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CM Entrevista: “O futuro será conversacional”, avalia CEO da ClickBus

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A digitalização do transporte rodoviário no Brasil deu um salto nos últimos anos, e a ClickBus esteve no centro dessa transformação. Criada há 12 anos, a empresa nasceu em um cenário em que apenas 1% das passagens eram vendidas pela internet. Hoje, essa fatia chega a 40%, como explica Phillip Klien, CEO da ClickBus. A empresa, que nasceu nesse período de transição, se consolidou como uma das principais responsáveis por puxar a digitalização do setor.

Agora, a empresa quer dar o próximo passo. A companhia anunciou um investimento de R$ 15 milhões em Inteligência Artificial (IA), consolidando a aposta de que essa tecnologia será o próximo divisor de águas do setor. A iniciativa tem o objetivo de reposicionar a plataforma como a “camada de IA do transporte rodoviário”, aplicando tecnologia para redesenhar toda a jornada do passageiro, da escolha do destino ao pós-viagem.

No primeiro semestre de 2025, a ClickBus registrou faturamento de R$ 1,1 bilhão, com 15 milhões de passageiros cadastrados e 62 milhões de passagens vendidas.

O futuro da experiência

Em entrevista, Phillip Klien detalha os focos desse investimento, como a IA pode personalizar a experiência do cliente e quais tendências estão movimentando o transporte rodoviário no Brasil. Confira!

Consumidor Moderno: Recentemente, vocês anunciaram o investimento de R$ 15 milhões em Inteligência Artificial. Quais são os principais focos desse investimento e como ele se conecta à estratégia da empresa?

Phillip Klien: A ClickBus se enxerga como protagonista da digitalização do setor. Quando começamos, há 12 anos, apenas 1% das passagens eram vendidas online; hoje chegamos a 35% a 40%. Com esse investimento, queremos traduzir para o rodoviário o impacto da Inteligência Artificial generativa, que consideramos uma das maiores inovações da humanidade. Estamos aplicando mais de R$ 15 milhões em recursos em novas tecnologias, em pessoas, treinamentos, consultorias e, principalmente, em segurança. Nosso objetivo é nos posicionar como a camada de Inteligência Artificial no rodoviário.

CM: E de que forma a Inteligência Artificial deve transformar a experiência do cliente, desde compra até o pós-viagem?

Antes, nosso foco estava muito na conversão. Hoje, a IA nos permite acompanhar toda a jornada do viajante. Investimos em recomendações na pré-compra (como sugerir destinos e datas ideais), em personalização no momento da compra e também no pós-compra.

Um exemplo é a capacidade de prever e comunicar alterações de viagem, como atrasos ou antecipações, e facilitar ajustes de forma automática. Além disso, acreditamos que o futuro da interface será conversacional. A grande mudança que está acontecendo agora é a capacidade de aplicar a IA, com uma interface cada vez mais personalizada e conversacional.

No nosso aplicativo, já oferecemos busca conversacional e estamos lançando a versão em voz. Isso muda completamente a forma como o passageiro interage com a plataforma.

É, por exemplo, a capacidade de identificar algum tipo de mudança que vai acontecer na viagem, uma antecipação, um atraso. Cada vez mais, estamos sendo proativos não só na comunicação com o passageiro, mas também na facilidade de alteração, oferecendo isso de uma forma automática. Trata-se de uma personalização pós-compra, e uma capacidade de prever determinadas fricções e agir junto ao usuário.

Phillip Klien, CEO da ClickBus.

IA para diferentes públicos

CM: Como lidar com públicos tão diferentes, inclusive a chamada geração prateada, que nem sempre está inserida nesse ambiente digital?

Atendemos viajantes de todos os perfis, desde quem viaja por lazer até quem precisa se deslocar por motivos de saúde. Cada jornada tem particularidades, e nossa missão é facilitar todas elas. A IA conversacional ajuda justamente a simplificar essa experiência para diferentes audiências, tornando a navegação mais intuitiva e próxima.

