Conecte-se conosco

Notícias

Início do ano se consolida como janela estratégica para o varejo

Published

on

Início do ano se consolida como janela estratégica para o varejo


Com o fim do período de maior aquecimento do varejo, o início do ano marca uma nova fase para o comércio brasileiro, caracterizada por ajustes no ritmo de consumo e pela abertura de oportunidades estratégicas para os varejistas. A avaliação é da Infracommerce, empresa de soluções de full commerce na América Latina.

Segundo a companhia, a movimentação mais moderada dos primeiros meses do ano é um comportamento sazonal do setor e pode ser utilizada para a otimização de operações, o fortalecimento do relacionamento com o consumidor e o estímulo a novas jornadas de compra. Após períodos concentrados de vendas, como Natal e Black Friday, os consumidores passam a adotar escolhas mais planejadas, o que amplia a relevância de estratégias voltadas à conveniência, economia e previsibilidade.

Nesse contexto, soluções logísticas ganham espaço. Após o pico de entregas no fim do ano, a retirada em loja surge como alternativa para reduzir custos, aumentar a agilidade e melhorar a experiência do consumidor, além de mitigar o impacto do frete, apontado como um dos principais fatores de abandono de carrinho no e-commerce.

De acordo com Gerson Ferreira, Head de Client Success da Infracommerce, o período pode ser aproveitado com ações específicas. “Para potencializar os resultados no início do ano, a Infracommerce recomenda que os varejistas invistam em ações promocionais, saldões para renovação de estoque e na priorização de categorias com demanda característica do período, como materiais escolares, itens de viagem e ventilação. O reforço dos canais digitais, com ofertas personalizadas e jornadas de compra mais fluidas, também se destaca como um diferencial competitivo”, afirmou.

Outro movimento observado no período é o aumento das trocas e devoluções de presentes adquiridos no fim do ano. Segundo a empresa, esse fluxo pode ser convertido em oportunidade de fidelização por meio de comunicação clara e do uso de tecnologias e automações com inteligência artificial. “Aqui o segredo é reduzir o atrito e resolver rapidamente a dor do consumidor”, afirmou Ferreira.

A Infracommerce também destaca que o uso estratégico de dados, aliado a ações de performance e eficiência logística, é um fator relevante para sustentar as vendas, reduzir perdas e otimizar resultados no varejo em um período marcado por ajustes no consumo.

Imagem: Envato

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

− 1 = 1
Powered by MathCaptcha

Notícias

Rupturas na cadeia produtiva: como evitar que o problema chegue ao cliente final

Published

on

Rupturas na cadeia produtiva: como evitar que o problema chegue ao cliente final


Oscilações no fornecimento de matérias-primas, gargalos logísticos, falhas de comunicação entre fornecedores e indústria e até instabilidades geopolíticas têm colocado as cadeias produtivas globais sob constante pressão. O resultado, quando não há preparo, é conhecido: atrasos, aumento de custos e, no pior cenário, impacto direto na experiência do consumidor final.

Nos últimos anos, empresas de diferentes setores passaram a conviver com um ambiente mais volátil e imprevisível, no qual rupturas deixaram de ser exceção e passaram a ser um risco recorrente. Para especialistas, a chave não está apenas em reagir rapidamente aos problemas, mas em estruturar processos capazes de antecipar falhas antes que elas se transformem em prejuízo para o cliente.

Segundo Moisés Olavo da Silva, executivo com mais de 20 anos de experiência em engenharia de produto, sourcing e gestão de produção para marcas globais, o maior erro das empresas ainda é tratar a cadeia produtiva como uma sequência linear. “Hoje, é fundamental enxergar a cadeia como um ecossistema integrado. Quando um elo falha e essa informação não circula com agilidade, o impacto se multiplica e chega ao consumidor na forma de atraso, indisponibilidade ou queda de qualidade”, explica.

Entre os principais pontos de atenção está o planejamento estratégico de fornecedores. Dependência excessiva de um único parceiro, regiões concentradas ou ausência de alternativas homologadas ampliam o risco de paralisações. “Diversificar fornecedores e investir em qualificação técnica não é custo, é proteção operacional”, destaca o especialista.

