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PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 tri

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PIB cresce 2,3% em 2025 e fecha o ano em R$ 12,7 tri


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — que é o principal indicador da economia do País — cresceu 2,3% em 2025, com um total em valores correntes de 12,7 trilhões, segundo dados do IBGE. Já o pib per capta (por pessoa) chegou a R$ 59.687,49, com crescimento real (com ajuste da inflação) de 1,9% em comparação com o ano anterior.

O resultado de 2025 marca o quinto ano consecutivo de crescimento da economia brasileira. A partir deste resultado, tanto o PIB quanto o PIB per capta chegam ao maior patamar desde o início da série histórica, em 1996.

Sob uma ótica de produção, as três atividades econômicas analisadas pelo IBGE tiveram crescimento em 2025. A agropecuária foi a que mais avançou, com 11,7%, seguida por serviços (1,8%) e indústria (1,4%).

Em relação ao setor da agropecuária, o crescimento é justificado principalmente pela maior produção de culturas como milho (23,6%) e soja (14,6%), que alcançaram recordes em 2025. A agropecuária teve peso de 32,8% no crescimento do PIB em 2025. 

Quanto à indústria, o principal destaque foi a indústria extrativa (8,6%), com a extração de gás e petróleo.

Já o setor de serviços teve um avanço que refletiu todas as atividades: informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%), transporte, armazenagem e correio (2,1%), outras atividades de serviços (2,0%), atividades imobiliárias (2,0%), comércio (1,1%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).

Considerando o PIB pela ótica do consumo, o consumo das famílias cresceu 1,3% em 2025, o que representa uma desaceleração em relação a 2024 (5,1%). Já o consumo do governo cresceu 2,1%.

Tanto as exportações quanto importações aumentaram em 2025. As Exportações de Bens e Serviços cresceram 6,2%, com destaques em extração de petróleo, veículos automotores e agropecuária. Já nas Importações de Bens e Serviços (4,5%), os destaques foram outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.

Imagem: José Cruz/Agência Brasil

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Keeta adia lançamento no Rio e confirma desligamentos

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Keeta adia lançamento no Rio e confirma desligamentos


A Keeta, plataforma de delivery do grupo chinês Meituan, adiou o início da operação no Rio de Janeiro e confirmou desligamentos de colaboradores no estado após a alteração do cronograma de lançamento. A empresa afirma que segue operando normalmente em São Paulo e que mantém o plano de investir R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos.

As demissões ocorreram nesta semana, depois do adiamento da estreia na capital fluminense. De acordo com informações de Poder360 e CNN Brasil, os cortes teriam atingido cerca de 200 pessoas no Rio e ocorreram às vésperas do lançamento previsto para o início de março.

Em nota enviada à imprensa, a Keeta disse que adiou o lançamento no Rio para “focar na defesa do livre mercado” e que, antes de seguir com a expansão geográfica, pretende “resolver questões estruturais” que, segundo a empresa, inibem a concorrência no delivery de comida no Brasil.

Keeta citou exclusividade como empecilho

No texto, a Keeta atribui o adiamento a “cláusulas de exclusividade” que teriam sido impostas a restaurantes por plataformas concorrentes, citando iFood e 99Food. “Acreditamos que restaurantes devem ter liberdade para diversificar canais de vendas, entregadores parceiros devem ter mais oportunidade de geração de renda, e consumidores devem se beneficiar de maior leque de opções e um de serviço com mais qualidade”, afirmou Tony Qiu, presidente de Operações Internacionais da Keeta.

A companhia também afirma ter identificado essas barreiras a partir das operações em São Paulo e na Baixada Santista e diz que o “principal concorrente” teria cerca de 80% do mercado e continuaria promovendo acordos de exclusividade “mesmo estando proibido na maioria dos casos pelo CADE”. A Keeta cita ainda que, desde o lançamento em São Paulo em 1º de dezembro de 2025, o aplicativo teria superado 2,8 milhões de downloads, com expansão da base de restaurantes para “quase 38 mil lojas”, e menciona tempo médio de entrega de 31 minutos.

Existe um histórico de acompanhamento do tema pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), incluindo um acordo firmado em 2023 com o iFood que estabeleceu critérios e limites para a prática de exclusividade em contratos com restaurantes, como prazos máximos e regras por porte de rede. O órgão segue monitorando o cumprimento desse acordo.

O mercado brasileiro de delivery é liderado pelo iFood, que, segundo a Reuters, tem 55 milhões de usuários e processa mais de 120 milhões de pedidos por mês em 1.500 cidades, com cerca de 400 mil estabelecimentos parceiros.

