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Saneamento: Rio Grande do Norte avança com PPP de R$ 3,8 bilhões

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Saneamento: Rio Grande do Norte avança com PPP de R$ 3,8 bilhões

O Rio Grande do Norte está se movimentando para uma parceria público-privada em saneamento com investimentos bilionários, alimentando expectativas de mais oportunidades no setor depois de alguns leilões frustrados no início deste ano.

A licitação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) é esperada no segundo semestre, na sequência de um processo de consulta pública que foi iniciado agora e vai até 29 de maio.

A PPP vai exigir investimentos totais de R$ 3,8 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão, além de despesas operacionais (opex) de R$ 5,38 bilhões.

O projeto da Caern está sendo colocado na rua poucas semanas após a Saneago, de Goiás, e a Cagepa, da Paraíba, terem fracassado em suas licitações de PPP.

O Governo de Goiás cancelou seu leilão, previsto para 25 de março, após ter recebido propostas para apenas um dos três lotes ofertados, e ainda com documentos faltando. Até o momento não há uma nova data.

Na Paraíba, a PPP da Cagepa passou de 31 de março para 15 de maio, com a organização dizendo que potenciais investidores pediram mais tempo. 

O interesse pelas duas licitações estava fraco, com os maiores players do setor, Sabesp e Aegea, bastante focados na Copasa, e algumas outras empresas já sobrecarregadas em investimentos, disse uma fonte que acompanha os certames.

O leilão de Goiás envolveria investimentos de R$ 6,2 bilhões, e o da Paraíba R$ 3 bilhões. 

Já a privatização da Copasa, que poderá movimentar mais de R$ 20 bilhões, teve nesta semana aval do Tribunal de Contas de Minas Gerais para prosseguir, e deverá ter leilão agendado em breve. 

Aegea e a Sabesp estão de olho na empresa mineira.

Outro grande player do setor, a Iguá Saneamento, controlada por canadenses, não vai olhar a Copasa e está bem seletiva para leilões em geral, priorizando o crescimento orgânico, disse o CFO, João Lopes.

A BRK Ambiental, da Brookfield, dá sinais de que “perdeu apetite” após ter vencido um leilão grande em Pernambuco em dezembro, e a GS Inima, de um grupo do Emirados Árabes, tem se movimentado, mas é menor, disse um consultor do setor.

“O mercado ficou super concentrado. Você hoje tem poucos players, e a maioria deles já com bastante coisa.” 

No caso de Goiás, potenciais participantes da PPP da Saneago também criticaram o “modelo esquisito”, que gera dúvidas sobre o retorno dos investimentos, disse uma das fontes.

No Rio Grande do Norte, o leilão em preparação oferecerá a concessão para universalização e modernização do serviço de esgoto em 48 cidades, separados em duas microrregiões – Central-Oeste e Litoral-Seridó.

O aviso sobre a consulta pública foi assinado pela Governadora Fátima Bezerra, do PT, em um momento em que seu colega de partido, o ex-ministro Fernando Haddad, tem colocado a privatização da Sabesp como uma das pautas na disputa pela eleição ao Governo de São Paulo.

Pré-candidato do PT ao governo paulista, Haddad disse em entrevista à CNN ontem que há “muita reclamação” sobre a Sabesp e que vai “avaliar o contrato”, assinado no Governo Tarcísio de Freitas. Em ocasiões anteriores, no entanto, ele descartou rever a desestatização.

Neste ano, o setor de saneamento já teve leilões em Brusque (SC), vencido por Aegea, e Bauru (SP), que ficou com um consórcio liderado pela Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI). 

No segundo semestre, são esperados potenciais leilões em São Paulo, do programa Universaliza SP, e há estudos em andamento para potenciais PPPs em Rondônia e Maranhão. 




