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Como Leroy Merlin, Zara e 7-Eleven reinventam o varejo com serviços

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O varejo mundial tem adotado um novo modelo para atende às expectativas dos clientes que buscam facilidade e soluções integradas. Cada vez mais, lojas físicas e digitais ampliam seus serviços para além da venda de produtos, oferecendo experiências personalizadas, conveniência e novas formas de atendimento.

Essa tendência foi tema do painel “Global Ebeltoft: How Services are Transforming the Future of Global Retail” na 10ª edição da Latam Retail Show 2025 sponsored by IBM, no Expo Center Norte, em São Paulo. Conduzido no Brasil por Eduardo Yamashita, COO da Gouvêa Ecosystem, o debate contou com a participação de especialistas internacionais, incluindo Mara Devitt, sênior partner da McMillanDoolittle e membro da Ebeltoft nos Estados Unidos; Cédric Ducrocq, CEO da Diamart Group e membro da Ebeltoft França; Juanita Neville Te-Rito, managing director da RX Group e membro da Ebeltoft Nova Zelândia; e Magda Espuga, CEO da Kiss Retail e membro da Ebeltoft Espanha. Confira os cases apresentados:

Varejo nos EUA redesenha estratégias das lojas

Nos Estados Unidos, os serviços já representam cerca de dois terços do varejo, e os grandes varejistas estão redesenhando seus modelos de negócio para aproveitar essa tendência. A loja física já não vende apenas produtos e passou a oferecer serviços complementares, como salões, cafés, farmácias, pontos de devolução da Amazon e serviços financeiros, atraindo clientes e aumentando a frequência de visitas.

“Em categorias complexas, como eletrônicos, produtos para casa e investimentos, os clientes realmente querem ajuda, desde o design até a instalação, e os varejistas que oferecem suporte ao longo de toda essa jornada estão capturando cestas de compras maiores e construindo uma lealdade mais forte”, diz Mara.

Como exemplos, ela citou a Tile Shop, varejista de azulejos com cerca de 40 lojas, que passou a oferecer redesign, consultas online, ferramentas digitais e IA, elevando em 20% a conversão e 25% o valor médio dos pedidos. A Amazon passou a investir no setor de saúde, enquanto o Walmart criou um ecossistema de farmácias e serviços digitais, aproveitando a conveniência e a fidelidade de seus clientes.

“Nos EUA, saúde e bem-estar são um mercado de 2 trilhões de dólares. Os consumidores americanos, especialmente as gerações mais jovens, como a Geração Z, gastam de duas a três vezes mais em fitness, nutrição e cuidados preventivos do que as gerações mais velhas”, explica.

Mara destaca que os dados dos clientes também viraram fonte de lucro. O mercado de retail media nos EUA, que movimentou US$ 43 bilhões em 2023, deve dobrar nos próximos dois anos. Redes como Target e Kroger usam essas informações para criar redes de publicidade de alta margem.

Zara e Kefcon unem tecnologia sustentável em serviços na Espanha

Na Espanha, a Zara expandiu sua plataforma circular, oferecendo second hand, reparação de roupas e doações. Os clientes podem vender peças usadas em um sistema de leilão, pagando uma pequena comissão. Para tornar o processo mais simples, a marca implementou soluções automatizadas que facilitam entregas, devoluções online e pagamentos, tanto em ambientes físicos quanto digitais. Algumas lojas também oferecem reparação e reciclagem de peças, transformando roupas usadas em novas criações.

Recentemente, a marca de fast fashion lançou o Zara Travel Mode. Voltado para quem viaja, o serviço oferece guias de cidades internacionais com dicas de tendências locais, restaurantes e exposições, além da entrega de produtos Zara no local escolhido pelo cliente, seja no hotel ou em outro endereço de conveniência.

“Como podemos ver, são novos serviços que aportam valor adicional para que o cliente use e se entretenha mais tempo na aplicação da loja”, destaca Magda.

No setor de decoração, a Kefcon transformou um negócio B2B em uma operação B2C, oferecendo serviços que aumentam a personalização e a conversão. A empresa oferece um configurador online de módulos que permite personalização em tempo real, visualização em 3D, preços instantâneos e integração com realidade aumentada para simular os produtos em casa ou no ponto de venda. O serviço de planejamento de espaços integra o ponto de venda, permitindo mostrar propostas personalizadas aos clientes rapidamente.

“As tecnologias estão permitindo inovações importantes, facilitando a experiência de compra ominichannel, com as lojas físicas se tornando hubs de serviços. Também observamos como os dois mundos, tanto o físico quanto o virtual, se fundem em favor da comodidade e personalização do processo de compra”, diz.

