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Mais do que liderar, o papel do novo CEO é ser o embaixador da marca

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Mais do que liderar, o papel do novo CEO é ser o embaixador da marca

 

Empresas de diferentes segmentos têm entendido que o sucesso está diretamente ligado à capacidade de seus líderes de traduzirem valores em atitudes. Ou seja, transformar propósito em movimento. Nesse cenário, o papel do CEO tem passado por uma evolução. Ele deixou de ser o estrategista que comanda das salas de reunião para se tornar o rosto público de uma marca.

Em um mercado cada vez mais guiado por propósito, transparência e conexões humanas, o líder moderno não se limita à gestão: ele representa a essência do negócio. A confiança que outrora dependia apenas de produtos e serviços, hoje nasce da presença, da coerência e da voz de quem lidera.

Alexandre Frankel, CEO da Housi, enxerga essa transformação como essencial. Ele acredita que o líder contemporâneo não pode se limitar a decisões de bastidores, mas precisa representar o propósito da empresa de forma viva e humana.

Ser CEO hoje é muito mais do que liderar uma empresa: é ser o principal embaixador da marca. Sempre estive envolvido em cada etapa: do produto à experiência do cliente. Representar a Housi é defender ideias, inspirar confiança e gerar movimento.”

O espelho da marca

Alexandre Frankel, CEO da Housi.

Para Frankel, esse papel torna o propósito tangível e reforça vínculos com clientes e parceiros. “Quando o líder assume o papel de vendedor da marca, ele traz humanidade para o negócio. Mostra propósito, dá rosto à visão. Essa presença influencia tudo, do padrão de qualidade às relações que construímos. No fim, é isso que diferencia empresas que crescem das que apenas operam“, pontua.

Frankel acredita que a coerência entre discurso e prática é o alicerce da credibilidade. Segundo ele, quando o público percebe que o líder é coerente com o que a empresa entrega, isso se transforma em um ativo de longo prazo: a confiança.

“A coerência entre discurso e prática gera credibilidade. Se o público percebe que existe verdade entre o que eu digo e o que a Housi entrega, isso vira confiança. E confiança é o ativo mais valioso: retém clientes, atrai parceiros e fortalece o ecossistema”, frisa.

Conexão com o consumidor

Na mesma linha, João Adibe, CEO da Cimed, reconhece que sua imagem e a da empresa estão entrelaçadas de forma intencional. Ele reforça que o cliente compra de quem confia. E essa confiança nasce quando a marca tem uma cara, um propósito claro e uma presença real.

A minha imagem e da Cimed se confundem, e isso é intencional. Eu não tenho medo de aparecer, de mostrar os bastidores, os desafios, os acertos e até os erros. Quando mostro meu jeito direto, simples e acessível, o público entende que esse é o mesmo DNA da marca: próxima, democrática e feita por brasileiros para brasileiros”, relata.

O equilíbrio entre gestão e presença

Equilibrar a gestão com a presença estratégica é um desafio, mas também algo comum aos dois líderes. Frankel ressalta a importância de delegar operações e reservar tempo para decisões que moldam o futuro do negócio.

“Tenho um time forte que toca a operação com autonomia. Mas gosto de estar presente nas frentes que moldam o futuro, grandes parcerias, marketing institucional, novos produtos”, comenta.

Ele explica que essas participações diretas são cruciais quando as ações têm potencial de gerar impacto e visibilidade, exigindo sua visão e envolvimento. “Quando percebo que uma ação pode gerar escala, impacto ou visibilidade relevante, mergulho de cabeça. O segredo está em equilibrar a execução com o olhar estratégico, sem perder o pulso do que realmente importa”, diz.

João Adibe compartilha uma visão semelhante. Segundo ele, o papel do CEO inclui estar presente nas frentes que exigem proximidade com o mercado.

