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Grupo BITTENCOURT participa da IFA Convention 2026 e traz leitura estratégica para o franchising brasileiro

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Grupo BITTENCOURT participa da IFA Convention 2026 e traz leitura estratégica para o franchising brasileiro

A partir da próxima segunda-feira (23), o Grupo BITTENCOURT integra a delegação oficial da ABF (Associação Brasileira de Franchising) na IFA Convention 2026, em Las Vegas (EUA). A presença da consultoria no principal fórum global do setor reforça o posicionamento da empresa como ponte entre as discussões internacionais e as decisões estratégicas que impactam redes de franquias no Brasil.

Mais do que participação institucional, o movimento tem foco em análise estratégica e tradução prática das tendências globais.

“Desde o início, o foco está na leitura estratégica, conexão qualificada e tradução das melhores práticas de gestão, expansão e operações globais para o contexto do franchising brasileiro”, afirma Lyana Bittencourt, CEO do Grupo BITTENCOURT.

Também integram a comitiva oficial da ABF:

  • Caroline Bittencourt, sócia e diretora de Relacionamento & Insights

  • Felipe Koga, diretor de Estratégias Digitais

O trio reforça a atuação do Grupo na interpretação de tendências internacionais com aplicabilidade real ao mercado brasileiro.


A IFA 2026 como reflexo do novo momento do franchising global

A programação da IFA Convention 2026 indica uma inflexão relevante no setor. O foco deixa de ser expansão acelerada e passa a priorizar:

  • Qualidade do crescimento

  • Liderança operacional

  • Tecnologia aplicada

  • Sustentabilidade do modelo de franquias no longo prazo

O discurso aspiracional dá lugar a conteúdos orientados à tomada de decisão prática, fundamentos operacionais e disciplina econômica.


Empreendedorismo e construção de valor

A participação de Daymond John, fundador da FUBU, posiciona o empreendedorismo como eixo central do evento. Sua trajetória reforça que marcas sólidas não se constroem apenas com escala, mas com:

  • Clareza de posicionamento

  • Disciplina financeira

  • Capacidade de execução consistente

No franchising, o crescimento passa a ser consequência de estratégia estruturada — e não objetivo isolado.


Liderança operacional como base da escala

Outro destaque é Kat Cole, CEO da AG1 e ex-presidente e COO da Focus Brands. Sua experiência em operações globais reforça um ponto sensível para redes em expansão: escala sem liderança operacional sólida fragiliza o sistema.

A discussão ganha relevância para redes brasileiras que cresceram rapidamente e agora enfrentam revisão de estrutura, governança e processos.


Questionar consensos e repensar modelos

Codie Sanchez, fundadora da Contrarian Thinking, introduz uma abordagem baseada em questionamento de consensos e decisões tomadas por inércia.

No contexto de franquias, isso implica revisar premissas como:

  • Crescimento acelerado a qualquer custo

  • Modelos únicos de franquia

  • Expansão sem análise de rentabilidade por unidade

A agenda do evento sugere que o setor passa a valorizar decisões menos óbvias, porém mais sustentáveis.


IA e tecnologia como infraestrutura estratégica

A tecnologia aparece de forma transversal na programação. Scott Klososky aborda o desafio atual: não é mais “adotar tecnologia”, mas decidir onde investir com inteligência.

Os debates envolvem:

  • Inteligência artificial aplicada

  • Visibilidade em ambientes de busca baseados em IA

  • Uso de dados para planejamento territorial

  • Infraestrutura digital para marketing e expansão

A tecnologia deixa de ser suporte operacional e passa a ser elemento central na tomada de decisão estratégica.


Liderar sob pressão

A programação também contempla temas ligados à liderança em ambientes complexos, como nas apresentações de Ryan Dunlap.

Redes operam hoje em cenário de:

  • Franqueados mais informados

  • Consumidores mais exigentes

  • Margens pressionadas

Liderança, comunicação e capacidade de sustentar decisões difíceis tornam-se diferenciais competitivos.


Marca, cultura e longevidade

O fireside chat com Andrew Cathy, CEO da Chick-fil-A, aborda um dos temas mais estratégicos: como marcas consolidadas preservam cultura, confiança e performance ao longo das gerações.

O debate reforça que crescer é importante — mas permanecer relevante é decisivo.


