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NRF 2026: a diferença entre seguir o hype e extrair valor dele

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NRF 2026: a diferença entre seguir o hype e extrair valor dele


Ser dono ou executivo de varejo no Brasil é um MBA diário. Vivemos hiperinflação, inflação, juros altos, juros baixos, IPCA, IGP-M, contratos indexados com shoppings, garantia na PF, LTDA que não é LTDA, negociação com a indústria, boom e indisponibilidade de crédito… É um verdadeiro teste de sobrevivência. Mas, apesar da bagunça, estamos aqui, em 2026, firmes e fortes. Já um varejista americano não aguentaria 10 anos de Brasil. Uso de exemplo um americano pois esse é o país-sede da NRF, o maior evento do varejo mundial.

Neste ano, tive a oportunidade de participar pela segunda vez, como parte de uma comitiva de mais de 2500 brasileiros. Muitos deles com até 20 anos de vivência no evento. E o que aprendi com eles foi: cuidado com mensagens proféticas vindas de fora. A feira é sensacional e os debates, incríveis. Às vezes tão inspiradores, que levam ao hype. Mas justamente por isso, é preciso tomar cuidado para não sair de lá querendo jogar tudo para o alto e revolucionar o seu negócio por completo. 

Em uma palestra do circuito pós-NRF para brasileiros, uma grande personalidade do varejo brasileiro contou que já viu de tudo nessas duas décadas de evento. Na edição de 2019, por exemplo, decretaram o fim do varejo físico, garantindo que vender em loja era coisa do passado e que o futuro seria todo online. O que se seguiu foi uma série de varejistas especialistas em lojas físicas brigando para entrar no universo online, comprando sites de e-commerces nichados e tentando desenvolver uma expertise desconhecida – e, assim, incentivando uma enxurrada de outros players a fazerem o mesmo. Como consequência, deixaram de lado aquilo em que eram realmente bons. 

O que é discutido na feira e no pós-feira gera muita inquietação. É uma ansiedade que pode nos levar a tomar decisões questionáveis que desviam nossos negócios do que realmente são bons e/ou do que é necessário melhorar. Portanto, faço um convite para voltarmos aos fundamentos dos nossos negócios e entendermos como as “mensagens proféticas” da NRF 2026 podem realmente nos ajudar a fortalecer os nossos negócios. 

Entre os anúncios que mais chamaram atenção tivemos o UCP da Google e a evolução do checkout online integrado ao Gemini. Usuários que hoje pesquisam sobre produtos usando o Gemini poderão concluir suas compras diretamente por lá. Em 2019, o Instagram tentou lançar o Instagram Check Out, mas talvez estivesse à frente do seu tempo. Em 2021, o Tiktok lançou o Tiktok Shop, que em 2025 chegou ao Brasil fazendo barulho. O UCP, muito provavelmente, chegará às demais ferramentas de Inteligência Artificial em breve. Este é o resultado de anos de testes e evoluções no processo de compra online, que cada vez mais mira em criar experiências mais fluidas e reduzir a fricção entre descoberta, decisão e pagamento. 

Junto deste anúncio, novos temas e termos surgiram, como foi o caso do “GEO” – o SEO das inteligências artificiais. Nossos times de marketing, que aprenderam a hackear e vencer a guerra do SEO no Google, agora entrarão em uma nova batalha. O lançamento do

Google e suas ramificações foi um tema tão relevante que ocupou uma tarde inteira de discussão da nossa delegação. Foi profético? Talvez. Vai mudar a forma de comprar de parte da sociedade? Provavelmente. Amanhã? Não! Precisamos parar tudo para entender isso? Ainda não. 

Ao mesmo tempo, tivemos também muitos outros exemplos tangíveis de como a AI pode nos ajudar como varejistas. Gestão de estoque mais precisa, redução de rupturas, apoio à logística, treinamento de vendedores por meio de simulações, melhor disposição de produtos no ponto de venda, promoções mais bem direcionadas e um relacionamento mais inteligente com o cliente. 

Vários desses recursos não exigem grandes times de tecnologia nem investimentos milionários. Existem uma série de fornecedores especialistas e, principalmente, startups, que têm excelentes soluções para estas questões. 

Usos como esses, associados aos fundamentos que mencionei e à manutenção da proposta de valor, podem realmente nos ajudar a trazer alguns (ou muitos) milhões a mais de receita, caixa, empregos e impacto. Esse ponto, aliás, me faz lembrar de outra provocação das últimas NRFs: como o varejo consegue aumentar sua receita pensando fora da caixa. Se o varejista faz todo o investimento para trazer o cliente para sua loja, para seu site e sua rede social, então por que não monetizar mais em cima disso? Existem vários ângulos para isso. 

