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CM Entrevista: “O papel da defesa do consumidor não se atenua, mas se transforma”
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5 meses agoon
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Jose MarquesVocê já parou para pensar se o consumidor realmente deseja ser protegido, ou se prefere ter mais autonomia em suas escolhas?
Essa é uma das questões intrigantes que a Consumidor Moderno aborda na entrevista com Maximilian Fierro Paschoal, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados. Na conversa, Paschoal explora a complexidade da proteção ao consumidor no Brasil. Especialmente em um cenário onde a tecnologia e a informação estão sempre à mão.
Além disso, discutimos como a proteção do consumidor está contribuindo para o aumento de litígios. Nesse aspecto, quais seriam os melhores caminhos para as empresas se adaptarem a um cenário em que os canais de atendimento estão em constante transformação?
O diálogo também abrange o papel dos órgãos de defesa do consumidor em um mundo digital. Ademais, ele responde a pergunta: como as tecnologias podem, de fato, empoderar os consumidores?
Se você quer entender mais sobre os direitos do consumidor na era da Inteligência Artificial e como as empresas e o Estado podem se adaptar a essa nova realidade, não deixe de ler a entrevista completa abaixo, na íntegra, do especialista com atuação em Direito do Consumidor, Direito Digital, litígios comerciais complexos e ações civis públicas.
A discussão está longe de ser simples, mas é fundamental para todos nós que navegamos nesse complexo mar de consumo moderno.
Autonomia e direitos
Consumidor Moderno: Como os consumidores podem exercer sua autonomia nas relações de consumo sem abrir mão de seus direitos?
Maximilian Fierro Paschoal: Essa questão é complexa e pode ser vista por várias perspectivas. Importante enfatizar que a proteção dos direitos do consumidor tem um respaldo legal sólido. Isso se dá especialmente por meio do Código de Defesa do Consumidor. Essa proteção pode ser exercida tanto na esfera administrativa quanto judicial. Entretanto, em certos contextos, nota-se uma resistência por parte de alguns consumidores que desejam mais autonomia em suas escolhas e relações de consumo. Portanto, destaco aqui o valor da conscientização. É essencial que os consumidores estejam plenamente cientes de seus direitos e deveres, assim como dos mecanismos de proteção oferecidos pelo ordenamento jurídico.
Litígios e proteção do consumidor
CM: Quais são os principais fatores que estão contribuindo para o aumento de litígios relacionados à proteção do consumidor no Brasil?
A extensa proteção conferida ao consumidor, apesar de ser fundamental para regular as relações de consumo no Brasil, contribui, em certa medida, para o alto número de litígios nesse setor. O fácil acesso ao Judiciário e a presença de mecanismos como a inversão do ônus da prova, por exemplo, podem incentivar a judicialização de conflitos, mesmo aqueles de menor complexidade. Assim, embora a proteção aos direitos dos consumidores seja vital, é necessário buscar continuamente o equilíbrio entre a proteção efetiva e a resolução extrajudicial de disputas, para otimizar a atuação do Judiciário.
CM: Como as empresas podem equilibrar a automação e a humanização no atendimento ao consumidor?
O Decreto nº 11.034/2022, conhecido como Lei do SAC, estabelece que “o acesso ao SAC prestado por atendimento telefônico é obrigatório”. Ocorre que, com a diminuição dos canais tradicionais de comunicação e a evolução da automação em diversas áreas, está claro que o modelo de atendimento ao consumidor precisa ser reavaliado. Nesse sentido, outras formas – muito mais eficazes –devem ser consideradas. Entre elas, os “chats” online.
Serviço de Atendimento ao Cliente
CM: De que maneira a falta de um atendimento humano pode afetar a satisfação do cliente e a reputação da empresa?
A automação é eficaz para resolver questões simples, e muitas vezes mais rápida do que o atendimento humano. Entretanto, algumas situações delicadas e complexas exigem uma abordagem humanizada e capacitada. Caso contrário, há risco de deterioração da relação de consumo ou até mesmo de surgimento de litígios. Nesse sentido, as empresas mais preparadas são aquelas que implementam soluções tecnológicas com foco na experiência do consumidor. Ou seja, estamos falando das empresas que criam canais que conciliem um serviço ágil e suporte personalizado. A própria Lei do SAC prevê que deve haver atendimento humano (artigo 5º, inciso I), o que evidencia a importância do contato direto com um atendente em certas circunstâncias.
