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Datas comemorativas podem elevar em até 40% a demanda por embalagens no varejo

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Datas comemorativas podem elevar em até 40% a demanda por embalagens no varejo


O aumento do consumo em datas comemorativas como Páscoa, Dia das Mães e Natal —  tradicionalmente considerados os momentos mais fortes do calendário comercial — impacta diferentes setores da economia, da indústria ao varejo, refletindo também na cadeia de embalagens, segundo dados da Packster.

Considerado um dos períodos mais relevantes para o segmento de alimentos, a Páscoa pode representar um aumento entre 20% e 40% na demanda por embalagens. Já a procura por chocolates, cafés e cosméticos no período que antecede o Dia das Mães costuma impulsionar um crescimento médio entre 15% e 30%. O Natal é apontado como o melhor período de vendas do ano no comércio e, por isso, o aumento da demanda por embalagens pode ultrapassar 40%.

“O impacto varia bastante conforme o segmento. O ponto principal é que o crescimento não acontece apenas em volume, mas em complexidade: mais SKUs, mais versões, mais urgência e maior exigência de execução”, analisa Jack Strimber, co-fundador e CEO da Packster.

Ele alerta que a sazonalidade representa oportunidades importantes para as empresas, mas exige planejamento antecipado. “Datas comemorativas são, na prática, oportunidades de picos de receita planejáveis. Para quem trabalha com embalagem, isso significa previsibilidade e pressão ao mesmo tempo. As marcas estruturam seu calendário comercial com seis a 12 meses de antecedência.”

De acordo com Strimber, a busca costuma ser por edições limitadas e personalizadas, uma vez que a embalagem deixou de ser apenas um elemento funcional de proteção e armazenamento e passou a ser uma ferramenta estratégica de marketing sazonal. “Isso exige flexibilidade operacional, tiragens menores, mais versões por pedido e velocidade de entrega. Nesse cenário, a capacidade de reação se transforma em vantagem competitiva.”

Além das datas comemorativas, grandes eventos também influenciam o consumo e geram oportunidades para o mercado de embalagens, como destaca o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“Grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo, criam oportunidades de campanhas específicas, com maior volume de SKUs e personalização”, afirma o analista de negócios da instituição, Gustavo Magalhães.

Strimber concorda que esses momentos estimulam o consumo. “Muitas marcas apostam em edições especiais, com cores temáticas e campanhas de curta duração. Nesse cenário, a velocidade de reação da produção é determinante, porque os ciclos são curtos e a janela comercial é limitada. Não é uma sazonalidade tão estruturada quanto Natal ou Páscoa, mas é muito forte em branding e ativação rápida”, compara.

Na esteira dessas oportunidades ao longo do calendário, o setor de embalagens também apresenta crescimento. A produção do segmento registrou alta de 1,6% e 1,8% no primeiro e no segundo trimestres de 2025, respectivamente, de acordo com dados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.

Planejamento passo a passo

Para aproveitar melhor as oportunidades sazonais, o planejamento deve começar com a análise do histórico de vendas e do giro de produtos, afirma Strimber. Em seguida, é importante definir com antecedência o design e a estrutura da embalagem.

“Muitas vezes, o atraso não está na produção da embalagem, mas na aprovação da arte. O processo criativo é importante, mas precisa estar alinhado ao calendário industrial.”

Outra recomendação é pensar em modularidade e escalabilidade. “Manter a mesma estrutura de filme e variar apenas a arte reduz riscos, simplifica compras e melhora a margem”, orienta o executivo.

A escolha de fornecedores que consigam produzir pequenos lotes com agilidade também é fundamental. Para campanhas sazonais, a dica é trabalhar com tiragens menores, validando a aceitação no mercado e ampliando a produção caso haja maior giro.

Outra estratégia é investir em embalagens digitais ou soluções que permitam múltiplas artes no mesmo pedido, o que reduz riscos, aumenta a flexibilidade e melhora o equilíbrio entre branding e eficiência operacional.

Personalização das embalagens

Para Gustavo Magalhães, do Sebrae, as embalagens deixaram de ter apenas uma função técnica e passaram a desempenhar papel estratégico na percepção de valor do produto.

“Por vezes, o conteúdo da embalagem tem características semelhantes às de outros produtos, mas se ela for diferenciada, transmite valores como zelo, cuidado e qualidade, o que pode fazer diferença na decisão de compra”, afirma.

Segundo ele, a embalagem deve fazer parte da estratégia do negócio, agregando valor, tendo apelo emocional e sendo potencialmente presenteável. “O empresário precisa estar atento ao planejamento com antecedência, às tendências de consumo, à demanda por personalização e ao crescente interesse por soluções sustentáveis”, explica.

Imagem: Freepik

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Live commerce do Magalu com Kwai registra 48 milhões de views

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Live commerce do Magalu com Kwai registra 48 milhões de views


Uma transmissão de live commerce realizada pelo Magalu em parceria com o Kwai registrou mais de 48 milhões de visualizações em menos de duas horas. A live aconteceu na última sexta-feira (6) durante a campanha de Liquidação do Dia de Pagamento (PayDay Magalu).

A transmissão foi realizada a partir da Galeria Magalu, localizada no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, e exibida simultaneamente em diferentes plataformas e canais digitais da empresa.

A apresentação foi conduzida por Ciro Bottini e pela influenciadora Viih Tube. Durante a live, foram realizadas demonstrações de produtos, interação com o público e liberação de cupons de desconto.

