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Os novos fundamentos do crédito e dos pagamentos na era da IA

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Os novos fundamentos do crédito e dos pagamentos na era da IA

 

O Money20/20, evento que destaca as principais inovações do setor financeiro mundial, abre espaço para uma discussão incômoda e multifacetada: entender como (e quanto) dados, inclusão e algoritmos de segurança estão convergindo para reorganizar não só os negócios bancários, de crédito e pagamentos, mas a própria noção de valor e confiança entre consumidores e empresas digitais.

A inclusão financeira ganhou outras camadas nas discussões do evento. Especialistas mostraram que o crédito não será mais decidido exclusivamente por pontuações tradicionais, como o FICO Score. O destino do consumidor agora está diretamente ligado à sua capacidade de compartilhar dados – de consumo, hábitos, histórico e intenções – com as instituições financeiras e plataformas de crédito. Não se trata apenas de abrir as informações: é preciso garantir que a permissão seja consciente, protegida e que traga valor real ao cliente.

Esses dados revelam nuances antes invisíveis, transformando os modelos de concessão de crédito em sistemas dinâmicos, moldados por IA e atualizados em tempo real. Para o Brasil, o potencial é considerável: parcelas da população antes ignoradas ou subavaliadas pelo sistema bancário são incluídas em novas ofertas, enquanto empresas disputam clientes com maior precisão e sensibilidade. O ciclo do consentimento é também um campo de competição: quem oferece análise mais ágil e personalizada, conquista novos perfis e reforça lealdade.

Esses novos modelos de concessão de crédito têm impacto estratégico na experiência do cliente. Se antes o cenário de pagamentos era dominado por taxas, prazos e burocracia, agora tudo gira em torno da personalização, da compreensão do contexto e da motivação do cliente e até mesmo do seu encantamento. A base de payment data não apenas monitora movimentações, mas faz nascer produtos hipersegmentados, plataformas peer-to-peer (como o Pix no Brasil), carteiras digitais e aplicativos que prescrevem decisões financeiras com base nos rastros digitais dos clientes.

O consumidor, cada vez mais habituado à instantaneidade, quer segurança plena sobre seus recursos e identidades, bem como transparência na privacidade dos dados. O paradoxo é que, quanto mais dados circulam entre sistemas, maior vulnerabilidade pode surgir, exigindo, simultaneamente, compliance rigoroso e criatividade para entregar valor sem abrir brechas. A nova competição é por confiança, e nada fideliza mais que a oferta clara de opções seguras, simples de acessar e visualmente bem resolvidas.

Segurança algorítmica: quando a IA enfrenta a IA

Ao contrário do otimismo e do entusiasmo verificado em outras edições do Money20/20, este ano a ênfase reside nos cuidados extremos com a segurança. A ameaça mais inquietante tem nome: identidade sintética, que combina dados reais com elementos falsos e/ou gerados por IA.

Fraudes digitais, hoje alimentadas por Inteligência Artificial, testam diariamente as fronteiras da segurança dos gateways, bancos e plataformas globais. Empresas como Meta, Kraken e Worldpay apresentaram esquemas de defesa em camadas, modelando identidades sintéticas, monitorando operações em tempo real e testando vulnerabilidades antes de qualquer ataque real.

O recado é claro: prevenção não é luxo, é obrigação estratégica. Líderes do setor admitem: mais de 93% temem ataques sofisticados de IA em curto prazo, que podem comprometer serviços, reputação e bilhões de dólares. O futuro, por mais promissor que pareça, sugere que as fronteiras da autenticação digital serão epicentro de novos conflitos.

Exatamente por isso que conhecer o consumidor (KYC – Know Your Customerassume uma importância crucial: trata-se de um processo que alicerça qualquer estratégia de prevenção à fraude e que consiste em verificar a identidade do cliente antes de liberar acesso a serviços financeiros, garantindo que não haja roubo de identidade ou lavagem de dinheiro.

Vale ressaltar que KYC tradicional está evoluindo para uma abordagem mais sofisticada: o KYC contínuo, que engloba arquiteturas adaptativas, validadas por Machine Learning e testes contínuos de identidade, como diferenciais para bancos, fintechs e até pequenos negócios digitais. Logo, Know Your Customer é o novo conceito de segurança dessa nova fase da era digital.

O desafio brasileiro: inclusão, privacidade e cultura digital

O conteúdo apresentado até agora no Money20/20 provoca o epicentro dos profissionais brasileiros com três dilemas:

  • Como ampliar inclusão usando dados?
  • Como garantir privacidade num universo cada vez mais permeável?
  • Como maturar a cultura digital para abraçar algoritmos e colaboração em escala nacional?

O avanço da IA exige profissionais de finanças, compliance e tecnologia trabalhando em coletivo, em busca do equilíbrio entre inovação e proteção. A LGPD e as regulações do Banco Central delimitam as oportunidades e também impõem limites à criatividade das empresas. Será preciso investir em governança séria e treinamento intenso.

Por fim, os processos de governança e uso de dados em uma estratégia construída sobre a premissa Know Your Customer, incluem aplicação de dados de alta performance e consentimento ativo como exigências de consumidores e reguladores: negócios que não dominarem essa dinâmica perderão espaço.

Por outro lado, a adoção de IA defensiva não vale só para grandes bancos. Startups, plataformas de pagamentos regionais e gateways precisam adotar soluções flexíveis de defesa digital, especialmente na validação de identidade e rastreio de vulnerabilidades. Isso porque o novo valor competitivo está na credibilidade: fricções inteligentes (como autenticação extra em transações críticas) podem preservar a reputação e evitar perdas sistêmicas. Por fim, colaboração e compartilhamento de dados seguros entre empresas do ecossistema financeiro serão uma janela para a oferta de produtos mais amplos e competitivos.

O ciclo dos dados

O Money20/20 2025 deixa evidente que o futuro do setor financeiro global será decidido por quem dominar todas as etapas do ciclo dos dados, desde a permissão consciente, passando pelo uso analítico intensivo e chegando à defesa contra ameaças autônomas. Buscar e praticar data performance é um mandamento estratégico. Não será possível se proteger de deepfakes e identidades sintéticas usando intuição. Experiência, inclusão e segurança não só convivem: prosperam juntas, em uma arquitetura que exige inovação contínua, governança reforçada e cultura colaborativa.

O Brasil, com sua tradição de inovação em sistemas de pagamento e cultura digital vibrante, tem um sistema financeiro avançado e vigilante para escalar as melhores práticas globais e assumir protagonismo na era dos algoritmos inteligentes. O desafio está lançado: competir por confiança e excelência será a chave do dinheiro digital contemporâneo.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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