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Comportamento fitness e academias de bairro: por que ganham das grandes

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Comportamento fitness e academias de bairro: por que ganham das grandes


O comportamento fitness dos consumidores brasileiros está mudando rapidamente. Se antes a escolha pela academia estava fortemente associada à marca, ao preço e à estrutura gigantesca, hoje fatores como proximidade geográfica, atendimento humanizado e regionalização se tornaram diferenciais decisivos na escolha dos praticantes.

Essa transformação está beneficiando um tipo de negócio que por muito tempo viveu à margem dos grandes grupos: as academias de bairro. Com foco na experiência do cliente e em uma relação mais próxima, essas unidades menores vêm conquistando participação de mercado em um setor que, apesar de competitivo, segue em expansão.

O mercado fitness brasileiro em números

O Brasil é um dos maiores mercados de academias do mundo. Segundo levantamento recente da IESPE, o país possui mais de 33 mil unidades de academias registradas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos em número de estabelecimentos ativos.

Esses números refletem uma expansão significativa ao longo da última década. O número de academias passou de cerca de 19 mil em 2014 para quase 57 mil em 2024.

Apesar da grande oferta, a penetração de praticantes regulares no Brasil ainda é relativamente baixa quando comparada a mercados mais maduros. Estima-se que menos de 5% dos brasileiros sejam frequentadores regulares de academias, enquanto em países desenvolvidos esse índice ultrapassa 15%. Isso indica espaço para crescimento, sobretudo em modelos que entendem e se adaptam às necessidades locais.

Estudos do Market Data Forecast também apontam que a indústria global de clubes de saúde e academias deve continuar em expansão robusta nos próximos anos, com projeções de crescimento anual superior a 8% até 2030.

Comportamento fitness em transformação: além do equipamento

A experiência de frequentar uma academia deixou de ser motivada apenas pela busca por estética ou pela lista de aparelhos disponíveis. Hoje, os consumidores consideram fatores que dizem respeito à sua rotina, ao senso de comunidade e ao suporte recebido.

Algumas tendências importantes nessa transformação de comportamento incluem:

1. Conveniência e proximidade
Com rotinas cada vez mais apertadas, deslocar-se longas distâncias para treinar passou a ser um critério negativo para muitos praticantes. As academias de bairro reduzem essa barreira física, tornando a frequência mais fácil e integrada ao cotidiano.

2. Humanização do atendimento
O comportamento fitness contemporâneo valoriza relações mais próximas e personalizadas com profissionais e com a própria comunidade de praticantes. Academias menores conseguem oferecer um contato mais direto entre aluno e equipe, o que favorece a satisfação e a continuidade no plano de treino.

3. Regionalização dos serviços
Unidades locais conseguem adaptar ofertas, horários de aula e comunicação ao perfil demográfico do bairro, desde programas para idosos, passa por treinos funcionais rápidos para quem está no trabalho, até classes voltadas para públicos específicos como mulheres ou jovens adultos.

4. Integração entre presencial e digital
Embora a proximidade física seja um diferencial, o uso de tecnologia para monitoramento de treino, agendamento de aulas e engajamento digital é visto como essencial. Essa combinação fortalece o vínculo com o cliente e melhora a experiência de uso da academia.

O apelo das academias de bairro

O sucesso das academias de bairro está diretamente ligado à forma como elas respondem às novas demandas do comportamento fitness. Se, no passado, a escolha era influenciada principalmente por grandes marcas com estruturas amplas e extensivas — focadas em volume e equipamentos — hoje o consumidor quer algo que se encaixe na sua vida diária.

Alguns fatores impulsionam essa preferência, entre eles:

  • Proximidade física, que facilita visitas frequentes e evita desculpas relacionadas a deslocamento.
  • Ambiente acolhedor e personalizado, com equipes que reconhecem os membros pelo nome e entendem suas necessidades individuais.
  • Flexibilidade de planos e serviços, permitindo que o cliente escolha o melhor pacote de acordo com seu estilo de vida.
  • Oferta alinhada ao perfil local, com aula coletiva adaptada ao público da região ou serviços adicionais que dialogam com a rotina dos frequentadores.

Além disso, muitos consumidores relatam que a sensação de pertencimento a uma comunidade local é um fator que os incentiva a manter a frequência e renovar planos, criando um ciclo positivo de retenção e fidelização.

Allp Fit: rede que entendeu o movimento

Um exemplo concreto dessa tendência é a Allp Fit, rede brasileira que atua com o conceito de academia de bairro sob formato de franquias. A marca combina elementos de proximidade, atendimento humanizado e regionalização com uma estrutura moderna e completa de equipamentos.

O foco da Allp Fit está em entregar uma experiência de treino diferenciada sem exigir deslocamentos longos por parte dos alunos — algo que faz sentido diante do comportamento fitness observado nos últimos anos.

Embora cada unidade mantenha padronização mínima em termos de equipamentos e serviços, a flexibilidade para atender demandas locais é um dos pilares do modelo. Essa regionalização permite que a academia dialogue diretamente com as necessidades da comunidade em que atua, seja por meio de horários especiais, serviços complementares (como sauna, spa, espaços kids ou aulas específicas), seja pela construção de uma presença significativa no bairro.

Desafios e oportunidades para o modelo de bairro

Apesar do cenário promissor para as academias de bairro, o modelo também enfrenta desafios que merecem atenção:

  1. Escolha da localização correta: mesmo em bairros, o fluxo de pessoas e a visibilidade são fatores determinantes para o sucesso.
  2. Gestão de pessoal e cultura de atendimento: manter um padrão de serviço humanizado exige time bem treinado e engajado.
  3. Tecnologia e ferramentas digitais: para competir com grandes redes, integração entre presencial e plataformas digitais é essencial.
  4. Comunicação local eficaz: marketing segmentado que fale diretamente com o público do bairro pode ser decisivo para gerar presença de marca.

Entretanto, esses desafios também representam oportunidades. Uma execução cuidadosa pode traduzir essas necessidades em vantagens competitivas claras, reforçando a proposta de valor das academias de bairro junto ao público.

O comportamento fitness dos brasileiros está em transformação. A escolha de academia hoje passa por critérios que vão além dos equipamentos e planos baratos — envolve experiência, proximidade, comunidade e atendimento humanizado.

Modelos como o da Allp Fit mostram que esse movimento pode ser traduzido em crescimento sustentável, tanto do ponto de vista do empreendedor quanto da satisfação dos clientes. À medida que o mercado evolui, o sucesso estará nas mãos de quem souber alinhar estrutura, proximidade e atendimento à nova realidade do comportamento fitness no Brasil.

Imagem: Envato

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa


A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.

O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.

“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.

O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.

O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso


Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.

O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.

E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.

Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?

Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.

É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.

Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema


*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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