O Kwai for Business, área de negócios do aplicativo de vídeos curtos, participou do projeto como plataforma de distribuição e parceiro na produção da transmissão. A direção e o roteiro foram desenvolvidos por Vitor Magno, diretor e especialista em live commerce.

Segundo o material divulgado pela empresa, “o formato buscou aproximar a experiência de compra online de um verdadeiro show digital, unindo narrativa, entretenimento e conversão de vendas”.

A iniciativa integrou entretenimento e comércio eletrônico em um único formato de transmissão. De acordo com o comunicado, “em mercados como o asiático, o live commerce já movimenta bilhões de dólares e é um dos formatos mais eficientes de conversão de vendas”.

O texto também aponta que “no Brasil, grandes empresas já começam a investir no modelo como forma de transformar campanhas promocionais em experiências digitais imersivas”.

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Mais da metade dos lojistas digitais no Brasil são mulheres

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Mais da metade dos lojistas digitais no Brasil são mulheres


O empreendedorismo feminino é maioria no varejo digital brasileiro. De acordo com levantamento realizado pela Nuvemshop, 56% dos lojistas online no país são mulheres. Somente nos dois primeiros meses de 2026, elas foram responsáveis pela criação de 31,6 mil novas lojas virtuais, o equivalente a 57,1% do total de novos negócios digitais abertos no período.

O ritmo de abertura de novos empreendimentos digitais é pautado pela consistência mensal. Em janeiro, 16,9 mil lojas foram criadas por mulheres, enquanto no mês de fevereiro – com menos dias e o período de carnaval – totalizou 14,7 mil novas operações em atividade sob liderança feminina.

Para Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop, o avanço feminino está relacionado ao momento de afirmação do modelo de venda direta ao consumidor (D2C) no Brasil. “O D2C reduziu barreiras de entrada e deu mais autonomia para quem quer empreender. Nesse formato, a empreendedora controla margem, preço, comunicação e relacionamento com o cliente. Esse ambiente favorece negócios mais enxutos, orientados a dados e com maior capacidade de adaptação. O protagonismo feminino no digital reflete essa transformação estrutural do varejo”, afirma.

O estudo também identificou concentração relevante em segmentos específicos. Os cinco nichos com maior presença proporcional de mulheres em relação aos homens são materiais de escritório (83,4%), artigos de bem-estar íntimo (82,1%), arte (81,1%), joias (81%) e vestuário (79,4%).

No recorte regional, São Paulo lidera em número absoluto, com 22,5 mil lojistas mulheres e participação feminina de 66,7%. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 5,5 mil empreendedoras (71,4%); Rio de Janeiro, com 5,2 mil (72,3%); Paraná, com 3,3 mil (65,9%); e Santa Catarina, com 3,2 mil (69,4%).

“Um dos fatores que fazem de São Paulo o estado com a maior concentração de lojas no e-commerce é a infraestrutura logística e o alto volume de centros de distribuição. Além disso, há também um volume expressivo de empresas de tecnologia que facilitam a vida das empreendedoras digitais. No modelo D2C, a venda direta permite captura de dados, construção de comunidade e previsibilidade operacional”, explica Alejandro Vázquez.

Imagem: Envato

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Vestcasa inaugura 30 operações em collab no 1º bimestre de 2026

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Vestcasa inaugura 30 operações em collab no 1º bimestre de 2026


A Vestcasa inaugurou 30 novas operações no modelo de collab entre janeiro e fevereiro de 2026. Segundo a empresa, o ritmo representa praticamente uma nova unidade a cada dois dias e integra a estratégia de expansão da rede no varejo alimentar.

No mesmo período, a companhia também abriu 11 lojas temporárias em diferentes estados e reinaugurou uma megaloja em Sorocaba (SP). Com isso, o total de novos pontos de operação no primeiro bimestre chegou a 42.

A Vestcasa encerrou 2025 com cerca de 250 collabs em funcionamento, além de 150 lojas próprias e 35 megalojas. Com as inaugurações registradas no início de 2026, a rede passou a operar aproximadamente 280 collabs no país. O volume representa um aumento de cerca de 12% no número dessas operações em cerca de 60 dias.

Minas Gerais concentrou a maior parte das inaugurações no período. As novas operações foram abertas nas cidades de Contagem, Uberlândia, Iturama, Frutal, Leopoldina, São João del Rei, Viçosa, Cataguases, Araxá, Ituiutaba, Ubá, Além Paraíba e Patos de Minas. A expansão também ocorreu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Paraná.

O modelo de collab consiste na ocupação de áreas entre 200 m² e 300 m² dentro de supermercados e atacadistas parceiros. Nesses espaços, a Vestcasa comercializa produtos como cama, mesa e banho, utilidades domésticas, itens de decoração e vinhos. As compras são finalizadas diretamente nos caixas do estabelecimento parceiro.

De acordo com a empresa, o formato permite a inclusão de categorias de bazar e utilidades com margens que podem variar entre 40% e 50%. O modelo também busca ampliar o fluxo de consumidores, elevar o ticket médio e utilizar áreas consideradas pouco exploradas nas lojas, sem necessidade de investimento direto por parte do varejista parceiro na compra e gestão dessas categorias.

As collabs representam atualmente cerca de 20% da operação da Vestcasa. A empresa tem como meta que esse formato alcance até 50% da receita total até 2027.

Fundada em 2008, a Vestcasa atua com foco em escala e importação direta. Segundo a companhia, cerca de 90% do portfólio é composto por marcas próprias.

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