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Primeiríssima classe e sofá na econômica: United quer o cliente premium

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Primeiríssima classe e sofá na econômica: United quer o cliente premium

O cessar-fogo anunciado por EUA e Irã impulsionou as ações de companhias aéreas hoje, dada a sensibilidade do setor aos preços do petróleo.

Para a United, a segunda maior empresa do setor nos EUA, o gatilho macro serviu apenas para confirmar a visão positiva do mercado sobre o papel.

Além da alta de 8% hoje, a ação sobe 72% em 12 meses, acima dos ganhos de 56% da Delta e de 11% da American.

A United tem agradado aos investidores ao dedicar cada vez mais espaço nas aeronaves aos clientes premium – conseguindo um aumento nas receitas sem alterar a oferta de assentos.

As vendas de passagens premium na United subiram 11% no ano passado, acima da média do mercado, e alcançaram 12% de todos os assentos vendidos pela empresa.

O management ainda quer mais.

Nos últimos dias, a empresa anunciou várias mudanças na cabine dos seus voos de longa distância que vão na mesma direção.

Ainda este mês, a United vai começar a dividir a primeira classe de rotas longas em três categorias –  básica, standard e flexível – um modelo semelhante ao já adotado pelas companhias aéreas na classe econômica, com tarifas com diferentes preços e benefícios.

A categoria básica, de entrada, dará direito a apenas uma bagagem despachada e não permitirá seleção de assento, alteração de voo ou acesso ao lounge Polaris, a sala VIP reservada aos passageiros da primeira classe da United.

Já a tarifa standard dará direito a duas bagagens despachadas e a todos os benefícios citados acima; e a modalidade flexível também dá a possibilidade de reembolso integral da passagem em caso de mudança de planos.

Os passageiros de primeira classe (menos os da tarifa básica) poderão ainda pagar uma taxa adicional de US$ 499 para viajar em compartimentos fechados nas primeiras filas dos aviões da companhia, batizados de Polaris Studios. 

Em algumas aeronaves, é possível até mesmo unir dois compartimentos para montar uma “cabana”, como descreveu o CEO da United Scott Kirby.

A classe econômica também passará por mudanças.

Em 2027, várias rotas de longa duração da empresa contarão com até 12 “Relax Rows”, ou trios de assentos que podem se transformar em um sofá com a ajuda de apoios para pernas que inclinam 90 graus.

A tarifa incluirá um colchão, um cobertor, dois travesseiros e uma pelúcia para os grupos com crianças.

Segundo a empresa, a ideia é que casais, famílias com filhos pequenos ou até passageiros sozinhos consigam viajar com mais espaço sem precisar desembolsar os mesmos valores da primeira classe ou até da econômica premium.

Ainda não foi anunciado, no entanto, quanto custará a modalidade e como funcionarão as reservas – o que deve determinar o seu sucesso ou fracasso.

Companhias como Air New Zealand, ANA, Lufthansa e até a Azul possuem assentos semelhantes, sendo em alguns casos uma oferta atrelada à ocupação dos voos. 

As novas categorias serão implementadas principalmente em aviões widebody como os Boeing 777 e 787, que atendem rotas transcontinentais e internacionais.

A companhia também tem investido em uma renovação de frota, com previsão de receber 120 aeronaves este ano; está implementando internet via Starlink em todos os seus aviões; e anunciou um aumento de US$ 10 nos preços das bagagens despachadas.

A United vale US$ 31,2 bilhões na bolsa.




Matheus Prado




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Inflação PCE e PIB dos EUA, Galípolo e mais destaques desta quinta

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Inflação PCE e PIB dos EUA, Galípolo e mais destaques desta quinta

A sessão desta quinta-feira (9) traz alguns dos principais indicadores da semana. Apenas nos Estados Unidos, hoje será divulgado um combo de dados, com informações sobre inflação, com os gastos pessoais, rendimento pessoal e o deflator do PCE. Ao longo do dia, o país também disponibiliza o número atualizado de pedidos de auxílio desemprego semanais, como esperado em toda quinta-feira, mas também o PIB do 4º trimestre.

Com dados do Brasil, a Fundação Getúlio Vargas lança hoje o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com informações sobre a inflação no país. O mercado espera que o dado mostre uma aceleração, impulsionada pelos incrementos de combustíveis, alimentos e medicamentos.

Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa às 9h da Premiação Anual Rankings Top 5 2025, promovida pelo Banco Central, em São Paulo.

Ontem, na quarta-feira, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã representa apenas uma “pausa”, e não o fim definitivo das tensões, ressaltando que as forças americanas seguem em prontidão para retomar o combate.

