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28/9: Dia do Acesso à Informação chama atenção para a transparência algorítmica

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No dia 28 de setembro, o mundo celebra o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, uma data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a transparência e o direito de todos os cidadãos ao acesso à informação. Esta data não apenas ressalta a importância da informação como um bem público, mas também lança luz sobre os desafios contemporâneos que envolvem a manipulação de dados pessoais por empresas.

Em síntese, a transparência e o acesso à informação são pilares fundamentais de sociedades democráticas, permitindo que os cidadãos estejam informados e possam participar ativamente da vida privada e pública. No entanto, à medida que a tecnologia avança e a coleta de dados se torna cada vez mais sofisticada, surge uma preocupação crescente: até que ponto os dados pessoais estão sendo utilizados de maneira ética e transparente?

A linha que separa a transparência da manipulação é, de fato, bastante tênue. Enquanto as empresas alegam utilizar dados para oferecer serviços personalizados e melhorar a experiência do usuário, muitas vezes essa coleta de informações ocorre sem o consentimento adequado ou sem que os indivíduos compreendam completamente como seus dados estão sendo utilizados. A pergunta que fica é: em primeiro lugar, será que essa prática pode levar a uma forma de manipulação? E se os dados estiverem sendo usados para influenciar comportamentos e decisões, em vez de simplesmente informar?

Nesse contexto, o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação nos provoca a refletir sobre a responsabilidade das instituições – tanto públicas quanto privadas – em garantir que a transparência não se transforme em uma ferramenta de controle.

Privacidade versus segurança

De acordo com a Daryus Consultoria, apenas 20% das empresas no Brasil estão totalmente adequadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Analogamente, estudos indicam que 74% dos consumidores se sentem influenciados por conteúdos veiculados nas redes sociais. Em conclusão, este quadro evidencia um paradoxo: enquanto os consumidores valorizam a segurança de suas informações pessoais, uma grande parte das empresas ainda não se conformou plenamente às normas de privacidade.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) intensificou suas atividades de fiscalização em 2024, resultando em um aumento significativo no número de autuações. E mais, recentemente, em 18 de setembro, a Medida Provisória nº 1.317/25 conferiu à ANPD o poder de agência reguladora. Agora, com a nova estrutura, a ANPD ganha mais autonomia em suas funções, tanto administrativas quanto financeiras. A começar pela criação da carreira Especialista em Regulação de Proteção de Dados.

Careca do INSS

Thiago Muniz, professor da FGV.

Um caso notório envolveu a exposição de dados sensíveis de beneficiários do INSS, com mais de 90 milhões de consultas realizadas sem justificativa operacional. O caso “Careca do INSS” gerou uma série de preocupações sobre a segurança da informação e a privacidade dos cidadãos. A investigação apontou que o acesso indevido aos dados foi realizado por funcionários do próprio INSS, o que evidenciou falhas significativas nos controles internos e na gestão do acesso à informação sensível.

“Nós vivemos uma era em que as pessoas têm amplo acesso à informação sobre produtos e serviços. Entretanto, paradoxalmente, os consumidores estão mais suscetíveis sim à manipulação. As empresas dispõem hoje de tecnologias avançadas para mapear comportamentos, preferências e até estados emocionais dos consumidores em tempo real. Devemos pautar o uso desses dados pela responsabilidade.” Quem afirma é Thiago Muniz, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e CEO da Receita Previsível.

Muniz alerta que o desafio reside em assegurar que as informações sejam empregadas para atender genuinamente às necessidades dos consumidores, e não para explorar suas vulnerabilidades. “Quando uma empresa utiliza dados para criar uma urgência artificial ou explorar inseguranças pessoais, ela ultrapassa a linha entre um marketing inteligente e uma manipulação predatória”, complementa.

IA e personalização extrema

Kenneth Corrêa, professor de MBA da FGV.

A crescente adoção de IA para análise comportamental ressalta essa preocupação. “A IA está transformando a maneira como grandes empresas processam e utilizam dados pessoais para influenciar decisões de compra. Algoritmos conseguem prever com precisão não apenas o que você irá comprar, mas também quando estará mais propenso a fazê-lo”, afirma Kenneth Corrêa, professor de MBA da FGV.

Kenneth, palestrante em Inteligência Artificial, especialista em dados e autor do livro Organizações Cognitivas: Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes, enfatiza que o acesso à informação atualmente não se limita ao conhecimento sobre quais dados as empresas coletam. Pelo contrário: ele se estende à compreensão de como esses dados são processados, correlacionados e utilizados em estratégias de influência. “A transparência algorítmica deveria ser um direito fundamental do consumidor na era digital.”

