O avanço das apostas esportivas e dos cassinos online no Brasil é um fenômeno recente, mas explosivo. Apenas no primeiro semestre de 2025, 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas de quota fixa nos aplicativos das 182 bets autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, segundo o Ministério da Fazenda. O dado ajuda a dimensionar o desafio de regular um setor que cresce em ritmo acelerado. E que precisa lidar, simultaneamente, com riscos de vício, lavagem de dinheiro e plataformas ilegais.
Nesse contexto, a Inteligência Artificial (IA) surge como um dos principais instrumentos de monitoramento e prevenção do comportamento de risco entre jogadores.
De acordo com Rodrigo Martinez, Chief Revenue Officer da Lucky Gaming, o uso da IA é hoje uma ferramenta essencial para garantir a integridade do jogo e a saúde dos apostadores.
“Dentro do nosso backoffice, geramos o que chamamos de flags, ou indicadores de comportamento. Se um jogador apresenta um padrão de apostas estável, ele permanece na bandeira verde. Mas quando começa a perder e a aumentar os valores ou a frequência das apostas, recebemos alertas da IA. Isso é o que chamamos de yellow flag, um sinal para iniciar o monitoramento”, explica.
Martinez detalha que o sistema utiliza palavras-chave e padrões de interação no CRM para identificar possíveis sinais de ludopatia. “Expressões como ‘perdi o controle’ ou ‘preciso de ajuda’ são indícios que nos levam a acionar protocolos de atenção. Quando há persistência do comportamento, fazemos contato, sugerimos pausas e até oferecemos rodadas gratuitas, para que o jogador possa se divertir sem envolver dinheiro real”, afirma o executivo.
Entre o alerta e o acolhimento
Rodrigo Martinez, Chief Revenue Officer da Lucky Gaming.
A estratégia descrita por Martinez reflete uma tendência global: a aplicação de IA preditiva não apenas para prevenção de vícios, mas também para o combate à lavagem de dinheiro (anti-money laundering). Em ambos os casos, o objetivo é o mesmo: detectar desvios de padrão antes que eles se transformem em crises.
“Por exemplo: o jogador costumava apostar R$ 100 por semana, passou para R$ 120, depois R$ 350, R$ 450, e o nível de ganho dele é baixo. Ou seja, ele começa a demonstrar um comportamento de busca por recuperação de perda ou de aumento de cadência. Para nós, o aumento de cadência já é sinal de alerta”, conta Martinez.
O executivo reforça que o tratamento do jogador em situação de risco é feito em camadas. No primeiro momento, é sugerido limite de tempo e de gasto. Se o comportamento se agrava, a conta é suspensa automaticamente e o jogador é encaminhado ao time de psicólogos ou a ONGs parceiras. Porém, a conta só pode ser suspensa quando há confirmação através de indicadores ou avisos de familiares.
“Muitos clientes ligam pedindo ajuda, querendo parar, e nesses casos também atuamos. Quando há sinais claros, a conta é automaticamente suspensa, porque sabemos que, tratando-se de vício, muitas vezes a pessoa não consegue parar sozinha. É algo patológico”, relata. “Nesses casos, suspendemos ou excluímos a conta e recomendamos apoio profissional. Temos parcerias com órgãos e psicólogos, e na nossa própria equipe há profissionais especializados em fazer o primeiro atendimento, acolher, confortar e direcionar o jogador.”
Para Martinez, o uso da tecnologia vai além da exigência regulatória. “Não é apenas uma obrigação legal. Tem a ver com humanidade, com se preocupar com o próximo, com a saúde das pessoas que usam o serviço”, frisa.
O mercado ainda vulnerável
A necessidade de ferramentas inteligentes é reforçada pelos números recentes sobre a dimensão do mercado ilegal de apostas no Brasil. Segundo o estudo Fora do Radar, conduzido pela LCA Consultores em parceria com o Instituto Locomotiva e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), entre 41% e 51% do mercado de bets ainda opera na ilegalidade. A atividade dessas plataformas irregulares reflete um impacto fiscal alarmante: entre R$ 1,8 bilhão e R$ 2,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em apenas três meses – o que pode chegar a R$ 10,8 bilhões em um ano.
A ausência de controle e fiscalização transforma essas plataformas em terreno fértil para fraudes, vícios e manipulações. “O mercado ilegal é um espaço sem prevenção, sem cuidado e sem controle”, resume Tiago Mosci, head Jurídico, de Compliance e Risco da EstrelaBet. Ele alerta que, em muitos casos, os consumidores nem percebem que estão em sites irregulares.
Um levantamento do Instituto Locomotiva mostra que 78% dos apostadores têm dificuldade para distinguir plataformas legais das ilegais. Já 72% admitem não conseguir verificar a regularidade dos sites em que apostam. O estudo indica ainda que 73% dos jogadores brasileiros apostaram em pelo menos uma plataforma ilegal em 2025. O número acende um alerta para o impacto da desinformação e da facilidade de acesso.
“Isso ainda é o que contamina o nosso mercado – do ponto de vista regulatório e arrecadatório. Coloca em dúvida o caráter da nossa comunicação, porque ainda não conseguimos diferenciar quem é regulado e quem não é. Os órgãos ainda têm bastante trabalho: como comunicar, qual o melhor canal, e como cuidar dessa comunicação”, acrescenta Martinez.
IA e ciência de dados
Tiago Mosci, head Jurídico, de Compliance e Risco da EstrelaBet.