Engajamento e lealdade do consumidor

A construção de lealdade extrema também ganha espaço na agenda, com insights de líderes de redes como Anytime Fitness e Purpose Brands.

Os conteúdos reforçam:

  • Importância de propósito claro

  • Experiência consistente em rede

  • Coerência entre marketing nacional e execução local

Para o Brasil, o tema dialoga diretamente com a gestão do fundo de marketing e alinhamento entre franqueador e franqueados.


Contexto macroeconômico e decisões estruturais

A análise econômica conduzida por Curtis Dubay, economista-chefe da U.S. Chamber of Commerce, encerra o ciclo temático com foco no cenário macro.

O evento sinaliza:

  • Maior rigor financeiro

  • Planejamento de expansão integrado ao ambiente econômico

  • Cautela estratégica diante do custo de capital


O que a agenda da IFA 2026 sinaliza para o Brasil

O conjunto de temas aponta para um franchising mais maduro, analítico e orientado à eficiência estrutural.

A participação do Grupo BITTENCOURT nesse contexto reforça o compromisso de interpretar essas discussões com profundidade e traduzi-las em estratégia aplicável às redes brasileiras.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio passa a ser selecionar, adaptar e implementar aprendizados de forma coerente com a realidade de cada operação.

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MBRF vai vender mais frango (e agora bovinos) para a Arábia Saudita

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MBRF vai vender mais frango (e agora bovinos) para a Arábia Saudita

A Arábia Saudita vai dobrar o volume de frango que compra da MBRF e passar a comprar também carne bovina.

A gigante de proteína controlada por Marcos Molina acaba de assinar com a SALIC – o braço focado em alimentos do fundo soberano saudita (PIF) – um aditivo ao contrato de segurança alimentar que os dois lados tinham desde abril de 2024.

Marcos Molina okA MBRF já fornece 300 mil toneladas de frango por ano para a Arábia Saudita, um volume que agora será ampliado para 600 mil toneladas. Já o fornecimento anual de carne bovina passará a ser de 270 mil toneladas.

Um analista que cobre a empresa calcula que as 300 mil toneladas de frango adicionais devem gerar uma receita incremental de cerca de US$ 1 bilhão por ano para a companhia, considerando um preço médio de venda de US$ 3,5 mil/tonelada. Já as 270 mil toneladas de carne devem adicionar US$ 1,75 bilhão ao top line da companhia, considerando um preço médio de US$ 6,5 mil/t.

Dado o tamanho da MBRF, o impacto na receita será pouco relevante. Como a companhia faturou mais de R$ 164 bilhões no ano passado, a receita adicional representa cerca de 7-8% do total.

O aditivo também mostra um estreitamento do relacionamento da MBRF com a Arábia Saudita, um mercado importante de proteínas que está em crescimento e que paga mais que outras regiões.

O SALIC se tornou acionista da BRF antes da fusão, entrando num follow-on em 2023 no qual investiu R$ 1,6 bilhão por cerca de 11% do negócio.

Em setembro, o fundo saudita converteu essa participação em derivativos para evitar obstáculos regulatórios para a fusão da BRF e Marfrig, que o SALIC defendeu publicamente.

A ação da MBRF sobe 24% desde a conclusão da fusão, há seis meses. A empresa vale R$ 27,3 bilhões na Bolsa.




Pedro Arbex




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Para XP, safra de balanços do 1T nos EUA terá pouco espaço para surpresas positivas

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Para XP, safra de balanços do 1T nos EUA terá pouco espaço para surpresas positivas

A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 nos EUA teve seu início oficial na semana passada, mas é a partir do dia 13 que começa a ganhar tração. Nesta segunda, serão apresentados dados do Goldman Sachs e, na terça, JPMorgan e Wells Fargo trazem seus balanços.

A XP considera que a temporada deste trimestre conta com pouco espaço para surpresas positivas, em especial por um trimestre marcado por elevada incerteza geopolítica e macroeconômica e por projeções já elevadas de crescimento. A expectativa do consenso é de avanço do lucro por ação (LPA) do S&P 500 em 13%, na comparação anual.

