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Inflação PCE e PIB dos EUA, Galípolo e mais destaques desta quinta

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Inflação PCE e PIB dos EUA, Galípolo e mais destaques desta quinta

A sessão desta quinta-feira (9) traz alguns dos principais indicadores da semana. Apenas nos Estados Unidos, hoje será divulgado um combo de dados, com informações sobre inflação, com os gastos pessoais, rendimento pessoal e o deflator do PCE. Ao longo do dia, o país também disponibiliza o número atualizado de pedidos de auxílio desemprego semanais, como esperado em toda quinta-feira, mas também o PIB do 4º trimestre.

Com dados do Brasil, a Fundação Getúlio Vargas lança hoje o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com informações sobre a inflação no país. O mercado espera que o dado mostre uma aceleração, impulsionada pelos incrementos de combustíveis, alimentos e medicamentos.

Já o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa às 9h da Premiação Anual Rankings Top 5 2025, promovida pelo Banco Central, em São Paulo.

Ontem, na quarta-feira, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o cessar-fogo com o Irã representa apenas uma “pausa”, e não o fim definitivo das tensões, ressaltando que as forças americanas seguem em prontidão para retomar o combate.

Ainda assim, a reação dos mercados foi de otimismo. Aqui no Brasil, o Ibovespa subiu 2,09%, aos 192.201,16 pontos, um ganho de 3.942,25 pontos, o maior patamar de fechamento da história, pela primeira vez acima dos 192 mil, superando os 191.247.46 pontos de 24 de fevereiro deste ano. Na abertura da sessão, o índice ainda renovou a máxima história, passando pela primeira vez dos 193 mil, com 193.759,01 pontos.

Agenda

A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira começa às 9h30, com reunião no Palácio do Planalto com ministros. Às 11h30, participa da sanção de projetos de lei ligados à violência doméstica e proteção de mulheres indígenas. À tarde, às 14h40, reúne-se com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick; às 15h, com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e, às 16h, com o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

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Brasil

05:00 — IPC
Período: Semanal

08:00 — IPC-S
Período: Semanal
Previsão: 0,81

9:00 – Pesquisa Industrial Mensal – Regional 

EUA

09:30 — Pedidos de auxílio-desemprego
Período: Semanal

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09:30 — Deflator do PCE
Período: Fevereiro

09:30 — PIB
Período: Dezembro

INTERNACIONAL

Cessar-fogo

O presidente ⁠do Parlamento do Irã, ‌Mohammad Baqer Qalibaf, disse nesta quarta-feira ‌(8) que três cláusulas-chave de uma proposta de 10 pontos foram violadas antes ⁠do início ‌das negociações ⁠na sexta-feira (10) no Paquistão, acrescentando que, em tal situação, um cessar-fogo bilateral ​ou negociações não eram razoáveis.

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As violações ​incluíram a violação de um cessar-fogo no Líbano, a entrada de um ‘drone ‌invasor’ no ​espaço aéreo iraniano e a negação do direito ⁠do ​Irã ​ao enriquecimento de urânio, disse ele ⁠em ​um post no X.

Fertilizantes

A Índia aumentou nesta quarta-feira seu subsídio para fertilizantes destinados a culturas de verão em 11,6% em relação ao ano anterior, para proteger os agricultores do aumento dos preços globais dos adubos após a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O gabinete aprovou um esquema de subsídio no valor de 415,34 bilhões de rúpias (US$4,50 bilhões) para a safra de verão, informou o ministro da Informação, Ashwini Vaishnaw.

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Crescimento econômico

O Banco Mundial reduziu sua estimativa de crescimento econômico na América Latina e no Caribe para 2026, prevendo um crescimento de 2,1%, abaixo do crescimento de 2,4% registrado em 2025 e abaixo do crescimento de 2,5% previsto pelo grupo em outubro.

Em sua última Atualização Econômica da América Latina e do Caribe, publicada nesta quarta-feira, o Banco Mundial disse que a região está limitada por desafios estruturais de longa data.

BRASIL

Biodiesel

O governo brasileiro avalia maneiras de acelerar os testes de misturas mais altas de biodiesel no diesel com o objetivo de chegar a uma conclusão este ano, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) nesta quarta-feira, em meio a um aumento nos preços dos combustíveis devido à guerra do Irã.

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A medida poderia impulsionar a demanda de soja no maior produtor mundial da oleaginosa, principal matéria-prima de biodiesel.

Imposto do petróleo

A Justiça Federal no Rio de Janeiro deferiu liminar que suspende os efeitos de imposto de exportação de petróleo para as petroleiras Shell, TotalEnergies, Equinor, Petrogal e Repsol, que entraram com a ação judicial, conforme decisão vista pela Reuters.

A decisão, datada de terça-feira, suspende os efeitos do imposto desde a sua criação, em 12 de março. A taxa foi criada por medida provisória pelo governo federal como uma das alternativas para lidar com os efeitos da guerra no Irã.