O meu papel é estar onde eu gero mais valor. Tenho uma equipe de gestão muito forte, junto com a minha irmã Karla. Isso me permite estar presente nas frentes estratégicas de vendas, marketing, inovação e relacionamento com o varejo”, relata. “Eu gosto de negociar pessoalmente, conversar com o cliente, sentir o mercado. Isso me mantém conectado à realidade do consumidor e garante que as decisões da empresa estejam alinhadas com o que o público realmente quer.”

Propósito e narrativa

João Adibe, CEO da Cimed.

Para ambos os líderes, o propósito é o norte da comunicação. “O CEO é o guardião do propósito. É quem garante que o que está escrito na parede também acontece na prática”, ressalta Frankel.

Na Housi, esse propósito se traduz na transformação da moradia e na busca por uma experiência mais inteligente e conectada. Além disso, a empresa trabalha para tornar o acesso mais simples e mais inteligente. Isso se reflete em tudo: nos produtos, nas parcerias, na tecnologia, no atendimento.

“Transparência também faz parte dessa narrativa. Mostrar o que funciona, o que estamos construindo e até o que ainda precisa evoluir cria uma relação honesta com o público. E essa relação é o que sustenta uma marca a longo prazo”, pontua Frankel.

João Adibe reforça essa visão ao afirmar que o papel do líder é ser o porta-voz da cultura da empresa.

“Não adianta ter um discurso bonito se o líder não vive o propósito da empresa no dia a dia. Na Cimed, a missão é democratizar o acesso à saúde no Brasil, e eu falo sobre isso com verdade, porque é o que guia todas as decisões. Quando você é coerente entre o que fala e o que faz, o público percebe, e a marca ganha credibilidade”, destaca.

Cultura e engajamento

A presença do CEO nas operações impacta diretamente a cultura organizacional. Frankel acredita que quando o líder participa das iniciativas e acompanha as equipes, cria-se uma cultura de propósito compartilhado e pertencimento.

“Sempre estou próximo de todas as nossas BU’s, justamente para entender o andamento das ações, próximos passos e reforçar padrões de excelência, inovação e foco no cliente. Cultura se constrói pelo exemplo, não pelo discurso”, diz.

Adibe tem uma visão semelhante. Para ele, o envolvimento do CEO nas vendas e no relacionamento com clientes cria um sentimento coletivo de responsabilidade e orgulho.

“Quando o time vê o CEO envolvido, falando com cliente, indo para o ponto de venda, participando de campanhas, isso cria um sentimento coletivo de dono”, pontua.

Ele costuma resumir seu estilo de liderança em três palavras que se tornaram lema dentro da Cimed: ritmo, rotina e ritual. “Isso inspira o time, dá energia e cria uma cultura de alta performance e orgulho”, complementa.

Resultados e reconhecimento

O papel de porta-voz não é apenas simbólico: traz resultados concretos. Frankel observa que quando assumiu o protagonismo na divulgação do modelo de licenciamento da Housi, o impacto foi imediato.

A visibilidade gera confiança, e confiança acelera negócios. O mercado passa a entender o valor do que fazemos e a enxergar oportunidade. Além disso, estar presente como líder em mídia e conteúdo posiciona a marca como referência e atrai talentos, investidores e parceiros estratégicos. É um efeito multiplicador: quanto mais forte o nome, mais rápido a empresa avança”, destaca.

Na Cimed, Adibe percebe o mesmo efeito. Ele acredita que sua presença ativa nas redes sociais e na mídia fortalece a marca e gera resultados mensuráveis: crescimento de vendas, fortalecimento de marca e atração de talentos que se identificam com a cultura da companhia. “Quando o CEO está presente, a marca ganha alma, e o mercado percebe isso”, acrescenta.

O futuro do “CEO vendedor”

Para Frankel, o perfil do líder visível e engajado veio para ficar. Ele acredita que o futuro pertence aos CEOs que se mostram acessíveis, coerentes e humanos. Ele acrescenta que vulnerabilidade e autenticidade são pilares dessa nova liderança.