Outro fator crítico é a integração entre áreas técnicas, comerciais e logísticas. Falhas de alinhamento entre desenvolvimento de produto, engenharia, compras e produção podem gerar retrabalho, desperdício de tempo e erros que só são percebidos na fase final do processo. “Quanto mais cedo os riscos técnicos e produtivos são identificados, menores são os impactos financeiros e operacionais”, afirma Moisés.

A tecnologia também tem papel decisivo na prevenção de rupturas. Sistemas de monitoramento de produção, controle de qualidade, rastreabilidade de materiais e análise de dados permitem identificar desvios antes que eles comprometam prazos e entregas. Ainda assim, o especialista reforça que tecnologia sem processos bem definidos perde eficiência. “Ferramentas funcionam quando há método, treinamento e cultura de prevenção”.

Por fim, a gestão de pessoas e o conhecimento técnico seguem como diferenciais estratégicos. Equipes capacitadas conseguem interpretar sinais de alerta, tomar decisões rápidas e ajustar rotas sem comprometer o padrão do produto. “A experiência prática, aliada a dados, é o que impede que um problema interno se transforme em uma frustração para o cliente final”, conclui o especialista. Afinal, quando a ruptura não chega ao consumidor, a marca preserva algo essencial: a confiança.

Imagem: Freepik

Continue Reading

Notícias

NJR Eyewear firma parceria com Unlock para estruturar logística

Published

on

NJR Eyewear firma parceria com Unlock para estruturar logística


A NJR Eyewear inicia sua operação no mercado brasileiro com foco em eficiência operacional, tecnologia e experiência do consumidor. Desde o lançamento, a marca conta com a Unlock como parceira responsável pela estruturação de logística, tecnologia e atendimento.

A Unlock atua como plataforma operacional para marcas digitais no modelo tech-enabled, oferecendo infraestrutura logística, tecnologia proprietária e integração de sistemas voltados à escala. A empresa atende mais de 30 clientes e projeta transacionar cerca de 300 mil pedidos mensais até o final de 2026, com meta de ultrapassar 10 milhões de pedidos processados anualmente até 2030.

No caso da NJR Eyewear, a operação foi estruturada desde o início dentro desse modelo. A marca conta com área dedicada no centro de distribuição da Unlock, localizado em Embu das Artes (SP), além de fluxos de despacho após a confirmação da compra. Segundo as empresas, o desenho operacional prioriza previsibilidade, controle e capacidade de crescimento.

O projeto é resultado de parceria entre a Aura, holding especializada na criação e desenvolvimento de marcas, e a NR Sports, empresa responsável pela gestão da carreira e da imagem de Neymar Jr.. Após dois anos de desenvolvimento, a marca chega ao mercado com proposta de unir qualidade premium e preço acessível, apoiada por uma operação estruturada para escala.

Assista: Podcast Central do Varejo powered by Unlock #2: WGSN

Para Eduardo Fregonesi, CEO da Unlock, a estruturação operacional desde o início integra a estratégia da marca. “Quando a operação é pensada desde o início como parte da estratégia da marca, ela deixa de ser apenas suporte e passa a gerar vantagem competitiva. A integração entre logística, tecnologia e atendimento permite escalar com controle, previsibilidade e qualidade na experiência do consumidor”, afirma.

A escolha da parceira operacional ocorreu após avaliação de mais de 16 operações logísticas. Entre os critérios analisados estiveram segurança, robustez tecnológica, capacidade de processamento, governança, integração entre sistemas e visão estratégica de longo prazo. A decisão considerou a necessidade de sustentar volumes crescentes de pedidos com manutenção de padrão de serviço e controle operacional.

Os produtos da NJR Eyewear são armazenados em área exclusiva dentro do centro de distribuição, com monitoramento em tempo real, protocolos de controle de acesso e processos de conferência e qualidade. A operação utiliza ondas de separação no modelo de check-out express, com despacho após a confirmação da compra. A estrutura foi desenhada para suportar crescimento de volume sem necessidade de reconfigurações estruturais.

O atendimento ao consumidor opera integrado ao sistema proprietário de gestão de pedidos (OMS), que centraliza dados de pedidos, status de entrega, histórico de interações e ocorrências em uma única plataforma. Segundo a empresa, o modelo permite atuação proativa, com antecipação de problemas e respostas ao consumidor.