Leroy Merlin e Darty apostam nos serviços para crescer na França

Na França, a Leroy Merlin tem investido em serviços de instalação e projetos de reforma e lançou o serviço “Faça hoje mesmo”, que conecta clientes a profissionais capacitados para instalação e manutenção.

Com o serviço, a rede busca atender clientes que querem escolher produtos e definir estilos, mas não desejam executar o trabalho sozinhos. Apesar dos desafios de lucratividade, a empresa segue investindo, incluindo uma pequena loja em Paris dedicada exclusivamente a serviços. “Eles acreditam que precisam seguir nessa direção. Os serviços ajudam a vender mais produtos”, diz Ducrocq.

Já a Darty criou o Darty Max, uma assinatura que garante reparos ilimitados em eletrônicos e eletrodomésticos, independentemente de terem sido comprados na própria loja. Com 1,5 milhão de assinantes pagando em média 200 euros por ano, o serviço gera cerca de 300 milhões de euros anuais apenas com serviços, sem venda de produtos, consolidando-se como um modelo altamente lucrativo.

“Eles não vendem produto. Eles vendem inscritos. Eles decidiram colocar os serviços no  modelo de negócios que eles querem promover e é um sucesso”, afirma.

Ducrocq destacou 3 níveis de serviços no varejo:

  • Serviços agregados ao produto – Melhoria da experiência e suporte ao cliente, aumentando o desejo pelo produto, mas sem gerar receita direta significativa.
  • Serviços com valor incluso no preço – Complementam o produto e passam a ter valor real dentro da venda, tornando-se parte da proposta comercial.
  • Serviços independentes – Soluções vendidas sem necessidade de produto associado, transformando o serviço em negócio lucrativo por si só.

De recargas a loterias, lojas da 7-Eleven se reinventam em Taiwan

Na Ásia, essa tendência é impulsionada pela densidade populacional, alta adoção tecnológica e pelo esforço dos varejistas em se integrar à rotina diária dos consumidores. Em Taiwan, na Tailândia, as lojas da 7-Eleven oferecem serviços como recarga de celulares, itens de higiene, impressão de documentos, reserva de ingressos e participação em loterias baseadas nas compras.

“O que vemos lá é uma aceleração real de como essas lojas estão se integrando à vida das pessoas”, conta Juanita.

A rede também aposta em experiências que incentivam visitas repetidas. Cafés temáticos com franquias como Snoopy, Hello Kitty e Pokémon. Os espaços também podem funcionar como bares, permitindo colaborações, como a parceria com Starbucks, que recriou o interior de um avião em uma loja, combinando serviço, colaboração e experiência de café.

Imagem: Mercado&Consumo

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História da LEGO no varejo: como a marca quase faliu e se tornou uma potência global

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História da LEGO no varejo: como a marca quase faliu e se tornou uma potência global

História da LEGO no varejo: como a marca se reinventou e virou referência mundial

A história da LEGO no varejo mostra como uma marca pode enfrentar uma crise profunda e, ainda assim, voltar mais forte. Atualmente, a empresa figura entre as marcas mais admiradas do mundo.

No entanto, essa posição não surgiu por acaso. Na verdade, a empresa passou por uma crise grave no início dos anos 2000.

Naquela época, as vendas caíram de forma preocupante. Além disso, a marca começou a perder relevância entre crianças e jovens.

Consequentemente, muitos analistas acreditavam que o futuro da empresa era incerto.

Ainda assim, a empresa decidiu agir rapidamente. A direção entendeu que precisava mudar sua estratégia. Portanto, iniciou uma transformação profunda em seu modelo de negócios.


O momento em que a marca quase desapareceu

Durante os anos 1990, a empresa buscou novas oportunidades. Por exemplo, investiu em parques temáticos, videogames e novos produtos.

Entretanto, essas iniciativas aumentaram os custos de produção.

Além disso, muitos produtos ficaram complexos demais para o público infantil.

Como resultado, a empresa perdeu foco. Ao mesmo tempo, os consumidores começaram a migrar para jogos eletrônicos.

Consequentemente, a marca registrou um grande prejuízo em 2003.

Nesse momento crítico, a liderança da empresa decidiu agir com rapidez.


A estratégia que salvou a empresa

Primeiramente, a empresa decidiu voltar às suas origens. Ou seja, voltou a focar nos blocos de montar que tornaram a marca famosa.

Além disso, reduziu o número de peças diferentes produzidas.

Essa decisão simplificou a produção e reduziu custos.

