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Previsões de supply chain e varejo para 2026

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Previsões de supply chain e varejo para 2026


Se há uma previsão que se confirma todos os anos, é esta: o que funcionou no ano passado não será suficiente no próximo. E, embora previsões sejam notoriamente difíceis de fazer com qualquer grau de certeza, elas tendem a se confirmar mais facilmente quando nascem de insights poderosos orientados por dados, de experiências profissionais acumuladas ao longo de décadas e do que vimos (e ouvimos) de clientes nos últimos doze meses.

Desde a infiltração contínua da IA em todas as áreas dos negócios, passando pela evolução do comércio como o conhecemos, até o que tendências como a “hiperpersonalização” significam para cadeias de suprimentos já pressionadas (B2B e B2C), existem alguns insights que podem servir de reflexão e provocar conversas interessantes no Ano Novo para o setor do varejo.

Embora 2026 veja as ferramentas de IA sendo implantadas de forma mais ampla para reduzir o custo de tarefas intensivas em mão de obra e acelerar significativamente a implantação de projetos, esse avanço não se limitará apenas à eficiência operacional. Essas mesmas ferramentas também evoluirão para oferecer capacidades de gerenciamento de incidentes, abrindo caminho para a autorrecuperação orientada por máquinas e, em última instância, para cadeias de suprimentos mais resilientes.

Nesse contexto, as organizações de serviços profissionais deverão acelerar a adoção de automação orientada por IA como forma de simplificar a entrega e acompanhar a crescente complexidade dos projetos. Isso permitirá integrações mais rápidas, alocação de recursos mais inteligente e modelos de suporte que aprimoram a execução operacional. À medida que os clientes passam a exigir maior transparência e mais valor, as equipes de serviços profissionais tendem a migrar para engajamentos baseados em resultados, utilizando dados em tempo real e plataformas colaborativas para cocriar soluções e demonstrar impacto mensurável.

Ainda assim, apesar de vermos mais organizações explorando novas capacidades de IA ao longo do próximo ano, esse crescimento deverá ocorrer de forma mais gradual, em contraste com o ritmo frenético observado nos últimos 24 meses. Em 2026, muitas organizações perceberão rapidamente que a limpeza de dados e a modernização digital são pré-requisitos fundamentais para que consigam aproveitar essas novas capacidades de IA de maneira eficaz — entregando a velocidade, a precisão e o verdadeiro valor que todos procuram.

À medida que essa maturidade tecnológica avança, no espaço B2B a tomada de decisão inteligente no chamado momento da verdade — ou seja, quando o cliente decide realizar um pedido — está se tornando cada vez mais comum. As organizações buscam, assim, maximizar simultaneamente o nível de serviço ao cliente e a rentabilidade das operações. Nesse cenário, sourcing inteligente (abordagem estratégica para aquisição de bens e serviços que vai além do preço, focando em eficiência, dados, tecnologia e valor a longo prazo), alocação de pedidos em relação à oferta disponível e realocação contínua surgem como temas recorrentes, colocando os ERPs no centro das atenções quando se trata de atender às expectativas dos clientes em 2026.

Paralelamente, no universo do consumidor final, o cliente tornou-se onipresente. Ele deseja realizar compras em qualquer canal, ter seus pedidos atendidos da forma que escolher e devolver produtos como e quando quiser. Como consequência direta, as cadeias de suprimentos não terão alternativa a não ser assumir compromissos em tempo real com os pedidos dos consumidores, independentemente do canal de origem. Nesse cenário, é esperado um avanço acelerado da adoção do comércio unificado, à medida que os varejistas enfrentam as crescentes demandas impostas pela hiperpersonalização.

Esse movimento também terá impactos profundos na loja física. Até o final de 2026, os caixas legados deverão ser substituídos por plataformas de PDV mobile-first, que funcionarão como verdadeiros hubs omnichannel, em vez de simples terminais de transação. Essas plataformas estarão conectadas a inventários em tempo real e a motores de fulfillment, oferecendo aos colaboradores opções dinâmicas como envio a partir da loja, retirada posterior ou entrega no mesmo dia no ponto de decisão. De forma crucial, elas também proporcionarão experiências ricas em contexto para os colaboradores, incluindo histórico do cliente, status de fidelidade, navegação recente e carrinhos abertos, permitindo que a equipe atenda os clientes com mais rapidez, precisão e um nível mais elevado de personalização.

Essa evolução no ponto de venda se conecta diretamente às mudanças no comércio digital. Varejistas como o Walmart já anunciaram investimentos expressivos em comércio conversacional, o que tende a transformar de maneira fundamental a forma como compramos online, deslocando o modelo tradicional de busca para experiências de compra baseadas na interação com IA.

Ao mesmo tempo, o social commerce continuará a crescer em ritmo acelerado. O TikTok Shop acaba de registrar um ano recorde, com uma média de 6 mil sessões de compras ao vivo realizadas diariamente na plataforma. A M&S é uma das varejistas mais recentes a aderir a esse novo canal de vendas, e tudo indica que muitas outras seguirão o mesmo caminho ao longo de 2026.

Imagem: Envato

*Por Stefan Furtado, Gerente Regional da Manhattan Associates

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa


A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.

O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.

“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.

O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.

O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso


Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.

O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.

E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.

Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?

Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.

É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.

Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema


*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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