Leia mais: Temporada de resultados nos EUA: BlackRock considera previsões “otimistas demais”

“Olhando além do 1T26, as estimativas já parecem bastante exigentes. Nesse contexto, acreditamos que, mais uma vez, o mercado tenderá a reagir menos aos números reportados e mais aos guidances e sinalizações das companhias para o restante de
2026, levando a variações de preços devido reajuste das expectativas elevadas”, afirmam os estrategistas Raphael Figueredo e Maria Irene Jordão.

Os dados de atividade apresentaram sinais mistos em relação ao mercado de trabalho e as pressões inflacionárias, de acordo com a XP, o que pode promover respostas heterogêneas nas companhias. Para os analistas, as projeções para 2026 já parecem esticadas, após um trimestre de revisões predominantemente altistas. E, por isso, a reação do mercado deve reagir menos aos resultados reportados e mais aos guidances divulgados pelas companhias.

Sobre o crescimento em 2026, assim como diretora da BlackRock mencionou nesta semana considerar projeções otimistas demais para o 1T, os analistas da XP afirmam que as projeções parecem “ambiciosas”. Ainda assim, a XP faz a ressalva de que um ponto positivo é a resiliência já demonstrada pelas empresas americanas, em especial as de tecnologia, ao longo de 2025. O crescimento estimado pelo consenso é de de +7,7% A/A para o lucro em 2026.

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“Assim, vemos risco maior de um realinhamento de expectativas à frente, com revisões baixistas após a temporada, à medida que as empresas busquem recalibrar e suavizar as projeções mais agressivas para o ano”, diz a XP.

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MEMÓRIA. Walter Melik Kranz, que transformou precisão em vinho

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MEMÓRIA. Walter Melik Kranz, que transformou precisão em vinho

Walter Melik Kranz construiu uma trajetória rara, guiada por duas paixões igualmente intensas: a excelência e o recomeço.

Descendente de imigrantes austríacos, Walter nasceu em 1949 em Treze Tílias, no interior de Santa Catarina, e percorreu o mundo como executivo da Mercedes-Benz por mais de 30 anos antes de decidir voltar às origens e se reinventar.

Foi nesse retorno que nasceu em 2007 a Vinícola Kranz, um projeto que, para além de uma ambição empresarial, foi uma declaração de amor ao vinho.

Walter levou para os vinhedos o mesmo rigor técnico que aplicava na indústria – mas achou na vitivinicultura algo maior que o método. Encontrou sentido.

Ao lado da esposa, Ao Ruirong, construiu uma marca que rapidamente se tornou referência em Santa Catarina, com rótulos premiados e reconhecidos pela identidade, elegância e consistência.

Seu trabalho ajudou a colocar o vinho catarinense em outro patamar. Em um cenário ainda em formação, apostou na qualidade quando o caminho mais fácil seria buscar volume. Preferiu a precisão à pressa, o cuidado ao improviso, a construção paciente de um legado. Mais do que técnica, cada garrafa sua carregava visão, persistência e a crença de que era possível fazer vinhos de excelência no Brasil, com personalidade própria.

Walter não produzia só vinhos. Produzia experiências. Pensava no aroma antes mesmo da colheita, imaginava o equilíbrio antes da fermentação, buscava emoção em cada safra. Para ele, vinho nunca foi apenas produto. Era expressão. Memória. Era tempo transformado em algo que se pode compartilhar à mesa.

Tenho várias garrafas dos vinhos de excelência produzidos por ele – e talvez isso diga mais do que qualquer currículo. Cada uma delas guarda intenção. Há cuidado em cada detalhe, história em cada rótulo, paixão em cada gole. Abrir uma dessas garrafas é, de alguma forma, reencontrar Walter, sua inquietação criativa, sua busca permanente por fazer melhor.

Walter Melik Kranz foi um empreendedor que abriu caminhos, inspirou outros produtores e ajudou a consolidar uma nova identidade para o vinho brasileiro. Sua trajetória é a prova de que é possível recomeçar e, mais que isso, recomeçar com grandeza.

Sua partida, na semana passada, aos 76 anos, encerra um ciclo, mas não silencia sua presença. Ele permanece conosco nos vinhedos, nas adegas, nas mesas onde seus vinhos continuam sendo servidos. Permanece no gesto simples de brindar – e naquilo que ele sempre buscou: transformar trabalho em legado, técnica em emoção e a vida em algo a ser compartilhado.

Felipe Vieira é jornalista. Uma versão original deste artigo foi publicada nas redes sociais do autor.




Felipe Vieira




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