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Stormer vence 1ª edição do prêmio Top Traders InfoMoney

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Stormer vence 1ª edição do prêmio Top Traders InfoMoney

Dentro do universo do day trading, o reconhecimento mais difícil não vem do público — vem de quem também opera. Foi nesse contexto que Alexandre Wolwacz, o Stormer, foi eleito o Top Traders InfoMoney 2025, conquistando o primeiro lugar no ranking definido por especialistas e pelos próprios traders do mercado brasileiro.

Ele recebeu o troféu neste sábado (28), em São Paulo (SP), durante a Expert Trader XP. A premiação considera critérios como consistência, influência e qualidade de conteúdo, em um modelo que combina validação técnica com votação entre pares — um diferencial que reforça o peso do reconhecimento dentro do mercado.

Stormer: Da medicina ao trading

Antes de se tornar uma das principais referências do trading brasileiro, Stormer seguiu um caminho distante do mercado financeiro. Formado em medicina, atuava como cirurgião plástico até decidir migrar para o trading — uma mudança que, anos depois, se consolidaria como um dos casos mais emblemáticos de transição de carreira no mercado.

Sua entrada ocorreu no fim dos anos 1990, em um ambiente ainda pouco acessível ao investidor pessoa física. Ao longo desse período, acompanhou diferentes ciclos de mercado — de tendências prolongadas de alta a crises profundas — acumulando experiência prática que moldaria sua forma de operar.

Ele próprio destaca ter presenciado mais de 20 circuit breakers ao longo da carreira, um reflexo da vivência em momentos extremos de mercado.

Com o tempo, passou a estruturar uma abordagem que combina leitura de contexto com modelos objetivos de operação.

Entre eles, ganhou destaque o uso do IFR2, um dos setups mais conhecidos associados ao seu nome, baseado na captura de movimentos de retorno à média após quedas mais acentuadas.

CONFIRA A LISTA DOS 200 INFLUENCIADORES TRADERS INDICADOS

Método e execução

Mais do que o setup em si, Stormer costuma reforçar que o diferencial está na execução. Para ele, não existe estratégia perfeita — o que define o resultado é a capacidade de seguir um plano com disciplina, respeitando risco, contexto e estatística.

A consistência, nesse sentido, não está ligada a acertar sempre, mas a operar dentro de um modelo com expectativa positiva ao longo do tempo.

Essa visão se conecta diretamente à forma como enxerga o comportamento do trader.

Em suas falas, ele costuma destacar que o mercado é, antes de tudo, um jogo de seleção — em que operar menos, com mais critério, tende a ser mais eficiente do que buscar volume de operações.

Educação e método

Com o passar dos anos, seu trabalho ganhou escala principalmente por meio da educação. Stormer se tornou uma das principais referências na formação de traders no país, com atuação voltada não apenas ao ensino de setups, mas ao desenvolvimento de uma base operacional mais estruturada.

Nesse ponto, seu diferencial passa a ficar mais evidente. Em vez de focar na busca por estratégias isoladas, sua abordagem privilegia a leitura de contexto e a padronização da execução — um modelo que reduz a dependência de acertos pontuais e aumenta a consistência ao longo do tempo.

Na prática, isso se traduz no uso de setups objetivos e replicáveis, muitas vezes baseados em padrões de reversão e falhas de movimento, sempre combinados com controle rigoroso de risco.

Para Stormer, o erro mais comum entre traders não está na estratégia, mas na incapacidade de executá-la com disciplina.

Nesse contexto, Stormer também enfatiza a importância de trabalhar com modelos simples e testáveis, capazes de gerar previsibilidade ao longo de uma sequência de operações.

Para ele, o foco não está em um único trade, mas na consistência estatística de um conjunto de decisões executadas dentro de um mesmo padrão — base que sustenta sua atuação ao longo dos anos no mercado.

Top Traders InfoMoney: metodologia do prêmio

A premiação Top Traders InfoMoney foi estruturada com base em critérios objetivos e um processo que busca garantir transparência e reconhecimento técnico dentro do mercado de trading.

O ponto de partida foi a seleção de 200 influenciadores traders, definidos a partir de fatores como qualidade do conteúdo, responsabilidade na gestão de risco, engajamento e consistência ao longo do tempo.

A lista inicial passou pela validação de um conselho independente formado por especialistas do mercado financeiro.

Nesta edição, o colegiado contou com nomes como Eduardo Geraldini, business development specialist da Nelogica; Nelson Massud, cofundador da ValeMobi; Clovis Lima, da B3; além dos traders autônomos JP Lemes e Lucas Guedes — responsáveis por assegurar a relevância e a credibilidade dos participantes.

Na etapa seguinte, os próprios traders votaram entre si, de forma confidencial, para definir os nomes mais relevantes do ano — um modelo que reforça o caráter técnico da premiação e diferencia o Top Traders de iniciativas baseadas exclusivamente em voto popular.

