Conecte-se conosco

Varejo

Jeff Bezos quer US$ 100 bilhões para revolucionar a indústria com AI

Published

on

Jeff Bezos quer US$ 100 bilhões para revolucionar a indústria com AI

Quando fundou a Amazon em 1994, o ex-gestor de hedge funds Jeff Bezos enfrentou grandes dificuldades para levantar seu primeiro US$ 1 milhão – e boa parte do seed capital saiu das economias de seus pais.

Três décadas depois, Bezos é um dos empresários mais ricos e ambiciosos do planeta – e agora quer captar um novo fundo de investimento multibilionário para financiar tecnologias de inteligência artificial destinadas a revolucionar a indústria.

Jezz Bezos

Bezos está em discussões para levantar até US$ 100 bilhões – um valor até hoje só alcançado pelo Vision Fund, do SoftBank.

Não há detalhes sobre o mandato desse fundo, mas segundo o Wall Street Journal e o New York Times, o dinheiro será usado para investir em empresas de inteligência artificial focadas na revolução dos processos industriais ou até mesmo assumir o controle de manufaturas que possam se beneficiar da automação.  

O fundo se descreve como um “veículo de transformação da indústria,” de acordo com o Financial Times.

Em busca de capital, Bezos conversou recentemente com investidores do Oriente Médio e do Sudeste Asiático. O alvo do empresário são os grandes fundos soberanos.

O empresário teria discutido o assunto também com Jamie Dimon, o CEO do JP Morgan. Em outubro, o banco anunciou que investirá até US$ 10 bilhões em empresas consideradas essenciais para a segurança dos EUA, dentro da iniciativa chamada de Security and Resiliency.

O fundo deverá atuar em sintonia com a nova empresa de Bezos, a Project Prometheus. Nascida no ano passado, a startup desenvolve recursos de AI aplicados ao processo industrial em setores como robótica, automotivo e aeroespacial.

Bezos deixou sua ‘aposentadoria’ de cargos executivos para assumir como co-CEO da Prometheus, ao lado do ex-Google Vikram Bajaj. Com sede em São Francisco, a startup já teria levantado US$ 6,2 bilhões a um valuation pre-money de US$ 30 bi.  

De acordo com o FT, a meta da Prometheus é construir sistemas de AI no mundo físico, que vão além do que entregam hoje os grandes modelos de linguagem – os LLMs. A empresa está focando nos complexos processos de fabricação de objetos que vão de motores a jato a semicondutores.

Em novembro, a Prometheus comprou a startup General Agents, de AI agêntico – e cuja missão é “libertar a humanidade do trabalho digital.”   

Segundo a Wired, a General Agents desenvolve sistemas que podem auxiliar na manufatura de computadores, carros e até mesmo espaçonaves.

Na mitologia grega, Prometeu é o titã que ‘empoderou’ a humanidade ao roubar o fogo do Olimpo e dá-lo aos mortais. Como punição, foi acorrentado a uma rocha por toda a eternidade – enquanto seu fígado era comido diariamente por uma águia.

LEIA MAIS

AI é ‘bolha do bem,’ diz Jeff Bezos – mas mercado questiona capex trilionário

 




Giuliano Guandalini




Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Varejo

Com alvo em Lulinha, CPMI do INSS marca apresentação de relatório para quarta (25)

Published

on

Com alvo em Lulinha, CPMI do INSS marca apresentação de relatório para quarta (25)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entra na fase final com a apresentação do relatório marcada para quarta-feira (25) e votação prevista para o dia seguinte. A expectativa entre integrantes do colegiado é de aprovação do parecer em bloco, o que transforma a deliberação em um movimento de “tudo ou nada”.

Segundo apuração da CNN, a cúpula da comissão trabalha com a hipótese de consenso interno, diante do curto prazo para conclusão dos trabalhos, que se encerram no domingo (28).

O relatório deve trazer uma lista extensa de indiciamentos, que pode alcançar cerca de 200 pessoas. Entre os nomes avaliados está o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A possível inclusão ocorre com base em elementos reunidos ao longo da investigação, que envolvem suspeitas de pagamentos e benefícios indiretos. Segundo as apurações, há indícios de que despesas, como viagens, teriam sido custeadas por Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema investigado.

O material analisado pela CPMI reúne dados de quebras de sigilo, depoimentos e documentos coletados durante a apuração, que teve como foco irregularidades em benefícios previdenciários.

Prazo curto

A comissão foi instalada em agosto e enfrenta o limite regimental para encerramento das atividades. Parlamentares já consideram improvável uma decisão favorável do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o pedido para prorrogação dos trabalhos.