Ainda assim, a reação dos mercados foi de otimismo. Aqui no Brasil, o Ibovespa subiu 2,09%, aos 192.201,16 pontos, um ganho de 3.942,25 pontos, o maior patamar de fechamento da história, pela primeira vez acima dos 192 mil, superando os 191.247.46 pontos de 24 de fevereiro deste ano. Na abertura da sessão, o índice ainda renovou a máxima história, passando pela primeira vez dos 193 mil, com 193.759,01 pontos.

Agenda

A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira começa às 9h30, com reunião no Palácio do Planalto com ministros. Às 11h30, participa da sanção de projetos de lei ligados à violência doméstica e proteção de mulheres indígenas. À tarde, às 14h40, reúne-se com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick; às 15h, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e, às 16h, com o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

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Brasil

05:00 — IPC
Período: Semanal

08:00 — IPC-S
Período: Semanal
Previsão: 0,81

9:00 – Pesquisa Industrial Mensal – Regional 

EUA

09:30 — Pedidos de auxílio-desemprego
Período: Semanal

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09:30 — Deflator do PCE
Período: Fevereiro

09:30 — PIB
Período: Dezembro

INTERNACIONAL

Cessar-fogo

O presidente ⁠do Parlamento do Irã, ‌Mohammad Baqer Qalibaf, disse nesta quarta-feira ‌(8) que três cláusulas-chave de uma proposta de 10 pontos foram violadas antes ⁠do início ‌das negociações ⁠na sexta-feira (10) no Paquistão, acrescentando que, em tal situação, um cessar-fogo bilateral ​ou negociações não eram razoáveis.

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As violações ​incluíram a violação de um cessar-fogo no Líbano, a entrada de um ‘drone ‌invasor’ no ​espaço aéreo iraniano e a negação do direito ⁠do ​Irã ​ao enriquecimento de urânio, disse ele ⁠em ​um post no X.

Fertilizantes

A Índia aumentou nesta quarta-feira seu subsídio para fertilizantes destinados a culturas de verão em 11,6% em relação ao ano anterior, para proteger os agricultores do aumento dos preços globais dos adubos após a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O gabinete aprovou um esquema de subsídio no valor de 415,34 bilhões de rúpias (US$4,50 bilhões) para a safra de verão, informou o ministro da Informação, Ashwini Vaishnaw.

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Crescimento econômico

O Banco Mundial reduziu sua estimativa de crescimento econômico na América Latina e no Caribe para 2026, prevendo um crescimento de 2,1%, abaixo do crescimento de 2,4% registrado em 2025 e abaixo do crescimento de 2,5% previsto pelo grupo em outubro.

Em sua última Atualização Econômica da América Latina e do Caribe, publicada nesta quarta-feira, o Banco Mundial disse que a região está limitada por desafios estruturais de longa data.

BRASIL

Biodiesel

O governo brasileiro avalia maneiras de acelerar os testes de misturas mais altas de biodiesel no diesel com o objetivo de chegar a uma conclusão este ano, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) nesta quarta-feira, em meio a um aumento nos preços dos combustíveis devido à guerra do Irã.

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A medida poderia impulsionar a demanda de soja no maior produtor mundial da oleaginosa, principal matéria-prima de biodiesel.

Imposto do petróleo

A Justiça Federal no Rio de Janeiro deferiu liminar que suspende os efeitos de imposto de exportação de petróleo para as petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol, que entraram com a ação judicial, conforme decisão vista pela Reuters.

A decisão, datada de terça-feira, suspende os efeitos do imposto desde a sua criação, em 12 de março. A taxa foi criada por medida provisória pelo governo federal como uma das alternativas para lidar com os efeitos da guerra no Irã.

Etanol

O governo brasileiro quer aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre deste ano, em momento em que o Brasil enfrenta desafios na área de combustíveis, especialmente em diesel e gás de cozinha, por conta da alta dos preços decorrente da guerra no Irã.

“Quero aqui, em primeira mão, dizer que nós queremos fazer o E32 em breve, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao falar nesta quarta-feira durante participação em evento Latam Energy Week, no Rio de Janeiro.

Fazenda

A subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, apresentará nesta quinta os resultados da fiscalização federal em 2025 e o planejamento das ações para 2026. A entrevista coletiva será realizada a partir das 10h.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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Asfalto, diesel, subsídios: a conta da Motiva sobre os efeitos da guerra

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Asfalto, diesel, subsídios: a conta da Motiva sobre os efeitos da guerra

A Motiva está projetando um impacto “limitado” da guerra no Oriente Médio e do choque dos preços globais do petróleo sobre seus resultados deste ano.

