São 12h. Você está com fome, mas sem ideias do que pedir. Abre o aplicativo de delivery com o desejo de ser surpreendido. Em segundos, meia dúzia de opções aparecem na tela, todas levando em conta suas preferências, restrições alimentares e até o seu restaurante favorito. O pedido é confirmado, preparado e, minutos depois, deixa a praça de alimentação a bordo de um robô autônomo, que o leva até o entregador posicionado no hub do shopping. Dito assim, pode parecer futurístico, mas já é a realidade oferecida pelo iFood.
A empresa brasileira de tecnologia, como se define, apresentou na última quinta-feira (9), durante o Media Tech Day, o futuro da experiência do delivery a partir da Inteligência Artificial.
“Nós vivemos duas ‘Black Fridays‘ por dia, nos picos de almoço e jantar. Não tem como operar sem Inteligência Artificial. Para nós não é uma escolha usá-la, é uma condição. O iFood não existe sem ela”, afirma Thiago Cardoso, diretor de Dados e IA.
Guiada pelo uso de IA desde 2018, quando criou o primeiro time de dados, a companhia entra agora na era da hiperpersonalização, a quarta fase da jornada de IA do iFood.
Um agente para chamar de melhor amigo
No campo virtual, o iFood apresenta a sua mais recente inovação: Ailo, um agente de IA generativa que promete se tornar o “melhor amigo gastronômico” dos usuários.
Seu sistema foi construído com uma arquitetura híbrida que combina diferentes modelos – Anthropic, OpenAI e AWS – e é capaz de compreender mensagens em áudio e texto. Disponível no app e também no WhatsApp, o Ailo aprende com o histórico de consumo, preferências e restrições de cada pessoa. Por meio de uma conversa, ajuda a decidir o que pedir, sugerindo opções desde um jantar a dois, até uma refeição rápida ou uma sobremesa com desconto.
Mais de 70 mil usuários já testaram o recurso, registrando mais de 100 mil interações no piloto. Os primeiros resultados apontam 48% mais chances de uma busca se transformar em carrinho, em comparação ao fluxo tradicional.
“A Inteligência Artificial permite que cada pessoa tenha um iFood único. São 14 anos entendendo o comportamento dos nossos consumidores, o que nos dá uma capacidade única de personalizar a experiência e antecipar tendências”, conta Isabella Piratininga, diretora de Transformação Disruptiva no iFood.
Por trás dessa personalização está o Large Commerce Model (LCM). O modelo proprietário de raciocínio com memória de longo prazo foi desenvolvido em parceria com a Prosus, empresa global de tecnologia e controladora do iFood. Baseado em LLMs (Large Language Models) e treinado com interações reais de seus 60 milhões de usuários, desde cliques e buscas a cancelamentos e avaliações, o LCM identifica padrões de comportamento e interpreta intenções de consumo. Assim, o Ailo sugere um prato leve em uma segunda-feira à noite, por exemplo, ou uma refeição especial em um domingo em família.
O resultado é uma experiência de compra que parece intuitiva, como se a plataforma soubesse o que você quer escolher antes mesmo da busca começar. Segundo Isabella, o desejo é que, em breve, o recurso chegue a todo o País.
Drones e robôs para auxiliar o entregador
Nos ares, o iFood avança com entregas por drones. Em parceria com a brasileira Speedbird Aero, a companhia expandiu em outubro sua operação em Sergipe.
Autorizado pela ANAC, o equipamento pode transportar até 5 kg e realizar 280 entregas diárias. Atualmente, sua rota liga o Shopping RioMar, em Aracaju, à Barra dos Coqueiros, reduzindo um trajeto de 36 km por terra (ida e volta) para menos de 4 km pelo ar, com entregas em 30 minutos.
No chão, quem ganha espaço é o ADA, robô autônomo desenvolvido pela startup Synkar para otimizar a logística do delivery. Ele retira os pedidos diretamente na praça de alimentação e os leva até o hub de coleta dos shoppings, agilizando a operação e reduzindo o deslocamento dos entregadores. O ADA desvia de obstáculos, aprende rotas e se dirige sozinho à estação de recarga.
O robô está em testes nos shoppings Iguatemi Ribeirão Preto e Iguatemi Alphaville, onde participa de cerca de 35 pedidos por dia e percorre até 10 km.