Recomendações para consumidores

No contexto do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, os especialistas sugerem que os consumidores adotem as seguintes práticas:

  1. Leia as políticas de privacidade antes de fornecer dados.
  2. Questione as empresas sobre o uso de suas informações pessoais.
  3. Utilize ferramentas de controle de cookies e rastreamento.
  4. Reporte práticas suspeitas às autoridades competentes.
  5. Leia os termos de uso, especialmente as letras miúdas.
  6. Compreenda quais permissões está concedendo e adote práticas seguras para gerenciar seus dados.
  7. Utilize autenticação em dois fatores (2FA) para proteger contas pessoais.
  8. Monitore regularmente se seus dados foram expostos em vazamentos.
  9. Revise periodicamente as permissões de aplicativos instalados no celular.
  10. Prefira empresas que adotam selos de conformidade ou demonstram práticas claras de proteção de dados.

Empoderamento do consumidor

“O desafio que se impõe, decerto, transcende a tecnologia; trata-se de um compromisso ético entre empresas, governo e sociedade. A informação pode empoderar o consumidor, mas seu uso inadequado pode comprometer a autonomia de escolha e corroer a confiança. Em resumo, em um mundo cada vez mais orientado por dados e algoritmos, garantir transparência, responsabilidade e educação digital não é apenas uma questão de conformidade legal, mas um passo essencial para preservar a liberdade de decisão do indivíduo”, esclarece Kenneth Corrêa.

Nesse ínterim, a data de 28 de setembro serve como um lembrete de que o acesso à informação é um direito fundamental. E que, na era digital, deve incluir a transparência sobre como nossos dados são coletados, processados e utilizados para nos influenciar como consumidores.

“Mais do que nunca, as empresas precisam entender que a confiança é o ativo mais valioso que podem conquistar. A transparência no uso de dados não deve ser vista como um obstáculo, mas como uma oportunidade para construir relacionamentos duradouros com os clientes. Quando a ética orienta as estratégias de marketing, todos se beneficiam: a marca, que fortalece sua reputação, e o consumidor, que se sente respeitado em suas escolhas”, conclui Thiago Muniz.

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LLC: o que é e como funcionam as sociedades limitadas nos EUA

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LLC: o que é e como funcionam as sociedades limitadas nos EUA


O que é uma LLC (Limited Liability Company)

A LLC (Limited Liability Company) é um tipo de estrutura jurídica muito comum nos Estados Unidos que combina responsabilidade limitada dos sócios com flexibilidade de gestão e tributação. Nessa configuração, os proprietários (chamados de members), em regra, não respondem com seu patrimônio pessoal por dívidas e obrigações da empresa, desde que sejam respeitadas as exigências legais.

Do ponto de vista fiscal, a LLC é reconhecida pela Internal Revenue Service (IRS) como uma entidade que pode ter diferentes enquadramentos tributários, dependendo do número de sócios e das opções feitas junto ao fisco. Uma LLC com um único membro, por exemplo, tende a ser tratada como uma entidade “desconsiderada” para fins de imposto federal, enquanto empresas com mais sócios costumam ser tratadas como partnerships, salvo opção por tributação como corporação.

Principais características da LLC

Entre os atributos mais associados a esse modelo estão:

  • Responsabilidade limitada, que separa, em condições normais, o patrimônio pessoal dos sócios do patrimônio da empresa.

  • Flexibilidade tributária, permitindo diferentes formas de apuração e declaração de impostos, conforme a estrutura escolhida.

  • Gestão adaptável, que pode ser feita diretamente pelos sócios (member-managed) ou por gestores nomeados (manager-managed), conforme previsto no acordo interno da empresa.

  • Menor formalidade quando comparada a corporações tradicionais, especialmente no que diz respeito à governança e à estrutura administrativa.

Diferenças entre LLC e outras estruturas jurídicas

A LLC costuma ser comparada a outros formatos empresariais comuns:

Empresa individual (sole proprietorship)
É mais simples de abrir e administrar, mas não oferece a mesma separação entre pessoa física e jurídica. Em caso de dívidas ou processos, o patrimônio pessoal do empreendedor tende a ficar mais exposto.

Sociedade (partnership)
Pode envolver dois ou mais sócios e diferentes arranjos de responsabilidade. Em muitos casos, a LLC é escolhida justamente por oferecer uma proteção patrimonial mais clara, aliada à flexibilidade contratual.

Corporação (C-Corp ou S-Corp)
Normalmente exige mais formalidades, regras rígidas de governança e, em alguns cenários, maior complexidade tributária. A LLC, por outro lado, permite maior liberdade para definir distribuição de resultados, administração e entrada ou saída de sócios.

