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Programas de afiliados e UGC: pilares do novo varejo digital

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Programas de afiliados e UGC: pilares do novo varejo digital


O varejo digital vive uma fase em que a eficiência virou commodity. Automação, IA, recomendação, mídia programática, criativos gerados em escala e atendimento com bots passaram a ser essenciais. Porém, quando todos operam com ferramentas parecidas, a vantagem competitiva se torna a confiança. E confiança, no e-commerce, se constrói com evidências. É por isso que dois componentes estão virando infraestrutura de crescimento: programas de afiliados (como motor de distribuição descentralizada) e UGC — conteúdo gerado por usuários (como motor de prova social).

Um resolve o problema de alcance e contexto; o outro de credibilidade e conversão. Juntos, formam o tipo de sistema que continua funcionando mesmo quando o custo de aquisição de cliente sobe, o alcance orgânico cai e os consumidores ficam mais seletivos.

Afiliados: o novo varejo distribuído

Durante muito tempo, afiliado foi sinônimo de cupom e last click, sendo um canal útil, mas frequentemente associado à “canibalização” de margem e à disputa pelo crédito da venda no fim do funil. Só que o varejo digital amadureceu, e o programa de afiliados também. Hoje, a grande oportunidade é tratar afiliados como uma rede de microcanais: creators de nicho, especialistas, comunidades, curadores, consultores, revendedores informais e até clientes que já amam a marca.

A diferença não está em ter “muitos afiliados”, mas em ter afiliados que carregam contexto. Contexto, como linguagem do público, casos de uso reais, comparações honestas, demonstração e repertório. Em vez de depender apenas de uma marca falando sobre si mesma, o varejo passa a contar com dezenas (ou centenas) de vozes que falam a partir da experiência, reduzindo a distância entre promessa e percepção.

Quando o programa é bem desenhado, afiliados deixam de ser apenas um canal de conversão e viram um canal de descoberta e consideração, gente que apresenta o produto no momento exato, com a narrativa correta e para a audiência certa. O tráfego chega mais qualificado, a conversa começa antes, e o consumidor entra na loja com menos dúvida e resistência.

UGC: a moeda de confiança do e-commerce

Se os afiliados são a distribuição, o UGC é a validação. Em e-commerce, a maior barreira raramente é “não entendi a oferta”, é “será que isso funciona para mim?”. O UGC responde exatamente a isso porque entrega aquilo que o consumidor mais valoriza no digital: redução de risco.

Foto real, vídeo curto, review detalhado, unboxing com detalhes, esse tipo de conteúdo atua como uma camada de prova social aplicável, que melhora taxa de conversão e diminui problemas de pós-compra, como expectativas erradas, devoluções e frustração.

Aqui cabe um ponto importante: o UGC vale mais quando sai da bolha das redes e entra nos lugares onde a decisão acontece. Ele precisa viver no carrinho, nos anúncios, nos fluxos de CRM e até no atendimento. Não como “enfeite”, mas como resposta objetiva às objeções que travam compra. Além disso, o senso de comunidade cria algo único, que nenhum cupom cria, o pertencimento. E pertencimento reduz elasticidade a preço, aumenta recompra e transforma cliente em mídia orgânica.

Ainda falando sobre o UGC como motor de confiança, uma pesquisa da Wake indicou que esse tipo de conteúdo é o fator mais decisivo na hora da compra com 71% das respostas, seguido de indicação dos influenciadores favoritos com 49%, fatores que reforçam o programa de afiliados e o UGC como novos pilares do varejo digital.

O varejo digital está ficando mais automatizado e mediado por tecnologia. Mas, paradoxalmente, isso não torna o marketing menos humano, torna a parte humana ainda mais valiosa. Afiliados e UGC são a ponte prática entre eficiência e relacionamento: um coloca a marca na conversa certa, o outro faz a marca merecer ficar nela.

Se uma operação já investe em mídia, CRM e automação, o próximo passo estratégico é transformar afiliados e UGC de ações pontuais em pilares, criando um sistema de recomendação e prova social que reduza CAC, aumente conversão e fortaleça a marca ao mesmo tempo. Permitindo à marca que mesmo num varejo cada vez mais automatizado, quem vence não é quem paga mais pela atenção, é quem constrói recomendação em escala e confiança em cada clique.

