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Farmais lança modelo de gestão para farmácias de menor porte

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Farmais lança modelo de gestão para farmácias de menor porte


A Farmais lançou o Projeto Crescer, iniciativa que adota um modelo de gestão segmentada voltado ao desenvolvimento de farmácias de menor porte dentro da rede. O programa foi estruturado para oferecer suporte personalizado de acordo com o estágio de maturidade e o nível de faturamento das unidades.

De acordo com dados citados pela companhia, mais de 56% das farmácias brasileiras faturam abaixo de R$ 150 mil por mês. Dentro desse cenário, o projeto tem como foco principal as unidades enquadradas nessa faixa de faturamento, que operam com menor margem para investimento em estrutura, equipe e processos.

Segundo o CEO da Farmais, Ricardo Kunimi, o objetivo é apoiar esses lojistas na evolução do negócio. “No varejo de hoje, ou você cresce — em estrutura, método e escala — ou você fica estagnado. Uma farmácia muito pequena não tem margem para investir no próprio futuro. Nosso papel é impedir que esses lojistas fiquem para trás”, afirmou.

A rede, que conta com mais de 250 unidades no país, mapeou suas lojas e as classificou em quatro níveis, considerando faturamento e maturidade operacional. A proposta é ajustar o tipo de suporte oferecido a cada perfil. Para Kunimi, a mudança está na forma de atuação da franqueadora. “A franqueadora precisa lidar com diferentes perfis de franqueados. Cada loja tem uma realidade e maturidade distintas. O Projeto Crescer não nasce para ‘corrigir problemas’, mas para entregar gestão adequada ao estágio de cada operação”, disse.

O Projeto Crescer foi estruturado a partir de três eixos: gestão por dados, eficiência operacional e digitalização. No aspecto financeiro e operacional, o programa analisa rotinas como margem, custo das mercadorias vendidas, despesas, demonstrativo de resultados, escalas, perdas e giro de estoque. A partir desse diagnóstico, são realizados ajustes de mix e precificação.

No eixo comercial, o projeto utiliza o Farmais PRO, plataforma de business intelligence da rede, para análises por categoria, margem e ruptura. Na frente digital, o programa atua na estruturação de canais como iFood, além da ativação do marketplace da Farmais e da ampliação das vendas on-line. As ações envolvem equipes de operações, digital, BI, marketing e campo, com planos semanais e metas definidas.

Um dos franqueados acompanhados pelo projeto é Thiago Cosso, proprietário de uma unidade em São Carlos. Ele relatou desafios relacionados à gestão e à definição de prioridades. “A rede sempre esteve comigo. O que acontecia é que eu não sabia exatamente onde colocar energia. A rotina vai engolindo, e você fica no automático”, afirmou.

Com a implantação do Projeto Crescer, a unidade passou por reorganização de estoque, revisão de mix e ajustes no canal digital. Sobre a experiência com as ferramentas digitais, o franqueado afirmou: “Eu me debrucei mesmo. Entrava na plataforma, testava, ajustava, conversava com o consultor, pedia orientação. Não adianta ter ferramenta se você não mergulha no processo”.

Segundo o franqueado, o acompanhamento trouxe maior direcionamento à operação. “Eu trabalhava muito antes, mas não tinha direção. O Crescer me mostrou o que realmente move a loja. Não é milagre — é método. E método só funciona quando você faz a sua parte”, disse.

De acordo com a Farmais, a unidade, que faturava cerca de R$ 80 mil mensais no início do projeto, passou a registrar faturamento em torno de R$ 100 mil após quatro meses de acompanhamento, com projeção de crescimento ao longo do ciclo. “Eu precisava de um norte. Quando entendi o caminho, tudo começou a fazer sentido. E quando você vê o resultado, você quer fazer ainda mais”, afirmou o franqueado.

O Projeto Crescer começou com sete lojas piloto e atualmente acompanha entre 40 e 50 unidades da rede. A expectativa da companhia é ampliar o número de farmácias atendidas à medida que a metodologia seja expandida.

Imagem: Reprodução

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Cesta básica registra queda no segundo semestre de 2025

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Cesta básica registra queda no segundo semestre de 2025


O preço da cesta básica de alimentos em São Paulo apresentou queda de 4,17% no segundo semestre de 2025. O valor passou de R$ 865,90 em julho para R$ 845,95 em dezembro, uma redução de R$ 19,95 no período. O balanço das 27 capitais foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com esse resultado, a capital paulista teve a terceira maior redução no custo da cesta básica na região Sudeste.

Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, elaborada pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A cooperação entre as instituições foi formalizada em 20 de agosto de 2025 e ampliou o acompanhamento de preços para todas as 27 capitais brasileiras.

Em São Paulo, a queda foi impulsionada principalmente pela redução nos preços de itens essenciais. O tomate apresentou recuo de 27,80%, seguido pela batata, com queda de 21,26%, e pelo arroz, que ficou 16,97% mais barato no período. Também registraram diminuição os preços do óleo, com retração de 13,75%, e da farinha, com queda de 11,57%.

De acordo com a Conab, o movimento observado em São Paulo acompanha uma tendência nacional de redução nos preços da cesta básica. Segundo o presidente da companhia, Edegar Pretto, o resultado está relacionado à política agrícola adotada no País. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Ainda segundo Pretto, os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o voltado à agricultura familiar, vêm alcançando valores recordes, com ampliação do crédito e juros subsidiados. “O efeito é a maior safra da série histórica, o que se traduz em mais comida disponível e preços mais acessíveis para a população”, destacou.