Aplicações mais profundas de AI — como monetização de dados, retail media avançado e publicidade programática dentro da loja física — parecem muito legais e boas fontes incrementais de receita, mas são estratégias, ao menos por ora, restritas ao grande varejo, que conta com verba dedicada, profissionais especializados e estruturas robustas. 

Em contrapartida, se não estamos mais avançados que o “primeiro mundo” em termos de soluções tecnológicas para o varejo — no universo de meios de pagamento estamos pelo menos 10 anos na frente deles. O exemplo mais fácil e atual é o PIX, mas um melhor (e mais chocante para o varejista brasileiro), é o nosso famoso crediário. Enquanto as Casas Bahia lançaram esse conceito na década de 1950, o “BNPL” (Buy Now Pay Later) só chegou aos principais temas da NRF em 2023. 

Para eles, novidade, para nós a maior e melhor ferramenta comprovada de aumento de vendas e capacidade de monetização de base de clientes — batendo, em alguns casos, aumentos de receita na ordem de 50% em 18 meses. Enquanto eles discutem monetização extra de clientes por meio de retail media nós focamos em mexer o ponteiro de verdade. Monetizar a base de clientes por meio do crédito é uma das poucas alavancas que podem dobrar a receita do varejo em 2 anos. E faz isso com muito melhor ROI do que outras iniciativas. 

Na fronteira do conhecimento em termos de tecnologia e produto, com AI e AGI embarcadas, hoje os varejistas conseguem ter sua própria operação de crédito sem precisar criar uma verdadeira instituição financeira interna ou ficar na mão da aprovação das financeiras. E, ainda, faz isso com a possibilidade de escolher entre investir na operação ou não, com tudo que os principais bancos do país têm de tecnologia à disposição.

Mais uma vez, voltamos aos fundamentos deste segmento: é preciso ter margem na venda do produto, clientes fiéis e gestão de estoque. Para desdobrar isso é importante que o varejista entenda o que trouxe ele até aqui. Sua proposta de valor é ter a melhor experiência ao cliente? É ter o melhor preço? É a conveniência? Ter clareza disso e comunicar com intencionalidade é o primeiro passo de tudo. Mas chega de ensinar o padre a rezar a missa. O recado deste texto é que o varejista reflita e pense em como a AI e as novas tendências do mercado podem ajudá-lo a fazer melhor o que ela já faz bem e a executar melhor aquilo que é simples. 

A verdadeira mensagem na NRF foi sutil, porém poderosa: o futuro da compra passa por experiências cada vez mais fluidas, com menos fricção entre descoberta, decisão e pagamento. O consumidor está em busca de experiências aliadas à sua proposta de valor. A tecnologia de AIs e AGIs não são o sujeito dessa jornada, são ferramentas para ajudar nisso. 

Quando varejistas me questionam sobre tecnologia e seus desdobramentos, percebo que a IA ganhou um peso desproporcional no debate — como se ela, sozinha, fosse capaz de definir o sucesso ou o fracasso de um negócio de varejo. 

Isso quer dizer que devemos negar a IA? Ou condenar uma rede varejista a jamais se aventurar no futuro? De jeito nenhum. Mas também não significa sair correndo atrás de toda novidade ou tratar a tecnologia como um fim em si mesmo. 

Na minha visão, hoje é praticamente inaceitável que um executivo ou dono de varejo não use diariamente ferramentas como o ChatGPT ou outros assistentes. A tecnologia já está disponível, é acessível e deve fazer parte do processo cotidiano de tomada de decisão dos líderes. 

Da mesma forma, todo varejista deveria ter ao menos uma startup como parceira — não para “revolucionar tudo”, mas para se manter próximo da tecnologia, aprender com ela e evoluir de forma incremental e sustentável. Adotar AI nunca será um erro; o erro mora em se afobar, perder o foco e esquecer a proposta de valor que trouxe o negócio até aqui. A tecnologia nunca substituirá os fundamentos do varejo, ela irá fortalecê-los. Basta usá-la com clareza e intenção.

Imagem: Freepik


Por Theo Ramalho, Co-fundador da fintech Ume
*Publieditorial

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Meios de Pagamento: qual melhor para o seu negócio?

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Meios de Pagamento: qual melhor para o seu negócio?


