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Afinal, a IA está ou não substituindo empregos?

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Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) tem sido um tema recorrente nas discussões sobre o futuro do trabalho. Muitos se perguntam se as novas ferramentas de IA estão realmente eliminando empregos. E, especialmente, se o desemprego está realmente ocorrendo em diferentes setores, como o marketing. Afinal, esse segmento aparece como um dos mais vulneráveis a esse tipo de tecnologia.

E a resposta é “não”.

O Budget Lab da Universidade de Yale, situada em New Haven, Connecticut, realizou um estudo recente que confere a negativa. O material apresenta uma perspectiva diferente, mostrando que, até agora, a IA teve um impacto mínimo no emprego.

A pesquisa analisou os dados de emprego nos últimos 33 meses, desde o lançamento do ChatGPT. Em suma, ela revela que não houve uma interrupção perceptível no mercado de trabalho. Isso é um alívio para muitos. Já que o medo de perder o emprego devido à automação e à IA é uma preocupação crescente entre os trabalhadores.

A Universidade de Yale aponta que o mix ocupacional– a distribuição de trabalhadores em diferentes empregos – mudou apenas um ponto percentual mais rápido do que durante a adoção inicial da internet. Dessa forma, o dado sugere que, embora a IA transforme diversos processos e funções, o mercado de trabalho se adapta relativamente suavemente às mudanças.

Impacto da IA

É interessante notar que, embora setores como Informações e Serviços Profissionais e Empresariais estejam, de fato, mais expostos à IA, as mudanças observadas parecem ter começado antes do advento do ChatGPT. Isso indica que o impacto da IA pode não ser tão direto quanto se pensava.

Ademais, os pesquisadores questionaram: houve alteração na proporção de trabalhadores distribuídos em quintis de exposição ocupacional desde a introdução do ChatGPT? A análise indicou que não houve mudanças (veja abaixo). A proporção de trabalhadores nos grupos de exposição ocupacional mais baixa, média e mais alta permanece estável em cerca de 29%, 46% e 18%, respectivamente.

O estudo também destaca uma desconexão entre as pontuações teóricas de “exposição” à IA e a realidade do uso dessas ferramentas.

Os dados sugerem que a adoção da IA é concentrada em áreas como Computação e Matemática, enquanto o setor de marketing, que está entre os mais vulneráveis, não está enfrentando uma real crise de emprego.

Um ponto importante abordado pelos pesquisadores é que, quando analisaram a taxa de desemprego, não encontraram evidências de que a IA esteja causando um aumento no desemprego. Isso se dá mesmo em ocupações onde 25% a 35% das tarefas poderiam ser realizadas por IA generativa.

Para os pesquisadores, essa estabilidade no emprego é um sinal de que, até agora, a presença da IA no trabalho não se traduziu em um aumento significativo no número de pessoas desempregadas.

Mudanças

Historicamente, as mudanças tecnológicas que afetam o mercado de trabalho têm ocorrido ao longo de décadas, e não meses ou anos. Por exemplo, a introdução de computadores nos escritórios levou tempo para transformar realmente os fluxos de trabalho. Assim, os pesquisadores da Universidade de Yale lembram que suas conclusões são baseadas em dados atuais e não preveem o futuro. Mas eles planejam continuar monitorando as tendências mensalmente.

Para os consumidores, a mensagem do estudo é clara: a adoção de IA deve ser feita de forma cuidadosa e deliberada. Tanto os trabalhadores quanto os empregadores devem focar na requalificação e no design de fluxos de trabalho que integrem a IA de maneira eficaz, em vez de reagirem de forma apressada às mudanças. Enquanto isso, as tendências de emprego permanecem um indicador confiável da saúde do mercado de trabalho. Até o momento, os dados apontam para uma estabilidade que desafia o medo generalizado de que a IA está aqui para destruir empregos.

Em resumo, apesar das preocupações em torno da IA e do futuro do trabalho, o estudo da Yale sugere que, por enquanto, o impacto da IA no emprego é menos alarmante do que muitos imaginam. O foco, portanto, deve estar na adaptação e na preparação para um futuro onde a tecnologia e o trabalho humano possam coexistir de maneira produtiva.

O estudo, na íntegra, pode ser conferido clicando aqui.

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa

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Cacau Show lança bebida de chocolate servida em copo surpresa


A Cacau Show anunciou o lançamento de uma bebida de chocolate servida em copo temático dos Ursinhos Carinhosos. O produto estará disponível nas lojas da rede que oferecem serviços de cafeteria e passa a integrar o portfólio de itens voltados a presentes e experiências.

