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Calibragem dos juros após 1º corte na Selic vai depender do cenário externo

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Calibragem dos juros após 1º corte na Selic vai depender do cenário externo

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em cortar em 0,25 p.p a taxa básica de juros, a Selic, refletiu a necessidade de cautela frente às incertezas inflacionárias com o conflito no Oriente Médio, segundo economistas e analistas ouvidos pelo InfoMoney. O primeiro corte em quase dois anos chegou com “sabor flexibilização”, já que o comunicado não teve um guidance refletindo se haverá mais cortes, como era esperado antes do conflito. O desenrolar da situação externa é que deverá ditar o ritmo da redução dos juros.

Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, destaca que a primeira justificativa que o Copom dá para a decisão é a desancoragem das expectativas – ou seja, só pelo fato de os analistas terem subido suas expectativas de inflação, dado o cenário, o Copom já se sentiu na necessidade de fazer um corte mais ameno.

Na avaliação de Sartori, havia espaço para corte de meio ponto, mesmo com os riscos de preços nas commodities e de impacto na atividade já que o Brasil é exportador de petróleo. “E muito dessa postura cautelosa é apenas no Oriente Médio porque no cenário doméstico eles dizem que tem encaminhado da forma prevista”, diz.

Caio Megale, economista-chefe da XP, avalia que a calibragem monetária à frente pode ser menos intensa do que o esperado. Ele destaca que o monitoramento dos preços do petróleo, da taxa de câmbio e das expectativas de inflação será fundamental nas próximas semanas.

Leia também: Selic caiu: o que muda nos investimentos em renda fixa, ações, FIIs e fundos?

Efeitos dos juros restritivos

Raphael Vieira, co-head de Investimentos da Arton Advisors, vê na decisão do Copom o reconhecimento de que a política monetária já produziu efeitos sobre a atividade econômica. Danilo Passos, economista da WHG, também destacou a transmissão dos juros sobre a atividade, que foi destacada pelo próprio Comitê em seu comunicado. 

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Bruna Centeno, economista, sócia e advisor da Blue3 Investimentos, afirma que o corte, abaixo do que era esperado há poucas semanas atrás, é, no mínimo, “um fôlego”.

Leia também: Juro real do Brasil é o 2° maior do mundo pela oitava vez seguida com Selic em 14,75%

Risco de pausa

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, destacou que o Copom deixou claro que os próximos passos da política monetária serão sensíveis às expectativas de inflação. “Deixou ainda uma porta entreaberta para cortes de 25 pontos-base, mas também deixando implícito que em caso de uma deterioração adicional de expectativas de inflação, ou outro tipo de contaminação da economia brasileira que possa colocar os objetivos do BCB em risco, pode vir a pausar o ciclo”.

Para Passos, essa ponderação do comunicado “deixa a barra mais alta para uma aceleração no ritmo de cortes nas próximas reuniões”.

Pressão inflacionária local

Em meio à instabilidade externa, os números da atividade econômica vinham mostrando uma trajetória de moderação no crescimento, destaca Rafael Pastorello, Portfólio Manager do Banco Sofisa. 

No entanto, parte do desafio também vinha de alguns indicadores, como expectativas de inflação desancoradas, projeções inflacionárias elevadas e pressões persistentes no mercado de trabalho, cita Pastorello, o que também justificaria a postura do Copom. “Diante desse ambiente mais complexo, tanto no plano interno quanto externo, entendemos que a postura mais adequada no momento é a de conservadorismo.”

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A projeção da inflação no horizonte relevante foi de 3,2% para 3,3%, elevação que foi considerada menor que a esperada, segundo Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset.

De olho nas cotações – e na inflação

O mercado agora ficará de olho nos preços dos combustíveis para tentar projetar as decisões futuras do Copom, afirma Centeno, da Blue3 Investimentos. Isso servirá para estimar a transmissão da variação dos preços das commodities para a inflação.

Neste contexto, as próximas divulgações de dados da inflação, como o IPCA-15 e o IPCA fechado de março “serão de suma importância” para a definição da próxima reunião do Copom. Sérgio Samuel dos Santos, economista e especialista em fundos e previdência do Sistema Ailos, afirma que os dados poderão resultar até em um corte de 0,5 ponto percentual, caso o comitê julgue que o processo de arrefecimento da economia e de desinflação permaneça em seu curso em direção à meta de inflação.

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Para Megale, da XP, o Copom demonstrou estar confiante na convergência da inflação à meta, mas, ainda assim, a “barra ficou alta” para que o Comitê deixe de cortar a taxa Selic novamente em abril.