Você é um redator SEO especialista em varejo brasileiro. Reescreva o conteúdo abaixo em português brasileiro com linguagem acessível e profissional.

REGRAS OBRIGATÓRIAS:
– Mínimo 600 palavras
– Frases com no máximo 25 palavras
– No mínimo 25% de palavras de transição (portanto, além disso, no entanto, assim, dessa forma, por isso, contudo, todavia, em seguida, finalmente, por outro lado, inclusive, ou seja, de fato, ainda assim, ademais, consequentemente)
– Voz ativa em 90% do texto
– Estrutura HTML com H2 e H3 organizados
– Palavra-chave repetida estrategicamente
– Seção FAQ no final com exatamente 4 perguntas e respostas sobre o tema

Conteúdo original:

Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.

Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.

O que são meios de pagamento?

Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.

Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.

Principais tipos de meios de pagamento

1. Dinheiro em espécie

Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.

Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.

Vantagens:

Desvantagens:

  • Dificuldade de controle financeiro;
  • Falta de segurança.

2. Cartões de crédito e débito

Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.

Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..

Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.

Vantagens:

  • Conveniência;
  • Aumento das vendas por parcelamento.

Desvantagens:

  • Taxas para o lojista;
  • Prazo de recebimento (no crédito).

3. Transferências bancárias

Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.

Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.

Vantagens:

  • Segurança;
  • Baixo custo em alguns casos.

Desvantagens:

  • Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
  • Menos prático para o consumidor final.

4. Pagamentos instantâneos

Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.

Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.

Vantagens:

  • Liquidação imediata;
  • Baixo custo;
  • Alta adesão do público.

Desvantagens:

  • Dependência de tecnologia;
  • Necessidade de atenção à segurança.

5. Carteiras digitais

Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.

Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.

Vantagens:

  • Agilidade;
  • Melhor experiência do usuário.

Desvantagens:

6. Boletos bancários

Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.

Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.

Vantagens:

  • Inclusão financeira;
  • Sem necessidade de cartão.

Desvantagens:

  • Prazo de compensação;
  • Maior risco de abandono de compra.

Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio

A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:

Perfil do público-alvo

Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.

Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.

Tipo de negócio

O modelo da sua empresa também influencia diretamente na escolha dos meios de pagamento mais adequados. No caso de um e-commerce, é essencial oferecer diversidade, incluindo cartões de crédito, débito, boleto bancário, pagamentos instantâneos e carteiras digitais. Isso reduz o abandono de carrinho e amplia as chances de conversão.

Já em lojas físicas, a prioridade costuma ser a agilidade. Nesse cenário, pagamentos por aproximação, cartões e débito são mais eficientes. Para empresas de serviços, especialmente aquelas que trabalham com recorrência, opções como transferências, cobranças automáticas e assinaturas podem ser mais vantajosas.

Custos e taxas envolvidos

Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.

Cartões de crédito, por exemplo, geralmente envolvem taxas por transação e prazos maiores para recebimento dos valores. Já pagamentos instantâneos tendem a ter custos mais baixos e liquidação imediata. Além disso, é importante considerar outros custos, como aluguel ou compra de maquininhas, tarifas bancárias e integração com plataformas de pagamento.

Experiência do cliente

A forma como o pagamento é realizado impacta diretamente na experiência do consumidor. Processos complicados, lentos ou com muitas etapas podem gerar frustração e aumentar significativamente o abandono de compras.

Por isso, é essencial oferecer uma jornada simples, intuitiva e rápida. Quanto mais fácil for para o cliente concluir o pagamento, maiores serão as chances de conversão e fidelização. Oferecer diferentes opções de pagamento vai além da conveniência — trata-se de uma estratégia para aumentar resultados e ampliar o alcance do seu negócio.

Aumento da conversão de vendas

Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.

Inclusão de diferentes perfis de clientes

A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.

Boas práticas para otimizar seus meios de pagamento

Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.

Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.

Imagens: Freepik

Faça uma segunda revisão do conteúdo abaixo garantindo OBRIGATORIAMENTE que 25% ou mais das palavras sejam de transição, 90% das frases estejam na voz ativa e nenhuma frase tenha mais de 25 palavras. Mantenha toda a estrutura HTML e o FAQ. Retorne apenas o conteúdo revisado sem comentários:

Os meios de pagamento são parte essencial de qualquer operação comercial, seja no varejo físico, e-commerce ou prestação de serviços. Com a digitalização acelerada e a mudança no comportamento do consumidor, oferecer opções variadas e eficientes deixou de ser diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica.

