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Procon-MPMG expande projeto Nosso Consumo, Nossa Voz

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Você já parou para pensar que o que consumimos vai muito além de produtos e serviços? O ato de consumir está intrinsecamente ligado à nossa identidade como seres humanos. Cada escolha que fazemos, seja ao comprar um café, escolher uma roupa ou até mesmo ao apoiar uma marca, reflete quem somos. E mais: reflete o que valorizamos. Nesse sentido, o consumo se transforma em uma forma de expressão, na qual cada cidadão tem a oportunidade de manifestar suas opiniões e crenças. Através de nossas preferências, podemos promover causas sociais, apoiar a sustentabilidade ou até mesmo criticar práticas de empresas que não se alinham aos nossos princípios.

Com essa filosofia em mente é que o Procon-MPMG, órgão do Ministério Público de Minas Gerais, promoveu um evento em Teófilo Otoni. O objetivo principal da ação foi anunciar a expansão do projeto “Nosso Consumo, Nossa Voz”.

Em conclusão, a escolha dessa cidade, com cerca de 140 mil habitantes, é emblemática. Isso porque foi lá que surgiram as primeiras denúncias de práticas abusivas e discriminação contra os povos indígenas nas relações comerciais e financeiras.

Abusos no consumo

Luiz Roberto Franca Lima, coordenador do Procon-MPMG, participou do evento.

Os relatos de abusos são preocupantes. Nesse ínterim, indígenas têm enfrentado a cobrança de preços diferenciados, retenção de cartões de crédito, discriminação em estabelecimentos comerciais e concessões irresponsáveis de crédito. Diante desse cenário, o Procon-MPMG tomou a iniciativa de agir. Tudo começou em 2024, com ações educativas nas aldeias Maxakali, localizadas no Vale do Mucuri.

O Procon-MPMG atuou além: visitou a Aldeia Barreiro Preto, na Terra Indígena Xakriabá, em São João das Missões, e encontrou-se em Belo Horizonte com caciques dos povos Maxakali, Pataxó, Xukuru-Kariri, Krenak e Xakriabá. Por analogia, essa escuta qualificada desempenhou um papel fundamental ao identificar as demandas específicas das comunidades, o que permitiu que o projeto fosse replicado em outras aldeias de Minas Gerais.

“Dessa forma, buscamos garantir que os direitos dos povos originários sejam respeitados no mercado de consumo em todo o estado.” A afirmação é de Luiz Roberto Franca Lima, promotor de Justiça e coordenador do Procon-MPMG.

Código de Defesa do Consumidor

Na época, a equipe do órgão organizou reuniões para discutir os direitos e deveres previstos no Código de Defesa do Consumidor com os indígenas, além de palestras destinadas a comerciantes, enfatizando a importância do tratamento igualitário e sem distinção de raça, cor, religião ou origem.

As iniciativas do projeto “Nosso Consumo, Nossa Voz” visam capacitar os consumidores locais, fortalecendo seu conhecimento sobre direitos e promovendo práticas de consumo consciente. Durante o evento, foram discutidas estratégias de enfrentamento às práticas desleais, com um enfoque especial na proteção dos grupos mais vulneráveis, incluindo a população indígena.

Lideranças presentes

Atualmente, de acordo com o levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), 17 etnias habitam Minas Gerais, incluindo Maxakali, Mukuriñ, Pataxó, Krenak, Pankararú, entre outras. O projeto Nosso Consumo, Nossa Voz destaca-se por sua abordagem integrada na defesa do consumidor, com foco na inclusão social, respeito à diversidade cultural e fortalecimento das comunidades indígenas. As ações abrangem a elaboração de materiais jurídicos de apoio, educação para o consumo, capacitação de servidores públicos, estratégias de fiscalização e o desenvolvimento de tecnologias que melhorem o atendimento às demandas desses povos.

O evento em Teófilo Otoni contou com a presença de autoridades e lideranças indígenas, como:

  • Luiz Roberto Franca Lima, promotor de Justiça e coordenador do Procon-MPMG;
  • Milena Ribeiro, promotora de Justiça de Teófilo Otoni e coordenadora regional dos Direitos de Defesa do Consumidor;
  • Regina Sturm Vilela, assessora jurídica do Procon-MPMG responsável pelo projeto Nosso Consumo, Nossa voz;
  • Gilmar Maxakali, liderança indígena.

“Somos todos iguais”

“Eu vejo que nesse mundo não tem ninguém diferente do outro. O sangue que corre na veia dos Maxakali, corre na veia das outras etnias e dos brancos também.” Essa foi a mensagem que o líder indígena Gilmar Maxakali transmitiu durante o evento.

A presença de representantes indígenas durante o evento sublinhou a importância de garantir que suas vozes sejam ouvidas e consideradas nas decisões que afetam suas comunidades. O engajamento da sociedade civil foi outro ponto destacado, com um apelo para que todos os cidadãos se tornem vigilantes e ativos na defesa de seus direitos.

Por fim, o evento em Teófilo Otoni marcou o início de uma nova fase do projeto, que pretende ampliar sua cobertura para outras regiões de Minas Gerais. O objetivo é consolidar uma cultura de consumo responsável e sensibilizar tanto consumidores quanto fornecedores sobre a importância da ética nas relações comerciais. A esperança é que, a partir destas iniciativas, outros municípios sigam o exemplo de Teófilo Otoni e passem a adotar medidas semelhantes para proteção e valorização dos direitos dos consumidores.

Lançamento de cartilha

Analogamente, a equipe do Procon-MG lançou uma cartilha digital sobre os direitos do consumidor para os povos originários. Na ocasião, os indígenas realizaram um ritual com cantos tradicionais da cultura Maxakali, além de promover uma feira de produtos artesanais.

Em síntese, essa ação não apenas representa um avanço na defesa do consumidor em Minas Gerais. Mas também reflete um compromisso com a justiça social e a valorização da diversidade cultural. O Procon-MPMG tem por objetivo garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas no comércio, contribuindo não apenas para a melhoria da qualidade de vida dessas comunidades, mas também para a construção de um Brasil mais igualitário.

Consumo e Constituição Federal

A Constituição Federal garante direitos iguais no consumo para todos, conforme disposto no artigo 5º, inciso I, da Constituição Federal de 1988. Este princípio fundamental estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo que o direito ao consumo não seja afetado por preconceitos ou discriminações. Neste contexto, a proteção ao consumidor é também um direito assegurado, reforçando que a violação desse princípio configurará crime, de acordo com a legislação brasileira.

O Código de Defesa do Consumidor (CDC), por sua vez, complementa essa proteção ao estabelecer normas que visam coibir práticas abusivas e discriminatórias nas relações de consumo. É obrigação dos fornecedores de produtos e serviços tratar todos os consumidores de forma equitativa, sob pena de sanções que vão desde multas até a reparação de danos.

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa


A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.

O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.

“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.

O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.

O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso


Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.

O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.

E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.

Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?

Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.

É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.

Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema


*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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