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A rodada da Hero, que quer transformar o seguro viagem

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A rodada da Hero, que quer transformar o seguro viagem

A Hero Seguros, uma insurtech focada no seguro viagem, acaba de fechar uma rodada para escalar seu produto no Brasil, onde já tem um market share de 15%, e entrar em outros países da América Latina. 

A Hero também tem planos de crescer em outros ramos, para além do seguro viagem.

A captação de R$ 35 milhões foi liderada pela Headline XP, a gestora de venture capital de Romero Rodrigues, e teve a participação da gestora Actyus, ligada ao europeu Andbank. 

A rodada foi majoritariamente primária, mas também teve um componente secundário para os dois fundadores, Guilherme Wroclawski e Raphael Swierczynski.

03 23 Guilherme Wroclawski ok

A Hero nasceu em 2021 depois que Guilherme e Raphael trabalharam juntos na Ciclic, a corretora de seguros do Banco do Brasil. Antes, Guilherme havia fundado a SaveMe, uma startup que foi vendida para o Buscapé, enquanto Raphael trabalhou por três décadas em seguradoras, tendo comandado a QBE Insurance no Brasil.

Os fundadores disseram que a tese da Hero é baseada em quatro pilares: customização dos produtos, com seguros personalizados em vez de produtos de prateleira; distribuição, com boas APIs e ferramentas que ajudam seus parceiros a vender melhor; precificação, para garantir um retorno sólido; e atendimento, com uma equipe especializada em atender os sinistros e as dúvidas dos clientes. 

Mas por que o seguro viagem?

“Quando lançamos a Hero, estávamos saindo da pandemia, então a demanda por viagem estava voltando e reprimida e muitos dos concorrentes estavam machucados e tinham zero inovação,” disse Guilherme. “Os produtos eram idênticos aos de 20, 30 anos atrás. Vimos que dava para fazer diferente, não só nos produtos mas também nos sistemas, na agilidade e na parte de atendimento, que é um dos nossos diferenciais.”

A Hero criou uma segunda empresa para cuidar do atendimento dos sinistros, a Hero Assist, que hoje tem mais de 200 funcionários. 

O modelo da startup é B2B2C: empresas que têm grandes balcões de vendas, como o BTG Pactual, se conectam aos sistemas da startup por meio de APIs, passando a oferecer os produtos da Hero a seus clientes. 

Além do BTG, a Hero já tem contratos com empresas como Daycoval, QI Tech, Befly, CopasTur, VoeTur e com a própria Ciclic, do Banco do Brasil. Ela também tem uma parceria com a página do Instagram ‘Perrengue Chique’, que criou a Perrengue Chique Seguros, e faz as vendas dos produtos da Hero. 

Como a maioria das insurtechs, a Hero Seguros opera no modelo de MGA, no qual o risco é assumido por uma seguradora regulada, enquanto a startup cuida da criação dos produtos, venda e atendimento. A Hero opera em parceria com a Generali. 

03 23 Raphael Swierczynski ok

“Esse modelo é o mais assertivo pra gente porque conseguimos tratar os quatro pontos que focamos de forma asset light e com mais foco e o risco fica com quem sabe fazer risco, e com quem já faz isso há anos,” disse Raphael. 

Desde que foi fundada, a Hero vendeu 4 milhões de seguros, com uma forte concentração no ano passado, quando fez 1,7 milhão. 

No total, foram R$ 300 milhões em prêmios, o que gera um faturamento de cerca de R$ 150 milhões para a Hero, excluindo as comissões dos canais. A startup não abre o EBITDA, mas diz que tem uma margem “muito sólida”. “Foi isso que permitiu que a gente crescesse até aqui bootstrap,” disse Guilherme. 

Romero, da Headline XP, disse que decidiu investir na Hero porque gosta do setor de seguros e por conta do time. 

“É um setor muito difícil para outsiders, então a experiência do Guilherme e do Raphael na Ciclic foi fundamental. Dificilmente investirmos num time que nunca fez seguros,” disse o gestor. “Mas é um setor gigantesco e que carece de inovação, de novos produtos.”

A Hero vai usar os recursos da rodada principalmente para sua expansão internacional. A startup vai abrir esta semana seu escritório na Argentina, que ficará em Buenos Aires, e está estudando abrir filiais no Chile e no México. 

Outro plano: crescer em novos produtos. Recentemente, a startup lançou seguros de vida e de proteção financeira, além de coberturas para acidentes pessoais. Ela também entrou no garantia estendida, com foco em varejistas de médio porte, que não são cobertas pelas grandes seguradoras. O plano é expandir a participação desses produtos nos prêmios totais, diversificando sua receita.




Pedro Arbex




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Governo Lula piora projeção de déficit em 2026 e prevê bloqueio de R$ 1,6 bi

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Governo Lula piora projeção de déficit em 2026 e prevê bloqueio de R$ 1,6 bi

O governo Luiz Inácio Lula da Silva piorou significativamente nesta terça-feira sua projeção de déficit das contas federais em 2026, diante de uma previsão de receitas menores e de elevação de gastos, e indicou a necessidade de um bloqueio de R$ 1,6 bilhão em verbas de ministérios para respeitar as regras fiscais.

Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento projetaram que o governo fechará 2026 com um déficit primário de R$ 59,8 bilhões. Após o abatimento de exceções previstas em lei — como precatórios e parte de gastos com defesa, saúde e educação —, o resultado iria a um superávit de R$ 3,5 bilhões.

A primeira projeção oficial para o resultado primário de 2026 é pior que a prevista no Orçamento em vigor, que estimou um déficit de R$ 22,9 bilhões antes das exclusões legais e um superávit de R$ 34,9 bilhões após esses abatimentos.

A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões, com banda de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo — um intervalo que vai de saldo zero a superávit de R$ 68,6 bilhões.

Ao avaliar a necessidade de cortes de verbas para cumprir a meta, o governo tomou como referência o piso da banda de tolerância. Com isso, as pastas apontaram que ainda há uma folga de R$ 3,5 bilhões em relação ao limite inferior do alvo, não sendo necessário contingenciar recursos apenas para garantir o resultado primário.

“Vamos cumprir o resultado primário estabelecido para 2026 e ele não tende a ficar próximo do piso da meta”, disse o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, argumentando que parte dos gastos de ministérios normalmente não se concretiza ao longo do ano, o que melhora o resultado.

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Por outro lado, será necessário bloquear R$ 1,6 bilhão em gastos de ministérios para respeitar o limite de despesas do ano. Pelo arcabouço fiscal, as despesas do governo podem crescer a um ritmo de 70% da variação da arrecadação, limitadas a uma alta real anual de até 2,5%.

O detalhamento dos cortes por ministério será apresentado até o fim do mês, por meio de decreto, que também estabelecerá um faseamento de gastos para criar uma camada adicional de contenção, segundo as pastas.

De acordo com os cálculos oficiais, a receita líquida do governo — já descontadas as transferências a Estados e municípios — deve ficar R$ 13,7 bilhões abaixo do estimado no Orçamento, em R$ 2,577 trilhões.

Nessa conta, o governo previu perdas na arrecadação de Imposto de Importação e PIS/Cofins, em projeção influenciada por uma expectativa menor de inflação e por um real mais valorizado, segundo o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

Por outro lado, as pastas estimaram um ganho adicional de R$ 16,7 bilhões com exploração de recursos naturais, impulsionado pela alta do imposto de exportação sobre petróleo anunciada neste mês. A medida, porém, deve compensar cortes de tributos sobre o diesel adotados para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre a cotação do petróleo.

A previsão de despesas totais foi elevada em R$ 23,3 bilhões em relação ao Orçamento aprovado para este ano, pressionada por maiores gastos obrigatórios. Nessa conta, o governo passou a projetar despesas maiores com benefícios previdenciários, Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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O governo ainda incluiu nas previsões de despesas R$ 15,9 bilhões em créditos extraordinários, que não são contabilizados no limite de gastos do ano. O valor inclui desembolsos para a subvenção ao diesel, apoio a regiões de Minas Gerais atingidas por fortes chuvas e a reabertura de créditos de 2025 que não haviam sido utilizados.

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Adeus dividendo extra: Paraná quer aliviar tarifa com precatório da Sanepar

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Adeus dividendo extra: Paraná quer aliviar tarifa com precatório da Sanepar

A agência reguladora do Paraná jogou um balde de água fria nos acionistas da Sanepar, ao propor que toda a receita da companhia estadual de saneamento com um precatório de quase R$ 4 bilhões seja destinada aos consumidores. 

A ação preferencial da Sanepar despencava mais de 7% no começo do pregão com a notícia. 

A expectativa no mercado até então era de que ao menos parte dos ganhos com o precatório ficaria com a empresa, sendo distribuída aos acionistas por meio de um dividendo extraordinário. 

A proposta da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Paraná (Agepar) foi divulgada ontem à noite e será submetida a um processo de consulta pública até o final de abril. 

O valor é decorrente de uma disputa judicial com a União iniciada em 1994,na qual a Sanepar pedia imunidade tributária no Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

A companhia já registrou uma receita líquida de R$ 845 milhões pelo precatório no balanço do primeiro trimestre de 2025, considerando na ocasião que precisaria reverter 75% da receita à modicidade tarifária.

Na época, a Sanepar disse que estava levando em conta o manual de revisão tarifária da própria Agepar, mas pediu uma análise da agência com base na “excepcionalidade” do caso.

O valor foi embolsado efetivamente pela Sanepar em setembro de 2025 e representa quase 30% do atual valor de mercado da companhia, de R$ 13,5 bilhões.

Mas a Agepar está propondo agora destinar 50% dessa receita extraordinária para reduzir as contas dos clientes – a chamada modicidade tarifária. 

A outra metade deverá ser usada para investimentos não onerosos na área de concessão – que não podem ser posteriormente repassados às tarifas. 

“Imagino que o mercado devia estar considerando até 50% desse valor do precatório como dividendo,” disse o analista de utilities da Genial Investimentos, Vitor Sousa, ao Brazil Journal.