CM: Quais desafios os órgãos de defesa do consumidor enfrentam com o empoderamento digital?
Com o surgimento de novas tecnologias e o maior acesso à informação, o papel dos órgãos de defesa do consumidor não se atenua, mas se transforma. Essas instituições devem atuar de maneira mais estratégica, orientando os consumidores em ambientes digitais, onde as relações de consumo estão se tornando cada vez mais dinâmicas e imediatas. Além disso, é crucial fortalecer a fiscalização das práticas comerciais online, garantindo que os direitos dos consumidores sejam respeitados em todos os contextos.
Defesa do consumidor
CM: Quais são os principais desafios enfrentados pelos consumidores ao utilizar tecnologias para acessar informações sobre seus direitos?
É evidente que a disseminação das novas tecnologias tem promovido o acesso à informação, incluindo nas relações de consumo. Nesse âmbito, os recursos tecnológicos podem ampliar significativamente a compreensão dos direitos dos consumidores. Sites institucionais, aplicativos, redes sociais, entre outros, podem servir como ferramentas eficazes para apoiar o amparo legal do consumidor. No entanto, essa perspectiva enfrenta alguns desafios, como a superabundância de informações desencontradas, a propagação de notícias falsas ou sensacionalistas, o uso de linguagem técnica e a exclusão digital de certos grupos populacionais. Portanto, embora as tecnologias possam ser aliadas do consumidor, é imperativo que sejam acompanhadas de iniciativas que visem combater esses obstáculos.
Personalização e hiperconectividade
CM: Na era da personalização e da hiperconectividade, o consumidor ainda enfrenta desafios básicos em sua jornada: informações confusas, falta de transparência, dificuldades no atendimento e vulnerabilidade em relação ao uso de seus dados. Quais são as melhores práticas para garantir a segurança dos dados dos consumidores em um mundo digital em constante mudança? O Estado tem feito a sua parte?
Apesar de o Estado ter fortalecido seu aparato regulatório e de fiscalização por meio de legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet, essas iniciativas ainda estão desalinhadas com a dinâmica das relações de consumo e a rapidez das transformações digitais. As inovações tecnológicas constantes – com ênfase na Inteligência Artificial – e a complexidade dos modelos de negócios exigem estratégias integradas que englobem não apenas o aprimoramento das leis, mas também a educação digital dos consumidores, a capacitação dos agentes reguladores e o fortalecimento de mecanismos extrajudiciais para a resolução de conflitos. Somente assim será possível assegurar um ecossistema digital que acompanhe o ritmo acelerado das mudanças e proteja de forma efetiva os direitos dos consumidores.
Um olhar sobre o Consumidor.gov
CM: O Consumidor.gov foi lançado como uma solução digital, mas enfrenta desafios como baixa adesão e falta de visibilidade entre a população. Além disso, os dados não refletem a realidade enfrentada pelos consumidores: atualmente, o índice de solução é calculado a partir da soma das reclamações que os consumidores consideram resolvidas, além das que foram encerradas sem avaliação. Essa metodologia apresenta uma falha significativa, pois inclui queixas que, na verdade, não passaram pela avaliação dos consumidores, criando uma distorção na representação apresentada. Como você vê essa lacuna?
Essa lacuna ressalta a dificuldade em adotar parâmetros que revelem, de forma clara e realista, a efetividade dos mecanismos digitais de defesa do consumidor. A baixa adesão e a falta de visibilidade do Consumidor.gov demonstram que a ferramenta ainda precisa de mais atenção, uma vez que não conseguiu alcançar o engajamento esperado da população, o que é fundamental para a concretização de sua proposta.
Ademais, a metodologia utilizada para calcular o índice de solução, ao incluir reclamações encerradas sem a avaliação dos consumidores, compromete a confiabilidade dos dados apresentados.
CM: Essa distorção é prejudicial somente para os consumidores?
Não, absolutamente. Essa distorção é prejudicial não apenas para os consumidores, mas também para o mercado, pois dificulta a identificação precisa dos problemas reais enfrentados e limita a capacidade dos fornecedores de implementar políticas internas adequadas. De qualquer forma, o Consumidor.gov é uma ferramenta importante e merece ser valorizada e prestigiada por todos os envolvidos, sejam consumidores ou fornecedores.
