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trabalho nos EUA e no Brasil estão no foco

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trabalho nos EUA e no Brasil estão no foco

A semana entre 30 de março e 3 de abril será marcada por dados de atividade, inflação e mercado de trabalho, tanto no Brasil quanto nos EUA.

No cenário doméstico, o foco recai sobre dados fiscais, de emprego e confiança, enquanto, no exterior, os números do mercado de trabalho americano e índices de atividade devem dominar a atenção dos investidores.

Brasil

A agenda brasileira começa já na segunda-feira com a divulgação do resultado primário do Governo Central, além de uma série de sondagens da FGV, incluindo comércio e serviços de março, que ajudam a medir o pulso da atividade no início do segundo trimestre.

Ainda no início da semana, o Banco Central publica o tradicional Relatório Focus, além da nota de política monetária e crédito de fevereiro, oferecendo um panorama atualizado sobre expectativas e condições financeiras.

Na terça-feira, o destaque fica para o Caged, com expectativa do Bradesco de criação de 230 mil vagas formais em fevereiro, dado relevante para avaliar a resiliência do mercado de trabalho. No mesmo dia, saem as estatísticas fiscais do Banco Central e o Indicador de Incerteza da Economia.
A quarta-feira concentra indicadores importantes de atividade, como o IPC-S semanal, o Índice de Confiança Empresarial e o PMI industrial da S&P Global, além do fluxo cambial semanal do Banco Central.

Na quinta-feira, a atenção se volta para a inflação medida pelo IPC da Fipe e para a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, que deve indicar avanço de 0,7% na comparação mensal em fevereiro, reforçando sinais de recuperação gradual da indústria.

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EUA

Nos Estados Unidos, a semana também é carregada, com dados relevantes que podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

Na terça-feira, serão divulgados os dados de confiança do consumidor e o relatório JOLTS, que mede o número de vagas em aberto — indicador-chave para entender o equilíbrio do mercado de trabalho.

A quarta-feira traz o relatório ADP de emprego no setor privado, além dos índices PMI e ISM da indústria, que oferecem uma leitura atualizada da atividade manufatureira.
Na quinta-feira, o foco recai sobre a balança comercial e os pedidos semanais de seguro-desemprego, termômetro de curto prazo do mercado de trabalho.

Por fim, a sexta-feira concentra o principal destaque da semana: o relatório oficial de emprego (payroll), com a taxa de desemprego de março, além dos índices PMI composto e ISM de serviços — fundamentais para avaliar a força da economia americana como um todo.

Confira a agenda completa:

Data/Hora País Indicador
Segunda-Feira 30/03 Brasil Tesouro: Resultado primário do Governo Central R$ -31,7 bi
08:00 Brasil FGV: IGP-M
08:00 Brasil FGV: Sondagem do comércio (mar)
08:00 Brasil FGV: Sondagem de Serviços (mar)
08:25 Brasil BCB: Relatório Focus (semanal)
08:30 Brasil BCB: Nota à imprensa – Política monetária e operações de crédito (fev)
06:00 Área do Euro Confiança do Consumidor (mar)
09:00 Alemanha Índice de preços ao consumidor (mar)
09:00 Chile Taxa de desemprego (fev) 8.3%
22:30 China S&P Global: Índice PMI composto (mar)
Terça-Feira 31/03 Brasil Caged: Geração de emprego formal (fev) 230 mil
08:30 Brasil BCB: Nota à imprensa – Estatísticas Fiscais (fev)
10:15 Brasil FGV: Indicador de Incerteza da Economia (mar)
04:55 Alemanha Taxa de desemprego (mar)
06:00 Área do Euro Índice de preços ao consumidor (mar)
11:00 EUA Confiança do Consumidor (mar)
11:00 EUA BLS: JOLTS – estoque de vagas em aberto (fev)
Quarta-Feira 01/04
08:00 Brasil FGV: IPC-S (semanal)
08:00 Brasil FGV: Índice de Confiança Empresarial (mar)
10:00 Brasil S&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (mar)
14:30 Brasil BCB: Fluxo Cambial (semanal)
04:55 Alemanha S&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (mar)
05:00 Área do Euro S&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (mar)
06:00 Área do Euro Taxa de desemprego (fev)
08:30 Chile BCCh: Divulgação da ata de decisão de política monetária
08:30 Chile Atividade Econômica (IMACEC) (fev) 1,5% (a/a)
09:15 EUA ADP: Emprego no Setor Privado (mar)
10:45 EUA S&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (mar)
11:00 EUA Índice ISM da indústria de transformação (mar)
Quinta-Feira 02/04
05:00 Brasil FIPE: IPC (mensal)
09:00 Brasil IBGE: Pesquisa Industrial Mensal (fev) 0,7% (m/m)
09:30 EUA Balança comercial (fev)
09:30 EUA Pedidos de auxílio desemprego (semanal)
Sexta-Feira 03/04
09:30 EUA Taxa de desemprego (mar)
10:45 EUA S&P Global: Índice PMI composto (mar)
11:00 EUA Índice ISM do setor de serviços (mar)