CM: Já é possível medir os impactos da Inteligência Artificial na experiência do cliente?

Sim. Nós tratamos a IA sempre para resolver dores específicas, nunca apenas por modismo. Testamos hipóteses, criamos iniciativas e acompanhamos métricas. No atendimento, por exemplo, vimos uma evolução. No fim do ano passado, 50% dos contatos eram autosserviços realizados por Inteligência Artificial. Em setembro, esse número já passou de 80%, mantendo nosso NPS estável. Isso mostra o poder da tecnologia, mas também reforça a importância do equilíbrio. Discutimos sempre o que só o ser humano pode fazer no atendimento e garantimos que esses pontos recebam atenção especial.

CM: E olhando para o setor como um todo, quais tendências vocês têm observado no comportamento do consumidor?

Notamos que eventos de grande porte movimentam mais do que até a própria sazonalidade tradicional. Para dar um exemplo: o show da Madonna no Rio atraiu mais passageiros para o rodoviário do que o carnaval. Outro movimento forte é o mercado corporativo, que tem mais que dobrado ano a ano. Muitas empresas estão apostando no ônibus para reuniões presenciais, seja pela questão de preço ou conveniência.

Mudanças no rodoviário

CM: Qual é o propósito da ClickBus nesse movimento de inovação?

Nosso propósito é viabilizar momentos únicos e transformadores de viajar de ônibus. A tecnologia, incluindo a IA, é uma ferramenta para ampliar esse impacto, sem abrir mão do lado humano. Queremos aumentar a eficiência, personalizar a experiência e, ao mesmo tempo, oferecer o cuidado que só uma pessoa pode proporcionar em determinados momentos da jornada.

CM: Pela primeira vez, a aviação superou o transporte rodoviário em número de viagens no Brasil. Como a ClickBus enxerga esse movimento e quais estratégias estão sendo pensadas para manter o ônibus competitivo e atraente para o passageiro?

Quando a gente faz alguns cortes de análise, percebe que grande parte das passagens rodoviárias são de viagens intermunicipais, que muitas vezes nem têm a oportunidade de migrar para o aéreo. E, quando olhamos a indústria como um todo, o setor rodoviário tem crescido. Ele sofreu bastante durante a pandemia, especialmente 2020, mas desde então vem passando por uma recuperação muito forte. Nesse período, houve também um grande progresso em tecnologia e na atualização das frotas.

CM: E quais foram os principais avanços que ajudaram nessa recuperação do modal rodoviário?

Um exemplo é a quantidade de assentos nas categorias superiores, como leito-cama e cama, que cresceu quase dez vezes nos últimos 5 a 10 anos. Isso tem atraído muito o interesse de passageiros que tradicionalmente usavam o modal aéreo. Vou dar um exemplo prático: eu sou um carioca morando em São Paulo. Se tenho reuniões no Rio de Janeiro, posso optar pelo rodoviário, pagando uma fração do valor da passagem aérea, viajando em um leito-cama, dormindo durante o trajeto e chegando direto à reunião, sem precisar pagar hotel. Muitas vezes, se a reunião é em uma cidade próxima ao meu destino, sigo direto com o ônibus.

Comportamento intermodal

CM: Como a ClickBus se posiciona nesse contexto de mudanças no comportamento do passageiro?

Acreditamos muito em fomentar o intermodal. Ou seja, se o aéreo não tem um horário bom ou está caro, a pessoa pode ir de avião e voltar de ônibus, ou vice-versa. A gente não enxerga o aéreo como concorrente, mas sim como complementar. Estamos bastante otimistas com a evolução do rodoviário, com as novas frotas e categorias de assento, e acreditamos que, independentemente do crescimento do aéreo, o ônibus também seguirá em progresso, acompanhando essa tendência de mais pessoas viajando.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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