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AXIA troca ativos com ISA Energia, recebe R$ 1,17 bi e converterá ações

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AXIA troca ativos com ISA Energia, recebe R$ 1,17 bi e converterá ações

A AXIA Energia chegou a um acordo com a ISA Energia para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a antiga Eletrobras receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro. 

Em paralelo, a AXIA conseguiu aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais.

Na prática, a conversão facilitará uma eventual venda pela AXIA de sua participação na ISA Energia no futuro, uma fonte próxima à companhia disse ao Brazil Journal

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O anúncio de hoje é mais um exemplo da estratégia do CEO Ivan Monteiro e do CFO Eduardo Haiama de gerar valor por meio de transações envolvendo ativos nos quais a AXIA detém participações minoritárias.

A conversão de ações na ISA transformará cada papel ordinário em uma ação preferencial. 

A ação ON da ISA Energia fechou hoje a R$ 32,60, e a PN a R$ 28,07. 

Apesar da diferença de preço, a ação PN concentra praticamente toda a liquidez, uma vez que a ISA Capital tem 80,9% dos papéis ON. Outros 9,7% estão nas mãos da AXIA. 

Já na negociação de troca de ativos, a ISA Energia está adquirindo os 49% detidos pela AXIA e sua subsidiária AXIA Nordeste na IE Madeira. 

Essa empresa controla o chamado Linhão do Madeira, um sistema de transmissão que atravessa 2.380 km para levar a energia das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, até o Sudeste. 

De outro lado, a AXIA Nordeste está comprando os 51% da ISA Energia na IE Garanhuns, que opera duas subestações e linhas de transmissão com 633 km em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Ao final das transações, a ISA Energia terá 100% do Linhão do Madeira, e a AXIA será a única dona da IE Garanhuns. 

Na transação, que a AXIA descreve como um “descruzamento de ativos”, a ISA Energia fará ainda um pagamento de R$1,17 bilhão – uma vez que a IE Madeira tem um valuation maior que a IE Garanhuns.

O Linhão do Madeira tem receita anual (RAP) de R$ 760,7 milhões (líquidos de PIS e Cofins) no ciclo 2025/26, e EBITDA regulatório de R$ 660,1 milhões em 2025. A dívida líquida é de R$ 588,2 milhões.

Já a IE Garanhuns possui RAP (sem PIS e Cofins) de R$ 157,9 milhões no ciclo 2025/26, e encerrou 2025 com EBITDA regulatório de R$ 134,2 milhões. O ativo vem com dívida líquida de R$ 42,6 milhões. 

A transação segue o plano da AXIA de otimizar sua ampla carteira de participações minoritárias herdadas de seus tempos de estatal.

Nesses negócios, a empresa tem assumido o controle de algumas operações e se desfeito de outras – em algumas ocasiões embolsando valores.

Nos últimos anos, esses descruzamentos de ativos envolveram transações com grupos como Neoenergia e Copel. A AXIA também vendeu sua fatia na Emae à Sabesp.

Em 2024, a AXIA vendeu uma fração de sua participação na ISA Energia em uma oferta que levantou mais de R$ 2 bilhões – mas ainda mantém 21,6% do capital total da empresa, com 25,1 milhões de ações ordinárias e 117,39 milhões de ações preferenciais. 

A ISA disse que o período para conversão de seus papéis vai de 20 de março a 3 de abril – e outros acionistas também poderão aderir. Poderão ser convertidos até 5% do capital da companhia, com um limite de 3% por acionista.

Na troca de ativos, o Santander Brasil e o escritório Machado Meyer assessoraram a ISA Energia.

A AXIA foi assessorada pelo Citi e Lefosse Advogados. 




Luciano Costa




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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

À medida que a guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã e o consequente bloqueio no Estreito de Ormuz reduzem o fornecimento global de petróleo, os viajantes têm motivos válidos para se preocupar com o custo e a disponibilidade de voos.

O chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que os países europeus podem ficar sem combustível de aviação em poucas semanas, forçando as companhias aéreas do continente e as transportadoras que voam para a Europa a diminuir significativamente a oferta de voos.

Muitas aéreas já aumentaram as taxas de bagagem despachada ou adicionaram sobretaxas de combustível, já que o preço global do querosene de aviação saltou de cerca de US$ 99 por barril no final de fevereiro para até US$ 209 por barril no início de abril.