O lançamento inclui 10 modelos de chaveiros surpresa colecionáveis. O consumidor pode escolher a bebida de chocolate nas versões quente ou fria, servida em copo exclusivo dos Ursinhos Carinhosos. O modelo do chaveiro de pelúcia é aleatório, compondo a experiência de compra.

“Com a proposta oferecida pelo Copo Surpresa Ursinhos Carinhosos, a Cacau Show reforça sua aposta em produtos que unem memória afetiva, design lúdico e experiência, ampliando o portfólio de itens colecionáveis e fortalecendo o vínculo emocional com os consumidores”, afirma Lilian Rodrigues, diretora de marketing da Cacau Show.

O copo descartável é personalizado com ilustrações dos Ursinhos Carinhosos. Os chaveiros foram desenvolvidos para uso em bolsas, mochilas, chaves e roupas. Ao todo, são 10 modelos diferentes disponíveis para coleção.

O preço sugerido ao consumidor é de R$ 49,99. O valor inclui a bebida de chocolate clássico com chantilly e o chaveiro surpresa de pelúcia acondicionado no copo personalizado.

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso

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O paradoxo do varejo na era da IA: navegando um terreno incerto com combustível duvidoso


Chegamos ao fim de mais uma NRF! E se os primeiros dias da edição 2026 nos deram as ferramentas para entender como a nova jornada do varejo se inicia – a inteligência artificial (IA) como nosso potente motor e o propósito humano como nossa bússola – o último dia de evento nos forçou a encarar a realidade do mapa dessa jornada: estamos prestes a navegar por um terreno desconhecido, esburacado e, em muitos pontos, traiçoeiro. E o maior perigo pode não estar lá fora, mas dentro do nosso próprio tanque de combustível.

O terreno externo é, sem dúvida, desafiador. As palestras sobre o cenário macroeconômico pintaram um quadro de incertezas políticas, geográficas e tarifárias que tornam a previsibilidade de resultados um exercício de futurologia. Contudo, a transformação mais radical do ambiente é o próprio consumidor. Ele não é mais um passageiro passivo; agora, ele é empoderado pelo seu co-piloto, a IA, utilizando-a ativamente em sua jornada de descoberta e compra. Os velhos mapas de comportamento de consumo estão tornando-se obsoletos. Estamos, de fato, desbravando uma estrada que nunca foi percorrida.

E é exatamente quando mais precisamos de precisão para navegar neste novo mundo que nos deparamos com o grande paradoxo revelado nos corredores da feira, especialmente no pavilhão de startups. O que vi foi uma avalanche de soluções prometendo usar IA para “limpar”, “organizar” e “melhorar” os dados das empresas. À primeira vista, parece uma solução bem-vinda. Mas, na verdade, é o sintoma de uma doença grave: os dados da maioria dos varejistas não são confiáveis.

Aqui reside o paradoxo que pode comprometer toda a revolução da IA antes mesmo que ela comece. Há anos pregamos que não se faz IA de qualidade sem dados de qualidade, sob o risco do clássico “garbage in, garbage out” (se entra lixo, sai lixo). Agora, o mercado nos oferece a própria IA como remédio para a má qualidade dos dados dos quais ela mesma precisa se alimentar para funcionar. É como tentar usar um motor que falha para refinar o combustível adulterado que o está fazendo falhar. O risco de apenas amplificar erros, aprofundar vieses e tomar decisões ainda piores, mas em uma velocidade assustadora, é grande.

A conexão entre esses dois pontos — o terreno externo incerto e o combustível interno duvidoso — é o insight mais crítico desta NRF. A complexidade do novo consumidor exige decisões ágeis e hiperpersonalizadas que só a IA pode entregar. Mas como nosso potente motor de IA poderá nos guiar com segurança por um terreno desconhecido se o combustível que o alimenta (nossos dados) é de baixa qualidade?

Portanto, o encerramento da NRF 2026 não é um ponto final, mas um chamado urgente à ação. A tarefa mais importante para o varejista hoje não é sair em busca do algoritmo mais avançado. É voltar para casa e fazer uma auditoria rigorosa no seu “tanque de combustível”. A verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem.

É preciso encarar a reforma não como um obstáculo, mas como a oportunidade definitiva para digitalizar sua operação. Transforme o desafio em vantagem competitiva. O futuro da cadeia da moda pertence àqueles que combinam criatividade com eficiência – e a eficiência, no cenário atual, é sinônimo de tecnologia integrada e inteligente.

