Conecte-se conosco

Varejo

Scotte mostra método e alunos relatam evolução

Published

on

Scotte mostra método e alunos relatam evolução

O trading costuma ser visto como uma atividade solitária, marcada por decisões rápidas e alta pressão emocional. No entanto, iniciativas que aproximam mentor e aluno, na prática, vêm ganhando espaço e mudando a forma como muitos traders evoluem no mercado. Foi exatamente esse o cenário visto durante a Expert Trader XP.

Nesse contexto, Caio Scotte, ao lado de seus alunos José Eduardo Bento e Pedro Teixeira, concedeu uma entrevista ao InfoMoney diretamente da área de Trading Drill, onde teoria e prática se encontram em tempo real. A experiência revelou não apenas a aplicação do método, mas também o impacto direto no desenvolvimento dos traders.

O ambiente presencial trouxe um elemento adicional importante: a validação ao vivo do que muitos já acompanham no digital. Assim, o contato direto reforça a consistência do processo e amplia a percepção sobre o que realmente funciona no mercado.

Leia também: Expert Trader XP redefine o padrão do trading no Brasil e projeta 2ª edição para 2027

Mentoria na prática

A proposta de Scotte vai além do ensino tradicional e se aproxima de um acompanhamento contínuo. Nesse sentido, a experiência presencial reforça um diferencial que já existe no ambiente online, mas que ganha intensidade quando vivida de perto.

“Eu acho que eu não sou um professor, eu acho que eu sou muito mais um mentor. Mentor é diferente daquilo que ensina, porque mentoria é acompanhamento”, explica.

Continua depois da publicidade

Segundo ele, a proximidade com os alunos fortalece a relação construída ao longo do tempo. Portanto, o vínculo vai além do conteúdo técnico e entra no campo do desenvolvimento pessoal dentro do mercado.

“Eu digo que eu não tenho aluno, eu tenho amigos. Tem pessoas que eu levo para a vida”, afirma.

A consistência na forma de ensinar permanece independentemente do ambiente. Ou seja, o método não muda, apenas ganha novas camadas de percepção.

Continua depois da publicidade

“Não muda em nada. Tento ser sempre a mesma pessoa. Acho que tento ser o mais original possível”, observa.

Caio Scotte – Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Leia mais: Caio Scotte fica em 3º lugar no prêmio Top Traders InfoMoney

Energia do presencial

Para o trader, a vivência ao vivo trouxe elementos que vão além do conteúdo técnico, principalmente no aspecto emocional. Assim, a energia do ambiente se torna um fator relevante para o aprendizado.

Continua depois da publicidade

“A gente sente a energia das pessoas e sabe se, de fato, eles estão entendendo, se eles estão engajados ou não”, explica Scotte.

Segundo ele, a leitura do comportamento dos alunos permite ajustes imediatos durante a aula. Portanto, o feedback acontece em tempo real, o que acelera o processo de aprendizado.

“A gente consegue olhar no olho, a gente consegue sentir a emoção. Tudo isso para nós importa”, acrescenta.

Continua depois da publicidade

Consequentemente, essa dinâmica permite maior adaptação do conteúdo ao público presente. Dessa forma, o ensino se torna mais eficiente e direcionado.

“É o maior indicador que você tem para que você consiga corrigir a rota e trazer o melhor conteúdo possível”, conclui.

Caio Scotte durante a mentoria no Trading Drill na Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Leia também: Análise técnica dita o timing, mas conhecer a empresa é fundamental, diz Acampora

Além disso, do lado dos alunos, essa energia também é percebida como um diferencial claro em relação ao ambiente online. Nesse sentido, o contato presencial fortalece a conexão construída na mentoria.

“Você vê aquela energia que ele nos transmite, e todos os amigos que está lá no online estão todos aqui presentes, então é bacana você sentir essa energia que um evento desse que traz pra gente”, afirma José Eduardo Bento.

Por outro lado, essa experiência também funciona como validação prática do que muitos acompanham à distância. Portanto, o presencial elimina dúvidas e reforça a confiança no processo.

“Aqui você vê que é real, e esse é o mundo real, é um mundo que eu quero participar muito”, observa Pedro Teixeira.