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Como calcular preço de venda: guia prático para varejistas

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Como calcular preço de venda: guia prático para varejistas


Definir o preço de venda de um produto é uma das decisões mais estratégicas no varejo. Cobrar pouco compromete a saúde financeira do negócio; cobrar demais afasta clientes. Saber como calcular preço de venda de forma correta é o que separa um negócio sustentável de um que opera no prejuízo sem perceber.

Este guia reúne os principais conceitos, fórmulas e boas práticas para que varejistas de qualquer porte possam precificar com mais segurança e inteligência.

O que é preço de venda e por que ele precisa ser calculado?

Preço de venda é o valor que o consumidor final paga por um produto ou serviço. Ele não é (ou não deveria ser) definido com base apenas no que a concorrência cobra ou no que “parece razoável”. Um preço bem calculado cobre todos os custos envolvidos na operação, garante uma margem de lucro adequada e ainda mantém a competitividade no mercado.

Muitos varejistas, especialmente os de pequeno porte, pecam ao ignorar custos indiretos na hora de precificar. O resultado é uma operação que vende bastante, mas que não gera lucro real.

Quais custos precisam ser considerados?

Antes de aplicar qualquer fórmula, é fundamental mapear todos os custos que incidem sobre o produto. Eles se dividem em três categorias principais:

Custos de aquisição ou produção são os valores pagos diretamente pelo produto, incluindo frete de compra e eventuais impostos de importação.

Custos operacionais fixos englobam despesas como aluguel, salários, contas de água e luz, sistema de gestão, entre outros. Ou seja, tudo o que precisa ser pago independentemente do volume de vendas.

Custos variáveis são os que aumentam conforme o volume de vendas cresce: comissão de vendedores, taxas de cartão de crédito, marketplace, embalagens e impostos sobre a venda (como PIS, COFINS, ICMS e ISS, dependendo do regime tributário).

Ignorar qualquer um desses grupos é garantia de precificação incorreta.

Como calcular preço de venda: as principais fórmulas

1. Markup

O markup é o método mais utilizado no varejo. Ele consiste em aplicar um multiplicador sobre o custo do produto para chegar ao preço de venda.

Fórmula do markup divisor:

Markup = 100 ÷ [100 – (% despesas variáveis + % despesas fixas + % margem de lucro desejada)]

Exemplo prático: suponha que um produto custe R$ 50,00 e que os custos variáveis representem 20% do preço de venda, os custos fixos 15% e a margem de lucro desejada seja 20%.

Markup = 100 ÷ (100 – 55) = 100 ÷ 45 = 2,22

Preço de venda = R$ 50,00 × 2,22 = R$ 111,00

O markup é prático e ágil, mas exige que os percentuais de custos fixos e variáveis estejam bem calculados previamente.

2. Margem de contribuição

A margem de contribuição representa o quanto cada produto contribui para cobrir os custos fixos e gerar lucro. É uma métrica essencial para entender a rentabilidade individual de cada item do mix.

Fórmula:

Margem de contribuição = Preço de venda – Custos variáveis unitários

Exemplo: se um produto é vendido por R$ 100,00 e os custos variáveis somam R$ 60,00, a margem de contribuição é de R$ 40,00 — ou seja, 40% do preço de venda.

Para que o negócio seja lucrativo, a soma das margens de contribuição de todos os produtos vendidos precisa ser superior ao total de custos fixos do período.

3. Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio (ou break-even) é o volume mínimo de vendas necessário para cobrir todos os custos, sem lucro nem prejuízo. Calculá-lo ajuda o varejista a entender qual é o piso de operação do negócio.

Fórmula:

Ponto de equilíbrio (em unidades) = Custos fixos totais ÷ Margem de contribuição unitária

Combinando esse cálculo com o do preço de venda, o varejista consegue tomar decisões mais fundamentadas sobre promoções, descontos e estratégias de volume.

Como a análise de mercado entra na precificação?

Calcular os custos é o ponto de partida, mas o preço final também precisa conversar com o mercado. Não significa simplesmente copiar o preço do concorrente: significa entender a faixa de preços praticada e verificar se o preço calculado está dentro de um intervalo competitivo.

Se o preço calculado estiver muito acima do mercado, o varejista precisa analisar se há gordura a cortar nos custos ou se o produto está adequado ao posicionamento da loja. Se estiver muito abaixo, pode ser uma oportunidade de aumentar a margem (ou um sinal de que a concorrência está operando no prejuízo).

Ferramentas de monitoramento de preços e análises periódicas de concorrência são aliadas importantes nesse processo.

Erros mais comuns na hora de precificar

Não incluir o pró-labore no cálculo é um dos equívocos mais frequentes entre pequenos varejistas. O salário do dono é um custo como qualquer outro e precisa estar refletido no preço. Outro erro comum é desconsiderar as taxas de meios de pagamento: um desconto de 5% para pagamento à vista pode parecer irrisório, mas corrói a margem em escala.