Neste artigo da Central do Varejo, você vai entender o que são meios de pagamento, quais são os principais tipos, como escolher os melhores para o seu negócio e quais tendências estão moldando o futuro desse setor.

O que são meios de pagamento?

Meios de pagamento são os instrumentos ou sistemas utilizados para transferir valores entre comprador e vendedor em uma transação comercial. Eles viabilizam a conclusão da compra de forma segura, rápida e conveniente.

Esses meios podem ser físicos, como dinheiro em espécie, ou digitais, como cartões, transferências eletrônicas e carteiras digitais.

Principais tipos de meios de pagamento

1. Dinheiro em espécie

Apesar da digitalização, o dinheiro ainda é bastante utilizado, especialmente em pequenos comércios e regiões com menor acesso bancário.

Exemplo de mercado: feiras livres e pequenos estabelecimentos de bairro ainda dependem fortemente desse meio.

Vantagens:

Desvantagens:

  • Dificuldade de controle financeiro;
  • Falta de segurança.

2. Cartões de crédito e débito

Os cartões são um dos meios de pagamento mais populares no Brasil.

Crédito: permite parcelamento e pagamento futuro;
Débito: desconto direto da conta do cliente..

Exemplo de mercado: grandes redes varejistas oferecem parcelamento no crédito como estratégia para aumentar o ticket médio.

Vantagens:

  • Conveniência;
  • Aumento das vendas por parcelamento.

Desvantagens:

  • Taxas para o lojista;
  • Prazo de recebimento (no crédito).

3. Transferências bancárias

Incluem TED, DOC (menos comum atualmente) e transferências diretas entre contas.

Exemplo: empresas B2B frequentemente utilizam transferências para pagamentos de alto valor.

Vantagens:

  • Segurança;
  • Baixo custo em alguns casos.

Desvantagens:

  • Pode não ser instantâneo (dependendo do método);
  • Menos prático para o consumidor final.

4. Pagamentos instantâneos

Os pagamentos instantâneos revolucionaram o mercado financeiro, permitindo transferências em segundos, 24 horas por dia.

Exemplo de mercado: pequenos empreendedores adotaram rapidamente esse formato para evitar taxas de maquininhas.

Vantagens:

  • Liquidação imediata;
  • Baixo custo;
  • Alta adesão do público.

Desvantagens:

  • Dependência de tecnologia;
  • Necessidade de atenção à segurança.

5. Carteiras digitais

Aplicativos que armazenam dados de pagamento e permitem transações rápidas via smartphone.

Exemplo: apps de transporte e delivery utilizam carteiras digitais para facilitar pagamentos recorrentes.

Vantagens:

  • Agilidade;
  • Melhor experiência do usuário.

Desvantagens:

6. Boletos bancários

Muito usados no Brasil, especialmente em compras online.

Exemplo de mercado: e-commerces oferecem boleto como alternativa para consumidores sem cartão.

Vantagens:

  • Inclusão financeira;
  • Sem necessidade de cartão.

Desvantagens:

  • Prazo de compensação;
  • Maior risco de abandono de compra.

Como escolher os melhores meios de pagamento para o seu negócio

A escolha dos meios de pagamento ideais depende de diversos fatores estratégicos. A seguir, apresentamos os principais pontos que devem ser considerados, agora explicados de forma mais detalhada para facilitar a aplicação prática no seu negócio:

Perfil do público-alvo

Antes de definir quais meios de pagamento oferecer, é fundamental compreender o comportamento do seu cliente. Diferentes perfis de consumidores possuem preferências distintas na hora de pagar.

Por exemplo, um público mais jovem e conectado tende a utilizar com maior frequência pagamentos digitais, como carteiras virtuais e transferências instantâneas. Já consumidores mais tradicionais podem preferir opções como dinheiro em espécie, cartões ou boletos bancários. Portanto, analisar dados de compra, hábitos de consumo e até mesmo o canal de venda pode ajudar a tomar decisões mais assertivas.

Tipo de negócio

O modelo da sua empresa também influencia diretamente na escolha dos meios de pagamento mais adequados. No caso de um e-commerce, é essencial oferecer diversidade, incluindo cartões de crédito, débito, boleto bancário, pagamentos instantâneos e carteiras digitais. Isso reduz o abandono de carrinho e amplia as chances de conversão.

Já em lojas físicas, a prioridade costuma ser a agilidade. Nesse cenário, pagamentos por aproximação, cartões e débito são mais eficientes. Para empresas de serviços, especialmente aquelas que trabalham com recorrência, opções como transferências, cobranças automáticas e assinaturas podem ser mais vantajosas.