José Eduardo Bento e Pedro Teixeira, concederam entrevista ao InfoMoney logo após a aula no Trading Drill na Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Transformação dos alunos

Do ponto de vista dos alunos, a experiência com a mentoria se reflete diretamente na evolução dentro do trading. Nesse sentido, o impacto vai além do técnico e atinge também o comportamento operacional.

“Ele nos ajuda a tirar aquele stress do dia a dia das operações, e às vezes isso não nos deixar cair naquele dia de fúria”, afirma Bento.

Além disso, o acompanhamento próximo é percebido como um diferencial relevante no processo de aprendizado. A evolução, portanto, ocorre de forma mais estruturada e consistente.

“Realmente ele carrega a gente pela mão, ele se importa com o que a gente faz”, observa Teixeira.

Por consequência, os resultados passam a aparecer com maior clareza ao longo do tempo. Assim, o progresso deixa de ser pontual e passa a ser contínuo.

“Depois que eu o conheci, eu andei muito pra frente”, relata Teixeira.

Aula de Caio Scotte no Trading Drills durante a Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Leia tambem: “Trade mais difícil é o certo”, diz Tom Hougaard, autor de O Melhor Perdedor Vence

Impacto do presencial no trading

Além disso, a experiência dentro da mentoria também é associada a um ambiente mais leve e consistente no dia a dia. Nesse sentido, o processo de aprendizado passa a ser mais sustentável ao longo do tempo.

“Nas aulas dele, todo dia de manhã que nós estamos lá, é um momento prazeroso estar com ele, é uma verdadeira imersão no trade”, afirma Bento.

O contato presencial amplia ainda mais essa percepção construída no online. Portanto, a experiência ganha intensidade quando vivida ao vivo, reforçando o vínculo com o método.

“Hoje foi até um frio na barriga porque é o primeiro momento que a gente está presente com o Scott, e é um grande prazer estar ao lado”, observa Bento.

No mais, a evolução técnica também vem acompanhada de uma mudança na forma como o aluno enxerga o próprio futuro dentro do mercado.

Dessa forma, o processo deixa de ser apenas aprendizado e passa a representar uma transformação pessoal mais ampla.

“Eu escolhi o Scott porque eu tenho certeza que ele pode mudar a minha vida, isso eu tenho absoluta certeza”, conclui Pedro Teixeira.

Leia também: Medo, hesitação e perdas: como traders podem driblar desafios e potencializar ganhos

Alunos que participaram da aula de Caio Scotte no Trading Drill durante a Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Realidade do mercado

Outro ponto destacado pelos alunos é a quebra de expectativa entre o que se vê no online e o que se vivencia na prática. O contato presencial, avaliam, funciona como validação do método aplicado.

Além disso, a abordagem adotada pelo mentor contribui para alinhar expectativas com a realidade do mercado. O foco deixa de ser promessas e passa a ser execução. “Ele não vende sonhos, ele vende realidade”, relata Teixeira.

Consequentemente, essa postura impacta diretamente na forma como os alunos encaram o processo de evolução no trading.

Assim, o aprendizado se torna mais sólido e menos dependente de ilusões.

Aula de Caio Scotte no Trading Drills durante a Expert Trader XP 2026. Imagem: Bruno Nadai

Clareza operacional

Por fim, a principal mensagem deixada por Scotte reforça um dos pilares mais importantes para quem busca consistência no mercado: a clareza operacional.

Para ele, a objetividade na estratégia se torna fundamental para execução. “Tenha clareza operacional. Se você não conseguiu escrever o seu operacional em menos de um minuto, você não tem operacional”, alerta.

Além disso, a estrutura do trade precisa ser bem definida antes da execução. Portanto, cada etapa deve estar clara e documentada.

“Descreva como você vai comprar ou vender, como é que você vai definir o stop, como é que você vai projetar um alvo”, orienta.

Por consequência, o trader passa a operar com mais controle e menos improviso. Dessa forma, a consistência se torna uma consequência do processo bem definido.

“A partir daí tem clareza e técnica operacional”, conclui.

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. 