Na EstrelaBet, a Inteligência Artificial também está no centro das ações de prevenção. Mosci explica que o programa de Jogo Responsável da empresa foi desenvolvido em parceria com a Universidade Fumec, que criou um núcleo de pesquisa sobre o comportamento do jogador.
A empresa buscou apoio científico para entender questões como: Como saber quando o tempo de tela se torna excessivo? Quais sinais realmente indicam risco de vício? Assim, foi criada uma matriz de risco com base em dados comportamentais e literatura científica. “Hoje, temos uma matriz que é referência para o mercado e que serve como um instrumento claro e consolidado de categorização dos nossos jogadores”, frisa Mosci.
Essa matriz classifica os usuários em níveis que vão de baixo a crítico, de acordo com mais de dez critérios combinados. Entre eles, localização, idade, tempo de tela, valores de depósito e perfil financeiro presumido.
“A IA e a análise de dados nos permitem mergulhar cada vez mais fundo na compreensão dos jogadores, a ponto de termos, em breve, um conhecimento quase personalizado de cada um”, comenta. “Cada jogador é único. Ele vai receber um tratamento, uma compreensão e um cuidado individualizados. Nossa atividade é oferecida de norte a sul do País. Temos todo tipo de cliente. Por isso, não existe um padrão único de valor depositado ou de comportamento.”
O executivo ressalta que a eficácia da Inteligência Artificial depende da governança e da supervisão humana. “A tecnologia é uma ferramenta. E, como ferramenta, ela precisa ser programada, precisa estar inserida dentro de um programa de governança que defina os processos e os limites de utilização”, destaca.
Da prevenção ao tratamento
Além de detectar padrões de risco, a EstrelaBet usa a IA para acionar intervenções automáticas. Quando o sistema identifica um jogador em situação crítica, a conta é bloqueada e o cliente recebe a oferta de acompanhamento psicológico. O atendimento é feito por profissionais da Fumec, preparados para lidar com perfis de dependência comportamental.
“Nosso programa tem dois eixos: o preventivo, que busca evitar que o jogador desenvolva problemas; e o corretivo, que acolhe quem já apresenta sinais de vício. Integramos nosso sistema operacional ao da universidade, e o jogador pode agendar atendimentos diretamente pela plataforma”, afirma Mosci.
Ele destaca o papel da equipe de atendimento e de Customer Experience (CX) nesse processo. O time de atendimento é a primeira linha de acolhimento. Os profissionais reconhecem comportamentos preocupantes e encaminham o jogador ao setor adequado. É um trabalho contínuo e humanizado, apoiado por IA, mas guiado por empatia, afirma o executivo.
A importância da regulamentação
A regulamentação do setor, estabelecida pela Lei 14.790/23 trouxe maior controle sobre as operações e exigências claras quanto à prevenção da ludopatia. Antes da regulamentação, cada empresa decidia o nível de cuidado que queria ter. Agora, há regras obrigatórias que garantem um padrão mínimo de proteção.
Ainda de acordo com o estudo Fora do Radar, o mercado ilegal de apostas segue como um grande desafio no Brasil, movimentando de R$ 26 a R$ 40 bilhões por ano. Esses operadores usam estratégias como domínios falsos, marketing de influência e phishing, colocando apostadores em risco. Segundo o Instituto Locomotiva, 8 em cada 10 apostadores têm dificuldade em distinguir sites legais dos ilegais. Isso reforça a urgência de ampliar a conscientização e o combate à irregularidade.
Para Martinez, a regulamentação das apostas no Brasil representa não apenas um marco legal, mas um avanço cultural na relação entre empresas e consumidores. “Na minha visão, isso é fundamental. A relação com o consumidor no Brasil ainda é embrionária, mas o País é um dos mais pesados no que diz respeito à proteção do consumidor. Atores como o CDC e o Procon, por exemplo, possuem também um papel educativo junto às casas”, afirma.
Para ele, a regulamentação cria as bases de um ambiente mais seguro e informado. “Quanto mais isso amadurecer, mais responsável será o jogo. A regulamentação traz um ator importante, que é a educação. Ou seja, a chance de crescer e se tornar um órgão cada vez mais confiável para o jogador”, reforça.
Educação do apostador
Apesar das dificuldades, Mosci acredita que o Brasil tem potencial para se tornar uma referência internacional em jogo responsável. “A regulamentação nos permite cultivar uma imagem adequada do nosso negócio. Uma atividade legítima e reconhecida economicamente como qualquer outra, que paga seus tributos, tem controles internos e atende às exigências regulatórias. Isso é positivo também do ponto de vista da sustentabilidade do negócio. Ao contrário do que se imagina, o mercado legal é o que realmente tem condições de ser sustentável”, relata.
Rodrigo Martinez compartilha da mesma visão e reforça que o mercado caminha para uma nova era de relacionamento com o público. “A comunicação precisa ser clara: não é sobre ganhar dinheiro, é sobre se divertir. O jogo responsável passa por transparência, educação e acompanhamento”, resume.
Tanto Martinez quanto Mosci concordam que a educação do consumidor é o próximo grande passo para o amadurecimento do setor. Os dados da pesquisa do Instituto Locomotiva indicam que 87% dos apostadores brasileiros defendem que o poder público atue com mais firmeza contra plataformas ilegais. Isso revela um consenso entre empresas e jogadores: o futuro do entretenimento digital depende de confiança e segurança.
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A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.
O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.
“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.
O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.
O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.
Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.
O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.
E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.
Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.
A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?
Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.
É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.
Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema
*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS
O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.
De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.
Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.
Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.
No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.
Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.
Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.
O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.
“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.
De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.
O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.
“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.
Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.