A Vitru Educação acaba de lançar um follow-on que pode levantar até R$ 300 milhões visando o aumento da liquidez do papel e também uma aceleração da expansão orgânica da companhia.
A dona das marcas Uniasselvi e Unicesumar anunciou que fará uma oferta-base 100% primária de 13,6 milhões de ações, somando cerca de R$ 200 milhões e destinada a investidores profissionais do Brasil e do exterior.
Dependendo da demanda, a oferta pode ser acrescida em até 35% (lote adicional) e mais 15% (o lote suplementar), chegando aos R$ 300 milhões.
O bookbuilding levará em conta o preço de tela da ação, e a precificação está marcada para 15 de abril.
O CFO Gabriel Lobo disse ao Brazil Journal que a companhia teve três motivações para fazer o follow-on agora: “o nível de maturidade da companhia após a migração da Nasdaq para a B3, a consistência dos resultados recentes e o novo marco regulatório da educação.”
“Este é o momento ideal para comunicar nossa trajetória ao mercado, aumentar a liquidez das nossas ações e atrair uma nova base de investidores,” disse Lobo.
A operação vinha sendo discutida há meses no conselho, mas ganhou tração nas últimas semanas, depois que a empresa sinalizou ao mercado em março que avaliava a operação.
Com a oferta, a Vitru acredita que o papel pode mais que dobrar a liquidez diária, saindo de R$ 8,5 milhões por dia para cerca de R$ 20 milhões, disse Lobo.
Segundo o CFO, os recursos levantados irão para desalavancagem e gestão dos passivos, capital de giro e expansão orgânica, especialmente na área de saúde.
O plano da Vitru é abrir cerca de 51 novos polos presenciais e ampliar seus laboratórios – um ponto que ganha relevância com as exigências do novo marco regulatório, que aumentou a obrigatoriedade de presencialidade e infraestrutura física.
A Vitru já vinha numa agenda de desalavancagem nos últimos anos. No quarto tri, a companhia ficou em 2x EBITDA, ante 2,6x no mesmo período do ano passado. Em 2022, a métrica estava em 5,1x.
O follow-on é o primeiro movimento relevante da Vitru no mercado desde sua saída da Nasdaq e a listagem na B3, concluída em 2024.
A ação da Vitru sobe 130% nos últimos doze meses – mas ainda está 12% abaixo de sua relistagem na B3. A empresa vale R$ 1,9 bilhão na Bolsa.
BTG Pactual, Itaú BBA e Bradesco BBI estão coordenando a oferta.
Estados Unidos e Irã chegaram a uma trégua temporária que anima os mercados nesta quarta-feira (8), mas não evita consequências de longo prazo que deverão ser entendidas mesmo que o conflito realmente chegue ao fim. A análise é da Verde Asset Management, que alerta para efeitos da guerra ainda não incorporados nos preços.
“Mesmo que a guerra termine amanhã, devemos conviver com preços mais altos de energia por bastante tempo”, avaliou a gestora de Luis Stuhlberger em carta mensal divulgada na última terça, pouco antes do anúncio do cessar-fogo. “Os impactos de segunda ordem dessa lógica ainda não foram precificados nos mercados: é um mundo mais estagflacionário”, atestou a casa.
Estagflação é o conceito que combina uma economia em desaceleração junto com ambiente de inflação persistente.
Segundo a Verde, um dos desafios da crise atual é a liberação de fato do tráfego no Estreito de Ormuz. Pelo que se sabe do acordoa até agora, o Irã teria concordado em liberar o estreito mediante o pagamento de um pedágio, algo que a gestora considera uma saída “bastante problemática no longo prazo”, muito embora seja capaz de aliviar incertezas no curto prazo.
Esse ponto vem gerando ruído até mesmo nas primeiras horas após a trégua. Nesta quarta, informações apuradas por agências de notícias dão conta de um tráfego ainda tímido na passagem, e que teria sido até mesmo novamente interrompido totalmente pelo Irã diante dos ataques israelenses ao Líbano, mesmo após o cessar-fogo. Ao mesmo tempo, drones iranianos teriam atingido alvos americanos no Golfo, e instalações petrolíferas na Arábia Saudita.
Como o vice-presidente americano JD Vance falou, a situação ainda é de uma trégua frágil – e o petróleo, apesar de ter chegado a recuar quase 20% na sessão, ainda segue negociado acima de US$ 90 o barril.
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Olhando o copo meio cheio, no entanto, a Verde aponta o Brasil como ponto positivo em meio à turbulência, e voltou a comprar ações locais ainda no começo de março.
“O Brasil performou excepcionalmente bem em meio à volatilidade de março, especialmente o câmbio e o mercado acionário”, disse a gestora. É consenso que o país se beneficia de um preço de petróleo mais alto – tanto fiscalmente quanto no balanço de pagamentos – em meio a um universo de mercados emergentes cheio de países importadores de energia”, finalizou.
Enquanto aumentou a fatia em ações brasileiras, a Verde zerou posição aplicada (que se beneficia da queda) em juro real, aproveitando os leilões do Tesouro, e manteve opções de compra no real. Além disso, manteve alocação em crédito e se desfez de proteções contra perdas nesse mercado. No exterior, manteve bolsa global, posição em moeda chinesa e em uma cesta de moedas contra o dólar, e comprou proteção de crédito da Arábia Saudita.
Em um mês altamente desafiador para fundos multimercados, o Verde entregou 0,05% de rentabilidade, contra 1,21% do CDI. Em 2026, o fundo registra 4,57% de retorno, contra 3,41% do benchmark da classe.