Leia também: NRF 2026: varejo deixa de ser apenas ponto de venda para se tornar o centro de um ecossistema


*Por Elói Assis, diretor-executivo de produtos para Varejo da TOTVS

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Estratégias para o PDV em 2026

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Estratégias para o PDV em 2026


O varejo chega a 2026 em um contexto em que decisões estratégicas baseadas apenas em intuição perdem espaço para operações orientadas por dados. Com consumidores mais conectados e um ambiente competitivo, a capacidade de transformar informações em ações concretas no ponto de venda (PDV) passa a ser um fator central para crescimento e rentabilidade.

De acordo com o relatório From Data Overload to Data Driven Decisions in Retail, da KPMG, 54% dos varejistas que adotaram práticas estruturadas de análise de dados registraram aumento de pelo menos 10% no lucro operacional. O estudo aponta que eficiência e rentabilidade estão cada vez mais associadas ao uso de dados qualificados, inteligência artificial e análises preditivas.

Para Tiago Cabral, CEO da Núcleo, agência de marketing de incentivo e promocional, o avanço depende de uma mudança na forma como as empresas utilizam informações. “Os dados só têm valor quando se transformam em decisões práticas. O segredo está em traduzir métricas em ações que gerem impacto direto no PDV e, consequentemente, em vendas”.

Segundo o executivo, três pilares são fundamentais para converter dados em resultados no varejo: planejamento orientado por dados, automação da execução no PDV e monitoramento em tempo real.

No planejamento, o uso de dados históricos, comportamento de compra, jornada do consumidor e sazonalidade permite definir metas mais precisas e reduzir desperdícios. “O planejamento orientado por dados dá clareza sobre onde investir, como se comunicar e o que priorizar em cada ponto de venda. Quando você entende o comportamento do shopper a partir de dados reais, passa a atuar de forma estratégica, antecipando oportunidades e evitando decisões baseadas apenas em feeling”, explica Cabral.

Ele destaca que a segmentação de PDVs com base em performance e perfil de público aumenta a assertividade das campanhas. “Quando os dados mostram, por exemplo, que determinadas regiões têm maior conversão de um tipo específico de produto ou ativação, é possível otimizar investimentos e personalizar ações com muito mais precisão. Isso muda completamente a eficiência das campanhas”.

Relatório da KPMG indica que empresas que estruturam seus dados e integram analytics ao planejamento podem reduzir em até 20% os custos com ativações ineficientes. “Planejar com base em dados transforma o marketing em uma área de inteligência. É o que garante que cada ação tenha propósito, retorno mensurável e gere impacto real na ponta. Dados não são apenas números, são a base da performance moderna”, afirma Cabral.

O segundo pilar envolve a automação da execução no PDV. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado global de automação para varejo deve crescer de US$ 17,46 bilhões em 2024 para US$ 37,38 bilhões em 2029, com taxa anual de 14,66%. Para o executivo, a automação reduz falhas operacionais e amplia a escala das campanhas.

“A automação é hoje um divisor de águas para marcas que querem escalar resultados sem perder o controle de execução. Automatizar não é apenas digitalizar tarefas, mas transformar a forma como o PDV opera. Quando os processos são integrados por sistemas inteligentes, cada loja passa a agir como uma extensão da estratégia, e não como um ponto isolado”, afirma.

De acordo com Cabral, plataformas automatizadas permitem ativar campanhas a partir de dados em tempo real, considerando variáveis como estoque, comportamento local de compra e horários de maior conversão. “Se um produto tem alta saída em uma região específica, é possível ajustar comunicações e ofertas instantaneamente, otimizando o investimento e ampliando o retorno”.

O monitoramento em tempo real completa o modelo. Segundo a TOTVS, a análise de dados em tempo real acelera a digitalização dos pontos de venda e viabiliza decisões rápidas. Relatórios da Retail Media News indicam que plataformas de retail media exigem dashboards em tempo real para acompanhamento de vendas, impressões e engajamento.

“A capacidade de monitoramento muda radicalmente a gestão de campanhas. Analisar em tempo real significa transformar dados em ação imediata. Não se trata apenas de ter indicadores disponíveis, mas de conseguir reagir à performance de cada loja e de cada campanha quase que instantaneamente”, afirma Cabral.

Segundo o executivo, dashboards integrados permitem identificar tendências, ajustar ofertas e medir com precisão o retorno sobre investimento. “Com dados imediatos, o marketing deixa de ser apenas analítico e se torna operacional e preditivo, transformando a performance em resultados concretos no ponto de venda”, conclui.

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