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CM Responde: O que o consumidor deve fazer ao suspeitar de adulteração em bebidas?

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A crescente preocupação com a segurança das bebidas alcoólicas no Brasil ganhou destaque, especialmente com a recente investigação de mais de 100 casos de intoxicação por metanol em diferentes estados do País. São Paulo se destaca como o local com o maior número de ocorrências, com 41 casos já confirmados, conforme o balanço do Ministério da Saúde.

Ana Luiza Moura, do Celso Cândido Souza Advogados.

Neste contexto, a origem do metanol ainda é incerta. Ele pode ter sido adicionado a bebidas falsificadas para aumentar o volume e reduzir custos. Por outro lado, há também a possibilidade de contaminação decorrente de inadequadas práticas de limpeza de garrafas.

Diante de uma suspeita de adulteração, o consumidor deve estar ciente de seus direitos. Caso um cliente consuma uma bebida adulterada e sofra consequências negativas para a saúde, este pode acionar judicialmente o estabelecimento responsável pela venda. A advogada Ana Luiza Moura, do escritório Celso Cândido Souza Advogados, afirma que o fornecedor é responsável pelos danos causados. Isso, inclusive, está no Código de Defesa do Consumidor (CDC). “É obrigação tanto do fornecedor quanto do comerciante garantir a saúde e a segurança do consumidor”, ressalta a especialista.

Direitos do consumidor

Para que o consumidor possa reivindicar seus direitos, é crucial que ele reúna provas que corroborem sua denúncia.

Dessa forma, Ana Luiza orienta que se deve coletar documentos. Entre eles:

  • Comprovantes de pagamento;
  • Notas fiscais;
  • Registros do local de consumo.

Fotos e vídeos

Nas palavras da especialista, fotografias e vídeos são evidências valiosas, assim como a preservação do restante da bebida, caso haja sobras na garrafa. Quanto mais evidências o consumidor conseguir apresentar, maiores serão suas chances de sucesso na ação. Ademais, é recomendável o consumidor registre uma reclamação formal por escrito ao estabelecimento o mais rápido possível, especialmente se houver problemas de saúde envolvidos.

Além disso, Ana Luiza ressalta que o consumidor deve registrar imediatamente as circunstâncias em que ocorreu o problema. Isso inclui anotar a data e a hora da compra, a descrição do produto, e qualquer informação relevante que possa ajudar a comprovar a reclamação. Quanto mais detalhadas forem as informações, mais fácil será para o consumidor fundamentar sua posição.

Crimes contra o consumidor

Gabriel Fonseca, advogado criminalista.

No âmbito criminal, a situação é ainda mais séria. O advogado Gabriel Fonseca, também do escritório Celso Cândido Souza Advogados, enfatiza que a adulteração de bebidas com metanol pode ensejar não apenas implicações no direito do consumidor, mas também em questões criminais.

Isso porque a adulteração de substâncias alimentícias e a venda de produtos adulterados configuram crimes contra a saúde pública, conforme determina o artigo 272 do Código Penal: “É crime contra a saúde pública corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo”.

Nesse caso, a pessoa que for pega pode ter que enfrentar uma detenção de quatro a oito anos, além de multa. “Em situações mais graves, casos que resultem em homicídio ou lesões corporais podem envolver a responsabilidade do fabricante, do distribuidor e até mesmo do comerciante”, pontua Gabriel.

Diante de todos esses fatores, é essencial que o consumidor permaneça vigilante e bem informado sobre seus direitos e as possíveis implicações legais relacionadas à adulteração de bebidas. Proteger-se é o primeiro passo para garantir a própria saúde e segurança, além de contribuir para a responsabilização de práticas comerciais inadequadas.

#DeOlhoNoCopo

Luiz Orsatti Filho, diretor-executivo do Procon-SP.

