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quem assume o RJ após a saída de Cláudio Castro?

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quem assume o RJ após a saída de Cláudio Castro?

Com a saída de Cláudio Castro nesta segunda-feira do cargo de governador do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, de 61 anos, assumiu o posto interinamente. 

Um dia após ser nomeado governo do Rio, Couto de Castro se reuniu com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, na manhã desta terça-feira. O primeiro encontro ocorreu no TSE, e durou cerca de 30 minutos. Em seguida, Ricardo Couto foi até a sede do STF, onde se reuniu com o ministro Edson Fachin. Não houve declarações do interino após os encontros.

O governador em exercício terá até 48 horas para convocar uma eleição indireta que definirá o novo chefe do Palácio Guanabara. A tendência é que Couto fique por até 30 dias no comando do Executivo. Como o período é curto, ele chegou a comentar com amigos que terá pouco tempo para deixar um legado.

Uma ideia acalentada, segundo uma fonte, era a de que, se o presidente do tribunal fluminense permanecesse até outubro, aguardando as eleições diretas, poderia fazer cortes drásticos nas nomeações, optando por um corpo técnico, na tentativa de dar um choque de gestão na máquina administrativa.

Uma vantagem do presidente é seu bom relacionamento com esferas do Judiciário, principalmente com o Supremo Tribunal Federal (STF). Ao GLOBO, Couto explica que precisará conhecer melhor o Executivo. Em janeiro, o presidente do TJRJ ficou pouco mais de uma semana, em caráter interino, substituindo Castro durante uma missão oficial do titular à Europa, tempo insuficiente para entender a rotina do cargo em sua totalidade

— Primeiro, eu tenho que conhecer bem o Executivo, sua estrutura. Para isso, preciso analisar o quadro necessário para eu fazer qualquer tipo de escolha (de nomes). Fica difícil responder o que farei agora, pois não sei, efetivamente, quanto tempo eu próprio ficarei à frente do governo do estado. Depende de muitos fatores — explicou o governador.

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Privatização da Copasa entra na reta final. O diabo são os detalhes

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Privatização da Copasa entra na reta final. O diabo são os detalhes

O processo de privatização da Copasa está chegando aos finalmentes. 

Os interessados foram avisados que devem se preparar para apresentar uma carta-fiança garantindo suas ofertas no leilão de desestatização, e que o documento poderá ser exigido já nos próximos dias.

Essa etapa chegou a ser prevista para a semana passada, mas demandas do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais atrasaram o processo.

Agora, a expectativa entre os bancos que conduzem a transação é de uma retomada esta semana, para que a desestatização aconteça ainda em abril, embora existem dúvidas sobre a viabilidade desse cronograma.

Carlos Piani

A estatal mineira de saneamento está na mira de pelo menos três compradores potenciais.

A Sabesp deve ir junto com a Equatorial Energia, seu acionista de referência. Aegea e Perfin, que se associaram em outros leilões, estão olhando o negócio separadamente e não farão uma oferta conjunta, fontes próximas dos grupos disseram ao Brazil Journal.

Apesar de haver interessados, o proverbial diabo mora nos detalhes. Os potenciais participantes aguardam definições-chave, como a renovação do contrato da Copasa com Belo Horizonte; a divulgação do prospecto da oferta, com as regras detalhadas do leilão; e o acordo de acionistas que deverá ser assinado pelo eventual investidor de referência. 

“Ainda aguardamos a publicação das regras para entender os tempos e movimentos. Nesse momento o foco é entender as regras,” disse uma fonte de um grupo que olha o leilão. 

“Disseram que o processo voltaria nesta semana, mas vejo com ceticismo esse timing. Acho que junho seria algo mais realista,” disse uma fonte próxima a outra das interessadas.

O Governo Romeu Zema – que tecnicamente acabou na sexta-feira – já aprovou o modelo da privatização, que buscará um investidor estratégico para adquirir pelo menos 30% da Copasa, mas sem descartar uma venda pulverizada das ações no mercado. 

“Na prática, dá pra comparar como sendo um ‘modelo Sabesp’ ou um mais parecido com o modelo Eletrobras,” disse uma fonte que acompanha o processo para um investidor. 

Radames Casseb ok

Na privatização da Eletrobras, as ações foram colocadas no mercado numa oferta pública, de forma pulverizada. 

Investidores como o CPPIB e o GIC chegaram a se interessar em ancorar o leilão, mas acabaram ficando de fora quando a forte demanda do mercado puxou o preço para cima. A oferta saiu a R$ 42 por ação, um deságio de 1% ante o fechamento da véspera. 

Na Sabesp, o Governo de São Paulo buscou um investidor de referência para ficar com 15% da empresa e vendeu outro lote de ações em bolsa, pelo mesmo valor.

Só a Equatorial fez uma oferta para ser âncora, com um deságio de 10% frente ao preço de tela na ocasião, a R$ 67.  

Os investidores de mercado que entraram na oferta – tipicamente fundos de ações – puderam comprar o papel no mesmo preço da Equatorial dias depois, quando a diferença para o valor de tela já superava 20%, criando um um verdadeiro “trem da alegria” para os felizardos que conseguiram uma alocação.

