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Trade 2026: 4 tendências que vão redefinir a execução no varejo

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Trade 2026: 4 tendências que vão redefinir a execução no varejo


Uma das grandes lições de quem lidera operações na América Latina é que o Trade não espera por ninguém. Ele muda rápido, desafia certezas e recompensa quem enxerga os movimentos antes da curva. E isso não é discurso: é dinâmica competitiva. Quem antecipa ganha eficiência, conversão e relevância; quem demora paga em ruptura, custo operacional e perda de espaço na gôndola.

Aliás, vale lembrar porque o PDV continua sendo tão decisivo: pesquisas de shopper behavior mostram que uma parcela enorme das decisões de compra acontece dentro da loja, com o resultado de “in store decision” variando entre 70% e 82%.

Ou seja: se a execução falha, não é só “um detalhe operacional”. É perda direta de resultado.

Ao observar a transformação do varejo e da execução em diferentes mercados, quatro movimentos já se mostram inevitáveis e devem moldar o Trade Marketing em 2026.

1) IA como motor de eficiência real: de promessa a infraestrutura

Em 2026, a IA deixa de ser “projeto piloto” e vira infraestrutura operacional. O que muda de verdade é o ganho de eficiência em tarefas que consomem tempo e orçamento, mas que quando bem executadas aceleram o  sell-out.

Na prática, isso se traduz em:

-Roteirização inteligente (visitar onde há maior oportunidade, em rota otimizada, garantindo mais tempo no PDV e menos na rua)

-Image recognition para checagem de planograma, ruptura, preço e visibilidade

-Auditorias automáticas e alertas em tempo real para corrigir desvio no mesmo dia

-Processos mais precisos de alocação, dimensionamento e priorização de ações

IA bem aplicada não substitui o time, mas multiplica-o! Um relatório do MIT Sloan sobre IA aponta que o uso de IA generativa pode melhorar a performance de trabalhadores qualificados em até 40%. O número varia por tarefa, mas a mensagem é clara: produtividade vai ser diferencial competitivo.

O que observar: se sua operação já está utilizando IA em atividades que podem ser otimizadas.

2) Hiperpersonalização na jornada do shopper: “não é convencer, é compreender”

Com Big Data + comportamento + IA, o trade entra em uma era em que ofertas, ativações e até sortimento podem se ajustar ao contexto: canal, missão de compra, momento e perfil do shopper. O salto aqui é menos sobre “fazer promoção” e mais sobre reduzir desperdício: ativar melhor, com mais precisão.

Isso não é teoria: o varejo vem se reorganizando para entender a loja como parte central da estratégia, inclusive como ativo de aceleração digital e de conexão com o consumidor. A consequência é clara: a personalização deixa de ser só mídia e vira execução.

O que observar: quais categorias permitem personalização por canal/cluster (sem virar complexidade impossível de executar). 

3) Execução mais qualificada e produtiva: eficiência com times melhores, não maiores

O futuro da execução não está em aumentar estruturas, mas em construir modelos mais inteligentes, com times mais qualificados e tecnologia como multiplicador. A lógica é simples: a execução no PDV tende a ficar mais técnica (dados, ferramentas, leitura de indicadores) e menos baseada em “checklist de presença”.

Falhas básicas continuam custando caro: a Harvard Business Review já falava sobre o peso de ruptura e indisponibilidade há anos, destacando seu custo real varejo e marcas. E uma análise mais recente reforça a dimensão do problema, estimando que stockouts custam perto de US$ 1 trilhão por ano globalmente, não só por vendas perdidas, mas por impactar a experiência e retorno do cliente. 

O que observar: se a sua operação mede produtividade de campo por impacto (ex.: redução de ruptura, ganho de share de gôndola, ganho de market-share na rede/pdv, execução da loja-perfeita) e não só por “visitas realizadas”.

4) PDV como experiência: a loja como palco decisivo da conversão

Com o omnichannel consolidado, a loja física evolui seu papel: deixa de ser apenas “ponto de venda” e vira espaço de experiência, educação e conexão emocional, fatores que elevam conversão e fortalecem fidelidade. O varejo vem discutindo isso com força: lojas que funcionam como destinos sensoriais e experiências memoráveis passam a justificar a presença física diante da conveniência do digital. 

O que observar agora: se suas ativações estão desenhadas para gerar fricção (barulho, excesso de mensagem, confusão) ou para gerar experiências memoráveis e conversão (entendimento rápido, prova, comparação, confiança).

2026 vai premiar quem opera com velocidade e precisão

No fim, essas tendências apontam para uma mesma direção: o Trade Marketing deixa de ser apenas execução e passa a ser um dos principais motores de crescimento do negócio. Em 2026, as marcas que se destacarem serão aquelas capazes de integrar tecnologia, pessoas e experiência em um sistema consistente, disciplinado e orientado ao shopper.

Imagem: Reprodução


*Por Rafael Alencar, Americas Business Director da Marco, ex Diretor Comercial e de Excelência Comercial da Alpargatas e Head de Vendas na Kimberly-Clark. Engenheiro de Produção, com especializações em Harvard Business School, Maastrich School of Management e Universidad Catolica de Chile e membro do comitê de Trade Marketing da AMPRO.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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