Luciano Costa




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Preços do petróleo desabam cerca de 10% após Irã declarar o estreito de Ormuz aberto

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Preços do petróleo desabam cerca de 10% após Irã declarar o estreito de Ormuz aberto

O petróleo despencou quase 10% no pregão desta sexta-feira, 17, com o WTI passando a operar abaixo dos US$ 90 por barril, após novos sinais de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A commodity registrou a segunda semana consecutiva em queda.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 9,41% (US$ 8,58), a US$ 82,59 o barril.

Já o Brent para junho cedeu 9,06% (US$ 9,01, a US$ 90,38 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Na semana, o WTI despencou 14,5% e o Brent cedeu 5,06%.

A commodity energética aprofundou a queda no pregão depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que o Estreito de Ormuz está “completamente aberto” durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano, aumentando as expectativas de resolução do conflito. Na quinta-feira, Tel Aviv e Beirute concordaram com uma trégua de 10 dias, iniciada às 18 horas (de Brasília).

Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, essa pausa nos combates no Oriente Médio, que envolve o Hezbollah, ajudou a reduzir os riscos imediatos de uma escalada regional mais ampla e trouxe alívio aos prêmios de risco do mercado de petróleo.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta ter “proibido Israel de bombardear o Líbano” e também chamou a passagem marítima de “Estreito do Irã”. Apesar da reabertura de Ormuz, o líder americano ressaltou que o bloqueio naval dos EUA seguirá em vigor até um acordo ser firmado.

Enquanto isso, o choque nos preços de energia continua a gerar temores sobre a inflação. A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta que a alta nos custos de energia provavelmente terá efeito mais inflacionário do que sobre o crescimento dos EUA. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a guerra no Oriente Médio levará a inflação a subir em toda a América Latina.

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Com R$ 26 bi sob custódia, Manchester faz sua 4ª aquisição e mira crédito

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Com R$ 26 bi sob custódia, Manchester faz sua 4ª aquisição e mira crédito

Em meio às mudanças por que passa o mercado de assessorias de investimento, a Manchester fez sua quarta aquisição em seis meses – desta vez, com o objetivo de crescer em crédito.

O escritório – um dos maiores filiados à XP, com R$ 26 bilhões em custódia – comprou a Rêmora Capital, uma consultoria especializada em estruturar captações de recursos para empresas pequenas e médias.

A Manchester já fazia isso, mas o plano é expandir essa vertical para que ela responda por cerca 30% da receita em três anos – frente aos 10% atuais. A empresa faturou R$ 200 milhões no ano passado.

“Os clientes pedem soluções mais personalizadas e robustas em investimentos e também em captação,” Fábio Nunes, o CFO da Manchester, disse ao Brazil Journal

Outros escritórios têm feito movimentos parecidos, mas a Manchester acredita que ainda existe espaço a ser ocupado, especialmente no interior dos estados.

Nunes vê demanda das empresas pela estruturação de FIDCs, CRIs, CRAs, debêntures, e também por reestruturação de dívidas – um segmento que, com os juros altos, respondeu por 65% das operações da Rêmora nos últimos dois anos.

As aquisições anteriores da Manchester – dos escritórios Ficus Capital, Maven e Siglo – tiveram o objetivo de ganhar escala em investimentos.

“Ter estrutura faz diferença, porque o mercado se sofisticou. Não dá para contar com o assessor super-herói e nem com quem só vende produto,” disse Lucas Pereira, o diretor institucional do escritório.

“Quem vende produto é cobrado por rentabilidade. Precisamos prestar serviço.”

Segundo ele, a empresa planeja novas aquisições, especialmente em São Paulo, onde tem presença pequena. A Manchester começou a assessorar famílias da região de Joinville em 1967, e hoje atua principalmente no Paraná e em Santa Catarina. 