Ao mesmo tempo, a empresa começou a ouvir mais seus consumidores.

Portanto, a empresa passou a valorizar a criatividade e a imaginação das crianças.

Consequentemente, os produtos voltaram a ser simples e divertidos.

Esse movimento fortaleceu novamente a identidade da marca.


Parcerias estratégicas que impulsionaram o crescimento

Além das mudanças internas, a empresa apostou em parcerias fortes.

Por exemplo, criou linhas de brinquedos baseadas em franquias famosas.

Entre elas estão:

  • Star Wars

  • Harry Potter

  • Marvel

Essas colaborações trouxeram um novo público.

Além disso, adultos começaram a colecionar os produtos.

Consequentemente, a história da LEGO no varejo ganhou um novo capítulo de sucesso.


A expansão da marca para entretenimento

Com o crescimento da popularidade, a empresa expandiu sua presença no entretenimento.

Por exemplo, lançou filmes e conteúdos digitais.

Um dos maiores sucessos foi:

  • The Lego Movie

O filme conquistou público no mundo inteiro.

Além disso, reforçou o valor emocional da marca.

Consequentemente, a empresa fortaleceu sua presença cultural.

Hoje, a marca representa criatividade, diversão e inovação.


O que o varejo pode aprender com a história da LEGO

A história da LEGO no varejo oferece várias lições importantes.

Primeiramente, mostra que marcas fortes precisam manter sua identidade.

Além disso, empresas devem ouvir seus consumidores.

Outro ponto importante envolve inovação estratégica.

No entanto, inovação não significa abandonar a essência da marca.

Portanto, o equilíbrio entre tradição e inovação se torna essencial.

Por fim, empresas que conseguem se adaptar ao mercado tendem a sobreviver por décadas.


FAQ – Perguntas frequentes

O que tornou a história da LEGO no varejo tão marcante?

A empresa superou uma crise grave e transformou sua estratégia. Como resultado, voltou a crescer e se tornou referência global.

Quando a LEGO quase faliu?

A empresa enfrentou sua maior crise no início dos anos 2000, especialmente em 2003.

Qual foi a principal mudança da marca?

A empresa voltou a focar nos blocos de montar e reduziu produtos complexos.

Por que as parcerias ajudaram tanto a empresa?

Parcerias com franquias populares atraíram novos consumidores e ampliaram o público da marca.

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Alta do petróleo já pressiona preços antes de reajuste oficial

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Alta do petróleo já pressiona preços antes de reajuste oficial

A alta do petróleo impacto no varejo brasileiro já começa a aparecer nos postos. Mesmo sem reajuste oficial, muitos estabelecimentos aumentaram preços recentemente.

Além disso, o custo de reposição influencia diretamente a estratégia de revenda. Portanto, empresários buscam proteger margens diante da volatilidade global.

Consequentemente, consumidores percebem aumentos graduais nos combustíveis. Dessa forma, o impacto se espalha rapidamente pela cadeia econômica nacional.

Enquanto isso, distribuidoras ajustam valores com base no mercado internacional. Assim, o preço final reflete expectativas futuras, não apenas custos atuais.

No entanto, a ausência de reajuste oficial cria incerteza no mercado. Ainda assim, a alta do petróleo impacto no varejo continua sendo evidente.


Como o aumento da gasolina e diesel afeta o varejo

O varejo sente rapidamente a alta do petróleo impacto no varejo brasileiro. Primeiramente, o transporte mais caro eleva custos logísticos em diversos setores.

Além disso, supermercados e lojas ajustam preços para manter rentabilidade. Por isso, consumidores enfrentam inflação indireta em produtos essenciais.

Da mesma forma, pequenas empresas sofrem com margens reduzidas. Consequentemente, muitos negócios repassam custos para o cliente final.

Entretanto, o impacto não se limita a grandes centros urbanos. Também cidades menores registram mudanças no comportamento de compra.

Assim sendo, a alta do petróleo impacto no varejo cria efeito cascata na economia. Logo, especialistas monitoram o cenário com atenção constante.


Setores mais impactados pela alta dos combustíveis

O setor alimentício enfrenta desafios imediatos devido ao transporte rodoviário predominante. Além disso, o comércio eletrônico sofre com aumento no custo de entregas.

Ao mesmo tempo, o varejo de moda registra queda em vendas impulsivas. Portanto, consumidores priorizam despesas essenciais durante períodos de incerteza.

Adicionalmente, redes de farmácia ajustam preços gradualmente para manter competitividade. Dessa maneira, o impacto econômico se torna ainda mais abrangente.