Imagem: Freepik

Leia também: IA e agentes no centro do novo jogo do unified commerce


*Por Alessandro Gil, Vice-Presidente da Wake

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Mercado Livre inicia Mês do Consumidor com descontos

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Mercado Livre inicia Mês do Consumidor com descontos


O Mercado Livre iniciou o “3.3 do Mês do Consumidor”, período promocional que antecede o Dia do Consumidor na plataforma, com descontos de até 70%. A campanha é apresentada em filme estrelado por Ana Castela e DENNIS, que regravaram o hit “Ram Tchum” em uma paródia intitulada “Pa Pum”.

A ação, assinada pela GUT, marca o início de um período promocional estendido. Entre 23 de fevereiro e 15 de março, a plataforma oferece ofertas exclusivas, cupons de desconto, frete grátis para todo o país em compras a partir de R$ 19 e parcelamento em até 21 vezes sem juros com o cartão Mercado Pago.

“O Dia do Consumidor se consolidou como uma das principais datas do varejo e, no Mercado Livre, ampliamos essa celebração. No 3.3 do Mês do Consumidor, reunimos ofertas e uma campanha que usa a música e o entretenimento para traduzir, de forma leve e memorável, dois diferenciais da nossa experiência: comprar com facilidade e receber rápido. Tudo isso você encontra no app do Mercado Livre”, afirma Cesar Hiraoka, diretor sênior de marketing do Mercado Livre.

Música como estratégia de comunicação

A utilização da música na campanha integra a estratégia da empresa de investir nesse território. Recentemente, o Mercado Livre anunciou a terceira edição do Meli Music, festival proprietário da marca, que terá edição especial sertaneja e contará com Ana Castela entre as atrações principais.

“Minha parceria com o Mercado Livre tem sido muito especial. Participar de ações como o Meli Music, estar presente na minha terceira campanha com a marca e ver a minha música sendo usada como inspiração criativa para gerar conexão é uma experiência única. É um trabalho que une música, experiência e estratégia, e isso, como artista e empreendedora, faz toda a diferença”, afirma a cantora.

Para DENNIS, a parceria com a marca também tem relação com sua experiência como consumidor. “Foi muito natural começar essa parceria com o Mercado Livre, uma marca gigante e que já é presente na minha vida, porque praticamente todos os dias eu acabo comprando algo no e-commerce, há anos. Quando você faz uma parceria dessa, onde existe conexão de verdade com a marca, é muito mais legal”, diz o DJ.

Segundo a empresa, os descontos do “3.3 do Mês do Consumidor” já estão disponíveis no aplicativo do Mercado Livre.

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As principais tendências do varejo de suplementação em 2026

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As principais tendências do varejo de suplementação em 2026


A crescente conscientização sobre saúde e bem-estar vem impulsionando, de forma consistente, a expansão do mercado de suplementação. No Brasil, esse movimento acompanha uma tendência global já consolidada. De acordo com a Future Market Insights, o país está entre os mercados com maior ritmo de expansão no segmento, projetando um crescimento médio para os próximos dez anos. Esse desempenho posiciona o Brasil entre os destaques globais em termos de crescimento, ao lado de países como China e Índia, reforçando a relevância estratégica do mercado brasileiro nesse cenário.

Além disso, o Brasil ocupa hoje a terceira posição no ranking mundial de consumo de suplementos alimentares, atrás apenas dos Estados Unidos e da Austrália. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri), o produto mais vendido no país atualmente é o whey protein, evidenciando a força da suplementação proteica dentro da rotina do consumidor brasileiro.

Já quando olhamos para o crescimento global, o cenário chama ainda mais atenção. A expectativa é que o mercado de suplementos alcance US$ 65,7 bilhões até 2036, mantendo um crescimento médio anual próximo de 9,5%. Mas, mais do que os números, o que esse avanço revela é uma mudança de mentalidade: a saúde deixou de ser uma preocupação pontual para se tornar um projeto de vida. A suplementação passa a integrar a rotina, acompanhando diferentes fases, objetivos e estilos de vida.

Com isso, podemos identificar também um contexto promissor para o varejo. O crescimento é sustentado por novas demandas e pela mudança no comportamento de compra dos consumidores, criando oportunidades para empresas que consigam inovar não apenas em portfólio, mas também em experiência e relacionamento. Diante desse recorte, o desafio do varejo de suplementação deixa de ser apenas a ampliação de sortimento ou a busca por escala. A questão central passa a ser como estabelecer uma relação cada vez mais próxima e contínua com o consumidor final. Em um mercado em rápida evolução, ganhará espaço quem conseguir transformar dados em entendimento, produtos em soluções e pontos de contato em aproximação. 

