A Amazon respondeu por 31% das vendas de eletrônicos de consumo nos Estados Unidos em 2025, superando a Best Buy, que concentrou 27% do total. Juntas, as duas empresas foram responsáveis por mais da metade dos gastos na categoria no período.
Os dados são do relatório mais recente do Numerator Consumer Electronics Spender, que apresenta análises trimestrais sobre o comportamento de compra omnichannel dos consumidores em categorias selecionadas de eletrônicos.
De acordo com o levantamento, o Prime Day impulsionou ganhos de participação de mercado para a Amazon durante o verão e o outono no hemisfério norte.
Considerando todos os consumidores, novembro e dezembro foram os meses mais populares para compras de eletrônicos, seguidos por julho.
O relatório também aponta diferenças geracionais no comportamento de consumo. Integrantes da geração X e millennials foram os compradores mais frequentes de eletrônicos. Já os baby boomers registraram menor frequência de compras. A geração Z também apresentou índice abaixo da média, o que, segundo o estudo, pode estar relacionado à fase de vida e à renda.
Em relação à percepção de preços, 53% dos compradores afirmaram que o valor do produto adquirido estava dentro do que esperavam antes da compra. Outros 24% disseram que o item custou menos do que antecipavam.
O levantamento indica ainda que os consumidores tiveram o primeiro contato com o produto adquirido principalmente por meio do site de um varejista, citado por 34% dos entrevistados. Recomendações de amigos ou familiares foram mencionadas por 26%, enquanto 21% disseram ter visto o produto pessoalmente em uma loja física.
Marcas de moda devem se preparar para uma mudança estrutural à medida que o comércio migra da navegação conduzida por humanos para decisões mediadas por inteligência artificial, segundo webinar sobre o relatório The State of Fashion 2026, décima edição do estudo anual publicado pela McKinsey & Company em parceria com a Business of Fashion.
Durante a apresentação, Anita Balchandani, sócia sênior da McKinsey, afirmou que o movimento do setor aponta para um novo modelo de consumo. “A direção está deixando de ser centrada no humano e caminhando para ser centrada no agente”, disse, ao descrever um cenário em que agentes de IA, alimentados com preferências pessoais e histórico de compras, passam a tomar decisões de aquisição em nome dos consumidores.
Segundo ela, essa transição pode representar “uma grande disrupção para as marcas, mas também algo fundamentalmente existencial se você for um agregador multimarcas ou uma plataforma”.
O processo de descoberta de produtos também passa por mudanças, com consumidores recorrendo cada vez mais a assistentes de IA para orientação de compra. “Se antes o foco era otimização para mecanismos de busca, estamos vendo cada vez mais a otimização para mecanismos generativos como a principal dimensão que as marcas precisam considerar para serem descobertas”, afirmou.
De acordo com pesquisas citadas no debate, algumas marcas de maior porte aparecem com menor destaque em assistentes de IA, enquanto marcas desafiantes ganham maior visibilidade nessas plataformas.
Balchandani destacou ainda que marcas e varejistas que investem em busca agentiva em seus próprios sites estão “observando, de fato, muito crescimento de clientes no tráfego de busca agentiva”.
Para se adaptar ao novo cenário, as empresas precisam garantir que suas APIs estejam conectadas a assistentes de IA e ampliar o conteúdo digital em diferentes ecossistemas, segundo a executiva.
Ela também mencionou avanços iniciais em checkouts assistidos por IA e afirmou que as marcas devem definir qual papel desejam desempenhar à medida que esses ecossistemas se consolidam.
A marca Ana Maria, da Bimbo Brasil, e o Oxxo lançaram uma loja temática na unidade do Cambuí, em Campinas. A ativação começou em 19 de fevereiro e terá duração de dois meses.
A iniciativa marca o ano de comemoração dos 50 anos de Ana Maria e tem como tema “Ana Maria dá aula em sabor e diversão”. A fachada da loja foi ambientada para simular um playground, com espaços interativos, incluindo jogo da memória e áreas destinadas a fotos. No interior, o conceito segue inspirado na Turma de Amigos da Ana Maria e nos bolinhos da marca, com instalação de displays e espaços imersivos.
Segundo as empresas, a ação inclui ativações, degustação e distribuição de bolinhos durante o período da campanha.