Continua depois da publicidade

Com isso, a estratégia passou a concentrar a tramitação final em poucos dias, com apresentação e votação do relatório em sequência. A votação em bloco surge como forma de evitar fragmentação do texto e garantir a aprovação dentro do prazo.

A agenda da CPMI sofreu ajustes nos últimos dias. Uma sessão chegou a ser cancelada após a internação do presidente da Dataprev e diante da dificuldade em localizar a influenciadora Martha Graeff, convocada como testemunha.

Mesmo com os contratempos, a comissão mantém o cronograma para concluir o relatório. A expectativa é de que o documento consolide as conclusões da investigação e encaminhe os pedidos de responsabilização aos órgãos competentes.

Continue Reading

Varejo

OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

Published

on

OPINIÃO: O que vi na Nvidia GTC

SAN JOSE, Califórnia – Depois de dois dias intensos na NVIDIA GTC – o maior evento de Inteligência Artificial do mundo – pude finalmente sentar na minha mesa no escritório da São Pedro Capital em São Francisco para digerir a avalanche de novidades.

Para nós, investidores fundamentalistas de longo prazo, é essencial a paz de espírito para separar a hype do pragmatismo.

Em primeiro lugar, é incrível a evolução da GTC em tão pouco tempo. Há meros dois anos, o evento se restringia ao (grande) centro de convenções de San Jose, onde se transitava com relativa facilidade.

Agora, nem a expansão para uma área quase 50% maior impede filas intermináveis para os painéis e a dificuldade até para comprar um lanche. 

Mas os pontos mais interessantes não vieram dos enormes salões cheios de robôs, ou das mais de 1.000 sessões, muitas delas transmitidas virtualmente –  e sim das reuniões e eventos mais exclusivos, alguns deles onde puderam participar apenas analistas e investidores com um relacionamento mais próximo com a companhia.

Entre um caviar e um foie gras – e uma foto com o CEO Jensen Huang – ficou notório o semblante tranquilo, o olhar confiante e a entonação otimista não só de Jensen, mas também da CFO Colette Kress e de outros executivos como Jeff Fisher, o SVP da GeForce (a divisão de gaming da Nvidia).

Esse ambiente benigno era o oposto da GTC do ano passado, quando a “disrupção do DeepSeek” e os “iminentes atrasos da Blackwell” traziam um ar pesado e mau humor mesmo quando regado a taças de champanhe.

Se o body language este ano foi construtivo, o mesmo pode ser dito do hard data.

Com lançamentos em diversas direções – de CPUs dedicadas a AI às LPUs que trazem mais eficiência a tarefas complexas – a Nvidia mostrou mais uma vez uma virtude que admiramos há anos: uma incrível capacidade de inovação enraizada numa obsessão em resolver os maiores e mais complexos problemas de engenharia de computação/hardware.

Num novo mundo em que a geração de tokens será cada vez mais essencial para a economia, é fundamental ter os melhores sistemas (máquinas e software), aqueles que não só geram o menor custo, mas também consomem o mínimo de energia.

E nisso, a Nvidia deixou ainda mais para trás qualquer outro competidor. Isso fica evidente em seu backlog de mais de US$ 1 trilhão entre 2025 e 2027 – nas nossas contas chegando em até US$ 1,5 trilhão se incluirmos novos produtos como Rubin Ultra, LPUs e CPUs.

Por fim, em sua função de carregar a bandeira da inovação, a Nvidia colocou mais holofotes ainda no OpenClaw, a incrível ferramenta de criação de soluções agênticas como automação de tarefas, envio de e-mails e criação de verdadeiros assistentes pessoais.

Ao endereçar algumas questões de cibersegurança com o NemoClaw – uma versão que roda dentro da “governança Nvidia” – mais e mais pessoas devem testar o produto, trazendo ainda mais utilidade e awareness para a AI.

Com tudo isso, é difícil sair da GTC sem ficar construtivo com as ações da Nvidia, ainda mais com o papel negociando agora a meros 13x o lucro de 2027, o menor múltiplo em quatro anos – quando a Nvidia passou por uma digestão complexa do trabalho remoto e problemas na distribuição para China.

O número chama ainda mais atenção depois do anúncio da distribuição de 50% do fluxo de caixa livre (FCF) para investidores (entre dividendos e recompra). 

Em resumo, seja por crescimento ou por valor, há muitas razões para um investidor se animar.

Thiago Kapulskis é sócio do Global Tech Fund da São Pedro Capital.