Os protagonistas de defesa do consumidor na IA
CM: Quais serão os protagonistas da defesa do consumidor na era da Inteligência Artificial? O que o consumidor quer e pode esperar?
Na era da Inteligência Artificial, os protagonistas da defesa do consumidor continuam sendo, além dos próprios consumidores, a legislação, os órgãos reguladores capacitados – destacando-se a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), juntamente com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), organizações civis e fornecedores que utilizem as novas tecnologias de forma ética.
No entanto, o consumidor tende a assumir um papel cada vez mais central, impulsionado pelo acesso à informação e pela demanda por maior transparência nas relações de consumo. Dessa forma, o consumidor deseja e pode esperar um ambiente de consumo onde a tecnologia amplie sua autonomia, sem abrir mão do atendimento humanizado quando necessário. Nesse aspecto, é importante destacar o Projeto de Lei nº 2.338/2023, que busca regulamentar o uso da Inteligência Artificial no Brasil.
O projeto é conhecido como o Marco da Inteligência Artificial. Ele foi aprovado pelo Senado Federal em dezembro de 2024 e seguiu para análise da Câmara dos Deputados. Esse movimento legislativo demonstra a crescente preocupação do Estado em acompanhar os avanços tecnológicos e minimizar os riscos associados ao uso da Inteligência Artificial. Espera-se que o Brasil consolide um marco regulatório que promova o desenvolvimento responsável da Inteligência Artificial, garantindo um ambiente de consumo mais ético, transparente e equilibrado.
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Meios de Pagamento: qual melhor para o seu negócio?
Published
4 dias agoon
março 17, 2026By
Jose Marques
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– Mínimo 600 palavras
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Conteúdo original:
Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.
Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.
O que são meios de pagamento?
Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.
Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.
Principais tipos de meios de pagamento
1. Dinheiro em espécie
Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.
Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.
Vantagens:
Desvantagens:
- Dificuldade de controle financeiro;
- Falta de segurança.
2. Cartões de crédito e débito
Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.
Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..
Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.
Vantagens:
- Conveniência;
- Aumento das vendas por parcelamento.
Desvantagens:
- Taxas para o lojista;
- Prazo de recebimento (no crédito).
3. Transferências bancárias
Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.
Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.
Vantagens:
- Segurança;
- Baixo custo em alguns casos.
Desvantagens:
- Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
- Menos prático para o consumidor final.
4. Pagamentos instantâneos
Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.
Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.
Vantagens:
- Liquidação imediata;
- Baixo custo;
- Alta adesão do público.
Desvantagens:
- Dependência de tecnologia;
- Necessidade de atenção à segurança.
5. Carteiras digitais
Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.
Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.
Vantagens:
- Agilidade;
- Melhor experiência do usuário.
Desvantagens:
6. Boletos bancários
Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.
Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.
Vantagens:
- Inclusão financeira;
- Sem necessidade de cartão.
Desvantagens:
- Prazo de compensação;
- Maior risco de abandono de compra.
Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio
A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:
Perfil do público-alvo
Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.
Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.
Tipo de negócio
O modelo da sua empresa também influencia diretamente na escolha dos meios de pagamento mais adequados. No caso de um e-commerce, é essencial oferecer diversidade, incluindo cartões de crédito, débito, boleto bancário, pagamentos instantâneos e carteiras digitais. Isso reduz o abandono de carrinho e amplia as chances de conversão.
Já em lojas físicas, a prioridade costuma ser a agilidade. Nesse cenário, pagamentos por aproximação, cartões e débito são mais eficientes. Para empresas de serviços, especialmente aquelas que trabalham com recorrência, opções como transferências, cobranças automáticas e assinaturas podem ser mais vantajosas.
Custos e taxas envolvidos
Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.
Cartões de crédito, por exemplo, geralmente envolvem taxas por transação e prazos maiores para recebimento dos valores. Já pagamentos instantâneos tendem a ter custos mais baixos e liquidação imediata. Além disso, é importante considerar outros custos, como aluguel ou compra de maquininhas, tarifas bancárias e integração com plataformas de pagamento.
Experiência do cliente
A forma como o pagamento é realizado impacta diretamente na experiência do consumidor. Processos complicados, lentos ou com muitas etapas podem gerar frustração e aumentar significativamente o abandono de compras.