O que esperar da próxima reunião do Copom

Para o ASA, a projeção é de corte de meio ponto percentual na reunião do Copom de 28 e 29 de abril, com risco de novo corte de 0,25 p.p. caso não haja arrefecimento no conflito no Oriente Médio e recuo dos preços no mercado internacional, segundo o economista Leonardo Costa.

A XP projeta cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões do Copom, até chegar em 12,75%, seguido por uma pausa.

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Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, afirma que mantém a projeção de um ciclo de corte de 300 pontos-base, que levará a Selic a 12% ao final de 2026. 

Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval, avalia que o cenário de conflito no Oriente Médio deverá se solucionar em breve, colocando a possibilidade de corte de 0,50 p.p. na mesa, embora o cenário-base do banco siga sendo de 0,25 p.p.

Étore Sanchez,economista-chefe da Ativa Investimentos, é mais audacioso na leitura do cenário. Para ele, se mesmo diante das incertezas atuais o Copom decidiu cortar juro, “é razoável projetar uma aceleração mais aguda frente a uma eventual atenuação do conflito.” A estimativa da casa é de cortes de 0,75 p.p. até a reunião de novembro, quando o ajuste passará a meio ponto, encerrando 2026 em 11%.

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AXIA troca ativos com ISA Energia, recebe R$ 1,17 bi e converterá ações

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AXIA troca ativos com ISA Energia, recebe R$ 1,17 bi e converterá ações

A AXIA Energia chegou a um acordo com a ISA Energia para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a antiga Eletrobras receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro. 

Em paralelo, a AXIA conseguiu aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais.

Na prática, a conversão facilitará uma eventual venda pela AXIA de sua participação na ISA Energia no futuro, uma fonte próxima à companhia disse ao Brazil Journal

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O anúncio de hoje é mais um exemplo da estratégia do CEO Ivan Monteiro e do CFO Eduardo Haiama de gerar valor por meio de transações envolvendo ativos nos quais a AXIA detém participações minoritárias.

A conversão de ações na ISA transformará cada papel ordinário em uma ação preferencial. 

A ação ON da ISA Energia fechou hoje a R$ 32,60, e a PN a R$ 28,07. 

Apesar da diferença de preço, a ação PN concentra praticamente toda a liquidez, uma vez que a ISA Capital tem 80,9% dos papéis ON. Outros 9,7% estão nas mãos da AXIA. 

Já na negociação de troca de ativos, a ISA Energia está adquirindo os 49% detidos pela AXIA e sua subsidiária AXIA Nordeste na IE Madeira. 

Essa empresa controla o chamado Linhão do Madeira, um sistema de transmissão que atravessa 2.380 km para levar a energia das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, até o Sudeste. 

De outro lado, a AXIA Nordeste está comprando os 51% da ISA Energia na IE Garanhuns, que opera duas subestações e linhas de transmissão com 633 km em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Ao final das transações, a ISA Energia terá 100% do Linhão do Madeira, e a AXIA será a única dona da IE Garanhuns. 

Na transação, que a AXIA descreve como um “descruzamento de ativos”, a ISA Energia fará ainda um pagamento de R$1,17 bilhão – uma vez que a IE Madeira tem um valuation maior que a IE Garanhuns.

O Linhão do Madeira tem receita anual (RAP) de R$ 760,7 milhões (líquidos de PIS e Cofins) no ciclo 2025/26, e EBITDA regulatório de R$ 660,1 milhões em 2025. A dívida líquida é de R$ 588,2 milhões.

Já a IE Garanhuns possui RAP (sem PIS e Cofins) de R$ 157,9 milhões no ciclo 2025/26, e encerrou 2025 com EBITDA regulatório de R$ 134,2 milhões. O ativo vem com dívida líquida de R$ 42,6 milhões. 

A transação segue o plano da AXIA de otimizar sua ampla carteira de participações minoritárias herdadas de seus tempos de estatal.

Nesses negócios, a empresa tem assumido o controle de algumas operações e se desfeito de outras – em algumas ocasiões embolsando valores.

Nos últimos anos, esses descruzamentos de ativos envolveram transações com grupos como Neoenergia e Copel. A AXIA também vendeu sua fatia na Emae à Sabesp.

Em 2024, a AXIA vendeu uma fração de sua participação na ISA Energia em uma oferta que levantou mais de R$ 2 bilhões – mas ainda mantém 21,6% do capital total da empresa, com 25,1 milhões de ações ordinárias e 117,39 milhões de ações preferenciais. 

A ISA disse que o período para conversão de seus papéis vai de 20 de março a 3 de abril – e outros acionistas também poderão aderir. Poderão ser convertidos até 5% do capital da companhia, com um limite de 3% por acionista.