Etanol

O governo brasileiro quer aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre deste ano, em momento em que o Brasil enfrenta desafios na área de combustíveis, especialmente em diesel e gás de cozinha, por conta da alta dos preços decorrente da guerra no Irã.

“Quero aqui, em primeira mão, dizer que nós queremos fazer o E32 em breve, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao falar nesta quarta-feira durante participação em evento Latam Energy Week, no Rio de Janeiro.

Fazenda

A subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves, apresentará nesta quinta os resultados da fiscalização federal em 2025 e o planejamento das ações para 2026. A entrevista coletiva será realizada a partir das 10h.

(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)

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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

À medida que a guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã e o consequente bloqueio no Estreito de Ormuz reduzem o fornecimento global de petróleo, os viajantes têm motivos válidos para se preocupar com o custo e a disponibilidade de voos.

O chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que os países europeus podem ficar sem combustível de aviação em poucas semanas, forçando as companhias aéreas do continente e as transportadoras que voam para a Europa a diminuir significativamente a oferta de voos.

Muitas aéreas já aumentaram as taxas de bagagem despachada ou adicionaram sobretaxas de combustível, já que o preço global do querosene de aviação saltou de cerca de US$ 99 por barril no final de fevereiro para até US$ 209 por barril no início de abril.

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Em um sinal dos impactos contínuas do conflito sobre o turismo, a Air Canada disse na última sexta-feira que planejava suspender seu serviço para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York, de 1º de junho até 25 de outubro, para reduzir seus custos com combustível.

Outras companhias aéreas, desde transportadoras dos EUA como United e Delta até Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific na Europa e Ásia, reduziram rotas e aumentaram os preços dos bilhetes ou disseram que os elevariam se a guerra impedisse o petróleo de ser escoado pelo Estreito de Ormuz.

Analistas ouvidos pela Associated Press dizem que é muito difícil para as companhias aéreas fazerem previsões neste ambiente, o que torna provável que seus preços permaneçam elevados por algum tempo, até que as condições se normalizem.

Neste sábado, o Irã voltou a fechar a navegação pelo Estreito, em retaliação à manutenção pelos EUA do bloqueio naval a portos e embarcações iranianas.

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

A decisão de Nova Jersey de cobrar US$ 150 (cerca de R$ 750) pelo transporte de ida e volta para os jogos da Copa do Mundo terá um “efeito inibidor” sobre os torcedores, alertou a Fifa, já que a tarifa representa um aumento de 10 vezes em relação aos US$ 15 usuais para a rota.

O salto drástico no preço eleva ainda mais o custo para quem vai aos jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, cujos ingressos podem chegar a milhares de dólares, especialmente no mercado de revenda. O MetLife Stadium sediará oito partidas, incluindo a final de 19 de julho.

O presidente-executivo da New Jersey Transit, Kris Kolluri, defendeu os novos preços, citando o maior volume de passageiros — devido ao fechamento do estacionamento público ao redor do estádio — e o aumento dos custos decorrentes das exigências de segurança da Copa do Mundo.

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Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, disse que o aumento forçará os torcedores a buscar alternativas.

“O atual modelo de preços da NJ Transit terá um efeito inibidor. Tarifas elevadas inevitavelmente empurram os torcedores para opções alternativas de transporte”, afirmou Schirgi em comunicado.

“Isso aumenta as preocupações com congestionamentos, chegadas tardias e cria efeitos em cascata mais amplos que, em última análise, reduzem o benefício econômico e o legado duradouro que toda a região pode obter com a realização da Copa do Mundo.”

“Além disso, estabelecer arbitrariamente preços elevados e exigir que a Fifa absorva esses custos não tem precedentes. Nenhum outro evento global, show ou grande promotor esportivo enfrentou tal exigência.”

Governadora diz que “Fifa deve pagar”

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, disse anteriormente que a NJ Transit havia sido “deixada com uma conta de US$ 48 milhões” para garantir a segurança dos torcedores, enquanto a Fifa estaria arrecadando US$ 11 bilhões.

“Não vou deixar que os passageiros de Nova Jersey paguem essa conta pelos próximos anos. A Fifa deve pagar pelas viagens”, afirmou Sherrill.

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A Fifa contestou a declaração da governadora, dizendo que os US$ 11 bilhões se referem à receita, não ao lucro.

“A Fifa sempre foi uma organização sem fins lucrativos, de acordo com nossos estatutos. As receitas da Copa do Mundo são reinvestidas no desenvolvimento do futebol, especialmente para jovens e mulheres, em todo o mundo”, acrescentou Schirgi.

“Por fim, aplaudimos nossos parceiros das cidades-sede em todo o país, que abraçaram a oportunidade de mostrar suas regiões aos visitantes, oferecendo tarifas de baixo custo — e muitas vezes inalteradas — para o transporte coletivo.”