Por isso, é essencial oferecer uma jornada simples, intuitiva e rápida. Quanto mais fácil for para o cliente concluir o pagamento, maiores serão as chances de conversão e fidelização. Oferecer diferentes opções de pagamento vai além da conveniência — trata-se de uma estratégia para aumentar resultados e ampliar o alcance do seu negócio.
Aumento da conversão de vendas
Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.
Inclusão de diferentes perfis de clientes
A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.
Boas práticas para otimizar seus meios de pagamento
Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.
Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.
Imagens: Freepik
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Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.
Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.
O que são meios de pagamento?
Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.
Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.
Principais tipos de meios de pagamento
1. Dinheiro em espécie
Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.
Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.
Vantagens:
Desvantagens:
- Dificuldade de controle financeiro;
- Falta de segurança.
2. Cartões de crédito e débito
Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.
Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..
Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.
Vantagens:
- Conveniência;
- Aumento das vendas por parcelamento.
Desvantagens:
- Taxas para o lojista;
- Prazo de recebimento (no crédito).
3. Transferências bancárias
Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.
Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.
Vantagens:
- Segurança;
- Baixo custo em alguns casos.
Desvantagens:
- Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
- Menos prático para o consumidor final.
4. Pagamentos instantâneos
Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.
Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.
Vantagens:
- Liquidação imediata;
- Baixo custo;
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Desvantagens:
- Dependência de tecnologia;
- Necessidade de atenção à segurança.
5. Carteiras digitais
Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.
Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.
Vantagens:
- Agilidade;
- Melhor experiência do usuário.
Desvantagens:
6. Boletos bancários
Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.
Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.
Vantagens:
- Inclusão financeira;
- Sem necessidade de cartão.
Desvantagens:
- Prazo de compensação;
- Maior risco de abandono de compra.
Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio
A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:
Perfil do público-alvo
Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.
Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.
Tipo de negócio
O modelo da sua empresa também influencia diretamente na escolha dos meios de pagamento mais adequados. No caso de um e-commerce, é essencial oferecer diversidade, incluindo cartões de crédito, débito, boleto bancário, pagamentos instantâneos e carteiras digitais. Isso reduz o abandono de carrinho e amplia as chances de conversão.
Já em lojas físicas, a prioridade costuma ser a agilidade. Nesse cenário, pagamentos por aproximação, cartões e débito são mais eficientes. Para empresas de serviços, especialmente aquelas que trabalham com recorrência, opções como transferências, cobranças automáticas e assinaturas podem ser mais vantajosas.
Custos e taxas envolvidos
Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.
Cartões de crédito, por exemplo, geralmente envolvem taxas por transação e prazos maiores para recebimento dos valores. Já pagamentos instantâneos tendem a ter custos mais baixos e liquidação imediata. Além disso, é importante considerar outros custos, como aluguel ou compra de maquininhas, tarifas bancárias e integração com plataformas de pagamento.
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A forma como o pagamento é realizado impacta diretamente na experiência do consumidor. Processos complicados, lentos ou com muitas etapas podem gerar frustração e aumentar significativamente o abandono de compras.
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Aumento da conversão de vendas
Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.
Inclusão de diferentes perfis de clientes
A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.
Boas práticas para otimizar seus meios de pagamento
Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.
Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.
Imagens: Freepik
Notícias
Super Rio Expofood 2026 começa no Rio nesta terça-feira
Published
4 dias agoon
março 17, 2026By
Jose Marques
A 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood tem início nesta terça-feira (17), no Riocentro, na Barra da Tijuca, reunindo autoridades públicas, representantes do setor supermercadista e profissionais do food service. A cerimônia oficial de abertura está prevista para as 13h.
O evento integra o calendário de negócios da cidade do Rio de Janeiro e deve contar com a presença de representantes dos poderes executivo e legislativo em níveis municipal, estadual e federal. Entre os nomes confirmados estão o governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere. Também são esperados parlamentares, vereadores e gestores de áreas ligadas ao turismo e à defesa do consumidor.
Durante a solenidade, o presidente da ASSERJ (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, será empossado como presidente da ALAS para o biênio 2026-2027. A posse marca a participação de lideranças brasileiras em entidades internacionais do setor.
Programação inclui convenção e debates sobre gestão
Após a abertura oficial, a programação segue com a Convenção das Américas, espaço dedicado a palestras e debates com convidados. O primeiro painel está previsto para as 16h e contará com a participação do ex-jogador Bebeto, campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994.