Agora, os bancos sinalizaram que estão desenvolvendo um modelo que levaria em conta os “aprendizados” com a oferta da Sabesp e da Eletrobras, para que o estado de Minas “não deixe dinheiro na mesa.” 

“Parece que, se os potenciais investidores estratégicos bidarem baixo, não vão levar. Se o mercado bidar um preço maior que o estratégico, eles devem vender de forma pulverizada,” disse uma das fontes. 

Mas os detalhes ainda não estão claros, e serão cruciais para a definição do vencedor. 

O BTG foi contratado pelo Governo para a modelagem, junto com a Ernst & Young e o Stocche Forbes. 

Os coordenadores da oferta pública são o BTG Pactual (que também liderou a oferta da Sabesp), Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB.

Na disputa pela Copasa, a Sabesp tem como vantagem competitiva as potenciais sinergias com sua operação de São Paulo, além do acesso a capital mais barato, segundo as fontes.

Já a Aegea vê a Copasa como uma alavanca para aumentar seu valuation e viabilizar seu IPO.

Uma possibilidade, inclusive, é usar a Copasa como veículo para ir à Bolsa: se vencer o leilão, a Aegea poderia buscar convencer os demais acionistas da empresa mineira a fundir a Copasa com a Aegea, fazendo na prática um “IPO reverso,” pessoas a par das discussões internas disseram ao Brazil Journal.

Como a Aegea hoje tem uma alavancagem maior que a Copasa, essa consolidação resultaria numa empresa listada com um nível de endividamento menor, o que inclusive permitiria ao grupo ser mais agressivo no leilão de privatização, segundo essas pessoas. 

Resta entender, porém, se as regras e o acordo de acionistas permitiriam essa consolidação – não à toa há tanta expectativa pela divulgação da documentação detalhada sobre a transação. 

A Perfin, também no páreo, já é um acionista minoritário da Copasa, e é uma gestora com participação minoritária do BTG Pactual.

Outra possibilidade é que o leilão não atraia um player estratégico e as ações sejam pulverizadas entre diversos fundos de investimento.

O setor de saneamento do Brasil atrai forte interesse de estrangeiros com “bolso fundo”, e não seria difícil para eles fechar toda a demanda pelas ações a preço competitivo, notou uma fonte de um grande banco.

Mas a definição das regras do leilão com pouca antecedência pode gerar um desafio de governança para que esses investidores participem, disse uma das fontes.

A equipe de research do Santander avaliou em relatório recente que a privatização terminar sem um player âncora é “um cenário improvável”. O Itaú BBA projetou que o leilão deve ocorrer por volta de abril. 

O eventual investidor estratégico da Copasa teria um lock-up de 100% das ações por quatro anos; e de 50% até 2033 ou até a universalização do serviço. Esse player precisará ter experiência em infraestrutura – não necessariamente em saneamento. 

A Copasa tem valor de mercado de R$ 21 bilhões. O Estado de Minas Gerais detém 50,03% das ações. 




Luciano Costa




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democratas da Flórida vencem eleição em distrito de Mar-a-Lago

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democratas da Flórida vencem eleição em distrito de Mar-a-Lago

Os democratas conquistaram na terça-feira uma vaga na Assembleia Legislativa da Flórida em um distrito que inclui Mar-a-Lago, a propriedade do presidente Donald Trump em Palm Beach. É mais uma vitória surpresa em eleição estadual — desta vez com forte peso simbólico.

Emily Gregory, novata na política e com formação em saúde pública, tornou-se a mais recente democrata a vencer uma eleição especial e ocupar uma cadeira que até então era republicana.

Em outra disputa no estado, o democrata Brian Nathan, veterano da Marinha e líder sindical dos trabalhadores eletricistas, liderava uma acirrada eleição em West Tampa para o Senado estadual, em uma vaga aberta com a nomeação da nova vice-governadora da Flórida.

Desde a eleição presidencial de 2024, os democratas já reverteram mais de duas dezenas de cadeiras em estados republicanos ou competitivos — incluindo Arkansas e New Hampshire neste mês — enquanto os republicanos ainda não conseguiram tomar nenhuma vaga de democratas.

Estratégias republicanos tratam essas derrotas como uma “correção” depois dos ganhos expressivos de 2024 em Washington e nas assembleias estaduais.

Já os democratas veem nos resultados um sinal de crescente insatisfação com Trump, que pode se estender até novembro e influenciar as eleições de meio de mandato. A vitória de Gregory leva essa tendência para o “quintal” do ex-presidente, em um estado que, após anos como swing state, passou a pender claramente para o lado republicano.

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“Os floridianos estão cansados do caos, da corrupção e dos preços nas alturas, de supermercado a gasolina e plano de saúde”, disse Nikki Fried, presidente do Partido Democrata do estado, em nota. “Eles estão escolhendo lideranças confiáveis como Emily para estabilizar as coisas e trazer de volta soluções de bom senso, focadas nas pessoas.”

