Li recentemente uma matéria publicada pela Folha de S.Paulo que me deixou profundamente inquieto e acredito que deveria causar o mesmo efeito em todos nós que falamos sobre educação, desenvolvimento e futuro do país.
Segundo dados do Índice de Inclusão Educacional (IIE), desenvolvido pela Metas Sociais a pedido do Instituto Natura, o Brasil saiu de 2019 para 2023 com uma queda significativa no aprendizado de matemática entre jovens que concluem o ensino médio na idade certa.
Na prática, o número de estudantes que chegam aos 18 anos com conhecimento acima do básico em matemática caiu de 25,5% para 21,4%. Isso significa que, hoje, apenas dois em cada dez jovens formados dominam o mínimo esperado para lidar com porcentagens, interpretar gráficos ou resolver problemas matemáticos do cotidiano.
O diretor-presidente do Instituto Natura, David Saad, define bem a situação ao afirmar que tivemos “uma geração excluída do aprendizado em matemática”. E aqui vale um ponto importante: a pandemia foi um fator determinante, sem dúvida, mas os dados mostram que o problema é anterior a ela.
Quando olhamos para a comparação com língua portuguesa, o contraste é evidente. Em português, os indicadores são mais altos e sofreram menos impacto, em alguns estados, inclusive, houve crescimento no período. Isso não acontece por acaso. O Brasil conseguiu estabelecer metas claras, políticas públicas e mobilização nacional em torno da alfabetização. Em matemática, isso ainda não existe de forma estruturada, contínua e prioritária.
E por que isso importa tanto? Porque matemática não é só uma disciplina escolar. Ela está diretamente ligada à capacidade de raciocínio lógico, tomada de decisão, leitura de dados, planejamento financeiro e inserção no mercado de trabalho. Em um mundo cada vez mais orientado por tecnologia, dados e inovação, deixar jovens para trás nessa área é comprometer o futuro econômico e social do país.
Se queremos falar de desenvolvimento, competitividade e redução das desigualdades, precisamos colocar o ensino de matemática no centro da agenda educacional, com metas claras, formação de professores, acompanhamento consistente e compromisso de longo prazo.
Os números estão aí. Ignorá-los não é mais uma opção. Educação se constrói com visão, prioridade e continuidade. E o tempo para agir é agora. Deixo aqui uma reflexão: que tipo de futuro estamos construindo quando apenas dois em cada dez jovens dominam o básico em matemática?
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Imagem: Envato
(*) Julio Segala. Atua no franchising há 29 anos, graduado em Engenharia Elétrica, Matemática e Física, Mestre em Engenharia, Pós-Graduado em Gestão de Negócios, atualmente Vice-presidente de Operações no Kumon América do Sul, membro dos comitês de Microfranquias & Novos Modelos e Educação da ABF e instrutor dos programas de capacitação da ABF.
A Paris Vision 8 começa um novo ciclo de expansão nacional por meio do franchising. Com 10 anos de atuação, a boutique óptica premium adota uma estratégia baseada em crescimento sustentável, rentabilidade e escolha criteriosa de praças. A prioridade da marca é alcançar regiões com alta densidade de consumo premium e baixa oferta de óticas especializadas.
“Nós hoje somos muito bem conceituados no mercado óptico, tendo como principais fornecedores a Luxottica, a Marcolin, a Thelios, a Sáfilo, a GO, a Silhouette, dentre outras grandes marcas internacionais que atuam no Brasil, além de condições especiais com fabricantes de lentes. Então, nós temos hoje condições de franquear a marca, porque nós conseguimos oferecer ao franqueado condições que ele abrindo uma loja solo, ele não terá”, afirma o CEO da Paris Vision, Eduardo de Carvalho.
Modelo de negócios
Fundada em 2015, em Cuiabá (MT), pelos empresários Marlene Silveira e Eduardo de Carvalho, a Paris Vision 8 nasceu a partir da identificação de uma lacuna clara no mercado óptico brasileiro: a carências de marcas capazes de unir curadoria internacional, luxo contemporâneo e atendimento consultivo especializado e humanizado. Em um setor historicamente orientado por volume e preços, a empresa construiu um posicionamento focado em qualidade, experiência e relacionamento.
O modelo, inicialmente desenvolvido para atender um público local altamente exigente, evoluiu para uma operação madura e estruturada, comparável em sofisticação ao varejo de joalherias e moda de alto padrão. Antes de escalar, os fundadores optaram por fortalecer a base do negócio, investindo em governança, parcerias estratégicas com fornecedores globais e padrões rigorosos de atendimento.