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Em um sinal dos impactos contínuas do conflito sobre o turismo, a Air Canada disse na última sexta-feira que planejava suspender seu serviço para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York, de 1º de junho até 25 de outubro, para reduzir seus custos com combustível.

Outras companhias aéreas, desde transportadoras dos EUA como United e Delta até Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific na Europa e Ásia, reduziram rotas e aumentaram os preços dos bilhetes ou disseram que os elevariam se a guerra impedisse o petróleo de ser escoado pelo Estreito de Ormuz.

Analistas ouvidos pela Associated Press dizem que é muito difícil para as companhias aéreas fazerem previsões neste ambiente, o que torna provável que seus preços permaneçam elevados por algum tempo, até que as condições se normalizem.

Neste sábado, o Irã voltou a fechar a navegação pelo Estreito, em retaliação à manutenção pelos EUA do bloqueio naval a portos e embarcações iranianas.

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

A decisão de Nova Jersey de cobrar US$ 150 (cerca de R$ 750) pelo transporte de ida e volta para os jogos da Copa do Mundo terá um “efeito inibidor” sobre os torcedores, alertou a Fifa, já que a tarifa representa um aumento de 10 vezes em relação aos US$ 15 usuais para a rota.

O salto drástico no preço eleva ainda mais o custo para quem vai aos jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, cujos ingressos podem chegar a milhares de dólares, especialmente no mercado de revenda. O MetLife Stadium sediará oito partidas, incluindo a final de 19 de julho.

O presidente-executivo da New Jersey Transit, Kris Kolluri, defendeu os novos preços, citando o maior volume de passageiros — devido ao fechamento do estacionamento público ao redor do estádio — e o aumento dos custos decorrentes das exigências de segurança da Copa do Mundo.

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Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, disse que o aumento forçará os torcedores a buscar alternativas.

“O atual modelo de preços da NJ Transit terá um efeito inibidor. Tarifas elevadas inevitavelmente empurram os torcedores para opções alternativas de transporte”, afirmou Schirgi em comunicado.

“Isso aumenta as preocupações com congestionamentos, chegadas tardias e cria efeitos em cascata mais amplos que, em última análise, reduzem o benefício econômico e o legado duradouro que toda a região pode obter com a realização da Copa do Mundo.”

“Além disso, estabelecer arbitrariamente preços elevados e exigir que a Fifa absorva esses custos não tem precedentes. Nenhum outro evento global, show ou grande promotor esportivo enfrentou tal exigência.”

Governadora diz que “Fifa deve pagar”

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, disse anteriormente que a NJ Transit havia sido “deixada com uma conta de US$ 48 milhões” para garantir a segurança dos torcedores, enquanto a Fifa estaria arrecadando US$ 11 bilhões.

“Não vou deixar que os passageiros de Nova Jersey paguem essa conta pelos próximos anos. A Fifa deve pagar pelas viagens”, afirmou Sherrill.

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A Fifa contestou a declaração da governadora, dizendo que os US$ 11 bilhões se referem à receita, não ao lucro.

“A Fifa sempre foi uma organização sem fins lucrativos, de acordo com nossos estatutos. As receitas da Copa do Mundo são reinvestidas no desenvolvimento do futebol, especialmente para jovens e mulheres, em todo o mundo”, acrescentou Schirgi.

“Por fim, aplaudimos nossos parceiros das cidades-sede em todo o país, que abraçaram a oportunidade de mostrar suas regiões aos visitantes, oferecendo tarifas de baixo custo — e muitas vezes inalteradas — para o transporte coletivo.”

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

Com os investidores domésticos ainda um tanto ressabiados, e contidos por uma taxa de juros real ainda muito atrativa, o fluxo de compras para a Bolsa segue sustentado pelo ingresso estrangeiro líquido, fundamental, como no fim do ano passado, para a sucessão de recordes empreendida pelo Ibovespa entre meados de janeiro e o fim de fevereiro, e retomada agora, em abril.

Bruno Takeo, estrategista da Potenza, avalia que o investidor internacional tem mantido avaliação positiva sobre o Brasil, o que, na sua visão, abre espaço para novas altas do Ibovespa. “O estrangeiro vê o Brasil com bons olhos, mesmo com a eleição”, diz.