Na noite da última sexta-feira (10 de outubro), mais de 400 agentes do Procon-SP e de Procons de 92 municípios paulistas, participaram da operação #DeOlhoNoCopo. O objetivo é orientar e fiscalizar bares e restaurantes em todo o Estado de São Paulo. A ação impactou mais de mil estabelecimentos e focou no cumprimento das regras do Código de Defesa do Consumidor, especialmente em relação à procedência das bebidas vendidas, além de alertar o público sobre os riscos de contaminação.

Os agentes verificaram se os locais estavam seguindo as normas e também distribuíram folhetos com dicas de segurança para consumidores e comerciantes. Na capital, 139 estabelecimentos foram fiscalizados, e em 42 deles foram encontradas irregularidades, embora não houvesse indícios de adulteração nas bebidas. A operação é parte de uma força-tarefa do governo paulista para combater os casos de intoxicação por metanol. Luiz Orsatti Filho, diretor do Procon-SP, destacou a importância de restabelecer a confiança do consumidor nos estabelecimentos. “Estamos realizando uma operação conjunta visando a saúde do cidadão paulista.”

Consciência consumerista

A ação contou com a colaboração da Polícia Civil e teve um foco educativo, incluindo explicações em inglês e espanhol para turistas.

Os agentes também abordaram a questão do descarte adequado de garrafas, que é um dos principais riscos de contaminação. Na oportunidade, o Procon-SP ofertou algumas dicas aos consumidores ao comprar bebidas. Como, por exemplo:

  • Escolher estabelecimentos conhecidos;
  • Desconfiar de preços muito baixos;
  • E ficar atento a detalhes como rótulos e embalagens.

Também foi ressaltado que, ao notar qualquer sintoma suspeito após o consumo, é fundamental buscar ajuda médica imediatamente. Em suma, a operação #DeOlhoNoCopo não só reforça a fiscalização, mas também promove a educação e a segurança do consumidor, contribuindo para um ambiente mais seguro nas compras de bebidas.

Segurança do consumidor

Ao adquirir uma bebida, o primeiro passo é observar a embalagem. Verifique se há sinais de violação, como lacres quebrados ou rótulos danificados. As embalagens devem estar intactas e com todas as informações necessárias.

Caso suspeite de adulteração, não hesite em denunciar! Entre em contato com as autoridades locais ou órgãos de proteção ao consumidor. Sua denúncia pode ajudar a proteger outros. Ao desconfiar de uma bebida, siga esses passos e mantenha-se protegido. Lembre-se: segurança em primeiro lugar! Compartilhe essas dicas para ajudar mais pessoas a ficarem atentas.

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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Central do Varejo divulga calendário de eventos do 1º semestre de 2026

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Central do Varejo divulga calendário de eventos do 1º semestre de 2026


A Central do Varejo divulga o calendário de eventos do primeiro semestre, reunindo imersões presenciais e uma missão internacional voltadas a profissionais, gestores e empresários do varejo. A programação contempla temas estratégicos para o setor, como Inteligência Artificial, gestão, marketing, e-commerce, comportamento do consumidor e tendências globais.

Entre os destaques está a Imersão IA no Varejo, que terá três turmas ao longo de 2026. A primeira acontece nos dias 26 e 27 de fevereiro e propõe uma abordagem prática sobre como aplicar Inteligência Artificial na loja física, no e-commerce, na logística, no marketing e na gestão, com foco em eficiência operacional, aumento de vendas e decisões baseadas em dados.

Em março, nos dias 26 e 27, acontece a Imersão Estratégia e Gestão de Varejo, voltada a executivos e proprietários que buscam melhorar a performance dos negócios por meio de indicadores, redução de custos, aumento de margem e estruturação de processos escaláveis. O programa combina conteúdo estratégico, análise de cases reais e a construção de um plano de ação para aplicação imediata.

No cenário internacional, a Central do Varejo organiza a Missão Internacional para a NRA Show Chicago 2026, considerada o maior evento global do setor de alimentação. A experiência inclui curadoria exclusiva, visitas técnicas, networking qualificado e uma agenda estruturada para transformar tendências globais em insights aplicáveis ao mercado brasileiro.