Um democrata não vence a disputa presidencial na Flórida desde 2012, mas o estado tem dado sinais da onda azul em 2026. Boca Raton, a cerca de 50 km de Palm Beach, elegeu neste mês seu primeiro prefeito democrata em 45 anos, em disputa apertada. Já em dezembro, os eleitores de Miami elegeram, por ampla margem, o primeiro prefeito democrata em 30 anos.

O Condado de Palm Beach, onde Gregory venceu, já foi bastião democrata, mas os republicanos avançaram com força nas eleições locais e federais recentes. A cadeira que ela conquistou — o Distrito 87, no litoral do condado — era ocupada pelo deputado estadual republicano Mike Caruso, que havia vencido por 19 pontos em 2024.

Caruso renunciou em agosto após ser nomeado escrivão do condado pelo governador Ron DeSantis, o que levou à convocação da eleição especial. Trump votou pelo correio na disputa, apesar de sua campanha nacional contra o voto por correspondência.

Aos 40 anos, Gregory fez campanha em torno do tema que virou mantra democrata em 2026: custo de vida. Ela focou em moradia e saúde, e também explorou seu perfil pessoal: mãe de três filhos, esposa de militar e dona de pequeno negócio.

O adversário, Jon Maples, 43, planejador financeiro e ex-vereador em Lake Clarke Shores, se apresentou como “outsider conservador” e “patriota America First”. Trump havia impulsionado sua candidatura em um evento republicano em Palm Beach dias antes da votação, mesmo enquanto Maples enfrentava uma denúncia formal de que não morava no distrito.

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Em West Tampa, Nathan tentava uma virada contra a ex-deputada estadual Josie Tomkow, republicana, apesar da desvantagem de recursos e da baixa projeção. A vaga em disputa surgiu após Jay Collins, também republicano, ser nomeado vice-governador.

Os republicanos, no entanto, venceram outra eleição especial para a Câmara estadual, para substituir a própria Tomkow: Hilary Holley derrotou com folga o democrata Edwin Perez e passou a representar um distrito entre Tampa e Orlando.

Na prática, a vitória de Gregory não altera a correlação de forças em Tallahassee, onde os republicanos mantêm maioria qualificada. Mesmo assim, o mandato tampão dela, que vai até o fim do ano, deve ser movimentado. A Assembleia ainda precisa aprovar o orçamento antes de 1º de julho, e DeSantis convocou uma sessão extra em abril para redesenhar o mapa eleitoral da Flórida para a Câmara dos EUA, a tempo das midterms de 2026.

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A expectativa é que Gregory dispute novamente a vaga nas eleições gerais de novembro, desta vez por um mandato completo de dois anos. Um reencontro com Maples nas urnas é uma possibilidade concreta.

Este texto é uma adaptação de reportagem originalmente publicada no The New York Times.

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Estée Lauder quer comprar a Puig. Mercado não gosta do cheiro

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Estée Lauder quer comprar a Puig. Mercado não gosta do cheiro

A Estée Lauder – a gigante americana dos cosméticos – está negociando a compra da espanhola Puig, que atua nos mercados de fragrâncias e moda com marcas como Carolina Herrera e Jean Paul Gaultier.

A transação, reportada pelo Financial Times, criaria uma companhia com valor de mercado de US$ 40 bilhões e foi confirmada pelas partes, que não garantem que as conversas resultarão em um acordo.

Os investidores puniram a ação da Estée Lauder após a notícia, temendo que a aquisição possa atrapalhar o turnaround em curso na empresa.

A ação da Puig, que já havia subido 5% ontem, sobe mais 16% em Madri hoje, enquanto o papel da Estée Lauder recuou 7,7% em Nova York ontem para US$ 79,29. 

Com uma posição de liderança no setor de cosméticos junto com a L’Oréal e uma forte presença no segmento de luxo, a Estée Lauder tenta superar uma crise que se arrasta pelo menos desde 2021.

Com receitas e participação de mercado em queda, a empresa havia finalmente decidido apostar nas vendas online e em produtos mais econômicos desde que Stéphane de La Faverie assumiu como CEO em janeiro do ano passado, em busca de uma nova geração de consumidores.

Agora, com a possível compra da Puig, a companhia controlada por William Lauder, um dos netos de Estée, parece ter mudado de estratégia novamente – e assustou o mercado.

Ainda que a combinação de negócios possa resultar na incorporação de marcas icônicas como Nina Ricci e Rabanne ao portfólio de perfumes da gigante americana, ajudando na briga por share contra a L’Oréal, analistas entendem que a operação não vem em boa hora.

“A Estée Lauder está nos estágios iniciais de uma reestruturação empresarial, e um negócio deste porte cria complexidade e risco de execução,” analistas do Citi disseram ao FT.

Um negócio familiar de Barcelona, a Puig cresceu via aquisições de marcas de fragrâncias e abriu seu capital em 2024, mas vem sofrendo desde então com resultados abaixo das expectativas do mercado.

A empresa acaba de anunciar José Manuel Albesa como seu primeiro CEO de fora da família Puig, que ainda é sua controladora.

A Estée Lauder vale US$ 28,7 bilhões na Bolsa.

A Puig vale € 8,8 bilhões.




Matheus Prado




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