Por que a LLC é atrativa para empreendedores do varejo

No varejo (seja físico, digital ou híbrido) a operação envolve contratos, fornecedores, logística, meios de pagamento, atendimento ao consumidor e eventuais disputas legais. Nesse contexto, a responsabilidade limitada se torna um ponto relevante na hora de estruturar o negócio.

Outro fator é a flexibilidade societária. Operações varejistas podem reunir fundadores, investidores, parceiros estratégicos e operadores regionais. A LLC permite desenhar essas relações de forma contratual, por meio do operating agreement, sem a rigidez típica de outras estruturas.

Além disso, dados divulgados pelo estado de Delaware (uma das jurisdições mais conhecidas para abertura de empresas) indicam que as LLCs representam a maioria das novas formações empresariais no estado, refletindo a popularidade do modelo entre pequenos e médios negócios.

LLC e internacionalização do varejo

Com o avanço do e-commerce, do cross-border e da atuação em marketplaces internacionais, muitos empreendedores brasileiros do varejo passam a considerar a abertura de empresas no exterior. A LLC aparece com frequência nesses movimentos por ser um formato conhecido por bancos, plataformas digitais, operadores logísticos e parceiros comerciais nos Estados Unidos.

Pontos de atenção

Apesar das vantagens, a escolha por uma LLC exige análise. As regras variam conforme o estado americano onde a empresa é registrada, incluindo taxas, obrigações anuais e exigências administrativas. A Small Business Administration (SBA) também alerta que detalhes como a transferência de participação entre sócios e a forma de dissolução da empresa devem estar claramente previstos no acordo interno para evitar problemas futuros.

Uma estrutura estratégica, mas não automática

Em síntese, a LLC se consolidou como uma estrutura jurídica relevante para empreendedores que buscam proteção patrimonial, flexibilidade e eficiência operacional. No varejo, onde o risco e a complexidade fazem parte da rotina, esse modelo pode ser uma alternativa estratégica, desde que alinhada ao porte do negócio, ao plano de crescimento e às exigências legais envolvidas.

Leia também: 5 tendências da NRF 2026 para o varejo brasileiro  

Imagem: Freepik

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5 tendências da NRF 2026 para o varejo brasileiro  

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5 tendências da NRF 2026 para o varejo brasileiro  


A NRF 2026: Retail ‘s Big Show, maior evento global de varejo, trouxe um recado claro para o mercado: a inteligência artificial deixou de ser vitrine e passou a ser operação. Sob o tema The Next Now, a edição deste ano marca a transição definitiva do discurso sobre inovação para a execução em escala, com dados, fluidez e confiança.

Presente no evento, Adriana Garbim, vice-presidente Comercial da Cielo, acompanhou as principais discussões e destaca cinco sinais que ajudam a entender para onde o varejo está indo. 

“Mais do que tendências isoladas, elas revelam uma mudança estrutural na forma como marcas, consumidores e tecnologia se relacionam. A tecnologia certa é aquela que atua nos bastidores, garantindo segurança, fluidez e resiliência para que o varejista possa focar no que realmente importa: criar, vender e se relacionar com o cliente. O tempo dos testes isolados e o sucesso do varejo em 2026 não será definido por quem adota mais tecnologia, mas por quem constrói relações de confiança capazes de sustentar decisões feitas por humanos e por máquinas”, explica Garbim.

1. O comércio agêntico muda quem decide a compra

O varejo entra na era do agentic commerce, em que assistentes de inteligência artificial passam a mediar decisões de compra do início ao fim da jornada. Em vez de navegar por sites e comparar opções, o consumidor descreve uma necessidade e a tecnologia filtra, decide e executa.

“O setor está saindo da lógica da vitrine digital para a lógica da decisão automatizada. Quem não estiver preparado para ser lido por máquinas simplesmente deixa de existir nesse novo fluxo”, analisa Adriana.

Nesse cenário, não basta estar presente nos canais certos. É preciso ter estrutura, dados e processos capazes de sustentar decisões feitas por agentes de IA.

2. Dados limpos valem mais do que modelos avançados

Com a IA assumindo um papel ativo na descoberta e recomendação de produtos, a qualidade dos dados passa a ser mais relevante do que a sofisticação dos modelos.

“No Brasil, o varejista sempre foi muito bom em ‘gritar’ para atrair o cliente. Mas, em 2026, se você precisar gritar, é porque sua estratégia de dados falhou”, afirma a executiva. Segundo ela, a autoridade contextual passa a ser construída a partir de dados íntegros, bem estruturados e conectados à operação real, e não apenas por investimentos em mídia ou tecnologia de ponta sem base consistente.