Perspectivas para preços e comportamento do consumidor

A tendência indica manutenção de pressão nos preços enquanto o petróleo permanecer valorizado. Contudo, políticas públicas podem reduzir impactos futuros.

Além disso, estratégias de eficiência logística ajudam empresas a minimizar prejuízos. Assim, inovação torna-se essencial para sustentabilidade do varejo.

Enquanto isso, consumidores adotam hábitos de compra mais planejados. Consequentemente, o varejo precisa investir em promoções e fidelização.

Portanto, a alta do petróleo impacto no varejo brasileiro continuará relevante nos próximos meses. Dessa forma, acompanhamento constante será indispensável.


Estratégias do varejo para enfrentar o aumento dos combustíveis

Empresas adotam tecnologia para otimizar rotas de entrega. Além disso, parcerias logísticas reduzem custos operacionais significativamente.

Ao mesmo tempo, promoções estratégicas estimulam consumo mesmo em cenários adversos. Portanto, inovação comercial torna-se diferencial competitivo.

Adicionalmente, investimentos em energia alternativa podem gerar economia a longo prazo. Assim, o varejo se prepara para cenários econômicos instáveis.


FAQ — Alta do petróleo e impacto no varejo

1. Por que os postos aumentam preços sem reajuste oficial?

Postos consideram custo de reposição e expectativas de mercado. Dessa forma, antecipam ajustes para proteger margens financeiras.

2. Como a alta do petróleo impacta o varejo?

Ela aumenta custos logísticos e operacionais. Consequentemente, empresas repassam parte dos valores aos consumidores.

3. Quais setores sofrem mais com combustíveis caros?

Alimentos, e-commerce e varejo essencial enfrentam impactos mais rápidos. Além disso, pequenas empresas apresentam maior vulnerabilidade.

4. O consumidor pode reduzir impactos no orçamento?

Sim, planejamento financeiro e comparação de preços ajudam. Portanto, hábitos conscientes reduzem efeitos da inflação indireta.

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Ambev Brasil em 2026: Cultura, Sustentabilidade e Varejo

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Ambev Brasil em 2026: Cultura, Sustentabilidade e Varejo

Ambev Brasil e o varejo nacional

A Ambev Brasil é líder no setor de bebidas e mantém forte presença em supermercados, bares e plataformas digitais. Em 2026, a empresa reforça sua estratégia de unir inovação sustentável com apoio cultural e esportivo. Essa combinação fortalece sua imagem e amplia o impacto social.

Edital Brasilidades da Ambev

A Ambev Brasil lançou o Edital Brasilidades, iniciativa que destina até R$ 67 milhões para projetos culturais e esportivos.

  • Objetivo: valorizar a identidade brasileira por meio de iniciativas locais.
  • Prazo de inscrição: até 30 de setembro de 2026.
  • Quem pode participar: pessoas jurídicas, incluindo MEIs, com ou sem fins lucrativos.
  • Abrangência: projetos em todas as regiões do Brasil.

Essa ação democratiza o acesso a recursos incentivados e fortalece o vínculo da Ambev Brasil com a sociedade.

Sustentabilidade e inovação com o 100+ Labs

A Ambev Brasil também aposta em inovação sustentável com o programa 100+ Labs, que conecta startups e empreendedores.

Áreas de foco:

  • Mudanças climáticas
  • Embalagem circular
  • Agricultura sustentável
  • Gestão de água
  • Inclusão produtiva

O objetivo é desenvolver soluções que transformem o futuro do consumo e da produção, alinhando negócios com responsabilidade ambiental.

Estratégia de mercado da Ambev

A Ambev Brasil combina tradição e inovação. Suas marcas famosas, como Skol, Brahma e Guaraná Antarctica, continuam líderes de mercado. Ao mesmo tempo, a empresa investe em logística digital e e-commerce para atender consumidores cada vez mais conectados.

FAQ – Perguntas Frequentes

1. O que é o Edital Brasilidades da Ambev Brasil? É uma iniciativa que financia projetos culturais e esportivos por meio de leis de incentivo.

2. Qual o valor disponível para os projetos? Até R$ 67 milhões em 2026.

3. Quem pode participar do edital? Pessoas jurídicas, incluindo MEIs, com ou sem fins lucrativos.

4. O que é o programa 100+ Labs da Ambev Brasil? Um projeto que apoia soluções inovadoras em sustentabilidade e impacto social.

Conclusão

A Ambev Brasil em 2026 reforça sua posição como gigante do varejo ao unir investimento cultural e esportivo com inovação sustentável. Essa estratégia fortalece sua marca, amplia impacto social e garante relevância em um mercado competitivo.

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