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Mais da metade dos lojistas digitais no Brasil são mulheres

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Mais da metade dos lojistas digitais no Brasil são mulheres


O empreendedorismo feminino é maioria no varejo digital brasileiro. De acordo com levantamento realizado pela Nuvemshop, 56% dos lojistas online no país são mulheres. Somente nos dois primeiros meses de 2026, elas foram responsáveis pela criação de 31,6 mil novas lojas virtuais, o equivalente a 57,1% do total de novos negócios digitais abertos no período.

O ritmo de abertura de novos empreendimentos digitais é pautado pela consistência mensal. Em janeiro, 16,9 mil lojas foram criadas por mulheres, enquanto no mês de fevereiro – com menos dias e o período de carnaval – totalizou 14,7 mil novas operações em atividade sob liderança feminina.

Para Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop, o avanço feminino está relacionado ao momento de afirmação do modelo de venda direta ao consumidor (D2C) no Brasil. “O D2C reduziu barreiras de entrada e deu mais autonomia para quem quer empreender. Nesse formato, a empreendedora controla margem, preço, comunicação e relacionamento com o cliente. Esse ambiente favorece negócios mais enxutos, orientados a dados e com maior capacidade de adaptação. O protagonismo feminino no digital reflete essa transformação estrutural do varejo”, afirma.

O estudo também identificou concentração relevante em segmentos específicos. Os cinco nichos com maior presença proporcional de mulheres em relação aos homens são materiais de escritório (83,4%), artigos de bem-estar íntimo (82,1%), arte (81,1%), joias (81%) e vestuário (79,4%).

No recorte regional, São Paulo lidera em número absoluto, com 22,5 mil lojistas mulheres e participação feminina de 66,7%. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 5,5 mil empreendedoras (71,4%); Rio de Janeiro, com 5,2 mil (72,3%); Paraná, com 3,3 mil (65,9%); e Santa Catarina, com 3,2 mil (69,4%).

“Um dos fatores que fazem de São Paulo o estado com a maior concentração de lojas no e-commerce é a infraestrutura logística e o alto volume de centros de distribuição. Além disso, há também um volume expressivo de empresas de tecnologia que facilitam a vida das empreendedoras digitais. No modelo D2C, a venda direta permite captura de dados, construção de comunidade e previsibilidade operacional”, explica Alejandro Vázquez.

Imagem: Envato

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Vestcasa inaugura 30 operações em collab no 1º bimestre de 2026

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Vestcasa inaugura 30 operações em collab no 1º bimestre de 2026


A Vestcasa inaugurou 30 novas operações no modelo de collab entre janeiro e fevereiro de 2026. Segundo a empresa, o ritmo representa praticamente uma nova unidade a cada dois dias e integra a estratégia de expansão da rede no varejo alimentar.

No mesmo período, a companhia também abriu 11 lojas temporárias em diferentes estados e reinaugurou uma megaloja em Sorocaba (SP). Com isso, o total de novos pontos de operação no primeiro bimestre chegou a 42.

A Vestcasa encerrou 2025 com cerca de 250 collabs em funcionamento, além de 150 lojas próprias e 35 megalojas. Com as inaugurações registradas no início de 2026, a rede passou a operar aproximadamente 280 collabs no país. O volume representa um aumento de cerca de 12% no número dessas operações em cerca de 60 dias.

Minas Gerais concentrou a maior parte das inaugurações no período. As novas operações foram abertas nas cidades de Contagem, Uberlândia, Iturama, Frutal, Leopoldina, São João del Rei, Viçosa, Cataguases, Araxá, Ituiutaba, Ubá, Além Paraíba e Patos de Minas. A expansão também ocorreu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Paraná.

O modelo de collab consiste na ocupação de áreas entre 200 m² e 300 m² dentro de supermercados e atacadistas parceiros. Nesses espaços, a Vestcasa comercializa produtos como cama, mesa e banho, utilidades domésticas, itens de decoração e vinhos. As compras são finalizadas diretamente nos caixas do estabelecimento parceiro.

De acordo com a empresa, o formato permite a inclusão de categorias de bazar e utilidades com margens que podem variar entre 40% e 50%. O modelo também busca ampliar o fluxo de consumidores, elevar o ticket médio e utilizar áreas consideradas pouco exploradas nas lojas, sem necessidade de investimento direto por parte do varejista parceiro na compra e gestão dessas categorias.

As collabs representam atualmente cerca de 20% da operação da Vestcasa. A empresa tem como meta que esse formato alcance até 50% da receita total até 2027.

Fundada em 2008, a Vestcasa atua com foco em escala e importação direta. Segundo a companhia, cerca de 90% do portfólio é composto por marcas próprias.

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A era dos multiagentes: como levar a IA para a última linha do seu P&L

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A era dos multiagentes: como levar a IA para a última linha do seu P&L


Principalmente nos últimos dois anos, vivemos a “fase do encantamento” com a Inteligência Artificial. Vimos o ChatGPT redigir e-mails, criar imagens e responder perguntas básicas de algo que queríamos saber com mais urgência e até assertividade. Para muitas diretorias, a IA virou um tipo de “brinquedo de luxo” — algo fascinante para se discutir em reuniões, mas que raramente movia o ponteiro do lucro líquido.