Precificar com base apenas na intuição ou no preço que “sempre funcionou” também é arriscado, especialmente em cenários de inflação de custos ou mudanças tributárias.

Revisão de preços: com que frequência fazer?

Precificação não é uma tarefa feita uma única vez. Custos mudam, o mercado muda e a operação evolui. O ideal é revisar os preços ao menos uma vez por trimestre, ou imediatamente sempre que houver alteração relevante nos custos de aquisição, nos encargos tributários ou nas despesas operacionais.

Manter uma planilha ou usar o módulo de precificação de um sistema de gestão (ERP) facilita esse processo e reduz o risco de operar com preços desatualizados.

Como calcular preço de venda?

Saber como calcular preço de venda é uma competência essencial para qualquer varejista que queira construir um negócio financeiramente saudável. O processo envolve mapear custos com precisão, aplicar as fórmulas corretas (como markup e margem de contribuição) e validar o resultado frente ao mercado. Mais do que uma questão matemática, a precificação é uma decisão estratégica que impacta diretamente a rentabilidade, o posicionamento da marca e a competitividade do negócio.

Infográfico produzido com auxílio de inteligência artificial
Imagem: Envato

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Inadimplência atinge 8,48% em fevereiro

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Inadimplência atinge 8,48% em fevereiro


O varejo brasileiro segue enfrentando um cenário de maior risco no crédito ao consumidor. Dados do Índice de Inadimplência do Meu Crediário mostram que a taxa nacional alcançou 8,48% em fevereiro de 2026, mantendo-se praticamente estável em relação a janeiro (8,46%) e consolidando o início do ano em patamar elevado. O resultado confirma a interrupção da trajetória de queda observada ao longo de parte de 2025 e reforça o ambiente de maior cautela para o consumo parcelado no primeiro trimestre.

Na comparação anual, o indicador avançou 1,74 ponto percentual em relação a fevereiro de 2025, quando estava em 6,74%. Embora ainda abaixo do índice registrado em fevereiro de 2024 (9,72%), o nível atual evidencia um crescimento gradual da inadimplência.A tendência, de acordo com o histórico do indicador, é que o comportamento da inadimplência permaneça sob atenção ao longo do primeiro semestre.

A média do trimestre mais recente, considerando dezembro de 2025, janeiro e fevereiro de 2026, ficou em 8,51%, acima dos 7,12% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior. O dado aponta deterioração no cenário de crédito do varejo e indica que, apesar de não haver aceleração abrupta, o indicador permanece estabilizado em um patamar elevado.

Entre os segmentos analisados, o setor de óticas passou a liderar o ranking de inadimplência, com 9,48%, superando a média nacional. Roupas e calçados aparecem na sequência, com 9,20%, enquanto móveis e eletrodomésticos registram 7,37%. O desempenho sugere pressão tanto em categorias ligadas a necessidades recorrentes quanto em itens de maior valor agregado e consumo discricionário.

O recorte regional mostra que o Sudeste continua concentrando os maiores índices do país, com 10,21%, mantendo-se como a única região acima de dois dígitos. Norte (9,01%) e Nordeste (8,78%) vêm na sequência, seguidos por Centro-Oeste (8,19%) e Sul (7,02%). A concentração urbana e o maior volume de consumo ajudam a explicar o peso do Sudeste no resultado consolidado.

A análise por faixa etária confirma que os consumidores mais jovens seguem mais expostos ao atraso nos pagamentos. Entre 18 e 25 anos, a inadimplência alcança 14,99%, praticamente o dobro da média nacional. Na faixa de 26 a 35 anos, o índice é de 11,48%. Entre 36 e 50 anos, o percentual cai para 8,48%, enquanto consumidores de 51 a 65 anos registram 5,86%, e aqueles acima de 66 anos, 5,64%. O comportamento reforça o impacto do consumo parcelado entre jovens adultos, especialmente em períodos de maior gasto sazonal.

O levantamento também aponta diferença relevante entre gêneros. A taxa de inadimplência entre homens chega a 10,37%, ante 7,89% entre mulheres, uma diferença de 2,48 pontos percentuais que indica maior exposição masculina ao risco no crediário.

Ao longo de 2025, o indicador apresentou oscilações importantes, com picos no meio do ano — quando superou 9,6% em maio e junho — seguido de recuo gradual no segundo semestre. Ainda assim, a manutenção dos índices acima de 8,5% no encerramento do ano ajuda a explicar o nível pressionado observado no início de 2026.

Imagem: Envato

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