Os eventos do primeiro semestre reforçam a proposta da Central do Varejo de oferecer conteúdo prático, troca com especialistas e experiências que apoiam a tomada de decisão e o crescimento sustentável dos negócios.

O calendário completo de eventos, com datas, formatos e informações detalhadas sobre cada imersão e missão, pode ser acessado a qualquer momento no topo do portal, no menu “Calendário de Eventos”.

Quer patrocinar os eventos e missões da Central do Varejo? Entre em contato com Marina Dias, gerente de relacionamento e patrocínios: marina.dias@centraldovarejo.com.br

Imagem: Central do Varejo

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72% das empresas brasileiras ainda estão iniciando adoção de IA

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72% das empresas brasileiras ainda estão iniciando adoção de IA


A maioria das empresas brasileiras ainda está iniciando a adoção de IA (inteligência artificial), apesar da presença crescente da tecnologia no dia a dia corporativo de forma extraoficial. É o que mostra uma pesquisa inédita divulgada pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), em parceria com a empresa de pesquisas Brazil Panels e a escola de negócios Lideres.ai

Segundo o levantamento, 72% das companhias se encontram em níveis considerados iniciante ou experimental, o que sugere um cenário marcado por interesse e curiosidade, mas ainda com baixa maturidade estratégica.

Shadow IA

Mesmo com a adoção de IA oficial limitada, o uso prático da inteligência artificial já ocorre de forma significativa dentro das organizações. Segundo o estudo, 47,4% dos profissionais afirmam utilizar ferramentas de IA de maneira extraoficial em suas rotinas de trabalho, prática conhecida como Shadow AI. O dado chama atenção para riscos relacionados à segurança da informação e à governança, em um contexto em que 59,1% das empresas brasileiras ainda não possuem políticas formais ou diretrizes claras para o uso da tecnologia.

“O Brasil está vivendo o maior movimento de transformação digital desde a popularização da internet. As empresas querem avançar em inteligência artificial, mas esbarram na falta de estrutura, governança e capacitação. O grande desafio agora é transformar curiosidade em estratégia”, afirma Claudio Vasques, CEO da Brazil Panels.

As áreas que lideram o uso oficial de inteligência artificial nas empresas são Marketing e Atendimento ao Cliente, ambas com cerca de 24% de adoção, seguidas por Vendas e Tecnologia da Informação. Já setores como Recursos Humanos, Jurídico, Compras e Logística apresentam menor presença da tecnologia, mesmo sendo áreas com grande potencial de automação e ganho de eficiência. Para 70% dos profissionais, há atividades em seu dia a dia que poderiam ser automatizadas por IA, o que reforça a percepção de oportunidade e ao mesmo tempo evidencia barreiras culturais e organizacionais.

O receio de substituição no mercado de trabalho aparece como um dos fatores que dificultam a implementação mais estruturada da inteligência artificial. Parte dos entrevistados vê a tecnologia como uma ameaça ao emprego, enquanto outros avaliam que ela deve transformar rotinas, mas não eliminar funções. Um terço dos profissionais enxerga a IA mais como oportunidade do que como risco, o que indica um ambiente dividido entre medo, adaptação e visão estratégica.

Para Mauricio Salvador, presidente do comitê de IA da Abiacom, o cenário exige ação imediata por parte das organizações. “Se a empresa não investir em treinamentos, seguirá com equipes sem conhecimento técnico, com medo da inovação ou usando ferramentas de forma escondida, o que pode trazer danos irreversíveis à competitividade e à segurança”, analisa.

Realizada com 200 entrevistas em todo o Brasil, entre outubro e novembro de 2025, a pesquisa reforça que, apesar da baixa maturidade, a inteligência artificial é vista como prioridade. Mais da metade das empresas consultadas afirma que pretende investir em IA nos próximos 12 meses, indicando que o tema deve ganhar ainda mais espaço nas estratégias corporativas. A pesquisa completa está disponível para download no site da Abiacom.

Imagem: Freepik



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