os consumidores.

Outro ponto que chama atenção é a possibilidade de diminuição das multas. Isso se dará quando o fornecedor demonstrar boa-fé, como, por exemplo, ao recompor imediatamente os danos causados a um consumidor.

Ainda sobre as multas, se o projeto for aprovado, será proibida a vinculação direta dos valores arrecadados com o Procon-SP. Por consequência, isso prejudicará tanto os órgãos quanto o consumidor. Afinal, ao limitar essa arrecadação, poderá resultar na redução de recursos disponíveis para campanhas educativas e fiscalização, essenciais para a proteção do consumidor. Ademais, a restrição à vinculação dos valores pode comprometer a efetividade das ações do Procon-SP. Em outras palavras, isso limitará sua capacidade de resposta e a implementação de políticas públicas que visem a melhoria das relações de consumo.

O projeto também se preocupa com a capacitação dos agentes de fiscalização. Ele propõe a realização de treinamentos periódicos. A ideia é garantir que os fiscais estejam sempre atualizados sobre as melhores práticas e as normas legais, assegurando uma fiscalização mais eficiente e ética. Por fim, novas infrações administrativas para os agentes públicos responsáveis pela fiscalização também foram incluídas. Isso visa coibir abusos de poder e garantir que as ações de fiscalização sejam justas e respeitem os direitos de todos os envolvidos.

Avanço versus retrocesso

André Ricardo Colpo Marchesan, procurador de Justiça.

O procurador de Justiça André Ricardo Colpo Marchesan comenta que todo avanço na legislação consumerista é bem-vindo. “Entretanto, ele não pode comprometer os direitos do consumidor.”

Ele então explica que, embora esses direitos sejam garantidos constitucionalmente, sua efetividade depende da atuação constante dos Procons em todo o País. “O principal desafio da fiscalização no Brasil não se encontra em eventuais excessos – que são pontuais e facilmente corrigíveis pelo próprio sistema. Esses obstáculos estão na carência de uma fiscalização eficiente, resultante da estrutura precária dos Procons, responsabilidade dos poderes públicos.”

André Marchesan é também coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor e da Ordem Econômica. Ele também comenta da previsibilidade da fase “predominantemente orientadora” antes da aplicação de qualquer sanção. Em suas palavras, isso pode levar alguns agentes econômicos a negligenciar o cumprimento espontâneo das normas, apostando na possibilidade de regularização posterior sem consequências imediatas. “Essa dinâmica enfraquece o caráter preventivo da fiscalização e favorece um ambiente de tolerância à irregularidade.”

Função do Estado

André Marchesan complementa que, ao priorizar a orientação em todas as circunstâncias em detrimento da imposição de sanções, corre-se o risco de deslegitimar a função coercitiva do Estado – fundamental para garantir o respeito às normas. “A fiscalização perde sua eficácia como instrumento de proteção ao interesse público, especialmente em áreas sensíveis como saúde e relações de consumo, que já estão severamente afetadas, como demonstrado pela crescente falsificação de bebidas”, disse. Ele enfatiza que o desgaste das sanções, incluindo as penais – que são raras e não configuram uma criminalização excessiva – acaba por prejudicar o bom fornecedor, que pode se sentir desestimulado a cumprir a legislação, enquanto o mau empresário é favorecido com mais um obstáculo à sua responsabilização.

Marcia Moro enfatiza que comprometer direitos já consolidados é um risco. E, mesmo após 35 anos, o Código de Defesa do Consumidor continua moderno, servindo de exemplo para outras nações. “Sem dúvida, a matéria beneficia diretamente o fornecedor inadequado, uma vez que o fornecedor comprometido é favorável à regulação e à punição dos que desrespeitam as leis”.

E, por fim, Amélia Rocha diz o seguinte: “Quando esperávamos um fortalecimento dos Procons, especialmente em função das infecções por metanol – já que a fiscalização é uma das suas funções mais relevantes para garantir a defesa e proteção do consumidor –, fomos surpreendidos pelo PL nº 2.766, que, na prática, comprometeria a crucial atuação fiscalizatória desses órgãos. Todos nós somos consumidores, e enfraquecer os Procons significa prejudicar a sociedade como um todo“.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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