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Home Depot lança rastreamento em tempo real

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Home Depot lança rastreamento em tempo real


A Home Depot anunciou a implementação de rastreamento em tempo real para entregas de produtos grandes e volumosos em todas as categorias. A informação foi divulgada durante teleconferência de resultados realizada na terça-feira.

Segundo o vice-presidente executivo de Merchandising, Billy Bastek, a iniciativa busca ampliar a confiabilidade e a comunicação com os clientes. Motoristas da empresa passaram a utilizar recentemente um dispositivo portátil de entrega para acompanhar o andamento dos pedidos e atualizar informações sobre as necessidades dos consumidores. A tecnologia possibilitou o lançamento do recurso de rastreamento ao vivo para itens de grande porte, de acordo com Jordan Broggi, vice-presidente executivo de Experiência do Cliente e presidente da operação online.

“Essa melhoria oferece aos nossos clientes maior visibilidade e previsibilidade quanto ao horário da entrega”, afirmou Bastek. “Sabemos que, à medida que removemos atritos da experiência, observamos um aumento incremental no engajamento do cliente, levando a maiores vendas em todos os pontos de interação.”

Clientes da rede já utilizavam rastreamento em tempo real para itens de menor porte. A ampliação do recurso para produtos como eletrodomésticos destinados a residências ou madeira enviada a canteiros de obras representou, segundo Broggi, “um avanço significativo”.

De acordo com pesquisa realizada em 2022 pela fornecedora de software de entregas DispatchTrack, 41% dos consumidores desejam saber exatamente onde está seu pedido de item de grande porte em tempo real, enquanto 50% preferem ter ao menos uma estimativa geral.

Ferramentas baseadas nos motoristas estão entre as alternativas adotadas por empresas para ampliar a visibilidade das entregas. Em publicação de 2025, a provedora de entregas de itens volumosos Bungii afirmou que aplicativos utilizados pelos motoristas podem deixar “rastros digitais” e criar pontos de verificação com registro de horário à medida que avançam pelas etapas do processo.

O novo recurso da Home Depot integra um conjunto de atualizações na cadeia de suprimentos da empresa, que busca acelerar os prazos de entrega e ampliar o número de produtos disponíveis para envio rápido. Nos últimos oito anos, a varejista adicionou quase 200 instalações à sua rede logística e passou a utilizar o algoritmo “ship from best location” para determinar a melhor estratégia de entrega, conforme informado por executivos durante conferência com investidores e analistas no ano passado.

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Gatilhos mentais para vendas: como usar psicologia no varejo

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Gatilhos mentais para vendas: como usar psicologia no varejo


No cenário cada vez mais competitivo do varejo, entender o comportamento do consumidor deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica. É nesse contexto que os gatilhos mentais para vendas ganham protagonismo. Eles são estímulos psicológicos que influenciam a tomada de decisão, acelerando escolhas e reduzindo objeções no momento da compra.

Mas atenção: utilizar gatilhos mentais não significa manipular o cliente. Pelo contrário, trata-se de compreender como a mente humana funciona diante de opções, escassez, urgência e prova social — e aplicar esse conhecimento de forma ética para facilitar a jornada de compra.

O que são gatilhos mentais?

Gatilhos mentais são atalhos cognitivos que o cérebro utiliza para tomar decisões com mais rapidez. Em um ambiente com excesso de informações — como lojas físicas cheias de estímulos ou páginas de produtos com inúmeras especificações — o consumidor precisa simplificar escolhas.

Esses mecanismos foram amplamente estudados por pesquisadores como Robert Cialdini, autor do livro Influence: The Psychology of Persuasion, referência mundial sobre persuasão e comportamento humano. No varejo, os gatilhos mentais ajudam a:

  • Reduzir a indecisão do consumidor
  • Aumentar a percepção de valor
  • Gerar senso de urgência
  • Reforçar confiança na marca
  • Estimular a ação imediata

Quando aplicados de forma estratégica, eles impactam diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e fidelização.

Por que os gatilhos mentais funcionam no varejo?

O processo de compra não é totalmente racional. Diversos estudos em neurociência mostram que grande parte das decisões é influenciada por emoções e percepções subjetivas.