O painel, intitulado “A Tática do Campeão: Liderança, Disciplina e Gestão de Egos”, abordará temas relacionados à liderança e à gestão de equipes, com mediação do apresentador Getulio Vargas.
Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a realização do evento reforça a posição da cidade como sede de encontros voltados a negócios e contribui para a movimentação econômica local.
Conteúdo técnico aborda varejo e legislação
A programação técnica do evento está distribuída em diferentes espaços temáticos. No palco SRE Expertise – Varejo & Negócios, as atividades têm início às 15h com um painel sobre a atuação da defesa do consumidor em processos de fiscalização e denúncias.
O debate contará com a participação do secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e da diretora de fiscalização do Procontur, Elisa Freitas.
Na sequência, o advogado tributarista Mozarth Wierzchowski apresenta uma palestra sobre os impactos da reforma tributária nos supermercados. O tema também será discutido em painel que reunirá especialistas do setor para tratar dos efeitos das mudanças fiscais tanto para o varejo quanto para o segmento de alimentação fora do lar.
A agenda inclui ainda discussões sobre estratégias de delivery próprio e práticas de prevenção de perdas, com participação de profissionais ligados à operação de empresas do setor.
Gastronomia e políticas públicas em destaque
Outro espaço do evento, o palco SRE Expertise – Sabores & Ideias, concentra debates voltados à gastronomia e ao ambiente de negócios. A programação tem início às 15h com um painel sobre o cenário econômico da gastronomia no estado do Rio de Janeiro, incluindo oportunidades e desafios para o setor.
Entre os participantes está o subsecretário da JUCERJA, Tiago Moura. Em seguida, representantes da AgeRio e do Sebrae apresentam informações sobre crédito e financiamento para negócios gastronômicos.
A programação também inclui discussões sobre políticas públicas e temas relacionados à formalização de empresas e ao ambiente regulatório, com participação da Comissão de Gastronomia da OAB/RJ.
Demonstrações culinárias e aulas-show na Super Rio Expofood
Além dos painéis técnicos, o evento conta com o espaço Gourmet Show, voltado a apresentações culinárias. As atividades começam às 14h30 e incluem aulas-show e demonstrações conduzidas por chefs convidados.
Entre os participantes da SRE – Super Rio Expofood 2026 estão a chef Maristella Sodré, representantes do Mesa Brasil Sesc, a chef Paula Marques, o chef João Lucas e o chef francês Ramão Hendrischky, que apresentará técnicas de cozinha tradicional.
Notícias
A Era da Audiência – Central do Varejo
Published
7 dias agoon
março 15, 2026By
Jose Marques
2026 mal começou, mas já apresenta sinais claros de que algumas tendências anunciadas em janeiro devem ganhar ainda mais força ao longo do ano. Na maior feira de varejo do mundo, por exemplo, uma das ideias mais discutidas foi a de que a inteligência artificial deve ser entendida como uma ferramenta — um meio — e não como o objetivo final.
Em um cenário em que se torna cada vez mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que não é, a verdade passa a ser um fator determinante para os negócios. Ao mesmo tempo, vivemos em um ambiente onde múltiplas telas disputam, a todo instante, a nossa atenção na palma da mão. Para as empresas, essa disputa é exatamente a mesma: vencer a batalha pela atenção.
É por isso que digo que a era da audiência já começou — e talvez a gente ainda não tenha percebido completamente o que está acontecendo. A partir de agora, construir audiência passa a ser um ativo ainda mais valioso do que focar exclusivamente na conversão imediata, seja ela capturar um contato ou fechar uma venda.
A evolução da comunicação não mudou os princípios fundamentais do negócio. Antigamente, pagava-se mais caro por um ponto comercial com grande fluxo de pessoas perto da loja. Isso continua existindo no ambiente digital — o que mudou foi apenas o formato.
Por isso, em 2026, é fundamental ter consciência das possibilidades de geração de audiência. Sem dúvida, esse será um dos ativos mais importantes para qualquer negócio nos próximos anos.
E como fazer isso? É justamente o que vamos discutir ao longo das próximas colunas. Vou trazer uma série de reflexões e estratégias para ajudar você a destravar o seu negócio — e, principalmente, a construir a sua audiência.
Boa semana!
Leia também: Uma guerra no meio do caminho
(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.
Imagem: Freepik
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