O mercado não quer executivos distantes, quer pessoas com propósito, que acreditam no que constroem e que vivem os desafios desse processo”, frisa. “O ‘CEO vendedor’ é aquele que inspira, conecta e traduz o propósito da marca para o mundo. Isso exige novas habilidades: comunicação autêntica, leitura de dados, empatia com o cliente e coragem para expor vulnerabilidades e aprendizados. Liderar vai além de apenas gerir números, é inspirar movimento. E o movimento começa pela voz do líder.”

Adibe compartilha da mesma convicção. Para ele, acabou o tempo do CEO ficava apenas nos bastidores. O novo líder precisa ter carisma, comunicação e coragem para se expor, defender sua marca e construir reputação com autenticidade.

“O público quer saber quem está por trás das empresas e os líderes que entenderem isso sairão na frente. A nova geração de CEOs vai precisar ser híbrida: boa gestão, boa gente e que tenha uma boa história. Liderar, vender e inspirar são partes do mesmo trabalho”, finaliza.

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Cesta básica registra queda no segundo semestre de 2025

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Cesta básica registra queda no segundo semestre de 2025


O preço da cesta básica de alimentos em São Paulo apresentou queda de 4,17% no segundo semestre de 2025. O valor passou de R$ 865,90 em julho para R$ 845,95 em dezembro, uma redução de R$ 19,95 no período. O balanço das 27 capitais foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse resultado, a capital paulista teve a terceira maior redução no custo da cesta básica na região Sudeste.

Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cooperação entre as instituições foi formalizada em 20 de agosto de 2025 e ampliou o acompanhamento de preços para todas as 27 capitais brasileiras.

Em São Paulo, a queda foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata, com queda de 21,26%, e pelo arroz, que ficou 16,97% mais barato no período. Também registraram diminuição os preços do óleo, com retração de 13,75%, e da farinha, com queda de 11,57%.

De acordo com a Conab, o movimento observado em São Paulo acompanha uma tendência nacional de redução nos preços da cesta básica. Segundo o presidente da companhia, Edegar Pretto, o resultado está relacionado à política agrícola adotada no País. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Ainda segundo Pretto, os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o voltado à agricultura familiar, vêm alcançando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.

Fonte: Conab/Dieese

Entre as capitais brasileiras, Boa Vista (RR) registrou a maior queda no preço da cesta básica no segundo semestre de 2025, com redução de 9,08%. O valor caiu de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Em seguida aparecem Manaus (AM), com retração de 8,12%, e Fortaleza (CE), com queda de 7,90%. No outro extremo, Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) apresentaram reduções de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente.

No recorte regional, Boa Vista liderou a queda no Norte, Fortaleza no Nordeste, Brasília no Centro-Oeste, Florianópolis no Sul e Vitória no Sudeste, com redução de 7,05% no preço da cesta básica no acumulado dos últimos seis meses de 2025.

A ampliação da coleta de preços, de 17 para 27 capitais, é resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. Segundo os órgãos, a iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Imagem: Secretaria de Comunicação/Presidência da República

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Parlamento Europeu suspende acordo comercial com o Mercosul

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Parlamento Europeu suspende acordo comercial com o Mercosul


O Parlamento Europeu decidiu nesta quarta-feira (21) encaminhar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul à Corte de Justiça da União Europeia, medida que suspende o processo de aprovação do tratado e impõe novo atraso à sua eventual entrada em vigor.

A decisão foi aprovada por margem estreita: 334 eurodeputados votaram a favor do envio do acordo à Corte, 324 foram contrários e 11 se abstiveram. Com isso, a tramitação do texto no Parlamento fica congelada até que haja um parecer judicial sobre sua compatibilidade com os tratados da União Europeia.

