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Empresa de varejo que mais lucra no mundo: entenda o caso Walmart

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Empresa de varejo que mais lucra no mundo: entenda o caso Walmart


Quando se fala em varejo global, poucos nomes são tão emblemáticos quanto o Walmart. A empresa norte-americana, fundada em 1962 por Sam Walton, segue há anos como a maior e mais lucrativa varejista do mundo, superando concorrentes de peso como Amazon, Costco, Schwarz Group (Lidl e Kaufland) e Alibaba. Mas afinal, o que explica essa liderança tão duradoura? E o que profissionais do varejo podem aprender com a trajetória do Walmart?

O Walmart e sua posição no varejo global

O Walmart mantém receitas anuais que ultrapassam centenas de bilhões de dólares, operando em diversos formatos: hipermercados, supermercados, cash & carry, clubes de compras e e-commerce. Essa capilaridade faz da empresa não apenas a mais lucrativa, mas também uma das mais influentes na definição de tendências mundiais de consumo, logística e gestão varejista.

A atuação global, combinada com uma estratégia agressiva de preços baixos e alto volume de vendas, sustenta um modelo que se tornou referência. Ao longo das décadas, o Walmart consolidou sua força ao oferecer tudo o que os consumidores precisam em um só lugar — e a preços competitivos.

O desempenho do Walmart em 2025: faturamento, lucratividade e alcance global

De acordo com o Annual Report de 2025, o Walmart consolidou mais uma vez sua posição como a maior varejista do mundo em receita e escala operacional. No ano fiscal encerrado em janeiro de 2025, a empresa registrou um faturamento global de aproximadamente US$ 681 bilhões, resultado que reforça sua capacidade de manter crescimento mesmo em cenários macroeconômicos mais desafiadores. O lucro operacional do período chegou a US$ 20,2 bilhões. Com uma margem bruta global que gira em torno de 24%, o Walmart demonstra que consegue equilibrar preços competitivos com rentabilidade, mantendo o compromisso histórico com o Everyday Low Prices ao mesmo tempo em que sustenta margens consistentes.

O relatório também destaca o crescimento registrado no quarto trimestre de FY2025, quando a empresa apresentou aumento tanto na receita quanto no lucro operacional ajustado. Esse desempenho reforça a resiliência do Walmart em meio às transformações do varejo global, impulsionado pelo crescimento do e-commerce, pela integração omnichannel e por melhorias contínuas na cadeia de suprimentos. A combinação entre preço, escala e tecnologia continua sendo o principal motor da lucratividade do grupo.

Além dos resultados financeiros, a dimensão física do Walmart impressiona. Em 2025, a empresa opera mais de 10.750 lojas e clubes distribuídos em 19 países. Nos Estados Unidos — seu principal mercado — são mais de 4.600 lojas, somadas a aproximadamente 600 unidades do Sam’s Club, braço de clubes de compra do grupo. Fora do território norte-americano, o Walmart mantém cerca de 5.591 unidades, espalhadas por regiões estratégicas da América Latina, Europa, África e Ásia. Essa presença internacional reforça o caráter diversificado da operação: dependendo do país, o Walmart atua com hipermercados, supermercados, clubes de compras, formatos cash and carry e plataformas de comércio eletrônico.

Outro dado relevante é o quadro de funcionários. Em 2025, o Walmart emprega aproximadamente 2,1 milhões de pessoas em todo o mundo, permanecendo como uma das maiores empregadoras privadas do planeta. Esse contingente expressivo mostra o impacto econômico e social que a empresa exerce globalmente — da geração de renda à participação ativa nas cadeias de suprimentos regionais.

O conjunto desses números ajuda a compreender por que o Walmart continua liderando o mercado varejista mundial. A escala gigantesca, a capacidade de negociar diretamente com grandes fornecedores, a logística avançada e o domínio sobre múltiplos formatos de varejo tornam a empresa não apenas lucrativa, mas estrutural para o ecossistema global de consumo. O desempenho financeiro de 2025 mostra que esse modelo permanece altamente competitivo, mesmo frente ao avanço de concorrentes digitais e ao dinamismo do comportamento do consumidor. Mais do que a maior varejista do mundo, o Walmart continua sendo um termômetro das tendências que orientam o futuro do varejo global.

Os pilares que garantem o sucesso do Walmart

Ainda que o varejo seja um setor extremamente dinâmico, o Walmart construiu uma base sólida de operação com elementos que se mantêm consistentes ao longo do tempo. Entre os principais diferenciais competitivos estão:

1. Escala e poder de compra

A força do Walmart está, antes de tudo, no tamanho. Com milhares de lojas físicas e centros de distribuição espalhados por diversos países, a empresa negocia diretamente com fornecedores globais, o que garante grande poder de barganha. A escala funciona como um ciclo virtuoso: quanto mais o Walmart cresce, mais eficiente e acessível ele se torna. Isso permite:

  • preços mais competitivos;
  • margens mais estáveis;
  • redução de custos operacionais;
    possibilidade de investimento contínuo em expansão e tecnologia.