“Existe uma parcela dos consumidores brasileiros que são exigentes. Eles não buscam apenas um melhor preço, eles buscam um atendimento diferenciado, experiências, garantia. Eles querem ser atendidos com aquele diferencial de que ele estará respaldado. E nós não enxergamos apenas o nosso cliente como um consumidor. Nós estamos dentro da área de saúde, então, trabalhamos bastante com um atendimento menos comercial e mais humanizado na busca de trazer uma solução ideal para o cliente”, afirma Eduardo de Carvalho, CEO da Paris Vision 8.
Expansão por franchising
Com um modelo que funciona, a Paris Vision 8 avança agora para o franchising com o objetivo de ocupar mercados estratégicos como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais. Atualmente, a rede conta com quatro unidades – sete unidades , sendo cinco em Mato Grosso, uma em Mato Grosso do Sul e uma em Balneário Camboriú (SC) . A meta é encerrar 2026 com uma rede ampliada, mas sempre pautada no bom posicionamento e na preservação dos valores da marca.
“A meta é chegar em uma cobertura nacional que atinja todos os estados. Queremos estar presentes não com quantidade de pontos, mas com qualidade. Nós não queremos ser a maior franquia do segmento, queremos estar entre as melhores”, diz Carvalho.
A estratégia de crescimento inclui negociações diretas com fornecedores ópticos de renome internacional, garantindo curadoria atualizada, condições comerciais diferenciadas e margens sustentáveis. A rede também oferece uma estrutura profissional de suporte ao franqueado, que acompanha desde a implantação até a operação contínua da unidade.
Segundo o CEO da Paris Vision 8, o perfil de franqueados visado é de multifranqueados com experiência, e que queiram expandir sua rede de empreendimentos.
Diferenciais da marca
Cada unidade da Paris Vision trabalha com um portfólio selecionado de óculos de sol, armações e acessórios para homens, mulheres e crianças. As lojas seguem o conceito boutique, com metragem compatível ao posicionamento da marca e equipes treinadas para um atendimento consultivo de alto padrão, voltado à fidelização e recorrência.
O investimento inicial parte de R$ 1,15 milhão, incluindo taxa de franquia, projeto arquitetônico, equipamentos, estoque e capital de giro. O faturamento bruto médio gira em torno de R$ 400 mil mensais, com margem líquida que pode chegar a até 30%, a depender da maturidade da operação e da praça. O prazo de retorno estimado varia entre 18 e 24 meses.
“O nosso cliente não entra apenas para comprar um produto, mas para receber orientação e confiança. Essa experiência sustenta um ticket médio elevado e gera fidelidade”, explica Carvalho. O ticket médio por unidade supera R$ 4 mil, reflexo direto do posicionamento premium e da jornada de compra diferenciada.
Para sustentar esse modelo, a Paris Vision investe em ambientes onde o luxo é percebido nos detalhes: arquitetura autoral, mobiliário exclusivo, identidade olfativa e exposição clean dos produtos. As equipes são formadas por profissionais com perfil acima da média do varejo tradicional.
“Marca premium precisa ser desejada pelo consumidor e saudável para quem opera. Isso exige gestão profissional, fornecedores sólidos, ponto comercial estratégico e atendimento consultivo”, reforça o CEO.
Mercado de luxo
Com foco em critério, eficiência operacional e geração de valor no longo prazo, a Paris Vision 8 aposta em uma expansão alinhada às transformações do consumo premium no Brasil.
A expansão da Paris Vision 8 acontece em um cenário favorável ao mercado de luxo. No Brasil, esse nicho tem apresentado um crescimento consistente que tem aberto espaço para modelos de negócio voltados a consumo qualificado, experiência e margens sustentáveis.
Segundo a Bain & Company, o setor cresceu 26% entre 2022 e 2024 e movimentou cerca de R$ 98 bilhões no último ano. As projeções indicam que esse volume pode alcançar entre R$ 130 bilhões e R$ 150 bilhões até 2030. Dentro desse cenário, o varejo óptico premium se consolida como uma das frentes mais atrativas para investidores, ao combinar moda, saúde visual e recorrência de consumo.
A Casas Bahia anunciou que levará a taça do Campeonato Paulista para três megalojas na capital paulista, após registrar crescimento nas vendas com ações realizadas durante o campeonato.
Segundo a empresa, uma das iniciativas de maior repercussão foi a intervenção no tradicional “cara ou coroa” antes das principais partidas de cada rodada. A ação elevou em até 190% as vendas do produto sorteado no dia seguinte ao jogo.
A estratégia agora será replicada nas lojas físicas. A taça oficial do Campeonato Paulista estará exposta em três unidades, criando um circuito que integra experiência de compra e entretenimento. Nos dias em que o troféu estiver disponível para visitação, a dinâmica do “cara ou coroa” será realizada presencialmente, permitindo a participação dos clientes. O produto sorteado também será oferecido em condição especial.