Custos e taxas envolvidos

Cada meio de pagamento possui uma estrutura de custos diferente, e esse fator deve ser analisado com atenção.

Cartões de crédito, por exemplo, geralmente envolvem taxas por transação e prazos maiores para recebimento dos valores. Já pagamentos instantâneos tendem a ter custos mais baixos e liquidação imediata. Além disso, é importante considerar outros custos, como aluguel ou compra de maquininhas, tarifas bancárias e integração com plataformas de pagamento.

Experiência do cliente

A forma como o pagamento é realizado impacta diretamente na experiência do consumidor. Processos complicados, lentos ou com muitas etapas podem gerar frustração e aumentar significativamente o abandono de compras.

Por isso, é essencial oferecer uma jornada simples, intuitiva e rápida. Quanto mais fácil for para o cliente concluir o pagamento, maiores serão as chances de conversão e fidelização. Oferecer diferentes opções de pagamento vai além da conveniência — trata-se de uma estratégia para aumentar resultados e ampliar o alcance do seu negócio.

Aumento da conversão de vendas

Quando o cliente encontra sua forma de pagamento preferida, ele se sente mais confortável para finalizar a compra. Por exemplo, um consumidor que não possui cartão de crédito pode desistir da compra caso não haja a opção de boleto ou pagamento instantâneo disponível.

Inclusão de diferentes perfis de clientes

A diversidade de meios de pagamento permite atender consumidores com diferentes níveis de acesso ao sistema financeiro. Isso é especialmente relevante em mercados como o brasileiro, onde ainda há uma parcela significativa da população sem acesso a crédito.

Boas práticas para otimizar seus meios de pagamento

Para extrair o máximo potencial dos meios de pagamento no seu negócio, é importante adotar algumas práticas essenciais. Primeiramente, simplifique o processo de checkout, reduzindo etapas e facilitando a conclusão da compra. Em seguida, ofereça uma variedade de opções de pagamento para atender a diferentes perfis de clientes.

Também é fundamental investir em segurança, garantindo a proteção dos dados e das transações. Além disso, monitore constantemente os resultados para entender quais meios são mais utilizados e eficientes. Por fim, mantenha-se atualizado sobre as tendências do mercado, pois novas soluções surgem rapidamente e podem representar oportunidades competitivas importantes.

Imagens: Freepik

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Super Rio Expofood 2026 começa no Rio nesta terça-feira

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Super Rio Expofood 2026 começa no Rio nesta terça-feira


A 36ª edição da SRE – Super Rio Expofood tem início nesta terça-feira (17), no Riocentro, na Barra da Tijuca, reunindo autoridades públicas, representantes do setor supermercadista e profissionais do food service. A cerimônia oficial de abertura está prevista para as 13h.

O evento integra o calendário de negócios da cidade do Rio de Janeiro e deve contar com a presença de representantes dos poderes executivo e legislativo em níveis municipal, estadual e federal. Entre os nomes confirmados estão o governador Cláudio Castro, o prefeito Eduardo Paes e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere. Também são esperados parlamentares, vereadores e gestores de áreas ligadas ao turismo e à defesa do consumidor.

Durante a solenidade, o presidente da ASSERJ (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, será empossado como presidente da ALAS para o biênio 2026-2027. A posse marca a participação de lideranças brasileiras em entidades internacionais do setor.

Programação inclui convenção e debates sobre gestão

Após a abertura oficial, a programação segue com a Convenção das Américas, espaço dedicado a palestras e debates com convidados. O primeiro painel está previsto para as 16h e contará com a participação do ex-jogador Bebeto, campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994.

O painel, intitulado “A Tática do Campeão: Liderança, Disciplina e Gestão de Egos”, abordará temas relacionados à liderança e à gestão de equipes, com mediação do apresentador Getulio Vargas.

Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a realização do evento reforça a posição da cidade como sede de encontros voltados a negócios e contribui para a movimentação econômica local.

Conteúdo técnico aborda varejo e legislação

A programação técnica do evento está distribuída em diferentes espaços temáticos. No palco SRE Expertise – Varejo & Negócios, as atividades têm início às 15h com um painel sobre a atuação da defesa do consumidor em processos de fiscalização e denúncias.

O debate contará com a participação do secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e da diretora de fiscalização do Procontur, Elisa Freitas.

