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Como a IA está redesenhando o varejo de moda e o ciclo de vida dos produtos

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Como a IA está redesenhando o varejo de moda e o ciclo de vida dos produtos


O painel Como impulsionar uma revolução no varejo com inovação em inteligência artificial, realizado durante a NRF 2026, reuniu Martin Sokalski, principal da área de Advisory da KPMG, e Yang Lu, Chief Information & Digital Officer da Tapestry, para discutir como a IA está deixando de ser apenas uma ferramenta de produtividade de backoffice e passando a ocupar um papel central na criação de produtos, no marketing e na jornada de compra.

Segundo os participantes, grande parte das discussões atuais sobre IA ainda está concentrada em eficiência operacional. No entanto, o maior impacto tende a ocorrer na forma como produtos são concebidos, testados, distribuídos e descobertos pelos consumidores.

IA aplicada à criação de produtos e ao desejo do consumidor

Yang Lu explicou que, como grupo de moda, o principal desafio da Tapestry é continuar criando produtos que gerem desejo de forma consistente. “A inovação em IA nos ajuda a acelerar o ciclo criativo sem perder identidade”, afirmou.

A executiva detalhou o conceito de digital creation twin, no qual modelos de IA são treinados para compreender profundamente o DNA criativo da empresa. “Precisamos traduzir quem somos em prompts. A partir disso, a IA consegue gerar ideias criativas alinhadas à nossa identidade”, disse.

Recentemente, a Tapestry anunciou uma parceria com a Adobe para uso do Adobe Firefly, ferramenta de IA generativa que permite criar “gêmeos digitais” de produtos. Com isso, a empresa consegue testar virtualmente designs, cores e texturas antes de produzir amostras físicas.

“Isso muda completamente a forma de trabalhar”, afirmou Lu. “Reduzimos desperdício, aceleramos lançamentos e conseguimos testar criativos em canais digitais antes de qualquer produção física.”

Criatividade aumentada, não substituída

Lu ressaltou que a IA não substitui o time criativo, mas amplia seu alcance. “Temos equipes muito criativas e críticas no sentido certo. A IA entra como ferramenta para direcionar melhor essa criatividade”, disse.

Segundo ela, a mudança impacta diretamente o ciclo de vida do produto, permitindo decisões mais rápidas e informadas desde a concepção até a entrada no mercado.

IA no front da loja e na operação

Além da criação, a Tapestry vem usando IA em ferramentas internas voltadas para equipes de loja. Entre os exemplos citados estão o Tell Rexy e o Ask Rexy, soluções de IA generativa que permitem capturar feedback estruturado dos vendedores sobre o que os clientes estão buscando e responder dúvidas operacionais em tempo real.

No marketing, a empresa utiliza modelos preditivos para definir o melhor momento de enviar comunicações, como e-mails e ofertas personalizadas, com base no histórico de compras e na probabilidade de conversão de cada cliente.

A IA também é aplicada à previsão de demanda e à alocação de estoque. “Usamos machine learning para garantir que o produto certo esteja na loja certa”, afirmou Lu.

Descoberta de produtos e o fim do SEO como conhecemos

Martin Sokalski destacou que a descoberta de produtos passa por uma transformação estrutural. “O SEO continua sendo importante, mas estamos entrando em uma nova fase”, afirmou. Segundo ele, o mercado começa a migrar de search engine optimization para AI optimization.

“O Google ainda tem uma posição dominante, mas o comportamento do consumidor está mudando”, disse. Sokalski apontou que consumidores, especialmente da Geração Z, frequentemente iniciam sua jornada no TikTok e depois recorrem a ferramentas de IA para obter respostas mais aprofundadas.

Pesquisas citadas no painel indicam que 55% dos consumidores acreditam que a IA já deveria indicar diretamente quais produtos comprar. “As pessoas estão cansadas de procurar”, afirmou. Segundo ele, muitos consumidores dizem confiar mais nas recomendações da IA do que em amigos ou familiares.

Do consumidor digital ao “machine customer”

Sokalski afirmou que o varejo caminha para a era do machine customer. “O consumidor digital já está aqui. Agora falamos de consumidores influenciados por máquinas e agentes de IA”, disse.

Nesse contexto, o agentic commerce tende a ganhar escala. Ele citou movimentos recentes de grandes plataformas, como anúncios de compra direta em ferramentas da OpenAI, iniciativas do Google em protocolos universais de comércio e avanços da Amazon nesse mesmo sentido.

“Tudo isso aconteceu nos últimos meses. É uma mudança muito rápida”, afirmou.

Estar onde o consumidor está

Para os executivos, o principal pressuposto estratégico é presença. “Precisamos estar onde o consumidor está”, disse Sokalski. “Se ele compra na Amazon, precisamos estar lá. Se a jornada acontece em agentes de IA, precisamos estar lá também.”

Segundo ele, isso exige investir em canais considerados estratégicos para a formação de opinião, como blogs especializados e criadores de conteúdo. “Essas fontes alimentam os sistemas de IA. A voz da marca precisa estar presente de forma autêntica”, afirmou.

Lu resumiu a mudança de lógica da jornada. “Antes, o consumidor vinha até o nosso site. Agora, o consumidor vai até um agente, e é o agente que vem até nós”, concluiu.

Imagem: Patricia Cotti
Em colaboração com Patricia Cotti e Marcos Luppe

(*) Jorge Inafuco é sócio-diretor da empresa LEADERS LAB TREINAMENTO & CONSULTORIA EMPRESARIAL, consultor, palestrante e professor da HSM Educação Executiva e do MBA FIA. Expert em Varejo com mais de 35 anos de experiência, foi diretor de Retail & Consumer da PwC, do Grupo Carrefour e do Grupo Pão de Açúcar.

*A missão NRF 2026 é uma realização da Central do Varejo, com patrocínio da TOTVS e Getnet.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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