No entanto, ao retornar da NRF 2026, e até do que vem acontecendo nos últimos anos, já está claro que a proposta é outra: o tempo dos experimentos isolados acabou. Entramos na era dos multiagentes.

Se você ainda enxerga a IA apenas como um “chat” para tirar dúvidas, você está deixando dinheiro na mesa e não aproveitando todo potencial que uma IA pode oferecer para você e para o seu negócio. A verdadeira revolução não está em falar com a IA, mas em deixá-la trabalhar de forma integrada nos seus processos operacionais.

O que são os multiagentes e por que eles mudam o jogo?

Diferente de uma IA isolada, um sistema de multiagentes consiste em “especialistas digitais” que colaboram entre si. Imagine um agente focado em previsão de demanda conversando em tempo real com um agente de Logística e outro de Precificação Dinâmica.

Eles não apenas dão sugestões; eles executam. Eles monitoram o estoque, identificam que um produto vai faltar em SP e sobrar no RS, por exemplo, e já disparam a ordem de transferência e o ajuste de preço no site para equilibrar a margem.

Isso não é o hype do varejo, muito pelo contrário. É a eficiência operacional aplicada diretamente na última linha do seu P&L.

Saindo da Faria Lima e indo para o chão de loja

A IA só gera valor real quando deixa de ser uma ferramenta da diretoria e vira o “copiloto” de eficiência para todo o time. Onde isso acontece na prática?

  1. Logística e estoque: onde moram os maiores custos ocultos do varejo. Agentes de IA que otimizam rotas e níveis de estoque em tempo real reduzem o burn de capital e o custo de frete.
  2. Customer Experience de alta performance: não é mais sobre um chatbot que responde FAQ. É sobre agentes que têm autonomia para resolver reembolsos, rastrear pedidos e oferecer descontos personalizados para salvar uma venda em risco, sem intervenção humana constante.
  3. Compras e suprimentos: agentes que negociam com fornecedores baseados em dados de mercado, garantindo que a compra seja feita no momento exato da melhor margem.

O desafio da liderança: da curiosidade à governança

O maior erro que vejo hoje é o “Shadow AI” — quando os colaboradores usam ferramentas por conta própria, de forma desestruturada. Para que a IA impacte o seu lucro, é preciso Governança.

Como líderes, nossa missão é instruir a média gerência. A IA precisa ser democratizada dentro da companhia. Se o seu gerente de logística não sabe como a IA pode otimizar a carga, o seu investimento em tecnologia foi apenas custo.

Em 2026, a pergunta não é mais “se” você vai usar IA, mas “em quantos processos” ela já está integrada. O varejo que escala é aquele que entende que a tecnologia é um meio para um fim muito objetivo: margem.

Se a IA não está reduzindo o seu CAC ou aumentando o seu LTV, você está apenas seguindo uma tendência. Se ela está otimizando o seu P&L, você está liderando o mercado.

A era dos brinquedos acabou. Bem-vindos à era dos resultados.

Leia também: A IA vence quando desaparece: a paradoxal analogia das tecnologias


(*) Adriano Tavollassi é Fundador da LEAP e possui formação em Marketing pela FAAP, e em Pós-Graduação em Administração pelo Mackenzie. Foi pioneiro na integração de canais online e físicos, consolidando o conceito de Omnichannel no País em grandes empresas.

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Retail media avança e amplia disputa do varejo por publicidade

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Retail media avança e amplia disputa do varejo por publicidade


O avanço do retail media tem ampliado a participação do varejo digital na disputa por investimentos publicitários das marcas. Segundo a Dafiti, a demanda por soluções desse tipo cresceu 70% em 2025 em comparação com 2024.

O movimento ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência na compra de mídia, mensuração de resultados e uso de dados proprietários. Com isso, empresas têm direcionado parte do orçamento publicitário para ambientes controlados pelos próprios varejistas, tradicionalmente concentrado em plataformas abertas.

De acordo com a companhia, anunciantes têm priorizado canais que combinam audiência qualificada, contexto de consumo e proximidade com a conversão. O varejo reúne dados gerados a partir da relação direta com o consumidor, além de informações sobre intenção de compra e desempenho ao longo da jornada.

A expectativa da Dafiti é de que o retail media aumente sua participação na receita de serviços voltados a marcas dentro do ecossistema da empresa ao longo de 2026. O cenário reflete a realocação de investimentos publicitários para ambientes proprietários do varejo, com foco em mensuração e desempenho.

Entre os formatos utilizados estão anúncios onsite, busca patrocinada e sistemas de recomendação. Segundo a empresa, esses recursos permitem impactar consumidores durante diferentes etapas da jornada de compra.

“Na Dafiti, campanhas de retail media ativadas em formatos como onsite, busca patrocinada e recomendação registraram ganhos médios de mais de 1000% de ROAS em eficiência em relação às mídias digitais abertas. É a combinação entre dados proprietários, contexto de consumo e mensuração direta da conversão que tem levado as marcas a realocar orçamento para ambientes do varejo”, afirma Rodrigo Leite, CGO da Dafiti.

Com mudanças na organização do mercado publicitário e maior atenção ao retorno sobre investimento, a expectativa é que o retail media amplie sua participação nas estratégias de mídia e monetização de audiência no varejo digital brasileiro ao longo de 2026.

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