Ao colocar traders avaliando traders, a premiação privilegia a percepção de quem vive o mercado no dia a dia. O resultado final consolida um ranking que combina influência, consistência e qualidade de atuação, destacando os nomes que mais influenciaram o trading brasileiro ao longo de 2025.

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

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Europa sem combustível para voar? Guerra afeta custos de aéreas e oferta de voos

À medida que a guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã e o consequente bloqueio no Estreito de Ormuz reduzem o fornecimento global de petróleo, os viajantes têm motivos válidos para se preocupar com o custo e a disponibilidade de voos.

O chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que os países europeus podem ficar sem combustível de aviação em poucas semanas, forçando as companhias aéreas do continente e as transportadoras que voam para a Europa a diminuir significativamente a oferta de voos.

Muitas aéreas já aumentaram as taxas de bagagem despachada ou adicionaram sobretaxas de combustível, já que o preço global do querosene de aviação saltou de cerca de US$ 99 por barril no final de fevereiro para até US$ 209 por barril no início de abril.

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Em um sinal dos impactos contínuas do conflito sobre o turismo, a Air Canada disse na última sexta-feira que planejava suspender seu serviço para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy de Nova York, de 1º de junho até 25 de outubro, para reduzir seus custos com combustível.

Outras companhias aéreas, desde transportadoras dos EUA como United e Delta até Air France-KLM, SAS, Philippine Airlines e Cathay Pacific na Europa e Ásia, reduziram rotas e aumentaram os preços dos bilhetes ou disseram que os elevariam se a guerra impedisse o petróleo de ser escoado pelo Estreito de Ormuz.

Analistas ouvidos pela Associated Press dizem que é muito difícil para as companhias aéreas fazerem previsões neste ambiente, o que torna provável que seus preços permaneçam elevados por algum tempo, até que as condições se normalizem.

Neste sábado, o Irã voltou a fechar a navegação pelo Estreito, em retaliação à manutenção pelos EUA do bloqueio naval a portos e embarcações iranianas.

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

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tarifa de R$ 700 para ônibus da Copa vira guerra política nos EUA

A decisão de Nova Jersey de cobrar US$ 150 (cerca de R$ 750) pelo transporte de ida e volta para os jogos da Copa do Mundo terá um “efeito inibidor” sobre os torcedores, alertou a Fifa, já que a tarifa representa um aumento de 10 vezes em relação aos US$ 15 usuais para a rota.

O salto drástico no preço eleva ainda mais o custo para quem vai aos jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos, cujos ingressos podem chegar a milhares de dólares, especialmente no mercado de revenda. O MetLife Stadium sediará oito partidas, incluindo a final de 19 de julho.

O presidente-executivo da New Jersey Transit, Kris Kolluri, defendeu os novos preços, citando o maior volume de passageiros — devido ao fechamento do estacionamento público ao redor do estádio — e o aumento dos custos decorrentes das exigências de segurança da Copa do Mundo.

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Heimo Schirgi, diretor de operações da Copa do Mundo de 2026, disse que o aumento forçará os torcedores a buscar alternativas.

“O atual modelo de preços da NJ Transit terá um efeito inibidor. Tarifas elevadas inevitavelmente empurram os torcedores para opções alternativas de transporte”, afirmou Schirgi em comunicado.

“Isso aumenta as preocupações com congestionamentos, chegadas tardias e cria efeitos em cascata mais amplos que, em última análise, reduzem o benefício econômico e o legado duradouro que toda a região pode obter com a realização da Copa do Mundo.”

“Além disso, estabelecer arbitrariamente preços elevados e exigir que a Fifa absorva esses custos não tem precedentes. Nenhum outro evento global, show ou grande promotor esportivo enfrentou tal exigência.”

Governadora diz que “Fifa deve pagar”

A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, disse anteriormente que a NJ Transit havia sido “deixada com uma conta de US$ 48 milhões” para garantir a segurança dos torcedores, enquanto a Fifa estaria arrecadando US$ 11 bilhões.

“Não vou deixar que os passageiros de Nova Jersey paguem essa conta pelos próximos anos. A Fifa deve pagar pelas viagens”, afirmou Sherrill.

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A Fifa contestou a declaração da governadora, dizendo que os US$ 11 bilhões se referem à receita, não ao lucro.

“A Fifa sempre foi uma organização sem fins lucrativos, de acordo com nossos estatutos. As receitas da Copa do Mundo são reinvestidas no desenvolvimento do futebol, especialmente para jovens e mulheres, em todo o mundo”, acrescentou Schirgi.

“Por fim, aplaudimos nossos parceiros das cidades-sede em todo o país, que abraçaram a oportunidade de mostrar suas regiões aos visitantes, oferecendo tarifas de baixo custo — e muitas vezes inalteradas — para o transporte coletivo.”