No varejo, o consumidor raramente compara todas as alternativas disponíveis de forma lógica e detalhada. Ele busca sinais que indiquem segurança, vantagem ou oportunidade. É aí que os gatilhos mentais atuam.

Em um e-commerce, por exemplo, um simples aviso como “Últimas 3 unidades disponíveis” pode aumentar significativamente as conversões. Já em uma loja física, uma placa indicando “Produto mais vendido da semana” também influencia a escolha. Esses estímulos funcionam porque dialogam com padrões psicológicos universais.

Principais gatilhos mentais para vendas no varejo

A seguir, listamos os gatilhos mentais mais relevantes para o varejo e como aplicá-los estrategicamente.

1. Gatilho da escassez

A escassez é um dos gatilhos mentais mais poderosos. Quando algo parece limitado, o valor percebido aumenta.

Exemplos no varejo:

  • “Últimas unidades”
  • “Edição limitada”
  • “Coleção exclusiva”

No e-commerce, a exibição de estoque reduzido aumenta o senso de urgência. Em lojas físicas, produtos destacados como exclusivos geram maior interesse.

Importante: a escassez deve ser real. Usá-la de forma artificial compromete a credibilidade da marca.

2. Gatilho da urgência

Enquanto a escassez está ligada à quantidade, a urgência está relacionada ao tempo.

Exemplos:

  • “Promoção válida até hoje”
  • “Oferta por tempo limitado”
  • “Somente até meia-noite”

Campanhas sazonais, datas comemorativas e ações relâmpago são estratégias clássicas que utilizam esse gatilho para acelerar a decisão de compra.

3. Gatilho da prova social

As pessoas tendem a confiar mais em algo quando veem que outras já confiaram. No ambiente digital, isso aparece por meio de:

  • Avaliações e reviews
  • Número de estrelas
  • Depoimentos de clientes
  • “Mais vendidos”

Marketplaces como Amazon popularizaram fortemente esse modelo de validação social, tornando as avaliações um dos principais fatores de conversão.

No varejo físico, vitrines destacando “Campeão de vendas” ou “Preferido dos clientes” também ativam esse gatilho.

4. Gatilho da autoridade

Consumidores tendem a confiar em especialistas ou marcas reconhecidas. Esse gatilho pode ser aplicado por meio de:

  • Certificações
  • Prêmios recebidos
  • Selos de qualidade
  • Parcerias com especialistas

No setor de cosméticos, por exemplo, destacar que um produto foi recomendado por dermatologistas aumenta sua credibilidade.

5. Gatilho da reciprocidade

Quando alguém recebe algo de valor, sente-se inclinado a retribuir.

No varejo, isso pode acontecer com:

  • Amostras grátis
  • Conteúdos exclusivos
  • Cupons de desconto
  • Brindes

Programas de fidelidade e benefícios personalizados também utilizam esse princípio, incentivando novas compras.

6. Gatilho da ancoragem

A ancoragem acontece quando o consumidor utiliza uma informação inicial como referência para avaliar outra. Um exemplo clássico é o preço original serve como âncora, fazendo com que o valor promocional pareça mais vantajoso. Essa técnica é muito utilizada em liquidações e campanhas promocionais.

7. Gatilho da afinidade

Pessoas compram de quem gostam e com quem se identificam. Marcas que constroem uma comunicação próxima, humanizada e alinhada aos valores do público ativam esse gatilho naturalmente. Redes sociais, storytelling e posicionamento de marca são ferramentas importantes nesse processo.

Como aplicar gatilhos mentais de forma estratégica

Para que os gatilhos mentais realmente aumentem as vendas, é fundamental integrá-los à estratégia de marketing e à jornada do cliente. Algumas boas práticas incluem:

  • Mapear o perfil do público-alvo
  • Testar diferentes abordagens (A/B testing)
  • Evitar exageros e promessas irreais
  • Manter coerência entre discurso e experiência
  • Monitorar métricas de conversão

No e-commerce, ferramentas de automação permitem personalizar mensagens com base no comportamento do usuário, aumentando a eficácia dos gatilhos.

Já no varejo físico, a ambientação da loja, a disposição dos produtos e o treinamento da equipe de vendas são determinantes.