Nos bastidores da empresa, sediada em Osasco, o ADA também circula pelos corredores e mantém os Foodlovers, como são chamados os colaboradores, abastecidos de café.
IA: Foodlover essencial
Desde 2018, a Inteligência Artificial é parte essencial da rotina da companhia. Agora, na Era dos Agentes, eles ganham atualizações e novos comandos:
Os entregadores do iFood contam com o Jhow, um agente dedicado exclusivamente a eles, capaz de entender áudios e gírias, tornando o suporte 40% mais rápido. Em setembro, respondeu por 2,1 milhões de tickets mensais, liberando a equipe humana para casos mais complexos. Usado, por exemplo, para auxiliar o entregador quando ele chega ao destino, mas não consegue encontrar o cliente.
Os restaurantes são atendidos pela Cris, a agente de IA no WhatsApp que ajuda na gestão e no crescimento dos estabelecimentos. Atua como mentora, recomendando melhores práticas e mudanças. Em testes com mais de 10 mil parceiros, apresentou 96% de precisão e análises completas do funil de vendas, da visita ao cardápio até o pedido finalizado.
Já a Rosie é voltada ao consumidor e está com uma nova versão baseada em arquitetura de multiagentes: 18% mais empática e 6% mais personalizada. Hoje, responde por 70% da automação no atendimento e alcança 83% de satisfação. É capaz de resolver cancelamentos, consultar status de pedidos e gerar vouchers.
JIT: Jeito iFood de trabalhar
Segundo Raphael Bozza, vice-presidente de RH da companhia, o jeito Ifood de trabalhar é 100% conectado.
Atualmente, 40% do time da empresa integra as áreas de tecnologia. Mas todos os colaboradores utilizam IA no dia a dia, seja com agentes personalizados, recursos para automatizar tarefas, gerar análises ou aumentar a eficiência.
Hoje, os colaboradores contam com 3.500 agentes ativos. O objetivo é que cada um dos 8 mil Foodlovers tenha o seu próprio agente até março de 2026.
Bozza destaca que o iFood aposta em uma cultura que prepara seus times para a Era dos Agentes de IA. “Nós oferecemos uma verba anual para o desenvolvimento de nossos colaboradores. Cerca de 50% dela deve ser direcionada para formação em Inteligência Artificial. Nós cobramos esse desenvolvimento em nossas avaliações internas, por isso ajudamos a adquirir o conhecimento”, finaliza.
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O preço da cesta básica de alimentos em São Paulo apresentou queda de 4,17% no segundo semestre de 2025. O valor passou de R$ 865,90 em julho para R$ 845,95 em dezembro, uma redução de R$ 19,95 no período. O balanço das 27 capitais foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse resultado, a capital paulista teve a terceira maior redução no custo da cesta básica na região Sudeste.
Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cooperação entre as instituições foi formalizada em 20 de agosto de 2025 e ampliou o acompanhamento de preços para todas as 27 capitais brasileiras.
Em São Paulo, a queda foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata, com queda de 21,26%, e pelo arroz, que ficou 16,97% mais barato no período. Também registraram diminuição os preços do óleo, com retração de 13,75%, e da farinha, com queda de 11,57%.
De acordo com a Conab, o movimento observado em São Paulo acompanha uma tendência nacional de redução nos preços da cesta básica. Segundo o presidente da companhia, Edegar Pretto, o resultado está relacionado à política agrícola adotada no País. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
Ainda segundo Pretto, os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o voltado à agricultura familiar, vêm alcançando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.
Fonte: Conab/Dieese
Entre as capitais brasileiras, Boa Vista (RR) registrou a maior queda no preço da cesta básica no segundo semestre de 2025, com redução de 9,08%. O valor caiu de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Em seguida aparecem Manaus (AM), com retração de 8,12%, e Fortaleza (CE), com queda de 7,90%. No outro extremo, Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) apresentaram reduções de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente.
No recorte regional, Boa Vista liderou a queda no Norte, Fortaleza no Nordeste, Brasília no Centro-Oeste, Florianópolis no Sul e Vitória no Sudeste, com redução de 7,05% no preço da cesta básica no acumulado dos últimos seis meses de 2025.
A ampliação da coleta de preços, de 17 para 27 capitais, é resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. Segundo os órgãos, a iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto de 2025.