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A orgia exuberante de Rodolpho Parigi

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A orgia exuberante de Rodolpho Parigi

O artista Rodolpho Parigi inaugura nesta terça-feira, na Galeria Nara Roesler de São Paulo, Choices, uma exposição que revisita décadas do seu trabalho e da história da arte — e que poderia ser pensada como uma despedida temporária do Brasil, já que o artista está às vésperas de se mudar para Nova York para uma residência.

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Parigi reúne obras inéditas que, segundo ele, condensam todo o seu trabalho dos últimos vinte anos.  “Recordar, aqui, não é repetir: é reinterpretar, desmontar e reorganizar,” ele disse ao Brazil Journal. Ele pensa essa recapitulação como uma forma de embaralhar as imagens da história e contar sua versão, na esteira do surrealismo e dadaísmo. 

As imagens escolhidas pelo artista como base de Choices carregam o peso da história da arte e do mundo em épocas de exaltação de poder, ondas de violência ou costumes rígidos. 

Seu trabalho atua como contraponto em meio a uma sociedade saturada por imagens prontas e instantâneas. Ao se refugiar em seu ateliê, focado no gesto lento da pintura e no traço do desenho, Parigi cria a partir do seu universo particular, revisitando suas referências e artistas favoritos, e adicionando teatralidade à pintura, como fazia Peter Paul Rubens (1577-1640) – uma grande influência para o artista paulistano. 

As novas obras, nesse contexto, mesmo que revisitem o passado, nunca poderiam ser vistas como um exercício de síntese – mas sim de acúmulo, sobreposições e transformações. Imagens conhecidas na história da arte – de Brecheret, Maria Martins e Tarsila – coexistem com romãs, aliens, luvas, figuras derretidas, andróginas, criando uma sensação de movimento e fluxo dentro de um pop experimental. O resultado são configurações inesperadas e oníricas.

“Olhar para as pinturas de Parigi é como tentar se agarrar a um sonho após acordar: a imagem persiste, mas continua escapando.” escreveu o curador Krist Gruijthuijsen. 

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Os objetos fetichistas — látex, vinil, couro polido —  alteram os contornos e reconfiguram o corpo de forma escultórica e volumosa. Nessa exposição, Parigi começou a lixar áreas da pintura, intercalando com a volumetria, que é sua marca registrada, e cores em total exuberância.  

O ateliê do artista, como sua própria persona, é um acontecimento por si só. Se Paris era uma festa em Hemingway, Parigi é uma rave. Tudo converge para  humor, inteligência, vitalidade e uma habilidade técnica que o torna um dos maiores artistas de sua geração. Artista e obra são originais, intensos, superlativos e esfuziantes. Sem pudor ou meias palavras, ele brinca que trabalha com uma orgia visual. 

O artista não esconde sua satisfação com o resultado de um período intenso de trabalho e sua excitação com o momento de sua carreira. 