Na Megaloja Marginal Tietê, a ativação incluirá estrutura com telão, arquibancada e barraca de petiscos para exibição das semifinais do Campeonato Paulista, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, com transmissão da CazéTV.
Cara ou coroa
Antes de cada partida, o árbitro realiza o sorteio de cara ou coroa com os capitães das equipes para definir quem dará o pontapé inicial. No Paulistão Casas Bahia 2026, as faces da moeda foram substituídas por produtos do portfólio da varejista. O sorteio passou a determinar também qual item entrará em promoção nas lojas físicas e nos canais digitais na semana seguinte.
Além do crescimento nas vendas no dia seguinte aos jogos, a empresa informou aumento de 49% na procura pelos produtos nas semanas dos sorteios, incluindo categorias de maior valor.
As ações relacionadas ao campeonato somam 51,8 milhões de visualizações nas transmissões e 20,3 milhões de impressões em reservas de mídia antes, durante e após os jogos, segundo a companhia. Nas redes sociais, foram publicados 271 conteúdos, que acumulam 30,5 milhões de visualizações.
“Quando a Casas Bahia assumiu os naming rights do Paulistão, a nossa missão era aprofundar a relação com o público do esporte e converter a atenção e visibilidade em resultados concretos. Transformar um dos momentos tradicionais do jogo em uma alavanca de vendas mostra que fomos bem-sucedidos neste objetivo e sinaliza o quanto o patrocínio a grandes campeonatos, quando atrelado a uma boa estratégia, pode trazer relevância cultural e impacto comercial”, afirma Gustavo Pimenta, Diretor Executivo Comercial e de Marketing do Grupo Casas Bahia.
Datas da exposição da taça
A taça do Paulistão Casas Bahia 2026 estará nas seguintes unidades:
Berrini – 24 e 25 de fevereiro R. Flórida, 1970 – Berrini
Marginal Tietê – 28 de fevereiro e 1º de março Av. Emb. Macedo Soares, 9175 – Água Branca
Shopping Aricanduva – 7 e 8 de março Av. Aricanduva, 5555 – Vila Aricanduva
A cadeia de suprimentos é um conceito muito importante para a gestão eficiente e eficaz de empresas em diversos setores. Envolvendo todas as etapas, desde a aquisição de matérias-primas até a entrega do produto final ao consumidor, a cadeia de suprimentos serve para garantir que os produtos certos estejam disponíveis no momento certo e a preço justo.
O que é cadeia de suprimentos?
A cadeia de suprimentos é uma rede de organizações, atividades, recursos e informações envolvidas na criação e entrega de um produto ou serviço ao consumidor final.
Ela abrange todos os processos que vão desde a produção de matérias-primas até a distribuição e venda de produtos acabados. A cadeia pode ser visualizada como uma série de etapas interligadas que trabalham em conjunto para transformar recursos brutos em produtos acabados e entregá-los ao mercado.
Inevitavelmente, todas as empresas que entregam um produto para o consumidor possuem uma cadeia de suprimentos. Porém, a ideia é otimizá-la e aperfeiçoá-la, para reduzir custos e erros, para um consumidor que está cada dia mais exigente.
Principais componentes da cadeia de suprimentos
Fornecedores: São responsáveis por fornecer as matérias-primas e os componentes necessários para a produção. A seleção de fornecedores confiáveis e eficientes é um dos preceitos fundamentais para garantir a qualidade do produto final.
Produção: Envolve a transformação das matérias-primas em produtos acabados. A gestão da produção inclui o controle da qualidade, o planejamento da capacidade e a otimização dos processos de fabricação.
Armazenagem: Refere-se ao armazenamento de matérias-primas e produtos acabados. Uma gestão eficiente dos estoques é essencial para minimizar custos e garantir que a demanda seja atendida sem excessos ou faltas.
Distribuição: Envolve a logística de transporte e entrega dos produtos aos pontos de venda ou diretamente aos consumidores. A eficiência na distribuição pode impactar significativamente a satisfação do cliente.
Consumidor final: A etapa final da cadeia é onde o produto é vendido ao consumidor. O feedback dos clientes pode fornecer informações valiosas para ajustes e melhorias no processo.
Importância de uma gestão eficaz
Redução de custos
Uma cadeia de suprimentos bem gerida pode reduzir os custos operacionais por meio da otimização de processos, negociação de melhores condições com fornecedores e redução de desperdícios.
Aumento da eficiência
Processos eficientes permitem que as empresas respondam rapidamente às mudanças na demanda e ajustem a produção e a distribuição conforme necessário.