Na sequência, o advogado tributarista Mozarth Wierzchowski apresenta uma palestra sobre os impactos da reforma tributária nos supermercados. O tema também será discutido em painel que reunirá especialistas do setor para tratar dos efeitos das mudanças fiscais tanto para o varejo quanto para o segmento de alimentação fora do lar.

A agenda inclui ainda discussões sobre estratégias de delivery próprio e práticas de prevenção de perdas, com participação de profissionais ligados à operação de empresas do setor.

Gastronomia e políticas públicas em destaque

Outro espaço do evento, o palco SRE Expertise – Sabores & Ideias, concentra debates voltados à gastronomia e ao ambiente de negócios. A programação tem início às 15h com um painel sobre o cenário econômico da gastronomia no estado do Rio de Janeiro, incluindo oportunidades e desafios para o setor.

Entre os participantes está o subsecretário da JUCERJA, Tiago Moura. Em seguida, representantes da AgeRio e do Sebrae apresentam informações sobre crédito e financiamento para negócios gastronômicos.

A programação também inclui discussões sobre políticas públicas e temas relacionados à formalização de empresas e ao ambiente regulatório, com participação da Comissão de Gastronomia da OAB/RJ.

Demonstrações culinárias e aulas-show na Super Rio Expofood

Além dos painéis técnicos, o evento conta com o espaço Gourmet Show, voltado a apresentações culinárias. As atividades começam às 14h30 e incluem aulas-show e demonstrações conduzidas por chefs convidados.

Entre os participantes da SRE – Super Rio Expofood 2026 estão a chef Maristella Sodré, representantes do Mesa Brasil Sesc, a chef Paula Marques, o chef João Lucas e o chef francês Ramão Hendrischky, que apresentará técnicas de cozinha tradicional.

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A Era da Audiência – Central do Varejo

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A Era da Audiência – Central do Varejo


2026 mal começou, mas já apresenta sinais claros de que algumas tendências anunciadas em janeiro devem ganhar ainda mais força ao longo do ano. Na maior feira de varejo do mundo, por exemplo, uma das ideias mais discutidas foi a de que a inteligência artificial deve ser entendida como uma ferramenta — um meio — e não como o objetivo final.

Em um cenário em que se torna cada vez mais difícil distinguir o que é verdadeiro do que não é, a verdade passa a ser um fator determinante para os negócios. Ao mesmo tempo, vivemos em um ambiente onde múltiplas telas disputam, a todo instante, a nossa atenção na palma da mão. Para as empresas, essa disputa é exatamente a mesma: vencer a batalha pela atenção.

É por isso que digo que a era da audiência já começou — e talvez a gente ainda não tenha percebido completamente o que está acontecendo. A partir de agora, construir audiência passa a ser um ativo ainda mais valioso do que focar exclusivamente na conversão imediata, seja ela capturar um contato ou fechar uma venda.

A evolução da comunicação não mudou os princípios fundamentais do negócio. Antigamente, pagava-se mais caro por um ponto comercial com grande fluxo de pessoas perto da loja. Isso continua existindo no ambiente digital — o que mudou foi apenas o formato.

Por isso, em 2026, é fundamental ter consciência das possibilidades de geração de audiência. Sem dúvida, esse será um dos ativos mais importantes para qualquer negócio nos próximos anos.

E como fazer isso? É justamente o que vamos discutir ao longo das próximas colunas. Vou trazer uma série de reflexões e estratégias para ajudar você a destravar o seu negócio — e, principalmente, a construir a sua audiência.

Boa semana!

Leia também: Uma guerra no meio do caminho


(*) Elifas de Vargas é formado em Marketing, com especialização em Quality Service pela Disney Institute na Flórida-USA. É criador do método FastVideos, produção rápida e versátil de vídeos para web, utilizando apenas o smartphone. Responsável por fundar a primeira webtv privada do Rio Grande do Sul, em 2006, dentro da incubadora tecnológica da Univates, possui ampla experiência em comunicação e é Terapeuta Comportamental pela Escola de Executivos e Negócios Instituto Albuquerque, certificada pela Fundação Napoleon Hill. Empresário, Co-Founder da Agência de Marketing Kreativ desde 2010, com sede em Lajeado/RS e filiais em POA/RS e Rio de Janeiro/RJ, está sempre em busca de experiências que impactem os negócios de seus clientes. Assim, também é curador de diversos eventos, entre eles, o Rio Innovation Week (maior evento de inovação e tecnologia da América Latina) no Rio de Janeiro, e a NRF, em Nova York. Acompanhe o autor no LinkedIn.

Imagem: Freepik

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