Depois de um período mais minimalista (dentro do seu conceito do que é minimalista), ele mergulha em uma fase barroca e radical, com cores ácidas, vibrantes e escuras, uma paleta tenebrista como a do mestre italiano Caravaggio. Parigi parece estar no auge do domínio da sua técnica e da exploração do conteúdo temático que o empolga. 

“Tudo, no universo de Parigi, está em estado de devir — um orgasmo permanente, em que tudo é fluido e nada é fixo.” 

A exposição fica em cartaz na Galeria Nara Roesler até 9 de maio. 




Rita Drummond




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Em “For Profit”, o papel das empresas, seus vícios e qualidades

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Em “For Profit”, o papel das empresas, seus vícios e qualidades

A sociedade empresária (corporation) é uma dessas invenções que se tornaram parte essencial da vida social. Está no salário creditado no fim do mês e na tarifa bancária debitada; na prateleira do supermercado e na fatura do cartão; no plano de saúde, no combustível do carro, no aplicativo de carona e no galpão logístico que faz a compra online chegar no dia seguinte. Do indispensável ao supérfluo, quase tudo passa por atividades coordenadas na forma de empresas.

Nem sempre, porém, para o bem.

A mesma organização que produz riqueza também pode estar por trás do cigarro, do ultraprocessado, da rede social desenhada para capturar atenção e monetizar dados, ou de cadeias produtivas marcadas por degradação ambiental.

Tudo isso decorre de um arranjo institucional simples e poderoso: pessoas reúnem capital e trabalho para criar uma entidade autônoma, dotada de personalidade jurídica e responsabilidade própria. Com a limitação da responsabilidade dos sócios ao capital investido, a corporation tornou-se um dos motores do capitalismo moderno – e um de seus principais focos de controvérsia, vista por alguns como instrumento de exploração e concentração de riqueza e, por outros, como base da inovação e da prosperidade material.

Em For Profit: A History of Corporations, William J. Magnuson recorre à história para examinar o papel das grandes corporações na sociedade. O autor mostra como esse arranjo institucional foi crucial para o progresso econômico e para grandes empreendimentos coletivos, mas também como pode concentrar poder e produzir iniquidades sociais. (Compre aqui)

O resultado da obra é uma visão ponderada a respeito do capitalismo, sem idealismo cego ou ingenuidade: Magnuson reconhece a importância essencial das corporações para a vida moderna, sem ignorar suas vicissitudes e pontos passíveis de aperfeiçoamento.

O autor escreve com autoridade tanto teórica quanto empírica. Magnuson é professor de Corporate Law na Texas A&M School of Law, mas antes trabalhou como advogado no Sullivan & Cromwell, um dos mais renomados escritórios white shoe de Nova York.

Na apresentação do livro, ele conta que a ideia da obra nasceu da prática: em grandes transações, viu como essas organizações, ao coordenarem capital, trabalho e renda, afetam milhões de vidas. Percebeu também que este poder é tão central quanto mal compreendido, inclusive por quem dele se beneficia.

A experiência pregressa do autor como advogado em Wall Street ajuda a explicar o tom do livro. Como já escrevemos aqui no Brazil Journal, a tradição norte-americana mostra que os advogados empresariais e os grandes escritórios tiveram papel central na busca de um equilíbrio entre a contenção dos excessos do capitalismo da Gilded Age e a preservação da liberdade de iniciativa que marcou a virada regulatória da Progressive Era.

No primeiro capítulo, intitulado “Corpus Economicus”, o livro nos remete à “pré-história” do capitalismo para mostrar que a associação voltada ao lucro não nasce com o mercado moderno, e sim na antiguidade, com a própria necessidade de organizar poder, risco e capital.

Entram em cena as “Societates Publicanorum” da antiga República de Roma entre os séculos III e I a.C., empresas privadas encarregadas de funções públicas como arrecadação de tributos, obras e abastecimento militar, o que já revela a ambivalência central ao livro: a empresa surge como instrumento de utilidade coletiva que, se atendida, pode ser explorada economicamente por grupos de particulares.

O desvio dessa finalidade, contudo, se provou deletéria à República Romana, e é apontado como um dos elementos para sua queda.

