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Relator do trabalho por apps na Câmara diz que pedirá retirada de pauta em comissão

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Relator do trabalho por apps na Câmara diz que pedirá retirada de pauta em comissão

O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator da regulamentação do trabalho por meio de aplicativos, comunicou que pedirá ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a retirada do projeto da pauta. A votação estava prevista para esta terça-feira, 14, em comissão especial.

Em nota, nesta segunda-feira, 13, Coutinho disse que o pedido partiu do novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo, José Guimarães (PT-CE), que até semana passada atuava como líder do governo na Câmara.

Segundo o relator, a decisão busca “preservar o mérito técnico do texto, construído mediante diálogo com trabalhadores, plataformas governo, Justiça do Trabalho, academia e especialistas desde 2025”. O deputado também defendeu o parecer que apresentou.

“Apresentamos um relatório inovador, propondo a criação de uma nova categoria, e garantindo uma série de direitos reivindicados há anos pelos profissionais: transparência algorítmica, seguridade social, repasses integrais de gorjeta, seguro de vida e acidentes, valor mínimo de remuneração para entregadores, retenção máxima da plataforma e até isenção de imposto para aquisição de veículos”, escreveu.

O parlamentar acrescentou: “Tivemos sempre o cuidado de não aumentar o preço ao consumidor, não onerar a previdência e nem inviabilizar o ambiente de negócios no país, pois os aplicativos estão inseridos nas nossas vidas e nós gostamos do serviço”.

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Mythos, a AI perigosa demais para ser lançada

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Mythos, a AI perigosa demais para ser lançada

A corrida nuclear culminou na capacidade de as potências se destruírem mutuamente – e no risco de todo o planeta ir pelos ares por causa de um simples descuido nos protocolos de segurança.

Na semana passada, ficou um pouco mais evidente que a corrida da inteligência artificial está empurrando a humanidade para uma ameaça semelhante.

A Anthropic criou um novo modelo que, segundo a empresa, é perigoso demais para ser divulgado – especialmente por causa de sua capacidade de realizar operações de hackeamento de alto nível e de maneira totalmente autônoma, sem qualquer orientação humana.

boopo dario amodei

Se pode hackear, por que não poderia detonar um ataque cibernético ou coisa pior?

Mesmo em meio à guerra no Irã, o assunto virou prioridade na agenda das autoridades americanas. Informações divulgadas apenas posteriormente revelaram que, na terça-feira passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o presidente do Federal Reserve, Jay Powell, convocaram uma reunião de emergência em Washington com os CEOs dos maiores bancos americanos. A pauta foi o risco de um sistema de AI driblar as ferramentas de segurança cibernética do sistema financeiro. 

O novo modelo da Anthropic é o Claude Mythos Preview, que a empresa decidiu não divulgar para o grande público. Apenas um grupo de 40 empresas –  incluindo Apple, Amazon, Microsoft e JP Morgan, além de algumas das principais companhias de cibersegurança, como a Crowdstrike – terão acesso ao código.

Por seu elevado poder de raciocínio e capacidades de explorar fragilidades e vulnerabilidades em softwares, o Mythos Preview representa uma ameaça até agora sem precedentes.

Por iniciativa da própria Anthropic, foi criado um consórcio chamado Projeto Glasswing, do qual farão parte empresas que concorrem diretamente na disputa comercial da AI, como o Google, além de fornecedores de hardware como Nvidia, Cisco e Broadcom, e desenvolvedores de softwares críticos de código aberto, como a Linux Foundation.

Scott Bessent ok

“Criamos o Projeto Glasswing devido às capacidades que observamos em um novo modelo de vanguarda treinado pela Anthropic, que acreditamos ter o potencial de remodelar a cibersegurança,” afirmaram as empresas da coalizão. “Os modelos de AI atingiram um nível de capacidade de programação que lhes permite superar quase todos os humanos, exceto os mais habilidosos, na busca e exploração de vulnerabilidades dos softwares.”

Segundo a Anthropic, o Mythos Preview já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade – e até mesmo nos principais sistemas operacionais e navegadores da web.

Em um dos casos observados, a equipe de segurança da empresa afirmou ter sido possível comprometer um navegador para que um site criado por um hacker pudesse ler dados de outro site – por exemplo, os dados de uma conta bancária.

“Dado o ritmo acelerado do progresso da AI, não vai demorar para que tais capacidades proliferem, potencialmente além do alcance de agentes comprometidos com sua implantação segura,” disseram as empresas envolvidas na iniciativa.

“As consequências – para as economias, a segurança pública e a segurança nacional – podem ser graves. O Projeto Glasswing é uma tentativa urgente de colocar essas capacidades a serviço de fins defensivos.”

Dario Amodei, o fundador e CEO da Anthropic, tem sido um dos líderes na revolução da AI – e também um dos mais vocais divulgadores dos riscos envolvidos e defensor intransigente da segurança no desenvolvimento da tecnologia. Ex-chefe de pesquisa da OpenAI, foi um dos criadores do ChatGPT, mas deixou a empresa por divergências com o CEO Sam Altman – justamente por questões de segurança – e fundou sua própria startup em 2021.