Imagem: Secretaria de Comunicação/Presidência da República
O Parlamento Europeu decidiu nesta quarta-feira (21) encaminhar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul à Corte de Justiça da União Europeia, medida que suspende o processo de aprovação do tratado e impõe novo atraso à sua eventual entrada em vigor.
A decisão foi aprovada por margem estreita: 334 eurodeputados votaram a favor do envio do acordo à Corte, 324 foram contrários e 11 se abstiveram. Com isso, a tramitação do texto no Parlamento fica congelada até que haja um parecer judicial sobre sua compatibilidade com os tratados da União Europeia.
O acordo foi assinado em 17 de janeiro e prevê a criação de uma área de livre comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas. Apesar de ter superado entraves políticos após mais de duas décadas de negociações, o tratado enfrenta resistência em diversos países europeus, entre eles França e Polônia.
A Comissão Europeia ainda pode aplicar o acordo de forma provisória, desde que haja aval dos Estados-membros. A possibilidade, no entanto, é considerada sensível do ponto de vista institucional.
Questionamentos jurídicos do Parlamento Europeu
Os eurodeputados que propuseram o encaminhamento à Corte argumentam que a decisão da Comissão Europeia de separar o pilar comercial do acordo (submetendo-o apenas à aprovação do Conselho da UE e do Parlamento Europeu) teria como objetivo impedir a participação dos parlamentos nacionais, o que poderia ser considerado ilegal.
A resolução também questiona a legalidade do chamado “mecanismo de reequilíbrio”, previsto no acordo, que autoriza países do Mercosul a adotar medidas compensatórias caso futuras legislações da UE reduzam suas exportações ao bloco europeu.
Com a decisão, o procedimento de aprovação no Parlamento, que previa uma votação final nos próximos meses, fica suspenso. A expectativa é que a Corte de Justiça leve mais de um ano para emitir um parecer, período durante o qual o acordo permanecerá congelado.
Reações e manifestações
Na véspera da votação, agricultores realizaram protestos em Estrasburgo. Milhares de manifestantes cercaram o Parlamento Europeu com tratores e entraram em confronto com a polícia. O setor agrícola expressa preocupação com a entrada de produtos sul-americanos a preços mais baixos e com padrões diferentes dos exigidos na União Europeia.
Após a votação, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a instituição “lamentou a decisão” e que “buscará convencer os parlamentares sobre a importância geoestratégica deste acordo comercial”. Questionado sobre a aplicação provisória do tratado, o porta-voz declarou que o tema seria debatido durante uma cúpula extraordinária de líderes da UE, antes de qualquer decisão adicional.
A Gap Inc. anunciou a criação do cargo de chief entertainment officer e a contratação de Pam Kaufman para a função. A executiva assume o posto no início de fevereiro e responderá diretamente ao CEO da companhia, Richard Dickson.
Segundo a empresa, Kaufman terá como responsabilidade estruturar, desenvolver e escalar a plataforma de entretenimento, conteúdo e licenciamento da Gap Inc. A área abrangerá iniciativas relacionadas a música, televisão, cinema, esportes, games, produtos de consumo e colaborações. O trabalho dará continuidade a campanhas como “Better in Denim”, da marca Gap, com o grupo Katseye, ações com a Harlem’s Fashion Row e a colaboração da Old Navy com a Disney.
Pam Kaufman ingressa na companhia em 2 de fevereiro como vice-presidente executiva. Antes disso, atuou na Paramount, onde ocupou os cargos de presidente e CEO de mercados internacionais, produtos de consumo globais e experiências. De acordo com a Gap Inc., ela possui “histórico de expandir propriedades intelectuais icônicas para expressões ligadas à moda por meio de parcerias guiadas por design, licenciamento, varejo e experiências”.
A executiva também integra ou já integrou conselhos de organizações como Stella McCartney, Lindblad Expeditions e o Rock & Roll Hall of Fame.
O cargo foi criado, segundo a empresa, a partir do entendimento de que “moda é entretenimento”, conceito que a companhia denomina de “fashiontainment”.
Em comunicado, Richard Dickson afirmou: “À medida que revitalizamos o portfólio de marcas icônicas americanas da Gap Inc. para impulsionar relevância e receita, reconhecemos que o entretenimento é um elo fundamental com o consumidor”. Ele acrescentou: “É um elemento no qual podemos nos apoiar para criar comunidades de fãs, inspirar movimentos e sustentar o crescimento ao longo do tempo”.