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Varejo

Indústria de etanol afirma estar pronta para elevar mistura na gasolina para 32%

Published

on

Indústria de etanol afirma estar pronta para elevar mistura na gasolina para 32%

SÃO PAULO, 10 Abr (Reuters) – Uma eventual confirmação da intenção ⁠do governo brasileiro de elevar a mistura de etanol anidro na gasolina, de ⁠30% para 32%, ainda neste primeiro semestre, viria em um momento oportuno, já que a indústria está no ‌caminho de uma produção recorde.

Embora a safra de cana-de-açúcar 2026/27 do centro-sul tenha começado no início deste mês, o setor teria tempo de ajustar o ‘mix’ da matéria-prima — também usada para açúcar– e produzir volumes ainda maiores do biocombustível, de ‌acordo com associações do setor e especialistas.

A avaliação vem após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmar nesta semana que o governo quer aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% ainda no primeiro semestre. O anúncio foi feito em momento em que o Brasil enfrenta desafios na área de combustíveis derivados de petróleo por conta da alta de preço decorrente da guerra no Irã.

Continua depois da publicidade

‘É um ótimo momento esta decisão agora, porque estamos no início da safra… as usinas estão no ⁠momento ‌inicial de definição do ‘mix’ de produção’, disse analista de açúcar e etanol da consultoria Safras & Mercado, Mauricio Muruci, ao comentar ⁠a declaração do ministro.

Um aumento da mistura de etanol na gasolina deverá ampliar o percentual de cana processada para a produção do biocombustível no Brasil. Diante disso, a consultoria estima que o ‘mix’ para etanol subiria para 54%, um ponto acima da previsão antes do anúncio do ministro, versus 51% na safra passada, disse Muruci à Reuters.

Com mais cana sendo destinada à produção de etanol e a continuidade da forte expansão do etanol de milho, o volume ​total produzido no Brasil poderia ficar entre 44 bilhões e 44,5 bilhões de litros, um patamar recorde, o que seria um crescimento de cerca de 15% em relação à temporada anterior, segundo a consultoria.

Ao final de março, a ​Safras & Mercado estimou uma produção de 42,5 bilhões de litros, notando por outro lado que as exportações de açúcar do Brasil, maior produtor exportador global, sofreriam forte queda, já que os preços do adoçante têm oscilado perto de uma mínima de cinco anos, sendo menos interessantes para usinas de cana nesse cenário.

‘O momento é oportuno (para elevar a mistura)’, resumiu o sócio-diretor da JOB Consultoria, Julio Maria Borges, considerando os preços baixos do açúcar, além da oferta extra de etanol, ‌com uma esperada recuperação da safra de cana e o avanço da fabricação de ​etanol de milho.

Mais 4 bi litros

Associações setoriais, como a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) destacaram que o segmento está preparado para elevar a oferta com uma mistura maior, que demandará produção adicional estimada em 2 bilhões de litros.

Continua depois da publicidade

Ainda assim, o setor ⁠seria capaz de manter a oferta em condições ​adequadas para os consumidores, mesmo ​com um mercado de derivados de petróleo com preços altos pela guerra.

‘Em março de 2026, o etanol protegeu o consumidor brasileiro. Enquanto a gasolina acompanhou a ⁠alta do petróleo nos mercados internacionais, o biocombustível manteve os preços ​estáveis nas bombas’, disse a Unica, em nota à Reuters. Na semana passada, o preço do etanol na usina registrou queda no principal Estado produtor, São Paulo.

A Unica disse que está acompanhando o processo regulatório conduzido pelo Ministério de Minas e Energia e que pode colaborar ​com as próximas etapas para a implementação da medida. Silveira declarou nesta semana que estudos devem ser concluídos nos próximos 60 dias.

Continua depois da publicidade

A Unica sinalizou que não deve haver problemas de oferta no Brasil, já ​que espera uma produção em 2026/27 ⁠no ‘maior volume da história, com expansão estimada em cerca de 4 bilhões de litros’.

A Unem foi na mesma direção, dizendo que apenas a produção de etanol de ⁠milho deverá crescer 2 bilhões de litros, o mesmo volume estimado para a demanda crescer no caso de uma alta na mistura de dois pontos percentuais. A entidade estima que fabricação do biocombustível do cereal deve atingir 12 bilhões de litros em 2026/27.