Thiago Kapulskis




Continue Reading

Varejo

Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

Published

on

Investimento democrático, criptomoedas permitem aportes reduzidos

A entrada de investidores brasileiros no mercado de criptoativos tem avançado à medida que o setor se estrutura, ganha maturidade regulatória e amplia o acesso a informações de qualidade. 

O Brasil ocupa o 5º lugar no Índice Global de Adoção de Criptomoedas da Chainalysis, o que atesta a democratização do segmento no país. Em meio a esse cenário, vale destacar que é possível montar uma carteira de criptos com um baixo valor de investimento inicial e pequenos aportes regulares. 

Tecnologia financeira

Criptomoedas são ativos digitais que operam em redes descentralizadas baseadas em blockchain, que funcionam com a mesma lógica de um livro de registro de cartório. Cada transação se assemelha a uma anotação oficial que não pode ser apagada nem alterada depois de registrada.

Continua depois da publicidade

A diferença é que, em vez de ficar guardado em um único lugar, esse “livro” é compartilhado simultaneamente com milhares de pessoas ao redor do mundo, o que garante transparência e segurança à operação. 

Assim, todos conseguem verificar as informações, e nenhuma autoridade central precisa validar ou controlar esses registros. Esse modelo reduz a dependência de instituições únicas e amplia o alcance dos ativos digitais, que passam a ser acessíveis a pessoas em todo o mundo, dão agilidade às transações e permitem que investidores de todos os portes acessem o mercado sob as mesmas condições. 

O Bitcoin, primeira e mais conhecida criptomoeda, inaugurou o segmento em 2008, e segue sendo o ativo mais negociado, com 58% de participação no mercado. A sua constante adoção abriu espaço para a criação de milhares de outras criptos, como a Ethereum, que hoje é a segunda mais negociada do segmento, o BNB, Solana, XRP e outras. 

Continua depois da publicidade

Outra categoria importante e que tem ganhado relevante participação de mercado, com mais de US$ 300 bilhões em capitalização de mercado, são as chamadas stablecoins: moedas com seu valor pareado a um ativo do mundo real, em geral moedas como dólar e euro, ou commodities como ouro e prata. 

Diversificação de investimento

Por estarem inseridas em uma rede descentralizada, as criptomoedas também tendem a ser menos expostas a eventos econômicos ou políticos específicos de uma única região

As criptomoedas são negociadas simultanea e ininterruptamente em todo o mundo, e por isso a oferta e demanda se equilibra entre diversos países, suas necessidades e cenários internos. Nesse contexto, as criptos fazem um papel importante de diversificação da carteira de investimentos. 

Continua depois da publicidade

Um dos principais mitos associados ao setor é a necessidade de um alto capital para iniciar os aportes. “Na prática, o Bitcoin e as outras criptomoedas são divisíveis, o que permite às pessoas adquirirem pequenas frações desses ativos, de acordo com o planejamento financeiro e disponibilidade de recursos”, diz Guilherme Nazar, vice-presidente Regional Américas & América Latina da Binance.

“Esse modelo permite que o investidor iniciante comece de forma progressiva, ganhe familiaridade com o mercado e avance com mais clareza ao longo do tempo”, complementa. 

Educação e segurança 

O processo de entrada neste mercado passa por uma etapa fundamental: o entendimento dos conceitos básicos sobre os criptoativos. Afinal, educação financeira, segurança, compliance e infraestrutura são elementos centrais para uma jornada mais consciente.

Continua depois da publicidade

“Para quem está dando os primeiros passos, a principal recomendação é buscar informação de qualidade e avançar de forma gradual. Hoje, plataformas globais, como a Binance, oferecem não só acesso à negociação de ativos digitais, mas também uma ampla base de conteúdos educativos gratuitos”, afirma Nazar.

Iniciativas como a Binance Academy, voltada para investidores de todos os níveis, traz explicações didáticas sobre funcionamento, conceitos e boas práticas no uso de ativos digitais.

Infraestrutura e experiência

Outro ponto relevante para quem está começando no segmento é a escolha de uma plataforma que ofereça um ambiente estruturado e alinhado às melhores práticas do mercado para fazer as operações. 

A Binance, principal provedora global de infraestrutura de blockchain e criptomoedas, mantém a conformidade com a regulação, educação e tecnologia para promover uma adoção responsável de criptoativos no país.

Com ferramentas acessíveis, conteúdos educativos e atendimento humanizado, a plataforma eleva a experiência dos investidores brasileiros ao nível global. Mais informações sobre os serviços da Binance podem ser acessadas no site.

Continue Reading

Tendências

Todos os direitos reservado por Varejo.blog © 2025