A Sabesp está estudando a privatização da Copasa, mas uma eventual participação no processo ainda dependerá de uma análise detalhada do risco e retorno envolvidos, disse o CEO da companhia, Carlos Augusto Piani.
Em paralelo, a empresa também aguarda licitações do programa Universaliza São Paulo, previstas para o segundo semestre e vistas como oportunidades mais óbvias.
“São Paulo está muito próximo de nós. Minas Gerais está um pouquinho mais longe. Mas também vamos olhar se vier a mercado,” Piani disse ao participar de um evento do Bradesco BBI nesta terça-feira.
“Acho que o timing está muito corrido,” acrescentou ele, falando sobre os preparativos para o leilão.
Piani também notou que o modelo de regulação do saneamento em Minas “não é tão robusto quanto o modelo de São Paulo,” com algumas definições ainda pendentes, o que faz com que o negócio tenha “um pouco mais de risco.”
Ao falar sobre o apetite pela Copasa, ele pontuou também que a Equatorial Energia, que se tornou a acionista de referência da Sabesp, “ficou uns seis a oito anos sem investir em nada” porque não encontrava ativos com retorno ajustado ao risco.
“De qualquer forma, estamos olhando. Em M&A, você tem que estar sempre presente.”
Piani, que foi chairman da Equatorial antes de assumir a Sabesp, disse ainda que uma eventual entrada na disputa pela Copasa dependerá de a Sabesp estar em dia com suas obrigações em São Paulo.
Nesse aspecto, porém, ele pontuou que a empresa está confiante em atingir as metas de universalização.
Ele também revelou que a Sabesp está discutindo um ajuste, para cima, nos investimentos previstos para a universalização dos serviços de saneamento em suas áreas.
O capex atual projetado para até 2029 é de R$ 70 bilhões; o novo número ainda não está fechado.
“Hoje temos mais de mil obras em andamento, quase 40 mil pessoas trabalhando nas nossas obras de universalização,” disse Piani.
Segundo ele, o ajuste no capex não será “nada absurdo” e decorre de uma inflação maior que o esperado, em meio a um mercado aquecido de projetos de infraestrutura em São Paulo e à antecipação de alguns investimentos em função da escassez hídrica deste ano.
“Vamos investir um pouco mais. Estamos discutindo exatamente esse montante, mas não houve nada de mais.”
As ações da Petrobras (PETR4) seguem como um dos principais destaques de força no mercado brasileiro, mesmo após a recente correção que sucedeu a máxima histórica em R$ 50,69. Atualmente negociando na região de R$ 48,46, o ativo mantém uma estrutura técnica positiva, sustentada pela negociação acima das médias móveis, o que indica que o movimento recente ainda pode ser interpretado como um pullback dentro da tendência de alta.
Na minha leitura, o papel entra em uma fase decisiva, em que o comportamento do preço nas regiões de suporte e resistência será fundamental para definir se haverá retomada do fluxo comprador ou aprofundamento da correção. O cenário segue construtivo, mas exige atenção diante do estágio mais avançado do movimento.
Para entender até onde as ações da Petrobras (PETR4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Petrobras (PETR4)
No curto prazo, observo que a Petrobras (PETR4) mantém tendência de alta, mesmo após a correção recente após o topo histórico em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,46, ainda acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que caracteriza um pullback saudável dentro da estrutura altista. O IFR (14) em 66,21, em zona neutra, reforça que ainda há espaço para retomada do fluxo comprador sem sinais claros de exaustão.
Para continuidade da alta, será essencial o rompimento da máxima histórica em R$ 50,69, o que pode abrir espaço para projeções em R$ 51,50, R$ 53,20 e níveis mais elevados em R$ 55,90 / R$ 57,30, com extensão até R$ 60,00. Esse cenário ganha força caso o ativo mantenha suporte nas médias e haja entrada consistente de volume comprador.
Por outro lado, a perda da região de suporte nas médias e na faixa de R$ 46,75 / R$ 44,30 pode intensificar o movimento corretivo, com possíveis alvos em R$ 42,00 e R$ 39,90. Abaixo desses níveis, o ativo pode buscar regiões mais baixas em R$ 35,63 e na média de 200 períodos em R$ 33,25. Assim, o papel permanece forte, mas em ponto técnico decisivo no curto prazo.
No médio prazo, a Petrobras (PETR4) segue em forte tendência de alta, com valorização expressiva em 2026 e recente renovação da máxima histórica em R$ 50,69. O ativo negocia próximo de R$ 48,42, ainda acima das médias de 9 e 21 períodos, embora com um afastamento relevante — fator que aumenta a probabilidade de correções ou consolidações ao longo do movimento. O IFR (14) em 81,24, em região de sobrecompra, reforça esse alerta, apesar de não haver sinais claros de reversão até o momento.
Para continuidade do movimento altista, será necessário romper novamente a máxima em R$ 50,69, o que pode destravar alvos em R$ 53,55, R$ 59,30 e níveis mais elevados em R$ 61,75 / R$ 64,25, com extensão até R$ 70,00. No entanto, diante do movimento já esticado, a evolução tende a ocorrer de forma mais gradual, com períodos de acomodação ao longo do caminho.
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Por outro lado, a perda da região de suporte em R$ 46,77 / R$ 44,20 pode dar início a um movimento corretivo mais consistente, com alvos em R$ 40,00 e regiões inferiores próximas de R$ 35,00. Ainda assim, enquanto permanecer acima dessas faixas, o cenário técnico segue positivo no médio prazo, com o ativo estruturalmente forte, mas exigindo atenção ao equilíbrio entre continuidade da alta e realização de lucros.