O ano de 2026 começa com um cenário mais nítido para o varejo brasileiro. Depois de um período marcado por incertezas e ajustes, o consumo volta a ganhar tração e as empresas passam a operar em um ambiente de maior estabilidade. A digitalização segue expandindo seu alcance e o consumidor se mostra cada vez mais criterioso, informado e atraído por marcas que entregam propósito e experiência, não apenas produtos.
Dentro desse panorama, o mercado de tabacaria e seus ecossistemas, growshops, headshops e marcas, avançam a passos largos. Segundo o Anuário de Growshops, Headshops e Marcas 2025, o setor chegou a uma projeção de R$ 967,18 milhões em 2025, com crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior. É um mercado que deixou de ser marginalizado para ganhar estrutura, escala e relevância, impulsionado pela profissionalização dos negócios e pela ampliação do público consumidor. Trata-se de uma cadeia que reflete, com clareza, os movimentos que moldam o varejo moderno: profissionalização, comunidade, experiência, lifestyle e propósito.
Uma das principais tendências para 2026 é a consolidação do varejo como plataforma de identidade. As decisões de compra passam a expressar quem o consumidor é e o que ele acredita.O mercado canábico se insere exatamente nesse ponto: ele impulsiona produtos que representam pertencimento, estética e valores da escolha da seda orgânica ao acessório com design marcante. A Bem Bolado, por exemplo, traduz essa tendência ao oferecer itens sustentáveis, biodegradáveis e visualmente identitários, refletindo um consumidor que não compra objetos, mas gestos culturais.
O varejo de 2026 é movido por significado. Os consumidores buscam histórias, comunidades e marcas que representam seus valores. O mercado de tabacaria e canábico sempre foram profundamente baseados em pertencimento e agora isso acontece com mais maturidade, dados e profissionalismo. A estética, a linguagem visual, a curadoria de produtos e a cultura compartilhada fazem parte de uma experiência que ultrapassa a lógica tradicional do varejo.
Nos mercados mais maduros do mundo, varejistas estruturaram áreas especializadas em tabacaria, criando ambientes de compra com informação, curadoria e serviços. No Brasil, esse movimento ganhou força em 2024 e se intensifica em 2026. Growshops e headshops deixam de ser espaços improvisados e se tornam operações técnicas, especializadas e multicanal. Esse avanço acompanha o aumento de categorias premium, equipamentos de alta performance e soluções que atendem um público mais técnico, informado e disposto a investir. Essa transição posiciona o segmento dentro do que o varejo global chama de “Expert Retail”, marcas que crescem por oferecer conhecimento, especialização e atendimento consultivo.
Quando observo o cenário global, especialmente em países que avançaram na regulamentação da cannabis medicinal e recreativa, vejo um ponto comum: a profissionalização do segmento no varejo. Grandes redes criaram áreas dedicadas ao tema, oferecendo variedade, curadoria, informação e uma experiência de compra totalmente voltada a um consumidor fiel e recorrente. Esse movimento tem sido fundamental para consolidar categorias e ampliar a rentabilidade desses estabelecimentos, tendência que começa a se refletir no Brasil.
O varejo 2026 opera em uma lógica pós-omnicanal: o consumidor circula entre loja física, marketplace, redes sociais e experiências presenciais com total fluidez. O ambiente digital impulsiona um movimento de aproximação e conversão. As redes sociais se tornaram ferramentas centrais de educação e construção de comunidade, enquanto o comércio eletrônico ampliou o alcance das marcas e democratizou o acesso a produtos especializados. Consumidores de diferentes regiões se conectam com propostas que antes estavam restritas a poucos mercados, o que contribui para um cenário mais diverso e consolidado.
Com forte identidade estética, há mais de dez anos, a Bem Bolado abriu esse caminho e se tornou referência ao usar redes sociais, movimentos culturais e collabs com artistas como plataformas de diálogo e educação, para ampliar a conscientização sobre uso responsável, cultura canábica e comportamento social. Esse ecossistema de conteúdo, arte e propósito reforça um consumo guiado por estilo de vida, autenticidade e valores, e posiciona a marca como ponte entre informação, cultura e varejo.
O Brasil vive uma oportunidade singular para transformar um segmento antes marginalizado em um dos movimentos culturais e econômicos mais relevantes da nova década. A convergência entre mudança de comportamento, ampliação de mercado e fortalecimento das marcas cria um ambiente fértil para crescimento consistente e sustentável. O futuro será construído por quem compreender que este é, antes de tudo, um movimento cultural, e que autenticidade continuará sendo o maior diferencial competitivo.
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*Fernando Costa é CEO do Grupo Bem Bolado (GBB) e possui mais de 25 anos de experiência no setor de bens de consumo. Graduado em Administração pela PUC-SP e com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, construiu uma trajetória sólida na área comercial, com passagens estratégicas por operações administrativas, financeiras e de trade marketing. No GBB, grupo que reúne Bem Bolado Brasil, Original Tabaco, BW2 e GTI Isqueiros, com atuação no Brasil, Chile, Portugal, EUA e Canadá, e lidera as diretrizes estratégicas, o desenvolvimento de novos produtos e categorias, além das áreas de receita, qualidade, LGPD e KPIs.
A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.
Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.
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Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.
Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.
Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.
Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.
Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.
“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.
Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.
Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.
O que são perfumes árabes?
Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.
Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.
Principais características dos perfumes árabes
Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.
Entre as principais características, destacam-se:
Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.
Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe
Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:
Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.
Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex
Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.
Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.
Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?
O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.
Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.
Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.
Principais marcas de perfumes árabes no mercado
Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:
Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.
Oportunidades para o varejo físico e online
Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.
No varejo físico, o ideal é investir em:
Provadores e testers
Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto
No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:
Descrições detalhadas de fragrância
Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”
Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo
A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.
Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.