2. Preço baixo sempre como estratégia central

Desde sua fundação, o Walmart adotou um princípio que moldou sua identidade: Everyday Low Prices (preços baixos todos os dias). Diferente de varejistas que dependem de promoções ou grandes eventos de vendas, o Walmart trabalha para entregar valores reduzidos continuamente, atraindo consumidores de diferentes perfis de renda.

Essa estratégia sustenta um alto volume de vendas, o que por sua vez reforça a escala — criando um posicionamento difícil de ser replicado por concorrentes menores.

3. Logística avançada e tecnologia aplicada ao varejo

O Walmart é considerado um dos maiores cases do mundo em logística e cadeia de suprimentos. Essa infraestrutura garante reposição rápida, menor ruptura e eficiência operacional — elementos fundamentais para um varejo de grande escala. A empresa investe pesado em:

  • centros de distribuição automatizados;
  • integração logística com fornecedores;
  • sistemas de gestão de estoque em tempo real;
  • frota própria de transporte;
  • algoritmos de previsão de demanda.

4. Adaptação ao digital e omnichannel

Apesar de ter nascido no varejo físico, o Walmart entendeu cedo a importância do e-commerce e da integração entre canais. Essa transformação garante competitividade frente à Amazon e fortalece a presença da empresa em mercados cada vez mais digitais. Entre as iniciativas adotadas estão:

  • serviços de Buy Online, Pick Up In Store (BOPIS);
  • entregas no mesmo dia;
  • marketplace com milhares de vendedores;
  • aplicativos personalizados por região;
  • melhorias na experiência de navegação e checkout digital.

5. Diversificação internacional

Mesmo tendo reduzido presença em alguns países ao longo dos anos, o Walmart continua sendo uma das varejistas mais internacionalizadas do mundo. Países como México e Índia são exemplos de regiões onde o Walmart mantém forte expansão. Essa diversificação permite que a empresa:

  • reduza riscos geográficos e econômicos;
  • aprenda com diferentes mercados;
  • ajuste o modelo conforme hábitos locais de consumo;
  • encontre novos polos de crescimento.

O que podemos aprender com o Walmart?

Empresas brasileiras, dos grandes grupos às redes regionais, podem extrair lições valiosas da estratégia do Walmart:

1. Investimento consistente em logística e cadeia de suprimentos

Reposição rápida, precisão nos estoques e controle eficiente da distribuição reduzem custos e elevam a satisfação do cliente.

2. Diversificação de canais (omnichannel)

Integrar loja física, e-commerce, retirada em loja e entrega rápida é essencial para competir no novo varejo.

3. Mix de produtos ampliado e inteligente

Quanto maior a variedade (com curadoria adequada), maior o ticket médio e o tráfego.

4. Gestão baseada em dados

Decisões orientadas por analytics tornam a operação mais previsível, reduzem rupturas e aumentam a margem.

5. Cultura de preços competitivos

Mesmo sem igualar o poder de compra do Walmart, é possível trabalhar com margens otimizadas, promoções estratégicas e mix inteligente para manter competitividade.

Conclusão

A empresa de varejo que mais lucra no mundo continua sendo o Walmart — uma gigante construída sobre escala, eficiência operacional, estratégia de preços baixos e capacidade de se reinventar diante das transformações do consumidor e das novas tecnologias.

Para o setor varejista, acompanhar a trajetória do Walmart significa entender tendências que moldam o presente e o futuro do varejo global: omnicanalidade, logística eficiente, digitalização, dados e flexibilidade estratégica.

Imagem: David Montero/Unsplash

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades

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Burger King China planeja chegar a mais de 4.000 unidades


A Restaurant Brands International (RBI) concluiu um acordo previamente anunciado com a gestora asiática CPE para expandir a operação do Burger King China. Com o fechamento da transação, a CPE investiu US$ 350 milhões em capital primário na joint venture e passou a deter aproximadamente 83% da operação na China. A RBI manteve uma participação minoritária de 17% e um assento no conselho de administração.

Além disso, uma afiliada integral do Burger King China firmou um contrato-mestre de desenvolvimento com duração de 20 anos, que concede direitos exclusivos para desenvolver a marca Burger King no país. Com isso, CPE e RBI planejam ampliar a rede de restaurantes na China de cerca de 1.250 unidades atualmente para mais de 4.000 até 2035.

Leia também: Burger King colocará operações na Argentina à venda

Segundo a RBI, a parceria internacional combina a marca e os produtos globais do Burger King com a experiência local da CPE no mercado chinês. A rede Burger King opera atualmente mais de 19 mil restaurantes em mais de 120 países e territórios.