Para Takeo, o mercado externo tende a olhar mais para a direção da política econômica do que para o nome do vencedor em 2026. “Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, é mais do mesmo. Se mudar, pode melhorar.”.

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A proximidade do Ibovespa dos 200 mil pontos abre espaço para o principal indicador da B3 buscar a região de 220 mil a 225 mil pontos, potencialmente com a eleição – ou até acima disso – se os vetores atuais permanecerem, na avaliação de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

Segundo ele, o Ibovespa vive um bull market sólido, iniciado por volta de maio de 2025, sem sinais claros de reversão – embora em meio, crescentemente, a um ambiente de forte volatilidade. Mollo aponta combinação de alguns gatilhos que ainda sustentam a tendência de alta do índice e que ajudam a explicar por que o Brasil tem atraído fluxo estrangeiro mesmo em cenário global tornado mais incerto pela tensão geopolítica.

Segundo o analista da Daycoval, o principal vetor é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a taxa doméstica ainda elevada, investidores internacionais têm direcionado capital ao País em busca de remuneração: parte fica em renda fixa e outra parcela migra para a Bolsa. “Nesse cenário, o dinheiro tem saído dos EUA para o Brasil”, resume. A dinâmica ganha força à medida que a inflação global volta a pressionar, reduzindo o espaço para cortes de juros nas economias desenvolvidas.

Outro elemento relevante, na leitura do analista, é o peso do petróleo na composição do Ibovespa. Com a alta da commodity, o mercado brasileiro – bastante exposto a empresas do setor, como Petrobras e companhias juniores de exploração e produção – tende a capturar parte desse movimento. Ao mesmo tempo, a magnitude da valorização do petróleo tem contribuído para a desvalorização do dólar futuro no Brasil, o que também influencia o posicionamento de investidores, diz.

No cenário doméstico, Mollo destaca que o País tem se diferenciado de outros emergentes ao combinar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), desemprego baixo e inflação ainda relativamente próxima da meta. Esse conjunto, somado ao carrego proporcionado pelos juros altos, tem colocado o Brasil como uma espécie de “porto seguro” relativo dentro do universo emergente, especialmente enquanto persistirem as incertezas externas, como a guerra e seus efeitos sobre energia e preços, na visão do analista da Daycoval Corretora.

Selic

Para a política monetária, Mollo espera um corte de 0,25 ponto porcentual, mas chama atenção para a possibilidade de o Banco Central sinalizar pausa para reavaliar os impactos do petróleo sobre a inflação. Se o “gap” de juros entre Brasil e economias desenvolvidas continuar alto por mais tempo, acredita que a tendência é que o fluxo estrangeiro siga favorecendo o mercado brasileiro.

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No radar, a eleição aparece como um fator relevante, mas não necessariamente o principal foco de estresse no curto prazo, na visão de Mollo. Conforme ele, apesar de acirrada e polarizada, a disputa tem se desenrolado com volatilidade menor do que em outros anos, com dois candidatos vistos como mais moderados. Ainda assim, ele ressalta que o tema decisivo para o investidor será o fiscal. Segundo o analista, qualquer que seja o vencedor, será necessário apresentar uma solução “concreta” para a trajetória da dívida pública.

Ele também chama atenção para uma possível rotação setorial na B3. Em caso de mudança no quadro político ou de percepção sobre estatais, Petrobras poderia sofrer uma realização mais forte e parte do dinheiro migraria para setores domésticos que ainda estariam “defasados”, como construção civil, varejo e bancos. Mollo, porém, não vê uma fuga estrutural de investimentos, mas sim realocações internas conforme a mudança do ambiente.

Quanto às ações de bancos, a leitura é de que os juros altos podem pesar, mas compensar por meio da melhora do spread. Já o varejo “ainda não andou muito” e tenderia a reagir de forma mais consistente quando os juros começarem a cair com mais força – movimento que, na visão dele, depende da redução das incertezas globais, com a guerra passando a segundo plano.

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Por fim, Mollo observa que mudanças de postura no cenário internacional – como uma alteração de orientação política nos EUA – podem seguir como fonte importante de volatilidade, elevando o prêmio de risco e tornando mais difícil projetar movimentos com precisão. Ainda assim, ele resume o momento com uma diretriz: apesar do ruído, a tendência do Ibovespa continua a ser de alta, e o bull market prossegue sólido e consistente.

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