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

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Viés do Ibovespa segue positivo por percepção sobre fluxo estrangeiro

Com os investidores domésticos ainda um tanto ressabiados, e contidos por uma taxa de juros real ainda muito atrativa, o fluxo de compras para a Bolsa segue sustentado pelo ingresso estrangeiro líquido, fundamental, como no fim do ano passado, para a sucessão de recordes empreendida pelo Ibovespa entre meados de janeiro e o fim de fevereiro, e retomada agora, em abril.

Bruno Takeo, estrategista da Potenza, avalia que o investidor internacional tem mantido avaliação positiva sobre o Brasil, o que, na sua visão, abre espaço para novas altas do Ibovespa. “O estrangeiro vê o Brasil com bons olhos, mesmo com a eleição”, diz.

Para Takeo, o mercado externo tende a olhar mais para a direção da política econômica do que para o nome do vencedor em 2026. “Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, é mais do mesmo. Se mudar, pode melhorar.”.

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A proximidade do Ibovespa dos 200 mil pontos abre espaço para o principal indicador da B3 buscar a região de 220 mil a 225 mil pontos, potencialmente com a eleição – ou até acima disso – se os vetores atuais permanecerem, na avaliação de Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

Segundo ele, o Ibovespa vive um bull market sólido, iniciado por volta de maio de 2025, sem sinais claros de reversão – embora em meio, crescentemente, a um ambiente de forte volatilidade. Mollo aponta combinação de alguns gatilhos que ainda sustentam a tendência de alta do índice e que ajudam a explicar por que o Brasil tem atraído fluxo estrangeiro mesmo em cenário global tornado mais incerto pela tensão geopolítica.

Segundo o analista da Daycoval, o principal vetor é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. Com a taxa doméstica ainda elevada, investidores internacionais têm direcionado capital ao País em busca de remuneração: parte fica em renda fixa e outra parcela migra para a Bolsa. “Nesse cenário, o dinheiro tem saído dos EUA para o Brasil”, resume. A dinâmica ganha força à medida que a inflação global volta a pressionar, reduzindo o espaço para cortes de juros nas economias desenvolvidas.

Outro elemento relevante, na leitura do analista, é o peso do petróleo na composição do Ibovespa. Com a alta da commodity, o mercado brasileiro – bastante exposto a empresas do setor, como Petrobras e companhias juniores de exploração e produção – tende a capturar parte desse movimento. Ao mesmo tempo, a magnitude da valorização do petróleo tem contribuído para a desvalorização do dólar futuro no Brasil, o que também influencia o posicionamento de investidores, diz.

No cenário doméstico, Mollo destaca que o País tem se diferenciado de outros emergentes ao combinar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), desemprego baixo e inflação ainda relativamente próxima da meta. Esse conjunto, somado ao carrego proporcionado pelos juros altos, tem colocado o Brasil como uma espécie de “porto seguro” relativo dentro do universo emergente, especialmente enquanto persistirem as incertezas externas, como a guerra e seus efeitos sobre energia e preços, na visão do analista da Daycoval Corretora.

Selic

Para a política monetária, Mollo espera um corte de 0,25 ponto porcentual, mas chama atenção para a possibilidade de o Banco Central sinalizar pausa para reavaliar os impactos do petróleo sobre a inflação. Se o “gap” de juros entre Brasil e economias desenvolvidas continuar alto por mais tempo, acredita que a tendência é que o fluxo estrangeiro siga favorecendo o mercado brasileiro.

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No radar, a eleição aparece como um fator relevante, mas não necessariamente o principal foco de estresse no curto prazo, na visão de Mollo. Conforme ele, apesar de acirrada e polarizada, a disputa tem se desenrolado com volatilidade menor do que em outros anos, com dois candidatos vistos como mais moderados. Ainda assim, ele ressalta que o tema decisivo para o investidor será o fiscal. Segundo o analista, qualquer que seja o vencedor, será necessário apresentar uma solução “concreta” para a trajetória da dívida pública.

Ele também chama atenção para uma possível rotação setorial na B3. Em caso de mudança no quadro político ou de percepção sobre estatais, Petrobras poderia sofrer uma realização mais forte e parte do dinheiro migraria para setores domésticos que ainda estariam “defasados”, como construção civil, varejo e bancos. Mollo, porém, não vê uma fuga estrutural de investimentos, mas sim realocações internas conforme a mudança do ambiente.

Quanto às ações de bancos, a leitura é de que os juros altos podem pesar, mas compensar por meio da melhora do spread. Já o varejo “ainda não andou muito” e tenderia a reagir de forma mais consistente quando os juros começarem a cair com mais força – movimento que, na visão dele, depende da redução das incertezas globais, com a guerra passando a segundo plano.

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Por fim, Mollo observa que mudanças de postura no cenário internacional – como uma alteração de orientação política nos EUA – podem seguir como fonte importante de volatilidade, elevando o prêmio de risco e tornando mais difícil projetar movimentos com precisão. Ainda assim, ele resume o momento com uma diretriz: apesar do ruído, a tendência do Ibovespa continua a ser de alta, e o bull market prossegue sólido e consistente.

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