Quando olhamos para as tendências, fica evidente que este mercado será definido por algumas decisões centrais. A primeira delas é sobre formato e experiência de consumo. No universo da suplementação nutricional, especialmente em categorias como whey protein, creatina e termogênicos,  isso se traduz em colaborações que agreguem novas combinações de ingredientes, versões com melhor solubilidade e sabores mais elaborados. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por barras de proteína e snacks funcionais, que unem praticidade e valor nutricional em uma rotina cada vez mais dinâmica. O consumidor não busca apenas performance, ele busca conveniência, confiança e experiência.

A segunda decisão estratégica passa pelo modelo de relacionamento e distribuição. O avanço da recorrência, do uso inteligente de dados e da construção de comunidades próprias deixam claro que a performance no varejo dependerá cada vez menos de ações pontuais e mais da capacidade de criar vínculo, previsibilidade de compra e jornada contínua.

A terceira frente é confiança. O consumidor está mais informado, mais crítico e menos tolerante a promessas vazias. Transparência, rastreabilidade, sustentabilidade e clareza na comunicação deixaram de ser diferenciais competitivos para se tornarem pré-requisitos. Marcas que não incorporarem esses valores de forma genuína tendem a perder relevância.

Ao mesmo tempo, o crescimento será puxado por nichos com demandas específicas,  como saúde feminina, suplementação nutricional, esportiva e envelhecimento ativo. Cada um desses territórios exige posicionamento claro, portfólio adequado e comunicação responsável. Não basta estar presente: é preciso compreender profundamente as necessidades de cada público.

Imagem: Freepik


*Roberto De Luna é Diretor Executivo Comercial da GDS I BLACK SKULL USA, com ampla experiência em gestão comercial nos segmentos de alimentos, bebidas e suplementos. Especialista em operações multicanais, lidera estratégias de vendas, Go-To-Market e expansão nacional com foco em rentabilidade, crescimento de market share e performance. Antes da posição atual, foi Diretor Comercial da Nutrata, onde conduziu um ciclo de forte crescimento estruturado, com cases premiados de collabs no segmento e de excelência na distribuição nacional. Ao longo da carreira, passou por empresas como Granarolo, AB Mauri (Ovomaltine), entre outras, com atuação relevante no varejo e food service. Também é Professor Convidado da ESPM, no Hub de Trade Marketing e Negócios.

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Ume capta R$ 150 mi para ampliar operações de crédito no varejo

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Ume capta R$ 150 mi para ampliar operações de crédito no varejo


A Ume anunciou a captação de R$ 150 milhões por meio da estruturação de um Feeder FIDC. A operação contou com a participação de investidores como Itaú BBA, Bradesco BBI, além das gestoras internacionais Credit Saison e Western Asset, entre outros investidores do mercado de capitais.

Segundo a fintech, a nova estrutura amplia o acesso ao mercado de capitais e viabiliza um modelo de funding voltado à criação de operações próprias de crédito para varejistas parceiros, de acordo com perfil de risco, base de clientes e estratégia comercial.

Os recursos serão destinados ao financiamento dessas operações. De acordo com a empresa, a estrutura permite que varejistas internalizem margens financeiras, ampliem vendas e aumentem o lucro líquido, com potencial de dobrar resultados ao longo do tempo.

Estrutura e governança

Por meio do Feeder FIDC, a Ume pode alocar capital em múltiplos veículos de crédito, com políticas independentes e estruturas dedicadas a cada operação. Atualmente, três estruturas estão ativas e outras duas têm previsão de início em fevereiro.

A empresa informa que o modelo combina flexibilidade operacional com mecanismos de governança, incluindo políticas financeiras e controles alinhados entre varejistas e investidores.

A iniciativa integra a estratégia da companhia de apoiar varejistas na criação de operações próprias de crédito, reduzindo dependência de modelos tradicionais e permitindo maior controle sobre estratégia financeira, distribuição e rentabilidade.

“Essa estrutura nos permite criar operações específicas para cada varejo, conectando essas iniciativas ao mercado de capitais com governança, disciplina e sustentabilidade. É um passo importante na nossa missão de construir uma infraestrutura financeira que fortaleça empresas e gere valor de longo prazo para todo o ecossistema”, afirma Berthier Ribeiro, CEO da Ume.

Demanda de investidores

De acordo com a empresa, a captação foi oversubscribed. “Essa captação reflete a confiança construída ao longo da trajetória da Ume e o reconhecimento do nosso histórico e expertise em crédito. Ao longo dos anos, mostramos que é possível estruturar operações sólidas, ajudando varejistas a acessar capital de forma inteligente e sustentável”, afirma Ribeiro.

Imagem: Freepik

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