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Serviços de bem-estar: por que o mercado de autocuidado cresce globalmente

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Serviços de bem-estar: por que o mercado de autocuidado cresce globalmente


Nos últimos anos, o setor de wellness — que engloba desde spas, terapias manuais e meditação até experiências sensoriais imersivas — tornou-se um dos pilares de consumo global, com impacto nas decisões de compra, nos hábitos cotidianos e até nas estratégias de empresas de todos os setores.

Seja nos Estados Unidos, Europa, Ásia ou Brasil, existe um fenômeno claro: autocuidado deixou de ser luxo para muitos e virou prioridade cotidiana.

Os números contam essa história.

Segundo o Global Wellness Economy Monitor 2025 do Global Wellness Institute (GWI), o mercado global de bem-estar atingiu US$ 6,8 trilhões em 2024, um valor que mais que dobrou desde 2013, e está projetado para crescer em média 7,6% ao ano até 2029, alcançando quase US$ 9,8 trilhões nesse ano. Esse ritmo supera a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto mundial.

Isso coloca o setor de wellness como uma das maiores indústrias do mundo, maior inclusive do que segmentos como tecnologia da informação ou esportes em participação no produto global.

Outras projeções também são otimistas: de acordo com Precedence Research, o mercado de saúde e bem-estar pode atingir cerca de US$ 11 trilhões até 2034, crescendo a uma taxa anual composta de mais de 5% desde 2025.

Os serviços de bem-estar não crescem apenas em valor monetário, crescem em relevância cultural, empresarial e social.

Por que esse crescimento está acontecendo?

O que leva milhões de pessoas a buscar hoje tratamentos, experiências, práticas e ambientes focados no bem-estar? Não é apenas um capricho individual; há fatores estruturais interligados que explicam essa transformação.

1. Mudança de paradigma no conceito de saúde: Tradicionalmente, saúde era associada a ausência de doença. Hoje, consumidores entendem o bem-estar como um estado holístico que abrange físico, mental, emocional e social, e que se constrói, em grande parte, fora dos ambientes clínicos.

As pessoas estão cada vez mais conscientes de fatores como qualidade do sono, equilíbrio emocional, alimentação, movimento e gestão do estresse em suas vidas diárias, e não apenas em situações de crise.

2. Envelhecimento da população e prevenção: A população mundial está envelhecendo. Com isso, cresce a demanda por serviços que promovam qualidade de vida, longevidade ativa e prevenção de doenças crônicas — demandas que vão além de medicamentos e clínicas tradicionais.

Essa evolução demográfica impulsiona setores como terapia física, spa, meditação e práticas corporais que combinam movimento e recuperação.

3. Saúde emocional e mental como prioridade: Nunca antes se ouviu tanto falar de ansiedade, burnout, depressão e esgotamento emocional no ambiente de trabalho e na vida pessoal. A pandemia de Covid-19 trouxe à tona a necessidade de estratégias de enfrentamento que muitas vezes estão fora do âmbito clínico estrito: serviços de bem-estar emocional, meditação guiada, terapia de grupo e experiências sensoriais ganham espaço como alternativas ou complementos aos sistemas tradicionais de saúde.

Nesse contexto, os serviços de bem-estar funcionam como respostas ativas ao estresse cotidiano, criando espaço para pausa, reflexão e reequilíbrio.

4. Consumidor exigente e experiência acima de produto: A geração atual, especialmente millennials e adultos da geração Z, valoriza experiências marcadas pela sensação de significado e propósito. Para esse público, um serviço de bem-estar não é apenas uma sessão de massagem ou um banho terapêutico. É vivência emocional, sensação de pertencimento e narrativa pessoal.

Serviços de bem-estar: mais que serviços, experiências sensoriais

Ao contrário de produtos vendidos em prateleiras — que podem ser comparados facilmente por preço ou função — os serviços de bem-estar vendem experiências intangíveis e transformadoras. É no encontro entre estímulos sensoriais, ambiente e impacto emocional que está a força desse mercado.

Consumidores atuais buscam imersão: tocar, cheirar, sentir e refletir sobre aquilo que vivenciam durante uma sessão de bem-estar. Isso explica o crescimento de serviços que combinam elementos como:

  • Aromaterapia e massagens sensitivas;
  • Terapias sonoras;
  • Meditação guiada e mindfulness;
  • Banhos sensoriais;
  • Experiências ambientais imersivas;
  • Espaços que incentivam pausa e conexão consigo mesmo.

Todos esses componentes convergem para resultados subjetivos (sensação de relaxamento, redução do estresse, clareza mental) que consumidores hoje estão dispostos a pagar com frequência recorrente.

Bem-estar que se experimenta

No Brasil, o Prana é referência na entrega de serviços de bem-estar que dialogam diretamente com essa nova forma de consumo. No coração da sua proposta está a ideia de que o autocuidado não é apenas um serviço pontual, mas uma experiência sensorial e emocionalmente relevante.

No Prana, a combinação de ambientes cuidadosamente projetados, atendimentos personalizados e uma abordagem que conecta corpo e mente exemplifica um modelo de serviço que vai além da terapia convencional. Cada sessão é construída para provocar uma sensação de presença, diminuição do estresse e restabelecimento de equilíbrio interior — algo que ressoa com a tendência global de viver o bem-estar como uma prática contínua, não apenas como um luxo ocasional.

Essa abordagem aproxima o Prana de uma das maiores demandas do mercado atual: serviços de bem-estar que entregam narrativa e transformação emocional genuína, em vez de apenas função técnica.

O papel do autocuidado na rotina contemporânea

Uma mudança cultural profunda ocorre quando os consumidores deixam de ver autocuidado como indulgência e passam a entender seu impacto na produtividade, saúde mental e qualidade de vida.

Empresas, por sua vez, também estão ajustando suas ofertas para atender a essa demanda. Programas de corporate wellness (bem-estar corporativo), por exemplo, já são adotados por inúmeras organizações que reconhecem os benefícios comprovados de redução de absenteísmo e aumento de engajamento entre funcionários.

Da mesma forma, varejistas, hotéis e marcas de serviços estão criando espaços que promovem bem-estar — desde lounges de descanso em shoppings até eventos temáticos de autocuidado — porque entendem que a experiência emocional está no centro das decisões de consumo modernas.

As projeções apontam para um futuro onde o bem-estar será ainda mais integrado à vida cotidiana. O mercado global de wellness se tornará parte essencial da economia moderna, influenciando setores que vão desde tecnologia e hospitalidade até alimentação e educação.

Esse cenário cria oportunidades para negócios que conseguirem traduzir demanda emocional por significado, conexão e equilíbrio em serviços de bem-estar duradouros e relevantes.

Imagem: Envato

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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