Luiz Barsi Filho é amplamente reconhecido como o maior investidor pessoa física da bolsa de valores brasileira. Nascido em São Paulo, em 1939, filho de imigrantes de origem italiana e espanhola, perdeu o pai ainda bebê e cresceu com a mãe no bairro do Brás. Desde cedo teve contato com a realidade do trabalho – foi engraxate, ajudante de alfaiate e vendedor de jornal – até ingressar no mercado financeiro.
Foi nele que começou a trilhar, já na juventude, uma jornada que o levaria a se tornar uma lenda da renda variável no Brasil. Sua estratégia de investir em empresas sólidas, que pagam dividendos consistentes, aliada a uma visão de longo prazo, o transformou em referência nacional de constância, paciência e resultado.
Essa trajetória inspiradora é contada em detalhes no livro O rei dos dividendos: A saga do filho de imigrantes pobres que se tornou o maior investidor pessoa física da bolsa de valores brasileira, publicado pela Editora Sextante. A obra relata momentos decisivos da vida de Barsi. Como sua opção por criar uma “previdência própria” a partir dos proventos de ações, sua resistência a seguir modismos de mercado e sua disciplina durante os períodos mais turbulentos da economia brasileira.
Entre os episódios marcantes, estão suas primeiras compras na bolsa, o foco em setores essenciais como energia, bancos e saneamento, e a construção de um patrimônio robusto.
Uma estratégia simples – e poderosa
Ao longo das décadas, Barsi construiu uma filosofia de investimento baseada em fundamentos sólidos. Inspirado por nomes como Benjamin Graham, ele passou a investir em ações de empresas lucrativas que distribuíam dividendos generosos e regulares. Mas não se tratava apenas de escolher boas empresas – sua visão era formar, com esses papéis, uma carteira que pudesse lhe gerar uma renda constante, segura e crescente. Em outras palavras: ele queria viver de dividendos. E conseguiu.
Mesmo em períodos de crise econômica, hiperinflação e planos econômicos imprevisíveis, Barsi manteve sua disciplina. Enquanto muitos investidores se desfaziam de ações, ele comprava mais – sempre com foco em empresas que mantinham sua saúde financeira e recompensavam seus acionistas. Com esse pensamento, chegou a deter posições relevantes em empresas como Eletrobras, Banco do Brasil, Unipar e Taesa, entre outras.
Lições que vão além da bolsa
Mais do que uma biografia de sucesso, O rei dos dividendos oferece lições valiosas para líderes empresariais e empreendedores brasileiros. A história de Barsi demonstra que consistência e visão de longo prazo podem superar as instabilidades do mercado e da vida. Sua capacidade de enxergar valor onde a maioria via risco, sua aversão a atalhos fáceis e sua fidelidade aos próprios princípios oferecem uma rara combinação de estratégia e caráter.
Para quem ocupa cargos de liderança ou conduz um negócio no Brasil, essa trajetória reforça a importância de se manter fiel a um propósito, agir com racionalidade mesmo sob pressão e cultivar uma cultura de construção – não de imediatismo. Afinal, liderar, assim como investir, é plantar hoje para colher amanhã.
Mauricio de Sousa: O Filme
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Já chegou aos cinemas a cinebiografia de Mauricio de Sousa. O cartunista recriou o imaginário infantil de diversas gerações brasileiras por meio dos gibis da Turma da Mônica.
Mas, você sabia que ele começou a carreira como repórter policial? Na época, além de escrever sobre os crimes da cidade de São Paulo, ele também desenhava as cenas de crimes para suas matérias. No entanto, foi com a turminha do Bairro do Limoeiro que suas histórias ganharam vida.
Mauricio de Sousa: OFilme narra essa biografia repleta de inspirações de seu protagonista. Uma história de empreendedorismo, criatividade e muito humor!
Além da queda
Imagem: Alta Life/Divulgação.
O que você faria se perdesse todo o patrimônio que conquistou por meio do seu trabalho? Foi isso o que aconteceu com Juliano Godoy. Aos 42 anos, ele perdeu US$ 2 milhões, valor que representava todas as economias que havia conquistado até então em sua carreira como executivo.
Além da queda mostra como as emoções influenciam as decisões financeiras. Para o autor, identificar vieses cognitivos, cuidar da saúde mental e valorizar experiências pessoais são passos essenciais para uma relação mais saudável com as finanças.
A leitura, além de uma história inspiradora, é também um guia para transformar a relação com dinheiro. O autor, mais do que contar seus acertos, compartilha erros e aprendizados essenciais para essa mudança.
A 50ª Lei
Imagem: Sextante/Divulgação.
O que separa os que avançam dos que ficam para trás?
Em A 50ª Lei: O medo é o seu maior inimigo, o autor Robert Greene e o rapper 50 Cent mostram que o medo é a raiz da estagnação.
Inspirado na trajetória real de Curtis Jackson (50 Cent), o livro combina histórias e lições de negócios, estratégia e liderança. A mensagem é clara: ousadia, autenticidade e ação sem medo são armas poderosas dentro e fora das empresas.
Com insights afiados e diretos, é uma leitura essencial para quem quer liderar com coragem em tempos incertos.
Mapa do CX
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O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.
De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.
Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.
Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.