Logan Graham, o diretor de uma equipe da Anthropic que testa novos modelos para capacidades perigosas, chamou o Mythos de “o ponto de partida para o que acreditamos ser um ponto de virada na indústria – ou um acerto de contas que precisa acontecer agora.”

 

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Giuliano Guandalini




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Cyrela (CYRE3) lança R$ 1,747 bilhão no 1º trimestre de 2026, queda anual de 48%

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Cyrela (CYRE3) lança R$ 1,747 bilhão no 1º trimestre de 2026, queda anual de 48%

A Cyrela Brazil Realty (CYRE3) pisou no freio e reduziu os novos projetos no começo deste ano. A incorporadora lançou 12 empreendimentos no primeiro trimestre, com valor estimado de R$ 1,747 bilhão, 48% a menos na comparação com o mesmo período do ano passado.

O maior enxugamento ocorreu entre os projetos de alto padrão, que ficaram em R$ 602 milhões neste trimestre (queda de 71%). No médio padrão, com a marca Living, os lançamentos somaram R$ 455 milhões (queda de 19%). Já na habitação popular, com a marca Vivaz, os lançamentos foram de R$ 690 milhões (baixa de 9%).

A companhia reportou vendas líquidas de R$ 2,164 bilhões no primeiro trimestre de 2026, leve alta de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas foram puxadas pelos imóveis que estão em fase de construção (R$ 1,158 bilhão) e pelos lançamentos (R$ 782 milhões), enquanto a venda de estoques prontos foi de R$ 224 milhões.

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A velocidade de vendas média acumulada em 12 meses foi de 45,8% no primeiro trimestre, alta de 0,6 pp ante o quarto trimestre (45,2%), mas 6,8 pp abaixo do início do ano passado (52,6%).

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“Deu o aceite e sumiu.” Por que a Cocamar levou o Patria à Justiça

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“Deu o aceite e sumiu.” Por que a Cocamar levou o Patria à Justiça

O Patria visualizou as mensagens da Cocamar – e não respondeu.

Este é o resumo por trás de uma batalha judicial entre a gestora de ativos alternativos e a cooperativa paranaense cujo faturamento ultrapassa R$ 11 bilhões.

Tudo começou em dezembro, quando o Patria pôs à venda quatro unidades de armazenagem de grãos em Sabáudia, Assaí, Bela Vista do Paraíso e Cambé, todas no Paraná.

Na época, a Cocamar negociou a compra dos quatro ativos por R$ 125 milhões, e recebeu um e-mail da gestora dizendo que o negócio estava fechado.

“Obrigado pelo envio da proposta revisada – estamos de acordo em seguirmos nos termos da proposta anexa encaminhada,” dizia o e-mail de 23 de dezembro, dando início às tratativas para a assinatura dos contratos. 

A Cocamar fechou – mas não levou.

Segundo os autos do processo, depois daquele e-mail o Patria desapareceu, e em janeiro anunciou a venda dos ativos para a Coamo, uma cooperativa também do Paraná, por um preço um pouco melhor: R$ 136 milhões.

Chocada, a Cocamar foi à Justiça – e em fins de fevereiro obteve uma liminar em segunda instância que impede a alienação ou oneração dos ativos até o julgamento do mérito. (A Cocamar havia perdido na primeira instância.) 

A decisão já foi averbada nas matrículas dos imóveis – o que, na prática, bloqueia qualquer tentativa de transferência. O processo corre em segredo de Justiça e ainda cabe recurso. 

A tese da Cocamar é de que uma proposta vinculante, uma vez aceita, gera obrigação entre as partes, especialmente quando acompanhada de atos que indicam a intenção de fechar o negócio, como a elaboração de contratos e o início de diligências.

A cooperativa entrou com uma ação pedindo o cumprimento da oferta — ou seja, que os ativos sejam transferidos a ela nas condições originalmente acordadas.

“Mas a Cocamar estaria disposta a negociar com o Patria. A empresa segue interessada nos ativos,” uma pessoa próxima à cooperativa disse ao Brazil Journal.

O Patria ainda não se manifestou, mas sua defesa pode ir na linha do decidido na primeira instância. Na 4ª Vara Cível de Maringá, a juíza Aline Koentopp reconheceu que houve negociação, mas considerou a mera comunicação entre os dois lados uma coisa frágil. 

Na avaliação da magistrada, a comunicação indica que o negócio não havia sido formalmente concluído, abrindo espaço para uma eventual resolução em perdas e danos.

Mesmo assim, a juíza autorizou a averbação da existência da ação em um dos quatro imóveis. 

A Cocamar recorreu, e na segunda instância o desembargador Domingos José Perfetto entendeu que há elementos suficientes para indicar a probabilidade do direito da cooperativa e o risco de dano caso os ativos sejam transferidos a terceiros.

Com isso, o TJ do Paraná estendeu a medida a todas as unidades envolvidas na negociação, determinando a averbação nas matrículas e proibindo a venda ou oneração dos imóveis.

Ou seja, na prática, os ativos não podem ser transferidos até a palavra final da Justiça, que no final vai decidir se o Patria foi apenas deselegante – ao desengajar da noite para o dia e deixar um comprador sem resposta – ou violou os direitos da Cocamar. 

O Patria disse que não pode comentar um processo em segredo de Justiça.




André Jankavski




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