No segundo capítulo, intitulado “The Bank”, o livro se desloca para a Florença renascentista dos séculos XIV ao XV e mostra um dado especialmente interessante: a ascensão do Banco Medici em um ambiente no qual a usura (considerada como qualquer cobrança de juros) era condenada pelo direito canônico medieval.

Como, no mútuo, todo acréscimo ao principal podia ser tratado como juros ilícitos, os Medici passaram a estruturar suas operações não como empréstimos, mas como contratos de câmbio entre moedas e praças distintas, em que a remuneração do capital aparecia formalmente não como juros, mas como variação cambial.

Foi essa sofisticação jurídica e financeira que ajudou a viabilizar o comércio europeu, financiar a cultura renascentista e a Igreja Católica, consolidando a Casa dos Medici como a maior potência bancária de seu tempo.

Hoje, em escala muito maior e sob outra arquitetura jurídica, os bancos exercem função igualmente central no capitalismo: ao conceder crédito, registram em seus balanços um ativo contra o tomador e, em contrapartida, creditam um depósito em sua conta, criando assim “dinheiro novo”, que passa a circular na economia.

Já no capítulo “The Stock”, o autor nos leva à Inglaterra elisabetana, retratando a história da East India Company para mostrar como a colocação pública de papéis da companhia ampliou a capacidade de mobilizar capital e distribuir riscos, impulsionando o mercantilismo da era das grandes navegações.

Por outro lado, as ações negociadas na Exchange Alley, em Londres, também inauguraram distorções que atravessariam os séculos, como o insider trading e a manipulação de mercado.

Em “The Monopoly”, Magnuson nos remete às gigantes ferroviárias Union Pacific e Central Pacific Railroad, incentivadas por subsídios e concessões de terra previstos no Pacific Railway Act de 1862, para lembrar que a construção do mercado nacional americano não foi obra exclusiva da livre concorrência, mas resultado de uma colaboração tensa entre o capital privado e o poder público.

O experimento integrou o território, mas também gerou um poderoso monopólio ferroviário dominado pelos chamados robber barons.

Em “The Assembly Line”, a Ford Motors encarna a ambivalência do industrialismo: em sua Highland Park Plant, a linha de montagem revolucionou a produtividade industrial do século XX, barateando o automóvel, e o famoso salário de cinco dólares por dia ampliou a renda operária – mas ao custo de repetição extenuante, disciplina rígida e tensões permanentes entre trabalhadores, administradores e acionistas.

O capítulo remete ainda ao célebre caso Dodge v. Ford Motor Co., julgado pela Suprema Corte de Michigan em 1919: era uma disputa movida pelos irmãos John e Horace Dodge, acionistas minoritários da companhia e fundadores da futura Dodge Brothers Company, e tornou-se o precedente que cristalizou a ideia de que a empresa deve ser administrada primordialmente no interesse de seus acionistas (o que, no caso, impediu Henry Ford de reinvestir os lucros em vez de distribuí-os aos investidores).

Em “The “Multinational”, a Exxon aparece como emblema da multinacional. Originária da cisão da Standard Oil determinada pela Suprema Corte em 1911, a companhia teve um papel econômico e geopolítico fundamental diante do embargo do petróleo de 1973-74.

O capítulo é feliz em captar dois lados da mesma moeda: de um lado, a capacidade dessas petroleiras de sustentar cadeias globais de suprimentos e amortecer uma crise energética que abalou os Estados Unidos e a Europa. De outro, o acúmulo de um poder de escala quase estatal nas mãos de multinacionais se mostra capaz de influenciar mercados, governos e até o debate público sobre os custos ambientais da própria energia fóssil.

Nos dois capítulos finais, o livro mostra como o poder corporativo assume formas novas sem perder sua vocação expansiva. Em “The Raider”, o foco recai sobre a era das aquisições hostis e a ascensão de fundos de private equity como o KKR. A lógica dos leveraged buyouts consistia em adquirir empresas com uma estrutura de financiamento apoiada em dívida, muito mais do que em capital, frequentemente com o uso de junk bonds – títulos de alto risco e alto retorno – e fazer com que a própria companhia adquirida suportasse esse endividamento para então extrair valor por meio de venda de ativos, reestruturações e cortes de custos.