Na troca de ativos, o Santander Brasil e o escritório Machado Meyer assessoraram a ISA Energia.

A AXIA foi assessorada pelo Citi e Lefosse Advogados. 




Luciano Costa




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Haddad anuncia candidatura ao governo de SP e promete impulsionar campanha de Lula

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Haddad anuncia candidatura ao governo de SP e promete impulsionar campanha de Lula

O PT anunciou, nesta quinta-feira, 19, a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo do estado de São Paulo. O partido repete, assim, a estratégia adotada há quatro anos, quando o político chegou ao segundo turno, mas foi derrotado pelo atual ocupante do cargo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A confirmação ocorreu por meio de pronunciamento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

O anúncio era esperado desde semana passada e se concretizou após duas agendas de uma comitiva do governo federal no estado — uma caravana com prefeitos, pela manhã, e uma homenagem ao ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, no final da tarde. No sindicato, à noite, Lula e Haddad falam à militância em um local simbólico, onde o líder petista iniciou a sua trajetória política como dirigente da categoria e organizou greves de operários que dariam origem ao PT.

Haddad tem pela frente agora o desafio de reverter o favoritismo de Tarcísio nas pesquisas eleitorais e também de oferecer um palanque competitivo para o presidente Lula na eleição presidencial, em que o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, aparece como principal adversário. São Paulo concentra mais de 20% dos eleitores do país.

O ministro da Fazenda resistiu por meses a aceitar a tarefa, mas recebeu um pedido direto do presidente e foi convencido de que sua participação no pleito era necessária. Aliados alegam que o receio não era de perder novamente nas urnas, o que representaria a quarta derrota eleitoral consecutiva, e sim por estar inserido hoje em uma agenda de pautas nacionais, em que se vislumbra, inclusive, uma possível sucessão em 2030.

Pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 3 e 5 de março, selou entre as lideranças o diagnóstico de que ele seria o candidato ideal, em vez do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ou dos ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB). Ele foi o candidato lulista que melhor pontuou nas simulações de primeiro turno, com 31% das intenções de voto, contra 44% de Tarcísio.

A tendência é que Alckmin participe ativamente da campanha do aliado, como ocorreu na eleição passada, mas não seja candidato em São Paulo, mantendo o posto de vice na chapa de Lula. O político já exerceu quatro mandatos como governador quando estava no PSDB. Devido a esse fato, costuma ter melhor entrada entre eleitores conservadores e com gestores municipais do que o PT.

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Tebet pretende disputar o Senado, trocando o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, enquanto França e Marina Silva (Rede), ministra do Meio Ambiente, são alternativas para compor com Haddad na vice da chapa. Em 2022, o posto foi ocupado por Lúcia França, esposa do ministro do PSB, que agora não demonstra entusiasmo com a ideia depois de ser preterido por Lula.

A estratégia do PT passa por martelar, na campanha paulista, dados econômicos favoráveis, como a queda da taxa de desemprego, o crescimento da renda salarial média e o controle da inflação, além de medidas de iniciativa do Executivo aprovadas no Congresso, como a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a reforma tributária.

Mas Haddad também precisará desgastar o governo Tarcísio para tentar sair vitorioso nas urnas ou, ao menos, garantir uma segunda rodada. Discursos durante a 17ª Caravana Federativa, pela manhã, deram o tom de pautas locais que devem ser exploradas na campanha. Ao se dirigir para uma plateia de prefeitos, Lula criticou a relação conflituosa do governador com prefeitos paulistas.

Outros temas, como a privatização da Sabesp e a disputa de “paternidade” por obras executadas no estado, mas que contam com recursos da União, também devem marcar a campanha em São Paulo.

Tarcísio, da mesma forma, tem se mostrado disposto a aceitar a nacionalização da disputa e ensaia críticas diretas à gestão econômica de Haddad sob o mantra de que o ministro “contratou uma crise fiscal” para o futuro ao gastar demais e “criou um imposto a cada 30 dias”. Sobre esse ponto, o ministro rebate dizendo que inverteu a lógica de tributação ao cobrar dos mais ricos, em vez da “base da pirâmide”.

Haddad pretende se afastar de agendas públicas nos próximos dias antes de se dedicar à pré-campanha. Na Fazenda, ele será substituído pelo secretário-executivo Dario Durigan.

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Durigan exerce a função desde junho de 2023 e esteve presente, portanto, em embates duros com o Congresso, como o aumento do IOF e a devolução da medida provisória que limitava o uso de créditos de PIS/Cofins. Internamente, sua atuação como número dois da pasta é elogiada em matérias como a reforma tributária e o pacote fiscal. Um dos primeiros desafios do novo ministro será ajudar a conter uma greve de caminhoneiros em razão da alta no preço dos combustíveis.