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

Com os investidores domésticos ainda um tanto ressabiados, e contidos por uma taxa de juros real ainda muito atrativa, o fluxo de compras para a Bolsa segue sustentado pelo ingresso estrangeiro líquido, fundamental, como no fim do ano passado, para a sucessão de recordes empreendida pelo Ibovespa entre meados de janeiro e o fim de fevereiro, e retomada agora, em abril.

Bruno Takeo, estrategista da Potenza, avalia que o investidor internacional tem mantido avaliação positiva sobre o Brasil, o que, na sua visão, abre espaço para novas altas do Ibovespa. “O estrangeiro vê o Brasil com bons olhos, mesmo com a eleição”, diz.

Para Takeo, o mercado externo tende a olhar mais para a direção da política econômica do que para o nome do vencedor em 2026. “Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, é mais do mesmo. Se mudar, pode melhorar.”.

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A proximidade do Ibovespa dos 200 mil pontos abre espaço para o principal indicador da B3 buscar a região de 220 mil a 225 mil pontos, potencialmente com a eleição – ou até acima disso – se os vetores atuais permanecerem, na avaliação de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

Segundo ele, o Ibovespa vive um bull market sólido, iniciado por volta de maio de 2025, sem sinais claros de reversão – embora em meio, crescentemente, a um ambiente de forte volatilidade. Mollo aponta combinação de alguns gatilhos que ainda sustentam a tendência de alta do índice e que ajudam a explicar por que o Brasil tem atraído fluxo estrangeiro mesmo em cenário global tornado mais incerto pela tensão geopolítica.

Segundo o analista da Daycoval, o principal vetor é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a taxa doméstica ainda elevada, investidores internacionais têm direcionado capital ao País em busca de remuneração: parte fica em renda fixa e outra parcela migra para a Bolsa. “Nesse cenário, o dinheiro tem saído dos EUA para o Brasil”, resume. A dinâmica ganha força à medida que a inflação global volta a pressionar, reduzindo o espaço para cortes de juros nas economias desenvolvidas.

Outro elemento relevante, na leitura do analista, é o peso do petróleo na composição do Ibovespa. Com a alta da commodity, o mercado brasileiro – bastante exposto a empresas do setor, como Petrobras e companhias juniores de exploração e produção – tende a capturar parte desse movimento. Ao mesmo tempo, a magnitude da valorização do petróleo tem contribuído para a desvalorização do dólar futuro no Brasil, o que também influencia o posicionamento de investidores, diz.

No cenário doméstico, Mollo destaca que o País tem se diferenciado de outros emergentes ao combinar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), desemprego baixo e inflação ainda relativamente próxima da meta. Esse conjunto, somado ao carrego proporcionado pelos juros altos, tem colocado o Brasil como uma espécie de “porto seguro” relativo dentro do universo emergente, especialmente enquanto persistirem as incertezas externas, como a guerra e seus efeitos sobre energia e preços, na visão do analista da Daycoval Corretora.

Selic

Para a política monetária, Mollo espera um corte de 0,25 ponto porcentual, mas chama atenção para a possibilidade de o Banco Central sinalizar pausa para reavaliar os impactos do petróleo sobre a inflação. Se o “gap” de juros entre Brasil e economias desenvolvidas continuar alto por mais tempo, acredita que a tendência é que o fluxo estrangeiro siga favorecendo o mercado brasileiro.

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No radar, a eleição aparece como um fator relevante, mas não necessariamente o principal foco de estresse no curto prazo, na visão de Mollo. Conforme ele, apesar de acirrada e polarizada, a disputa tem se desenrolado com volatilidade menor do que em outros anos, com dois candidatos vistos como mais moderados. Ainda assim, ele ressalta que o tema decisivo para o investidor será o fiscal. Segundo o analista, qualquer que seja o vencedor, será necessário apresentar uma solução “concreta” para a trajetória da dívida pública.

Ele também chama atenção para uma possível rotação setorial na B3. Em caso de mudança no quadro político ou de percepção sobre estatais, Petrobras poderia sofrer uma realização mais forte e parte do dinheiro migraria para setores domésticos que ainda estariam “defasados”, como construção civil, varejo e bancos. Mollo, porém, não vê uma fuga estrutural de investimentos, mas sim realocações internas conforme a mudança do ambiente.

Quanto às ações de bancos, a leitura é de que os juros altos podem pesar, mas compensar por meio da melhora do spread. Já o varejo “ainda não andou muito” e tenderia a reagir de forma mais consistente quando os juros começarem a cair com mais força – movimento que, na visão dele, depende da redução das incertezas globais, com a guerra passando a segundo plano.

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Por fim, Mollo observa que mudanças de postura no cenário internacional – como uma alteração de orientação política nos EUA – podem seguir como fonte importante de volatilidade, elevando o prêmio de risco e tornando mais difícil projetar movimentos com precisão. Ainda assim, ele resume o momento com uma diretriz: apesar do ruído, a tendência do Ibovespa continua a ser de alta, e o bull market prossegue sólido e consistente.

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