“Desde o início, entendemos que a experiência do consumidor seria um diferencial competitivo da NJR Eyewear. Por isso, buscamos um parceiro com capacidade operacional, tecnologia e governança para sustentar esse padrão desde o lançamento. A Unlock nos oferece a estrutura necessária para crescer com consistência”, afirma Fábio Villas, CEO e cofundador da NJR Eyewear.

Com a estrutura definida, a marca inicia suas operações com modelo preparado para absorver crescimento de pedidos, mantendo padrão de serviço e controle da jornada logística no ambiente de e-commerce.

Continue Reading

Notícias

Consumidores esperam usar IA para alertas de preço

Published

on

Consumidores esperam usar IA para alertas de preço


Consumidores dos Estados Unidos e do Reino Unido demonstram abertura ao uso de assistentes de compras baseados em inteligência artificial (IA), mas indicam preferências específicas sobre como desejam utilizá-los.

Dois em cada três consumidores dos dois países já testaram ou estariam dispostos a experimentar compras online com um assistente de IA, como o ChatGPT ou uma ferramenta própria de varejistas. Além disso, 72% dos entrevistados afirmaram esperar que assistentes de compras com IA auxiliem nas compras online.

Entre esses 72%, os recursos mais desejados são:

  • Alertas de ofertas e quedas de preço (59%);
  • Recomendações personalizadas (51%);
  • Sugestões de presentes (44%);
  • Perguntas e respostas em tempo real, como “o que combina com isso?” (41%);
  • Combinações de produtos que economizem dinheiro ou completem um visual (40%).

As principais razões apontadas para interromper o uso de IA nas compras são preocupações com o tratamento de dados (24%) e a percepção de que a IA toma decisões sem a participação do consumidor (21%).

Adoção inicial e confiança

Um terço (34%) dos entrevistados já utilizou um assistente conversacional de compras com IA. Entre consumidores de 25 a 34 anos, o índice chega a 59%. No total, 77% dos primeiros usuários afirmaram que confiariam mais em uma marca que ofereça um assistente de compras com IA.

Sobre a forma de acesso ao assistente em sites de varejo, 46% dos primeiros usuários preferem utilizá-lo por meio da barra de busca do site, enquanto 41% optam por um chatbot dedicado na própria página.

Entre os primeiros usuários, um em cada três acredita que a IA pode gerar maior impacto ao aprimorar a tomada de decisão, como comparar ou escolher produtos. Um em cada cinco aponta que a melhoria na velocidade e facilidade do checkout ou na experiência pós-compra são áreas com maior potencial de impacto.

No entanto, 69% dos primeiros usuários afirmaram ter abandonado o assistente de IA e buscado alternativas após receberem sugestões de produtos consideradas irrelevantes.

Tarefas mais complexas

A pesquisa indica que os primeiros usuários estão mais propensos a utilizar assistentes de IA para tarefas mais complexas. Entre os consumidores em geral e os primeiros usuários, os percentuais são:

  • Utilizar IA para montar um carrinho completo para ocasiões como volta às aulas, feriados ou eventos de presente: 48% entre todos os consumidores e 81% entre primeiros usuários;
  • Considerar útil que agentes de IA apresentem combinações de produtos ou itens complementares: 61% entre todos os consumidores e 88% entre primeiros usuários;
  • Usar recurso de IA para solicitar recomendações específicas, como “o que está em alta no meu tamanho?” ou “melhores presentes abaixo de £50”: 65% entre todos os consumidores e 86% entre primeiros usuários;
  • Consultar uma seção de IA que revele automaticamente ofertas ou tendências de produtos: 58% entre todos os consumidores e 82% entre primeiros usuários.

“Os consumidores já acreditam que a tecnologia pode melhorar de forma significativa a maneira como descobrem e escolhem produtos, e a experiência dos primeiros usuários aponta para onde as expectativas em relação aos assistentes de IA provavelmente estão caminhando”, afirmou Jim Löfgren, CEO da Nosto. “Por exemplo, uma vez que alguém utiliza um assistente de IA, a confiança cresce rapidamente, e essas pessoas passam a estar mais dispostas a permitir que a IA assuma tarefas de compra mais complexas, desde montar carrinhos completos para ocasiões específicas até recomendar combinações completas de produtos.”

Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Nosto com 2.000 consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Continue Reading

Tendências

Todos os direitos reservado por Varejo.blog © 2025