O acordo foi assinado em 17 de janeiro e prevê a criação de uma área de livre comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas. Apesar de ter superado entraves políticos após mais de duas décadas de negociações, o tratado enfrenta resistência em diversos países europeus, entre eles França e Polônia.

A Comissão Europeia ainda pode aplicar o acordo de forma provisória, desde que haja aval dos Estados-membros. A possibilidade, no entanto, é considerada sensível do ponto de vista institucional.

Questionamentos jurídicos do Parlamento Europeu

Os eurodeputados que propuseram o encaminhamento à Corte argumentam que a decisão da Comissão Europeia de separar o pilar comercial do acordo (submetendo-o apenas à aprovação do Conselho da UE e do Parlamento Europeu) teria como objetivo impedir a participação dos parlamentos nacionais, o que poderia ser considerado ilegal.

A resolução também questiona a legalidade do chamado “mecanismo de reequilíbrio”, previsto no acordo, que autoriza países do Mercosul a adotar medidas compensatórias caso futuras legislações da UE reduzam suas exportações ao bloco europeu.

Com a decisão, o procedimento de aprovação no Parlamento, que previa uma votação final nos próximos meses, fica suspenso. A expectativa é que a Corte de Justiça leve mais de um ano para emitir um parecer, período durante o qual o acordo permanecerá congelado.

Reações e manifestações

Na véspera da votação, agricultores realizaram protestos em Estrasburgo. Milhares de manifestantes cercaram o Parlamento Europeu com tratores e entraram em confronto com a polícia. O setor agrícola expressa preocupação com a entrada de produtos sul-americanos a preços mais baixos e com padrões diferentes dos exigidos na União Europeia.

Após a votação, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a instituição “lamentou a decisão” e que “buscará convencer os parlamentares sobre a importância geoestratégica deste acordo comercial”. Questionado sobre a aplicação provisória do tratado, o porta-voz declarou que o tema seria debatido durante uma cúpula extraordinária de líderes da UE, antes de qualquer decisão adicional.

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Gap Inc. cria cargo de chief entertainment officer

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Gap Inc. cria cargo de chief entertainment officer


A Gap Inc. anunciou a criação do cargo de chief entertainment officer e a contratação de Pam Kaufman para a função. A executiva assume o posto no início de fevereiro e responderá diretamente ao CEO da companhia, Richard Dickson.

Segundo a empresa, Kaufman terá como responsabilidade estruturar, desenvolver e escalar a plataforma de entretenimento, conteúdo e licenciamento da Gap Inc. A área abrangerá iniciativas relacionadas a música, televisão, cinema, esportes, games, produtos de consumo e colaborações. O trabalho dará continuidade a campanhas como “Better in Denim”, da marca Gap, com o grupo Katseye, ações com a Harlem’s Fashion Row e a colaboração da Old Navy com a Disney.

Pam Kaufman ingressa na companhia em 2 de fevereiro como vice-presidente executiva. Antes disso, atuou na Paramount, onde ocupou os cargos de presidente e CEO de mercados internacionais, produtos de consumo globais e experiências. De acordo com a Gap Inc., ela possui “histórico de expandir propriedades intelectuais icônicas para expressões ligadas à moda por meio de parcerias guiadas por design, licenciamento, varejo e experiências”.

A executiva também integra ou já integrou conselhos de organizações como Stella McCartney, Lindblad Expeditions e o Rock & Roll Hall of Fame.

O cargo foi criado, segundo a empresa, a partir do entendimento de que “moda é entretenimento”, conceito que a companhia denomina de “fashiontainment”.

Em comunicado, Richard Dickson afirmou: “À medida que revitalizamos o portfólio de marcas icônicas americanas da Gap Inc. para impulsionar relevância e receita, reconhecemos que o entretenimento é um elo fundamental com o consumidor”. Ele acrescentou: “É um elemento no qual podemos nos apoiar para criar comunidades de fãs, inspirar movimentos e sustentar o crescimento ao longo do tempo”.

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