Melhoria da qualidade
A integração e o monitoramento constante ao longo da cadeia ajudam a garantir que os produtos atendam aos padrões de qualidade estabelecidos.
Satisfação do cliente
Uma cadeia de suprimentos bem coordenada garante que os produtos sejam entregues no prazo e em boas condições, aumentando a satisfação do cliente e a lealdade à marca.
Vantagem competitiva
Empresas que conseguem gerenciar suas cadeias de suprimentos de forma eficaz podem se destacar no mercado ao oferecer produtos a preços competitivos e com maior eficiência.
Desafios comuns para gerir a cadeia de suprimentos
Variabilidade da demanda: Flutuações na demanda dos consumidores podem tornar difícil o planejamento e o controle de estoques.
Complexidade logística: A coordenação entre diversos fornecedores, produtores e distribuidores pode ser complexa e exigir uma gestão cuidadosa.
Riscos de fornecimento: Problemas com fornecedores, como atrasos ou falhas de qualidade, podem impactar negativamente toda a cadeia de suprimentos.
Tecnologia e inovação: A adoção de novas tecnologias e ferramentas para gerenciar a cadeia de suprimentos pode ser dispendiosa e exigir treinamento adicional.
Tendências e inovações
Para enfrentar os desafios e aprimorar a gestão da cadeia de suprimentos, muitas empresas estão adotando novas tendências e inovações, como:
Tecnologia da Informação
O uso de softwares de gestão, sistemas de rastreamento e análise de dados permite uma visão mais clara e em tempo real dos processos da cadeia de suprimentos.
Automação
A automação de processos, desde a produção até a logística, pode aumentar a eficiência e reduzir erros.
Sustentabilidade
Muitas empresas estão adotando práticas sustentáveis na cadeia de suprimentos, buscando reduzir o impacto ambiental e promover a responsabilidade social.
Blockchain
A tecnologia blockchain está sendo utilizada para melhorar a transparência e a segurança na cadeia de suprimentos, permitindo o rastreamento mais preciso dos produtos.
Inteligência Artificial
Ferramentas de inteligência artificial ajudam a prever demanda, otimizar rotas de entrega e identificar padrões que podem melhorar a gestão da cadeia.
Tecnologia e inovação na gestão da cadeia de suprimentos
A transformação digital redefiniu a gestão da cadeia de suprimentos no varejo. Hoje, eficiência não depende apenas de planejamento logístico, mas de integração tecnológica, análise de dados e tomada de decisão em tempo real.
Um dos principais avanços está no uso de inteligência artificial para previsão de demanda. Algoritmos conseguem cruzar histórico de vendas, sazonalidade, comportamento do consumidor e variáveis externas para reduzir rupturas e excessos de estoque. Isso impacta diretamente custos e nível de serviço.
Outro pilar é a integração via sistemas ERP, que conectam compras, estoque, financeiro e distribuição em uma única plataforma. Essa visibilidade integrada permite acompanhar indicadores críticos e identificar gargalos antes que eles afetem o consumidor final.
Além disso, a digitalização da cadeia de suprimentos viabiliza:
rastreabilidade de pedidos em tempo real;
automação de centros de distribuição;
integração omnichannel entre loja física e e-commerce;
uso de dados para negociação estratégica com fornecedores.
No varejo contemporâneo, tecnologia não é diferencial — é requisito para competitividade. Empresas que investem em inovação conseguem operar com estoques mais enxutos, maior previsibilidade e maior capacidade de resposta às oscilações do mercado.
Quais KPIs usar na gestão da cadeia de suprimentos?
Uma gestão eficiente da cadeia de suprimentos exige acompanhamento constante de indicadores de desempenho (KPIs). Sem métricas claras, decisões se tornam reativas e pouco estratégicas.
Entre os principais KPIs que devem ser monitorados estão:
Lead time Mede o tempo total entre o pedido ao fornecedor e a disponibilidade do produto para venda. Reduzir o lead time aumenta agilidade e competitividade.
Giro de estoque Indica quantas vezes o estoque é renovado em determinado período. Um giro saudável evita capital parado e reduz risco de obsolescência.
Nível de serviço Avalia a capacidade da empresa de atender à demanda sem rupturas. Está diretamente ligado à experiência do cliente.
Taxa de ruptura Mostra a frequência com que produtos ficam indisponíveis. Altas taxas indicam falhas de previsão ou reposição.
Custo logístico total Inclui armazenagem, transporte, manuseio e distribuição. Monitorar esse indicador é fundamental para manter margens no varejo.
A gestão da cadeia de suprimentos orientada por dados permite decisões mais estratégicas, reduz desperdícios e aumenta previsibilidade. O acompanhamento contínuo desses KPIs transforma a operação em um processo mais eficiente, mensurável e escalável.