Em relatórios anteriores sobre o caso, ele havia apontado que, numa expectativa conservadora, 25% do valor total poderia ficar com a empresa, contando com a distribuição de 100% disso como dividendos extras. 

“Muita gente estava comprada esperando esse evento,” disse um trader que acompanha a ação.

A decisão da reguladora estadual, coincidentemente ou não, vem em momento em que o Governador Ratinho Junior ainda não decidiu quem será seu sucessor na disputa eleitoral neste ano, enquanto vê Sergio Moro liderando as pesquisas. 

A regulação estadual prevê que a Sanepar pode ficar com parte de eventuais ganhos extraordinários, de forma a incentivar a busca por receitas adicionais, repassando um percentual aos consumidores. 

Mas a Agepar considerou que isso não se aplicaria a “uma ação iniciada pela companhia na década de 90.” 

Ao analisar o caso, a agência avaliou que “o precatório deve ser tratado como evento regulatório excepcional, desvinculado da lógica ordinária de incentivos e das regras gerais de partilha adotadas em revisões tarifárias periódicas específicas.” 

Ao longo da disputa judicial – uma ação que começou avaliada em cem mil cruzeiros reais em 1994 –, a Sanepar gastou R$ 129 milhões em honorários com advogados. 

Esses custos, pelo menos, já foram descontados do valor que deverá ser repassado aos consumidores, assim como impostos. 

Por volta de 10h42, a ação preferencial da Sanepar caía 7,34%, a R$7,95.




Luciano Costa




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veja taxas de CDB, LCI e LCA na XP com guerra no radar do Copom

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veja taxas de CDB, LCI e LCA na XP com guerra no radar do Copom

O mercado de emissão bancária, dentro da plataforma da XP, oferece nesta terça-feira (24), CDBs com taxas prefixadas de até 14,900% ao ano com vencimento em 12 meses, enquanto títulos de inflação estão pagando até IPCA+ 8,850% em mais de 1 ano e os pós-fixados até 107% do CDI em mais de 12 meses.

LCAs contam com taxas prefixadas de até 12,400% em mais de 1 ano, enquanto as pós-fixadas pagam até 86% do CDI em 12 meses.

LCIs contam com taxas prefixadas de até 11,630% em 1 anos e as pós-fixadas pagam até 100% do CDI em 12 meses.

Renda Fixa Hoje: confira algumas opções de investimento em renda fixa bancária oferecidas pela XP

CDB PICPAY
Taxa: 104,5% do CDI
Vencimento: março/2029
Saiba mais e invista

CDB DM FINANCEIRA
Taxa: 114% do CDI
Vencimento: março/2031
Saiba mais e invista

LCA SICOOB
Taxa: 92% do CDI
Vencimento: fevereiro/2033
Saiba mais e invista

QUER INVESTIR EM CDBs, LCIs e LCAs? ACESSE A CONTA NA XP E CONFIRA AQUI UMA LISTA COMPLETA COM MAIS 1 MIL OPÇÕES DE ATIVOS

*As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto nesta terça-feira (24)

Não tem conta na XP? Cadastre-se aqui

As taxas dos juros futuros fecharam em queda firme nesta segunda-feira (23), acompanhando a melhora do apetite global por risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, adiar ataques ao Irã e sinalizar avanços nas negociações, o que reduziu as tensões geopolíticas.

No fim da sessão, o DI para janeiro de 2028 recuou 33 pontos-base, a 13,795%, enquanto o DI para janeiro de 2035 caiu 18 pontos-base, para 13,865%. O movimento foi mais intenso na ponta curta da curva, refletindo maior sensibilidade à melhora das expectativas de curto prazo.

A principal força por trás da queda foi o alívio externo: o petróleo despencou mais de 10%, voltando para abaixo de US$ 100 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries também recuaram. Esse ambiente reduziu os temores inflacionários globais e favoreceu a compressão dos prêmios na curva brasileira.

Assim, a curva curta liderou o movimento de baixa, acompanhando a redução das apostas de pressões inflacionárias imediatas e algum alívio nas expectativas para a política monetária. Já a ponta longa também cedeu, mas de forma mais moderada, ainda refletindo incertezas estruturais ligadas ao cenário fiscal e inflacionário.

Apesar do alívio no dia, o pano de fundo segue desafiador. As projeções de inflação seguem em alta no Brasil, segundo o boletim Focus, e a curva ainda precifica um ciclo de cortes mais cauteloso para a Selic, em contraste com as expectativas dos economistas.

Com isso, o recuo das taxas nesta sessão foi impulsionado principalmente pelo cenário externo, enquanto as dúvidas domésticas — especialmente sobre inflação e condução do Comitê de Política Monetária — continuam limitando um fechamento mais acentuado da curva, sobretudo nos prazos mais longos.

Trata-se de um conteúdo patrocinado. O InfoMoney não possui qualquer responsabilidade quanto a oferta e a comercialização dos produtos divulgados neste material. 

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