Esta é a segunda loja emblemática realizada entre Oxxo e Bimbo. A primeira ocorreu para celebrar o lançamento da marca Takis no Brasil. A iniciativa foi desenvolvida pela Outpromo.
“Queremos, cada vez mais, estar presentes no dia a dia dos nossos consumidores, indo além das nossas receitas para proporcionar experiências marcantes. Pensando nisso, criamos esse espaço para as famílias terem um momento de diversão, leveza e imersão. Estamos muito felizes com o resultado dessa parceria com o Oxxo”, afirma André Ramello, vice-presidente de marketing, inovação, pesquisa e desenvolvimento da Bimbo Brasil.
“A parceria com Ana Maria reforça a relevância estratégica da categoria de snacks para o OXXO, unindo praticidade e sabor, atributos essenciais para o consumo no dia a dia, a projetos como a loja emblemática, que ampliam a conexão com o cliente e potencializam a experiência de marca no ponto de venda. Não é apenas sobre visibilidade, mas sobre criar relevância, gerar experimentação e impulsionar resultado para a indústria, ao mesmo tempo em que encantamos o nosso cliente com ativações que conversam com o seu dia a dia”, afirma Camila Assis, Head de Marketing e Comunicação Externa do Oxxo.
A venda consignada é uma estratégia tradicional do varejo que voltou ao centro das discussões em um cenário de crédito restrito, margens pressionadas e necessidade de giro eficiente de estoque. Para muitos varejistas, o modelo pode representar uma alternativa para ampliar o portfólio de produtos sem comprometer o capital de giro. No entanto, apesar das vantagens aparentes, a venda consignada exige análise criteriosa, boa negociação e processos estruturados.
Neste guia completo, você vai entender o que é venda consignada, quais são suas vantagens e riscos, quando ela faz sentido para o seu negócio e como implementá-la de forma estratégica.
O que é venda consignada?
A venda consignada é um modelo comercial no qual o fornecedor disponibiliza mercadorias ao varejista sem que haja pagamento antecipado. O lojista só paga pelos produtos que efetivamente forem vendidos ao consumidor final. Os itens que não forem comercializados dentro do prazo acordado podem ser devolvidos ao fornecedor.
Na prática, o estoque permanece sob responsabilidade do varejista em termos operacionais, mas a propriedade da mercadoria continua sendo do fornecedor até a venda. Esse modelo é comum em segmentos como moda, calçados, acessórios, cosméticos, livros, artigos de decoração e até produtos sazonais.
A venda consignada é formalizada por contrato, no qual são definidos prazo de permanência do produto na loja, percentual de comissão, responsabilidades por perdas ou avarias e regras de reposição ou devolução.
Quais são as vantagens da venda consignada?
A principal vantagem da venda consignada está na redução do risco financeiro. Como o varejista não precisa comprar o estoque antecipadamente, há menor necessidade de capital de giro. Isso libera recursos para investimento em marketing, melhoria da experiência do cliente ou expansão da operação.
Outro benefício é a possibilidade de testar novos produtos ou marcas sem comprometer o orçamento. Para lojas que desejam inovar no mix ou validar tendências, a consignação funciona como um laboratório de mercado com menor exposição a prejuízos.
A venda consignada também pode melhorar o fluxo de caixa. Como o pagamento ao fornecedor ocorre após a venda, o ciclo financeiro tende a ser mais saudável, principalmente para negócios que enfrentam sazonalidade ou oscilação de demanda.
Além disso, o modelo favorece parcerias estratégicas. Fornecedores interessados em expandir presença podem oferecer condições diferenciadas, treinamento para a equipe e apoio promocional, fortalecendo o relacionamento comercial.
Como saber se a venda consignada vale a pena
Antes de adotar a venda consignada, o varejista precisa analisar indicadores financeiros e operacionais. O primeiro passo é avaliar o giro médio dos produtos na loja. Se o negócio já possui histórico consistente de vendas e consegue prever demanda com relativa precisão, talvez a compra tradicional ofereça margens maiores.
Por outro lado, se o varejista atua em um segmento de moda rápida, produtos sazonais ou tendências voláteis, a consignação pode reduzir riscos de encalhe. Também é relevante considerar o custo de oportunidade do capital. Se o dinheiro que seria investido em estoque pode gerar retorno maior em outra área, o modelo consignado ganha força.