‘Ou seja, para suprir essa demanda adicional bastaria a metade do que o setor (milho e cana) está crescendo nesta safra que se inicia agora, em relação à safra passada’, disse o diretor de Relações Governamentais e Sustentabilidade da Unem, Thiago Skaf.

Continua depois da publicidade

(Por Roberto Samora; edição de Marta ​Nogueira)

Continue Reading

Varejo

“O que o sábio faz no começo, o tolo faz no final.” Howard Marks e o crédito privado

Published

on

“O que o sábio faz no começo, o tolo faz no final.” Howard Marks e o crédito privado

Os fundamentos do mercado de crédito americano estão mais fracos, mas o comportamento errático dos investidores está ampliando os problemas, o investidor Howard Marks escreveu em seu memorando mais recente, publicado ontem.

Num texto recheado de insights interessantes sobre a psicologia do mercado financeiro, Marks diz que – por ganância ou falta de informação – muitos olharam apenas os altos retornos, ignoraram os riscos e se decepcionaram quando aconteceu o que é esperado de tempos em tempos: os ciclos de baixa. 

“Na vida real, as coisas variam entre razoáveis e medianas, mas na cabeça dos investidores, elas vão de perfeitas a desesperadoras.”

Na expansão do crédito privado que ocorreu depois da crise de 2008, com os bancos se retraindo devido às mudanças regulatórias, o segmento que mais cresceu foi o direct lending: empréstimos feitos geralmente para empresas de médio porte, investidas de private equity e sem grau de investimento. 

10529 f0cebe1c dc05 0000 2592 d255ef535472

Muitos desses empréstimos foram reunidos em Business Development Companies (BDCs), companhias listadas em bolsa e negociadas por investidores de varejo. (Leia mais aqui)

Com os juros baixos nos EUA, os retornos oferecidos por essas empresas pareciam cada vez melhores, atraindo quem tinha pouco ou nenhum conhecimento sobre a dinâmica desse mercado. 

“O sucesso dos primeiros investidores desperta inveja nos que ficaram de fora, convencendo-os a entrar também. Como escreveu Charles P. Kindleberger: nada perturba mais o bem-estar e o julgamento de alguém do que ver um amigo ficar rico,” escreveu Marks. 

As limitações de liquidez do crédito privado, o alto risco de algumas emissões e a falta de clareza sobre a precificação dos ativos deveriam ser pontos de atenção conhecidos pelos investidores, disse o gestor – assim como as possíveis implicações da AI para a indústria de software, a maior exposição setorial das BDCs. 

“Mas as pessoas podem não ter feito perguntas suficientes ou prestado atenção durante os bons tempos… as usual,” escreveu. “A questão crucial — raramente levantada por investidores eufóricos — é qual preço é seguro pagar para participar.” 

Para o co-fundador da Oaktree, “o ditado mais importante nos investimentos é: ‘o que o homem sábio faz no começo, o tolo faz no final.’ Warren Buffett disse de forma mais divertida: ‘primeiro o inovador, depois o imitador, depois o idiota’.”

“Os que chegam por último aceitam promessas, adotam padrões baixos e elevam os preços, fazendo com que a maioria das tendências vá longe demais.” 

Apesar desta visão desapaixonada sobre o comportamento dos investidores, Marks não vê um colapso do direct lending

“As disrupções e manchetes são, em grande parte, resultado de fluxos e sentimento de mercado, e não de uma deterioração efetiva do crédito,” escreveu ele.

Na visão do gestor, esse segmento pode se comportar como o high yield nos anos 1980 e 1990. Na época, esses papéis eram uma inovação, e “muitos investidores exageraram”. 

“O mercado foi abalado por uma guerra no Oriente Médio, e os investidores correram para vender”, afirmou. “Substitua high yield por direct lending, adicione a disrupção tecnológica — e temos dinâmicas semelhantes (incluindo tensões geopolíticas).”

O high yield não só sobreviveu como prosperou, e o mesmo pode acontecer com o direct lending, disse Marks. Mas pode precisar passar por um ciclo de crédito antes de chegar a um ponto mais saudável.