3. O consumidor não enxerga canal, enxerga esforço

Outro sinal evidente da NRF 2026 é o fim definitivo da discussão sobre canais. Para o consumidor, a jornada é única, e qualquer fricção se traduz em abandono. “O cliente não separa físico de digital. Ele percebe esforço, atraso e inconsistência. A inovação de verdade é garantir que a promessa feita no digital seja entregue fisicamente com a mesma precisão”, destaca Adriana.

Nesse contexto, a experiência passa a ser medida pela fluidez entre descoberta, pagamento e entrega, independentemente do ponto de contato. 

4. O pagamento vira a camada de confiança invisível

Com a consolidação do comércio mediado por agentes, o meio de pagamento deixa de ser apenas a etapa final da transação e passa a atuar como validador de identidade, risco e legitimidade.

“O pagamento se torna o passaporte da transação. No Brasil, temos uma vantagem competitiva enorme: o consumidor já confia no Pix e na biometria. O desafio agora é integrar essa confiança histórica ao comércio por agentes, tornando o checkout tão fluido que o cliente quase não percebe, mas sabe que está seguro”, analisa.

A tendência aponta para pagamentos cada vez mais invisíveis, integrados e baseados em dados, sustentando jornadas rápidas e seguras.

5. Quando tudo é gerado por IA, a confiança vira critério de visibilidade

Na NRF 2026, uma mensagem ficou evidente: em um ambiente mediado por inteligências artificiais, não basta aparecer. É preciso ser confiável.

“As IAs não recomendam o que não confiam”, resume Adriana. A descoberta passa a seguir outra lógica: dados estruturados ajudam você a entrar no radar, mas é a autoridade construída ao longo do tempo que faz o agente avançar até a decisão de compra.

Segundo a executiva, no novo varejo, confiança deixa de ser um atributo subjetivo e assume um papel técnico, quase operacional. É ela que define quem ganha espaço nas recomendações, quem chega primeiro ao consumidor e quem se torna, de fato, a escolha preferida dos sistemas de IA.

Imagem: Central do Varejo

Acesse a cobertura da Central do Varejo da NRF 2026 clicando aqui

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Venda de material escolar recua em 2026 com orçamento mais apertado das famílias

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Venda de material escolar recua em 2026 com orçamento mais apertado das famílias


A venda de material escolar em 2026 apresenta forte retração, em meio a um orçamento mais restrito das famílias. Um estudo  realizado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR) em parceria com a FIA Business School aponta uma retração projetada de -5,9% nas vendas em 2026, após uma recuperação parcial em 2025 (+2,7%) e uma forte queda em 2024 (-8,2%).

Essa diminuição nas vendas, porém, não reflete uma diminuição na necessidade, mas sim restrições orçamentárias. Itens essenciais e de menor valor unitário (como canetas, lápis e papel sulfite) mostraram maior resiliência, enquanto produtos de maior valor agregado (cadernos, livros didáticos, mochilas, cadeiras e mesas de estudo) registraram quedas expressivas. O movimento indica substituição, reaproveitamento e postergação de compras, sobretudo entre famílias de renda média e baixa.

Uma exceção a esse comportamento foi observada na compra de uniforme escolar, que apresentou crescimento de 27,9% em 2026, associado à obrigatoriedade do item, o que limita a capacidade de ajuste das famílias. 

Outro fator que pode ter colaborado para a diminuição na venda de material escolar é o aumento dos preços. Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, os preços de material escolar acumularam alta de 29,5%, mais que o dobro do IPCA aproximado no período (14,3%). O descolamento evidencia pressões específicas de custos, como o encarecimento do papel, da logística, de insumos importados e do câmbio.

A análise regional revela que, em estados de menor renda, o gasto médio com material escolar consome entre 35% e 40% da renda média mensal, enquanto em estados de maior renda essa proporção fica abaixo de 25%. Esse percentual elevado se explica pela concentração dessas despesas no início de ano.

O mesmo cenário é identificado entre os alunos: 80% estão na rede estadual, onde o gasto absoluto é menor, mas o impacto relativo sobre a renda é significativamente maior. Com menor margem de ajuste, essas famílias tornam-se mais sensíveis aos aumentos de preços e adotam estratégias defensivas, como reduzir volumes, trocar marcas ou reutilizar materiais de anos anteriores. 

Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School: “A volta às aulas de 2026 ocorre em um ambiente mais duro do que o de 2025. O setor enfrenta queda de volume, inflação persistente e alta elasticidade à renda, o que reforça a necessidade de estratégias focadas em acessibilidade, como kits econômicos, promoções e parcelamento, ao mesmo tempo em que evidencia desafios estruturais ligados à desigualdade de renda e ao encarecimento contínuo dos insumos educacionais”, afirma ele.

Imagem: Freepik

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