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CM Entrevista: “O digital e físico não competem, eles se complementam”, diz CEO da Vestcasa

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Conhecida por sua forte atuação nas redes sociais e por falar diretamente com as classes C, D e E, a Vestcasa tem seguido um caminho que vai na contramão de boa parte do varejo. Enquanto grandes redes concentram esforços em ampliar o número de lojas próprias ou reforçar o e-commerce, a rede de cama, mesa, banho, decoração e utensílios decidiu frear a abertura de lojas próprias para investir em parcerias estratégicas com supermercados. Ampliando, assim, sua capilaridade nacional sem assumir os altos custos fixos de expansão.

O movimento é liderado pelo fundador e CEO Ahmad Yassin, que enxerga nas collabs uma resposta ao comportamento do consumidor e um passo natural na missão da empresa de democratizar o acesso. “Enquanto boa parte do varejo aposta em expansão própria, um modelo que exige alto investimento em CAPEX e tempo de maturação, nós enxergamos que unir forças com players já consolidados em determinadas regiões acelera a presença da marca e gera capilaridade imediata”, afirma.

Segundo Yassin, a maior preocupação ao adotar esse modelo foi preservar a identidade da Vestcasa. “O risco avaliado foi a preservação da cultura do ‘vender barato’ com qualidade. Por isso, estabelecemos padrões claros de exposição e layout, garantindo que, mesmo dentro de um parceiro, o cliente perceba a experiência da Vestcasa”, explica.

Modelo de negócio inspirado nos EUA

Além da expansão por meio de collabs, a Vestcasa encontrou outro diferencial competitivo: o Clube Vestcasa. Criado nos moldes de gigantes como Costco e Sam’s Club, o consumidor paga uma anuidade de R$ 70 para se tornar sócio. Em troca, tem acesso a descontos em relação à concorrência.

Nesse sentindo, unindo elementos de clube de compras, collabs com supermercados e lojas temporárias, a marca está construindo um modelo híbrido difícil de replicar por concorrentes que ainda operam em estruturas mais tradicionais.

O sortimento de produtos é diverso. Vai desde sorvetes e vinhos a taças, chocolates, roupas, artigos para pets e a linha de cama, mesa e banho. Há ainda um diferencial pouco explorado no varejo brasileiro, como a venda de itens de segunda mão, como TVs, sofás, carrinhos de bebê, computadores, patinetes e até drones.

Com mais de 1,5 milhão de sócios e 3 milhões de garrafas de vinho vendidas apenas no último ano, o clube já se tornou uma fonte rentável de crescimento. “Essa capilaridade permitiu que a Vestcasa se consolidasse nacionalmente em tempo recorde”, diz.

O desafio da escala

A estratégia agressiva de crescimento de collabs, que conta com cerca de 40 novos pontos de venda por mês, exige uma operação complexa e bem desenhada. O CEO lista três grandes frentes de atenção, como a logística de adaptar a distribuição às diferentes regiões, respeitando demandas locais, e treinamento para garantir que as equipes dos parceiros entendam os diferenciais da Vestcasa e consigam transmitir isso ao cliente final.

Por fim, outro desafio está na padronização da experiência. Ou seja, “manter a mesma percepção de valor, qualidade de exposição e sortimento, seja em uma capital ou em uma cidade de interior”, explica.

Para manter os avanços nessas frentes, Yassin afirma está investindo em marketing, processos e acompanhamento contínuo para sustentar esse ritmo de expansão.

Integração entre físico e digital

Com mais de 100 milhões de pessoas alcançadas mensalmente em seus canais digitais, a Vestcasa enxerga a complementaridade entre online e offline. “O digital e físico não competem, eles se complementam. O desafio agora é transformar essa força de tráfego de mídia em vendas também nos pontos físicos”, afirma o executivo.

A companhia trabalha na integração de dados entre canais, o que permite personalizar ofertas, mapear comportamentos de compra e criar uma jornada fluida. “Se o cliente conhece o Clube Vestcasa ou não, ele é impactado da mesma forma”, explica Yassin. “Essa visão omnichannel, independente do canal de venda, mas otimizada para a mídia, potencializa relacionamento e vendas.”

Lojas temporárias como laboratório de mercado

Nos últimos anos, uma das principais estratégias da companhia tem sido a expansão via megalojas. Transformando, assim, a marca em um tipo inédito de atacarejo. Hoje, outra frente importante são as lojas temporárias, usadas para testar a aceitação local e validar o mix de produtos. A estratégia conecta-se diretamente às collabs, já que permite flexibilidade para crescer de forma ágil e com menos riscos.

“No futuro, o aprendizado com as lojas temporárias vai nos ajudar a desenhar a rede de lojas próprias de forma mais assertiva, priorizando regiões e formatos que já tenham mostrado alto potencial”, diz o CEO.

Um legado de reinvenções

A trajetória da Vestcasa é marcada por ciclos de reinvenção. Fundada há 50 anos pelo avô de Yassin, de origem libanesa, a marca começou como uma confecção de artigos de cama, mesa e banho. Ahmad entrou no negócio aos 16 anos, quando reformulou uma loja abandonada da família e abriu duas unidades em apenas dois anos.

Em 2001, a família encerrou as operações das lojas para se dedicar à indústria têxtil. Mas foi em 2008, em plena crise mundial, que nasceu a Vestcasa como rede varejista, fruto da busca dos irmãos Yassin por novas alternativas de negócio. Em apenas um ano, 10 lojas próprias foram abertas, e o franchising ajudou a escalar o crescimento para mais de 140 unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília.

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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