Giuliana Napolitano




Continue Reading

Varejo

Ternium está entrando na “fase de colheita.” BTG aumenta o preço-alvo

Published

on

Ternium está entrando na “fase de colheita.” BTG aumenta o preço-alvo

O BTG Pactual reiterou sua recomendação de ‘compra’ para a Ternium e elevou seu preço-alvo, argumentando que a siderúrgica ítalo-argentina está entrando num ponto de inflexão na geração de caixa, com o fim de um ciclo pesado de capex e o início de uma “fase de colheita.”

Para o banco, essa nova fase da companhia ainda não está totalmente precificada pelo mercado, o que justifica o ‘buy’.

O analista Leonardo Correa elevou o preço-alvo da ação de US$ 45 para US$ 53, um upside potencial de 27% em relação ao preço de tela.

“Vemos a Ternium entrando em uma clara transição do pico de investimentos para uma fase de colheita. Com a entrada em operação do projeto Pesquería [no México] até o fim de 2026, esperamos um salto na geração de caixa em 2027, à medida que a empresa migra de um período de capex elevado para uma produção verticalizada e de maior margem,” escreveu o analista. 

O BTG projeta um free cash flow yield de cerca de 12% para 2027, o que levaria a companhia a uma posição de caixa líquido até o final do ano que vem. 

“Isso abre espaço para uma alocação de capital ainda mais favorável para os acionistas, com potencial para sustentar ou até elevar o dividend yield para algo próximo de 10%, evitando acúmulo excessivo de caixa no balanço,” diz o relatório.

O analista disse ainda que os próximos 2 ou 3 anos devem ser menos sobre crescimento e risco de execução de projetos, e mais sobre a monetização do ciclo de investimentos, com melhora no EBITDA por tonelada e maior conversão de fluxo de caixa livre.

Correa diz que os mais céticos com a tese argumentam que a Ternium já passou por um re-rating, especialmente em relação ao EV/EBITDA, mas discorda dessa visão.

“O múltiplo atual (de cerca de 5x o EBITDA de 2026) reflete em grande parte a ausência de contribuição relevante do EBITDA proveniente do ciclo recente de investimentos, combinada com um re-rating ainda modesto até agora, que aconteceu em todo o setor,” disse o analista.  

Para ele, o EV/EBITDA da Ternium deve comprimir para cerca de 3x em 2027 conforme o ramp up de Pesquería for acontecendo, com o múltiplo “retornando a níveis em linha — ou até ligeiramente abaixo — dos patamares historicamente deprimidos.”

Ele lembra que esse desconto histórico da Ternium era explicado pela exposição da companhia à Venezuela e à Argentina e a baixa liquidez do papel — problemas que ele acredita que já ficaram para trás. 

“Assim, vemos um caminho plausível para um novo re-rating da Ternium em direção a 5x EBITDA, sustentado por uma melhor execução operacional e pelo que deve ser um dos maiores dividend yields do setor global de aço.”

Em termos de resultados, o BTG projeta que a Ternium entregará um EBITDA de US$ 2,83 bilhões em 2027, em comparação aos US$ 1,38 bi do ano passado. Já o lucro líquido deve saltar de US$ 347 milhões em 2025 para US$ 1,35 bi em 2027.

O banco também modela uma expansão robusta das margens, vindo principalmente dos custos – e menos de preço. Para o BTG, o EBITDA/tonelada deve atingir US$ 180 em 2027 em comparação aos US$ 100 do ano passado. 

Um upside risk da tese, segundo o BTG, é a revisão do USMCA, o acordo comercial entre EUA, México e Canadá, que será revisado em meados deste ano e poderia destravar a atividade industrial no México, o principal mercado da companhia. 

A Ternium – que controla a Usiminas com 71% do capital votante – vale US$ 8,3 bilhões na Bolsa de Nova York, com sua ação subindo 56% nos últimos doze meses. 

Dos 12 bancos e corretoras que cobrem a empresa, agora cinco têm recomendações de ‘compra’, seis têm ‘neutro’ e um – o Wells Fargo – tem ‘venda’. 




Pedro Arbex




Continue Reading

Tendências

Todos os direitos reservado por Varejo.blog © 2025