A companhia de infraestrutura prevê investir R$ 6,3 bilhões em 2026 – boa parte em obras que exigem um uso intensivo de derivados do petróleo, como o diesel e asfalto. 

“Mas 85% desse capex já está contratado, com condições estabelecidas a priori, e portanto isso mitiga muito o risco de variações,” disse Miguel Setas, o CEO da Motiva, ao participar hoje de um evento do Bradesco.

Miguel Setas

“O cenário com que trabalhamos é de um impacto de low single digit, marginal, em nosso fluxo de geração de caixa com os efeitos da guerra,” disse Setas. 

Também foram realizadas simulações considerando cenários de “Armageddon”, muito mais extremos, “mas ainda assim a companhia é muito resiliente.” 

“Nós fizemos contas, trabalhamos com cenários de estresse, estatística, fazendo análise de Monte Carlo. Petróleo a US$ 180 por barril, a US$ 140, a US$ 100, por 12 meses, por 18 meses. Temos vários cenários internamente na companhia,” disse Setas.

Segundo ele, os gastos com cimento asfáltico de petróleo (CAP) representam cerca de 4% do capex previsto – “um efeito muito limitado.”

Já os custos com diesel são mais representativos, 10%, mas acabam em boa parte assumidos pelos fornecedores contratados pela companhia. 

Setas também disse que medidas do Governo para conter os preços dos combustíveis, como a aprovação de subsídio ao diesel e corte de impostos, ajudam a aliviar os impactos. 

A Motiva encerrou 2025 com uma dívida líquida de R$ 34,1 bilhões. A alavancagem financeira ficou em 3,6x, mas deve cair para cerca de 3x após a conclusão da venda do negócio de aeroportos ao grupo ASUR, anunciada no final de 2025 por R$ 11,5 bilhões de enterprise value.

Setas disse que a saída dos aeroportos resultará em uma “simplificação estrutural” na carteira de ativos da companhia e foi um movimento com sentido estratégico.

“Eram ativos que adicionavam muita complexidade ao nosso portfólio. E em potencial de geração de valor, de crescimento, de consolidação do mercado, não iam estar na nossa agenda, no nosso radar futuro.” 

A Motiva vale R$ 32,4 bilhões na B3. A ação acumula alta de 41% em 12 meses. 




Luciano Costa




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Setor da construção se opõe à liberação do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas

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Setor da construção se opõe à liberação do FGTS para trabalhadores pagarem dívidas

O setor da construção civil veio a público se posicionar contra a proposta em estudo pelo governo federal de liberar uma parte dos recursos dos trabalhadores depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas.

A informação foi confirmada na terça-feira, 7, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo o ministro, a proposta está em discussão conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego, e ainda não há uma medida definida.

Para os empresários do setor da construção, a proposta causa preocupação porque o FGTS é a principal fonte de recursos para a compra e a construção de moradias no País, especialmente dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O programa vem crescendo nos últimos anos e já responde por mais dos lançamentos e vendas de imóveis novos no País.

A Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) emitiu uma nota na qual manifesta “forte preocupação” com as discussões em curso no governo federal. A associação afirmou que a medida pode reduzir significativamente o volume de recursos disponíveis para o financiamento da casa própria, afetando especialmente a população de menor renda.

“É preciso cautela para não descaracterizar o papel do FGTS. Estamos falando de um instrumento essencial para o acesso à moradia no País. Qualquer medida que reduza sua capacidade de financiamento traz impactos diretos sobre o déficit habitacional, o emprego e o crescimento econômico”, afirmou o presidente da Abrainc, Luiz França.

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) foi na mesma linha. Em uma carta aberta, o sindicato patronal manifestou “profunda preocupação” e oposição à proposta de liberação do saldo do FGTS para quitação de débitos em atraso. “Além de desviar a finalidade do fundo, a medida ignora o papel estruturante que esses recursos exercem na economia real e nas politicas públicas na habitação, saneamento e na infraestrutura”, afirmou a entidade.

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O Secovi-SP citou que a cada R$ 1 aplicado pelo FGTS em empreendimentos imobiliários, são gerados 22 empregos diretos, criando um efeito multiplicado na economia. “Ao permitir a pulverização desses recursos em saques para consumo imediato, o governo coloca em risco a manutenção desses milhões de postos de trabalho formais e a própria execução de projetos essenciais”.

O orçamento do FGTS para o Minha Casa Minha Vida vem crescendo anualmente. Em 2026, R$ 144,5 bilhões do fundo irão para o programa habitacional na forma de financiamentos e subsídios. Em 2025, foram R$ 142,3 bilhões, e em 2024, R$ 102,4 bilhões, de acordo com dados do Ministério das Cidades.

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