Giuliana Napolitano




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Homem de confiança de Vorcaro é apontado como figura-chave para entender esquema

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Homem de confiança de Vorcaro é apontado como figura-chave para entender esquema

A partir dos materiais colhidos com o advogado Daniel Monteiro, homem de confiança do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigadores esperam avançar sobre outros supostos braços do esquema do ex-dono do Master e esclarecer possíveis formas em que o grupo usava os fundos de investimento da Reag para ilícitos. A ideia é mapear as transações da suposta organização criminosa, avançar no levantamento patrimonial dos envolvidos e refazer o caminho do dinheiro. Monteiro deve ser a chave para essa frente.

O advogado é considerado peça central não só do esquema de pagamento de propina ao ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, segundo a Polícia Federal (PF), mas de outras “estruturas” montadas pelo ex-dono do Banco Master.

Ao determinar sua prisão, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou que a frente de atuação investigada na quarta fase da Operação Compliance Zero não seria “o único vínculo” de relações suspeitas entre Monteiro e Vorcaro. 

A avaliação se deu em razão de uma conversa, entre o advogado e o então banqueiro, sobre quem seria o diretor das empresas de fachada usadas para pagar a propina a Paulo Henrique. Monteiro pediu a sugestão de um nome a Vorcaro “para não misturar com o restante das estruturas que temos”. O nome escolhido foi o do cunhado de Monteiro. 

Segundo a Polícia Federal, foram usadas seis empresas distintas, todas “de prateleira”, para receber valores de fundos da Reag e fazer pagamentos relacionados aos seis imóveis prometidos por Vorcaro a Costa. Ainda de acordo com a corporação, o endereço das companhias era o mesmo do escritório de Monteiro, que foi alvo de busca nesta quinta. De acordo com Mendonça, o “arranjo” revela o “domínio prático” do advogado sobre “mecanismos de ocultação”.

A defesa de Costa, representada por Cléber Lopes, afirmou que a prisão é “desnecessária”. O advogado viu “exagero” e indicou que não há mudança, por ora, na estratégia da representação ao cliente:

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— A defesa continua firme na convicção que Paulo Henrique Costa não praticou crime nenhum.

Já a defesa de Monteiro informou, em nota, que “sua atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional”. Os advogados do próprio Vorcaro não se manifestaram.

A PF apontou “elementos indiciários” de que a estrutura investigada nesta fase da Operação “transcende” os atos de lavagem de dinheiro da propina supostamente paga a Paulo Henrique Ribeiro. A corporação destacou que os investigados e as empresas de fachada sob suspeita “também atuam no desenvolvimento de outras atividades criminosas” de outros ilícitos.

Os investigadores chamaram a atenção para a movimentação de dinheiro por meio do uso de fundos de investimento da Reag e apontaram que “ainda não é de pleno conhecimento” todas as transações feitas pelo grupo. O “proveito econômico” de Monteiro com o esquemas foi de “ao menos” R$ 86.167.189,30, registra a decisão que abriu a quarta etapa da Compliance Zero.

Ao pedir as prisões cumpridas ontem, a PF destacou que era necessário impedir eventual embaraço à investigação considerando a “facilidade de movimentação” do dinheiro, “em contraponto a dificuldade de identificação de valores mantidos nos fundos controlados por Vorcaro e Daniel”. Também destacou que, apesar de restrições internacionalmente impostas a parte dos investigados, a “grande disponibilidade econômica” de recursos propicia “um maior campo de oportunidades de evasão do território nacional”.

Ao concordar com a medida, a Procuradoria-Geral da República classificou o advogado como “agente-chave da vertente jurídica” da estrutura criminosa montada por Vorcaro. Apontou ainda que os investigados poderiam usar sua rede de influência “para encobrir ilícitos, coagir testemunhas, ocultar dados e destruir provas”.

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Já ao decretar as prisões, Mendonça destacou os “fortes indícios da existência de bens de elevado valor adquiridos com recursos ilícitos”. Segundo o ministro, há “risco concreto de desaparecimento de recursos”. “Caso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada”, registrou.

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