Gatilhos mentais e experiência do cliente

O uso de gatilhos mentais deve estar alinhado à experiência do cliente. Estratégias agressivas ou enganosas podem gerar efeito contrário, prejudicando a reputação da marca.

O consumidor atual é mais informado e exigente. Transparência e autenticidade são fundamentais para construir confiança a longo prazo.

Quando aplicados com ética, os gatilhos mentais não apenas aumentam as vendas, mas também fortalecem o relacionamento com o cliente.

Gatilhos mentais no varejo omnichannel

No contexto omnichannel, os gatilhos mentais devem estar integrados em todos os pontos de contato:

A coerência entre canais reforça a mensagem e aumenta o impacto das estratégias. Por exemplo, uma campanha de escassez divulgada nas redes sociais deve refletir a mesma condição no e-commerce e na loja física.

Os gatilhos mentais para vendas são ferramentas poderosas para aumentar a conversão e melhorar o desempenho no varejo. Baseados em princípios da psicologia do consumo, eles ajudam o cliente a tomar decisões com mais segurança e rapidez.

Escassez, urgência, prova social, autoridade, reciprocidade, ancoragem e afinidade são alguns dos principais gatilhos que podem ser aplicados tanto no varejo físico quanto no digital.

Imagem: Freepik

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Starbucks adiciona novos itens a programa de modernização das lojas

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Starbucks adiciona novos itens a programa de modernização das lojas


A Starbucks anunciou a inclusão de dois novos elementos em seu programa de renovação de lojas, iniciativa que busca reforçar o conceito de “terceiro lugar” ao tornar seus cafés mais acolhedores e convidativos.

A companhia informou que, até o fim de 2026, cerca de 1.000 unidades terão passado por atualizações estruturais, com previsão de expansão do projeto nos anos seguintes. As mudanças já implementadas incluem assentos mais macios, maior variedade de texturas e camadas visuais, melhorias na acústica e adoção de cores mais quentes no ambiente.

Como parte da nova etapa do programa, a Starbucks introduzirá uma nova poltrona lounge, que começará a ser instalada em lojas renovadas e em novas unidades até o final de 2026.

Segundo a empresa, a peça é uma evolução das poltronas roxas acolchoadas que marcaram as lojas da marca no início dos anos 2000. Desenvolvida pelas equipes internas de design, a poltrona foi projetada para transmitir sensação de familiaridade e conforto, com proporções amplas e braços abertos que permitem diferentes posições ao sentar. O revestimento verde é feito de veludo de alta durabilidade, material descrito pela empresa como suave ao toque e de fácil limpeza.

“Todos esses elementos estão a serviço de uma ideia simples: o conforto torna a conexão possível”, afirmou Dawn Clark, vice-presidente sênior de design e conceitos de cafeterias da Starbucks, em publicação no blog da empresa.

Além do mobiliário, a Starbucks também anunciou o lançamento de uma caneca de cerâmica redesenhada. O novo modelo foi desenvolvido com foco na experiência de clientes e funcionários e apresenta boca mais larga, com o objetivo de realçar a espuma e o aroma das bebidas, além de alça projetada para facilitar o manuseio. A caneca estará disponível nas cores branca e verde escuro, em todos os tamanhos de bebidas.

Inspirado na cultura dos cafés italianos e reinterpretado a partir da herança marítima de Seattle, cidade de origem da empresa, o novo modelo está em fase de testes em unidades selecionadas de Los Angeles e Nova York. A introdução mais ampla na América do Norte está prevista para o final de 2026, com expansão global programada para 2027.

“A nova poltrona lounge e a caneca de cerâmica são adições intencionais aos ambientes que nossos clientes já estão experimentando nas lojas renovadas, elementos que enriquecem os rituais cotidianos e fazem cada cafeteria Starbucks parecer especial”, declarou Clark.