No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.
Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.
Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.
O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.
“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.
De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.
O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.
“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.
Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.
A Central do Varejo divulga o calendário de eventos do primeiro semestre, reunindo imersões presenciais e uma missão internacional voltadas a profissionais, gestores e empresários do varejo. A programação contempla temas estratégicos para o setor, como Inteligência Artificial, gestão, marketing, e-commerce, comportamento do consumidor e tendências globais.
Entre os destaques está a Imersão IA no Varejo, que terá três turmas ao longo de 2026. A primeira acontece nos dias 26 e 27 de fevereiro e propõe uma abordagem prática sobre como aplicar Inteligência Artificial na loja física, no e-commerce, na logística, no marketing e na gestão, com foco em eficiência operacional, aumento de vendas e decisões baseadas em dados.
Em março, nos dias 26 e 27, acontece a Imersão Estratégia e Gestão de Varejo, voltada a executivos e proprietários que buscam melhorar a performance dos negócios por meio de indicadores, redução de custos, aumento de margem e estruturação de processos escaláveis. O programa combina conteúdo estratégico, análise de cases reais e a construção de um plano de ação para aplicação imediata.
No cenário internacional, a Central do Varejo organiza a Missão Internacional para a NRA Show Chicago 2026, considerada o maior evento global do setor de alimentação. A experiência inclui curadoria exclusiva, visitas técnicas, networking qualificado e uma agenda estruturada para transformar tendências globais em insights aplicáveis ao mercado brasileiro.
Os eventos do primeiro semestre reforçam a proposta da Central do Varejo de oferecer conteúdo prático, troca com especialistas e experiências que apoiam a tomada de decisão e o crescimento sustentável dos negócios.
O calendário completo de eventos, com datas, formatos e informações detalhadas sobre cada imersão e missão, pode ser acessado a qualquer momento no topo do portal, no menu “Calendário de Eventos”.
Quer patrocinar os eventos e missões da Central do Varejo? Entre em contato com Marina Dias, gerente de relacionamento e patrocínios: marina.dias@centraldovarejo.com.br
A maioria das empresas brasileiras ainda está iniciando a adoção de IA (inteligência artificial), apesar da presença crescente da tecnologia no dia a dia corporativo de forma extraoficial. É o que mostra uma pesquisa inédita divulgada pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), em parceria com a empresa de pesquisas Brazil Panels e a escola de negócios Lideres.ai.
Segundo o levantamento, 72% das companhias se encontram em níveis considerados iniciante ou experimental, o que sugere um cenário marcado por interesse e curiosidade, mas ainda com baixa maturidade estratégica.
Shadow IA
Mesmo com a adoção de IA oficial limitada, o uso prático da inteligência artificial já ocorre de forma significativa dentro das organizações. Segundo o estudo, 47,4% dos profissionais afirmam utilizar ferramentas de IA de maneira extraoficial em suas rotinas de trabalho, prática conhecida como Shadow AI. O dado chama atenção para riscos relacionados à segurança da informação e à governança, em um contexto em que 59,1% das empresas brasileiras ainda não possuem políticas formais ou diretrizes claras para o uso da tecnologia.
“O Brasil está vivendo o maior movimento de transformação digital desde a popularização da internet. As empresas querem avançar em inteligência artificial, mas esbarram na falta de estrutura, governança e capacitação. O grande desafio agora é transformar curiosidade em estratégia”, afirma Claudio Vasques, CEO da Brazil Panels.
As áreas que lideram o uso oficial de inteligência artificial nas empresas são Marketing e Atendimento ao Cliente, ambas com cerca de 24% de adoção, seguidas por Vendas e Tecnologia da Informação. Já setores como Recursos Humanos, Jurídico, Compras e Logística apresentam menor presença da tecnologia, mesmo sendo áreas com grande potencial de automação e ganho de eficiência. Para 70% dos profissionais, há atividades em seu dia a dia que poderiam ser automatizadas por IA, o que reforça a percepção de oportunidade e ao mesmo tempo evidencia barreiras culturais e organizacionais.
O receio de substituição no mercado de trabalho aparece como um dos fatores que dificultam a implementação mais estruturada da inteligência artificial. Parte dos entrevistados vê a tecnologia como uma ameaça ao emprego, enquanto outros avaliam que ela deve transformar rotinas, mas não eliminar funções. Um terço dos profissionais enxerga a IA mais como oportunidade do que como risco, o que indica um ambiente dividido entre medo, adaptação e visão estratégica.
Para Mauricio Salvador, presidente do comitê de IA da Abiacom, o cenário exige ação imediata por parte das organizações. “Se a empresa não investir em treinamentos, seguirá com equipes sem conhecimento técnico, com medo da inovação ou usando ferramentas de forma escondida, o que pode trazer danos irreversíveis à competitividade e à segurança”, analisa.
Realizada com 200 entrevistas em todo o Brasil, entre outubro e novembro de 2025, a pesquisa reforça que, apesar da baixa maturidade, a inteligência artificial é vista como prioridade. Mais da metade das empresas consultadas afirma que pretende investir em IA nos próximos 12 meses, indicando que o tema deve ganhar ainda mais espaço nas estratégias corporativas. A pesquisa completa está disponível para download no site da Abiacom.