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Enel-SP: Juíza diz que Aneel se antecipou e barra reunião sobre caducidade

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Enel-SP: Juíza diz que Aneel se antecipou e barra reunião sobre caducidade

“Tudo o que você disser poderá ser usado contra você no Tribunal”.

A Enel conseguiu uma liminar que proíbe a Agência Nacional de Energia Elétrica de decidir agora sobre a caducidade de sua concessão em São Paulo, alegando que o diretor-geral do regulador violou as regras do processo ao declarar antecipadamente seu voto contra a empresa. 

A diretoria da Aneel havia agendado para a próxima terça-feira o julgamento do processo sobre as operações da Enel São Paulo. A discussão poderia culminar em uma recomendação para que o Ministério de Minas e Energia revogue o contrato da companhia. 

Mas o grupo italiano se aproveitou do que foi visto como uma afobação do chefe da agência, Sandoval Feitosa. Em uma reunião em 24 de fevereiro, enquanto a diretoria deliberava sobre quando seria apreciado o caso sobre a Enel, Feitosa apresentou um voto a favor da caducidade e de uma intervenção na empresa.

Sandoval Feitosa okO posicionamento de Feitosa “fere, de maneira frontal”, a Constituição Federal, uma vez que “antecipa o juízo condenatório sem aguardar o encerramento do prazo defensivo,” disse uma juíza federal ao analisar uma ação movida pela Enel em Brasília.  

Recusando-se a ouvir a Aneel em uma oitiva antes da decisão, ela concedeu liminar proibindo Feitosa e a agência de colocarem o caso sobre a Enel São Paulo para deliberação até o julgamento do mérito do processo na Justiça. 

Não dá nem pra dizer que a juíza surpreendeu totalmente. Na sessão em que Feitosa declarou sua decisão, outros diretores da Aneel mostraram-se abismados, alertando inclusive que o caso poderia dar argumentos para uma judicialização pela empresa. 

O clima chegou a esquentar na ocasião, com um diretor afirmando que a antecipação de voto de Feitosa era “inédita” em todas as agências reguladoras. Sandoval rebateu, e uma fonte que acompanha o setor há décadas disse que “nunca na história do País” havia visto uma “briga pública” desse nível em uma reunião da Aneel.

O contrato de concessão da Enel São Paulo vence em junho de 2028, e a agência e o Ministério precisam avaliar se ele deve ser renovado ou até revogado antecipadamente. 

Uma decisão judicial anterior, numa ação movida pela Prefeitura de São Paulo, já havia suspendido a discussão sobre a renovação da concessão da Enel (não sobre sua caducidade), em meio aos questionamentos à empresa depois dos diversos apagões.

Pressionado pelo Prefeito Ricardo Nunes e pelo Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que querem encerrar o contrato, o ministro Alexandre Silveira chegou a cobrar pressa da Aneel para uma decisão sobre a caducidade.

Mas na semana passada, Silveira disse em audiência na Câmara que a Enel “cumpre, a princípio, boa parte ou quase a totalidade dos índices para renovação,” e afirmou que orientou a agência a “despolitizar essa questão.” 

Uma fonte que acompanha a discussão jurídica notou que, “mantidas as liminares, teremos alguns anos sem caducidade e sem prorrogação”, gerando uma incerteza total sobre o futuro da mais valiosa concessão de distribuição de energia do Brasil. 

A situação poderia obrigar o Governo a negociar alguma espécie de “repactuação/solução como ocorreu com a Amazonas Energia,” acrescentou a fonte.

No caso da empresa do Amazonas, a Aneel chegou a recomendar a Silveira a cassação da concessão, mas foi costurado um acordo para que a empresa fosse vendida à Âmbar Energia, do Grupo J&F Investimentos. 

Em um caso anterior envolvendo também a Enel, a distribuidora do grupo italiano em Goiás vinha sendo pressionada a deixar o Estado pelo Governador Ronaldo Caiado, que questionava a qualidade do serviço.

A Aneel chegou a iniciar um processo que poderia resultar na caducidade do contrato, mas a Enel chegou antes a um acordo para vender a concessão à Equatorial Energia

O Governo brasileiro nunca realizou uma revogação de concessão no setor de distribuição de energia, e advogados do setor dizem que retirar a Enel São Paulo das operações demandaria um processo longo e complexo.

A distribuidora tem alegado, e com razão, que cumpre os principais requisitos para a renovação, por ter índices de duração e frequência de blecautes dentro das metas regulatórias. Mas diretores da Aneel têm alertado que esses não seriam os únicos itens analisados para uma decisão sobre a prorrogação.




Luciano Costa




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