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Programas de afiliados e UGC: pilares do novo varejo digital

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Programas de afiliados e UGC: pilares do novo varejo digital


O varejo digital vive uma fase em que a eficiência virou commodity. Automação, IA, recomendação, mídia programática, criativos gerados em escala e atendimento com bots passaram a ser essenciais. Porém, quando todos operam com ferramentas parecidas, a vantagem competitiva se torna a confiança. E confiança, no e-commerce, se constrói com evidências. É por isso que dois componentes estão virando infraestrutura de crescimento: programas de afiliados (como motor de distribuição descentralizada) e UGC — conteúdo gerado por usuários (como motor de prova social).

Um resolve o problema de alcance e contexto; o outro de credibilidade e conversão. Juntos, formam o tipo de sistema que continua funcionando mesmo quando o custo de aquisição de cliente sobe, o alcance orgânico cai e os consumidores ficam mais seletivos.

Afiliados: o novo varejo distribuído

Durante muito tempo, afiliado foi sinônimo de cupom e last click, sendo um canal útil, mas frequentemente associado à “canibalização” de margem e à disputa pelo crédito da venda no fim do funil. Só que o varejo digital amadureceu, e o programa de afiliados também. Hoje, a grande oportunidade é tratar afiliados como uma rede de microcanais: creators de nicho, especialistas, comunidades, curadores, consultores, revendedores informais e até clientes que já amam a marca.

A diferença não está em ter “muitos afiliados”, mas em ter afiliados que carregam contexto. Contexto, como linguagem do público, casos de uso reais, comparações honestas, demonstração e repertório. Em vez de depender apenas de uma marca falando sobre si mesma, o varejo passa a contar com dezenas (ou centenas) de vozes que falam a partir da experiência, reduzindo a distância entre promessa e percepção.

Quando o programa é bem desenhado, afiliados deixam de ser apenas um canal de conversão e viram um canal de descoberta e consideração, gente que apresenta o produto no momento exato, com a narrativa correta e para a audiência certa. O tráfego chega mais qualificado, a conversa começa antes, e o consumidor entra na loja com menos dúvida e resistência.

UGC: a moeda de confiança do e-commerce

Se os afiliados são a distribuição, o UGC é a validação. Em e-commerce, a maior barreira raramente é “não entendi a oferta”, é “será que isso funciona para mim?”. O UGC responde exatamente a isso porque entrega aquilo que o consumidor mais valoriza no digital: redução de risco.

Foto real, vídeo curto, review detalhado, unboxing com detalhes, esse tipo de conteúdo atua como uma camada de prova social aplicável, que melhora taxa de conversão e diminui problemas de pós-compra, como expectativas erradas, devoluções e frustração.

Aqui cabe um ponto importante: o UGC vale mais quando sai da bolha das redes e entra nos lugares onde a decisão acontece. Ele precisa viver no carrinho, nos anúncios, nos fluxos de CRM e até no atendimento. Não como “enfeite”, mas como resposta objetiva às objeções que travam compra. Além disso, o senso de comunidade cria algo único, que nenhum cupom cria, o pertencimento. E pertencimento reduz elasticidade a preço, aumenta recompra e transforma cliente em mídia orgânica.

Ainda falando sobre o UGC como motor de confiança, uma pesquisa da Wake indicou que esse tipo de conteúdo é o fator mais decisivo na hora da compra com 71% das respostas, seguido de indicação dos influenciadores favoritos com 49%, fatores que reforçam o programa de afiliados e o UGC como novos pilares do varejo digital.

O varejo digital está ficando mais automatizado e mediado por tecnologia. Mas, paradoxalmente, isso não torna o marketing menos humano, torna a parte humana ainda mais valiosa. Afiliados e UGC são a ponte prática entre eficiência e relacionamento: um coloca a marca na conversa certa, o outro faz a marca merecer ficar nela.

Se uma operação já investe em mídia, CRM e automação, o próximo passo estratégico é transformar afiliados e UGC de ações pontuais em pilares, criando um sistema de recomendação e prova social que reduza CAC, aumente conversão e fortaleça a marca ao mesmo tempo. Permitindo à marca que mesmo num varejo cada vez mais automatizado, quem vence não é quem paga mais pela atenção, é quem constrói recomendação em escala e confiança em cada clique.

Imagem: Freepik

Leia também: IA e agentes no centro do novo jogo do unified commerce


*Por Alessandro Gil, Vice-Presidente da Wake

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