Fonte: Conab/Dieese

Entre as capitais brasileiras, Boa Vista (RR) registrou a maior queda no preço da cesta básica no segundo semestre de 2025, com redução de 9,08%. O valor caiu de R$ 712,83 em julho para R$ 652,14 em dezembro. Em seguida aparecem Manaus (AM), com retração de 8,12%, e Fortaleza (CE), com queda de 7,90%. No outro extremo, Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) apresentaram reduções de 1,56%, 2,10% e 2,16%, respectivamente.

No recorte regional, Boa Vista liderou a queda no Norte, Fortaleza no Nordeste, Brasília no Centro-Oeste, Florianópolis no Sul e Vitória no Sudeste, com redução de 7,05% no preço da cesta básica no acumulado dos últimos seis meses de 2025.

A ampliação da coleta de preços, de 17 para 27 capitais, é resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. Segundo os órgãos, a iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Imagem: Secretaria de Comunicação/Presidência da República

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Parlamento Europeu suspende acordo comercial com o Mercosul

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Parlamento Europeu suspende acordo comercial com o Mercosul


O Parlamento Europeu decidiu nesta quarta-feira (21) encaminhar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul à Corte de Justiça da União Europeia, medida que suspende o processo de aprovação do tratado e impõe novo atraso à sua eventual entrada em vigor.

A decisão foi aprovada por margem estreita: 334 eurodeputados votaram a favor do envio do acordo à Corte, 324 foram contrários e 11 se abstiveram. Com isso, a tramitação do texto no Parlamento fica congelada até que haja um parecer judicial sobre sua compatibilidade com os tratados da União Europeia.

O acordo foi assinado em 17 de janeiro e prevê a criação de uma área de livre comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas. Apesar de ter superado entraves políticos após mais de duas décadas de negociações, o tratado enfrenta resistência em diversos países europeus, entre eles França e Polônia.

A Comissão Europeia ainda pode aplicar o acordo de forma provisória, desde que haja aval dos Estados-membros. A possibilidade, no entanto, é considerada sensível do ponto de vista institucional.

Questionamentos jurídicos do Parlamento Europeu

Os eurodeputados que propuseram o encaminhamento à Corte argumentam que a decisão da Comissão Europeia de separar o pilar comercial do acordo (submetendo-o apenas à aprovação do Conselho da UE e do Parlamento Europeu) teria como objetivo impedir a participação dos parlamentos nacionais, o que poderia ser considerado ilegal.

A resolução também questiona a legalidade do chamado “mecanismo de reequilíbrio”, previsto no acordo, que autoriza países do Mercosul a adotar medidas compensatórias caso futuras legislações da UE reduzam suas exportações ao bloco europeu.

Com a decisão, o procedimento de aprovação no Parlamento, que previa uma votação final nos próximos meses, fica suspenso. A expectativa é que a Corte de Justiça leve mais de um ano para emitir um parecer, período durante o qual o acordo permanecerá congelado.

Reações e manifestações

Na véspera da votação, agricultores realizaram protestos em Estrasburgo. Milhares de manifestantes cercaram o Parlamento Europeu com tratores e entraram em confronto com a polícia. O setor agrícola expressa preocupação com a entrada de produtos sul-americanos a preços mais baixos e com padrões diferentes dos exigidos na União Europeia.

Após a votação, um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que a instituição “lamentou a decisão” e que “buscará convencer os parlamentares sobre a importância geoestratégica deste acordo comercial”. Questionado sobre a aplicação provisória do tratado, o porta-voz declarou que o tema seria debatido durante uma cúpula extraordinária de líderes da UE, antes de qualquer decisão adicional.

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Gap Inc. cria cargo de chief entertainment officer

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Gap Inc. cria cargo de chief entertainment officer


A Gap Inc. anunciou a criação do cargo de chief entertainment officer e a contratação de Pam Kaufman para a função. A executiva assume o posto no início de fevereiro e responderá diretamente ao CEO da companhia, Richard Dickson.

Segundo a empresa, Kaufman terá como responsabilidade estruturar, desenvolver e escalar a plataforma de entretenimento, conteúdo e licenciamento da Gap Inc. A área abrangerá iniciativas relacionadas a música, televisão, cinema, esportes, games, produtos de consumo e colaborações. O trabalho dará continuidade a campanhas como “Better in Denim”, da marca Gap, com o grupo Katseye, ações com a Harlem’s Fashion Row e a colaboração da Old Navy com a Disney.

Pam Kaufman ingressa na companhia em 2 de fevereiro como vice-presidente executiva. Antes disso, atuou na Paramount, onde ocupou os cargos de presidente e CEO de mercados internacionais, produtos de consumo globais e experiências. De acordo com a Gap Inc., ela possui “histórico de expandir propriedades intelectuais icônicas para expressões ligadas à moda por meio de parcerias guiadas por design, licenciamento, varejo e experiências”.

A executiva também integra ou já integrou conselhos de organizações como Stella McCartney, Lindblad Expeditions e o Rock & Roll Hall of Fame.

O cargo foi criado, segundo a empresa, a partir do entendimento de que “moda é entretenimento”, conceito que a companhia denomina de “fashiontainment”.

Em comunicado, Richard Dickson afirmou: “À medida que revitalizamos o portfólio de marcas icônicas americanas da Gap Inc. para impulsionar relevância e receita, reconhecemos que o entretenimento é um elo fundamental com o consumidor”. Ele acrescentou: “É um elemento no qual podemos nos apoiar para criar comunidades de fãs, inspirar movimentos e sustentar o crescimento ao longo do tempo”.

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