Parte da atratividade vinha do chamado tax shield, isto é, do efeito tributário da dívida: como os juros pagos, diferentemente dos dividendos, são dedutíveis, o endividamento reduz a base tributável da empresa e amplia o retorno dos investidores. O modelo produziu operações altamente lucrativas, como no célebre caso da RJR Nabisco, mas também deixou um rastro de companhias excessivamente alavancadas, demissões em massa e pedidos de falência.

Por fim, em “The Startup”, o foco recai sobre a trajetória do Facebook, retratando o crescimento acelerado das Big Techs, a cultura do “move fast and break things”, a monetização de informação e dos dados e, como efeito colateral, custos sociais que já não podem ser tratados como externalidades marginais. O mérito deste capítulo está em sugerir, sem panfleto, que a corporação nunca foi moralmente neutra: ela organiza a produção, mas também distribui, concentra e às vezes desfigura o poder.

Amparado por esse vasto percurso histórico, Magnuson propõe alguns princípios para o aprimoramento institucional das sociedades empresárias, seja por uma atuação mais responsável de executivos e acionistas, seja por marcos regulatórios capazes de reconciliar o interesse privado com o bem comum.

A ideia de fundo remete à própria gênese da corporation: antes de se tornar uma máquina de lucro, ela surgiu como instrumento de coordenação social para viabilizar empreendimentos que servissem à vida econômica e à utilidade coletiva.

Apesar das iniquidades que tantas vezes produz, a empresa continua a refletir uma das mais altas capacidades humanas: a de associar pessoas, recursos e inteligência em torno de fins que, isoladamente, dificilmente poderiam ser alcançados.

 

Caio Malpighi é advogado tributarista no Vieira Rezende Advogados e especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário, onde também é professor-assistente.




Caio Malpighi




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Arranha-céu inspirado em Bolsonaro enfrenta entraves em SC

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Arranha-céu inspirado em Bolsonaro enfrenta entraves em SC

Anunciado como um dos empreendimentos mais simbólicos do mercado imobiliário de Itapema (SC), o projeto “Messias Sky Tower” ainda não saiu do papel seis meses após o lançamento. No terreno onde o arranha-céu seria erguido, permanece uma casa simples, sem qualquer sinal de obras. As informações são do jornal O Globo.

O empreendimento foi apresentado com participação de Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e previa mais de 50 andares em uma das áreas mais valorizadas do município, que tem um dos metros quadrados mais caros do país.

Apesar da divulgação inicial, o projeto esbarrou em entraves técnicos e comerciais. Fontes do setor imobiliário local apontam que a iniciativa foi anunciada antes de cumprir etapas básicas, como a obtenção de licença ambiental prévia.

A construtora responsável, Dallagassa, confirmou que o cronograma original foi suspenso durante o processo de licenciamento. A empresa informou que não há mais impedimentos administrativos, mas que ainda avalia se o projeto será retomado e em quais condições.

Além das questões regulatórias, houve desgaste na relação com intermediários do mercado. Corretores envolvidos na negociação passaram a cobrar a construtora pela demora, já que as comissões dependem da venda das unidades, que não avançou sem a liberação formal das obras.

Também houve incertezas sobre a negociação do terreno. A empresa chegou a sinalizar a possibilidade de desistência do projeto, em meio às dificuldades enfrentadas, embora tenha posteriormente obtido a licença ambiental, emitida no início do mês.

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O contexto político mudou desde o lançamento. À época, o projeto foi associado à popularidade de Bolsonaro na cidade, onde ele teve forte votação em 2022. Recentemente, o ex-presidente passou por prisão e voltou ao regime domiciliar após internação, o que alterou o ambiente em torno da iniciativa.

A construtora afirma que o empreendimento não tem vínculo direto com a família Bolsonaro e que o nome foi uma decisão comercial própria, registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

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