A análise de margem é outro ponto crítico. Em geral, a comissão na venda consignada pode ser menor do que a margem obtida na compra direta. Portanto, é essencial calcular o impacto no resultado final. Não basta olhar apenas para a redução do risco; é preciso entender a rentabilidade real da operação.
Riscos e desvantagens da venda consignada
Apesar dos benefícios, a venda consignada não é isenta de desafios. Um dos principais riscos está na margem reduzida. Como o fornecedor assume parte do risco, a comissão do varejista tende a ser menor em comparação com a revenda tradicional.
Outro ponto sensível é a gestão de estoque. Produtos consignados exigem controle rigoroso, separação clara no sistema e inventários frequentes. Erros de contagem podem gerar conflitos comerciais e prejuízos.
Há também o risco de dependência excessiva de determinados fornecedores. Se o mix da loja estiver concentrado em produtos consignados de poucos parceiros, o varejista pode perder poder de negociação.
Além disso, a responsabilidade por perdas, furtos ou avarias deve estar claramente definida em contrato. Caso contrário, o lojista pode assumir custos inesperados.
Como escolher o fornecedor ideal?
A escolha do fornecedor é decisiva para o sucesso da venda consignada. O primeiro critério deve ser a qualidade e o posicionamento do produto. A mercadoria precisa estar alinhada ao público da loja e à estratégia de marca do varejista.
É importante avaliar a reputação do fornecedor no mercado, sua capacidade de reposição e a clareza nas condições comerciais. Parceiros organizados, que oferecem relatórios, apoio promocional e comunicação ágil, tendem a gerar melhores resultados.
Outro fator essencial é a negociação contratual. O varejista deve buscar acordos equilibrados, com prazos adequados para venda, definição clara sobre devoluções e percentuais de comissão compatíveis com o esforço comercial envolvido.
Como selecionar os vendedores certos?
A equipe de vendas exerce papel central na performance da venda consignada. Como o modelo depende diretamente da conversão no ponto de venda, é fundamental que os vendedores conheçam bem os produtos e saibam argumentar seus diferenciais.
Treinamento é indispensável. O fornecedor pode contribuir com informações técnicas, storytelling da marca e orientações sobre público-alvo. Quanto maior o domínio do vendedor sobre o produto, maiores as chances de giro.
Também é importante alinhar metas e incentivos. Caso o produto consignado ofereça comissão menor para o varejista, pode ser necessário estruturar campanhas internas para estimular a equipe a promover esses itens.
Como fazer uma venda consignada?
A implementação da venda consignada começa pela formalização contratual. O contrato deve especificar quantidade de produtos, prazo de permanência na loja, percentual de comissão, periodicidade de acerto financeiro e condições de devolução.
Um exemplo prático pode ser observado em uma loja de moda feminina que decide testar uma nova marca de bolsas. O fornecedor disponibiliza 50 unidades, com prazo de 60 dias para venda. A loja recebe 40% do valor de cada peça vendida. Ao final do período, as bolsas não comercializadas são devolvidas sem custo adicional.
Outro exemplo pode ocorrer em uma livraria que recebe livros de autores independentes em regime consignado. A cada mês, a livraria presta contas ao fornecedor com base no relatório de vendas registrado no sistema. Os exemplares não vendidos podem permanecer por novo período ou ser recolhidos.
Para que a venda consignada funcione, o varejista deve registrar corretamente as entradas no sistema, separar fisicamente os produtos consignados dos comprados e realizar conferências periódicas. A transparência no controle evita divergências e fortalece a parceria.
Considerações finais
A venda consignada pode ser uma ferramenta estratégica para varejistas que buscam ampliar mix, reduzir risco de estoque e preservar capital de giro. No entanto, não deve ser adotada apenas como solução emergencial para falta de recursos.
O sucesso do modelo depende de análise de margem, controle operacional eficiente, escolha criteriosa de fornecedores e capacitação da equipe de vendas. Quando bem estruturada, a venda consignada pode se tornar uma alavanca de crescimento sustentável no varejo.
Antes de implementar, faça contas detalhadas, revise contratos e alinhe expectativas com seus parceiros comerciais. No varejo, estratégia e execução caminham juntas, e na venda consignada isso é ainda mais evidente.
Infográfico gerado com auxílio de inteligência artificial Imagem: Envato