Em comunicado, o CEO da RBI, Josh Kobza, afirmou que a China segue como um mercado estratégico para a marca. “A China continua sendo uma das mais importantes oportunidades de crescimento de longo prazo para a marca Burger King no mundo. Com a CPE como parceira e uma estratégia clara focada em qualidade dos alimentos, execução nas operações e relevância da marca, acreditamos que o Burger King China está bem posicionado para construir um negócio sustentável e de alta qualidade”, disse.

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02

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aiqfome realiza campanha nacional com frete grátis no 02/02


Mesmo com popularização das datas duplas, brasileiros ainda preferem Black FridayO aiqfome realizou, no dia 2 de fevereiro, uma campanha nacional com frete grátis como parte de sua estratégia comercial para datas duplas. A ação foi válida em mais de 20 estados brasileiros e contemplou não apenas restaurantes, mas também categorias como supermercados, farmácias, pet shops e outros serviços disponíveis na plataforma.

Durante a campanha, o aplicativo liberou cupons de entrega gratuita para todos os usuários, além de descontos adicionais em diferentes lojas, ampliando as possibilidades de consumo ao longo do dia. A iniciativa buscou estimular tanto novos pedidos quanto a experimentação de categorias além da alimentação, como compras de mercado e pedidos de botijão de gás.

Segundo Igor Remigio, cofundador e CEO do aiqfome, o frete grátis teve papel decisivo na escolha do consumidor e contribuiu para aumentar as vendas e a fidelização. De acordo com o executivo, ações pontuais como essa incentivam usuários a conhecer novas lojas e produtos, tornando as datas com números repetidos um marco no calendário promocional anual da empresa.

“Oferecer entrega grátis em datas pontuais como essa, pode ser uma boa estratégia para aumentar as vendas e fidelizar clientes. De uma forma comum e totalmente orgânica, o cliente que nunca pediu naquela loja, cogita conhecer um novo prato ou pedir um novo item com essa vantagem financeira. O 02/02 não é só para restaurantes, o usuário pode aproveitar para realizar, inclusive, um pedido de botijão de gás, mercado, farmácia, pet shop, ou qualquer outra categoria com a entrega zerada. A ideia é transformar as datas iguais em um marco dentro do nosso calendário promocional anual”, ressalta Remigio.

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?

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Perfumes árabes: por que eles são tendência no Brasil?


Os perfumes árabes vêm conquistando espaço no mercado global de fragrâncias e, nos últimos anos, tornaram-se uma forte tendência também no varejo brasileiro. Conhecidos por sua intensidade, fixação prolongada e composições sofisticadas, esses perfumes carregam séculos de tradição cultural e um apelo de luxo que desperta o interesse de consumidores cada vez mais exigentes.

Para lojistas e profissionais do varejo, entender o que são os perfumes árabes, quais são suas principais características e por que eles têm tanta aceitação no mercado é essencial para aproveitar esse movimento de consumo.

O que são perfumes árabes?

Os perfumes árabes têm origem no Oriente Médio, especialmente em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Omã e Kuwait. Diferentemente da perfumaria ocidental, que costuma priorizar fragrâncias mais leves e frescas, a perfumaria árabe valoriza aromas intensos, marcantes e profundamente sensoriais.

Esses perfumes são inspirados em rituais antigos, na hospitalidade árabe e na relação histórica da região com especiarias, resinas, madeiras nobres e óleos essenciais. O uso do perfume no mundo árabe vai além da estética: ele está ligado à identidade, à espiritualidade e à celebração.

Principais características dos perfumes árabes

Uma das primeiras diferenças percebidas por quem experimenta um perfume árabe é a sua alta concentração de essência. Muitos deles são produzidos como eau de parfum, extrait de parfum ou até mesmo em óleo, o que garante maior fixação e projeção.

Entre as principais características, destacam-se:

  • Fixação prolongada: é comum que a fragrância permaneça na pele por mais de 8 a 12 horas.
  • Projeção intensa: são perfumes que “marcam presença”, ideais para quem gosta de aromas envolventes.
  • Notas quentes e profundas: predominam acordes amadeirados, orientais e adocicados.
  • Composição sofisticada: uso frequente de matérias-primas nobres e combinações complexas.

Ingredientes mais comuns na perfumaria árabe

Os perfumes árabes se destacam pelo uso de ingredientes tradicionais do Oriente Médio, muitos deles pouco explorados na perfumaria ocidental. Entre os mais comuns, estão:

  • Oud (agarwood): considerado um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria mundial, tem aroma amadeirado, intenso e levemente esfumaçado.
  • Âmbar: traz calor, profundidade e sensualidade às fragrâncias.
  • Almíscar: confere fixação e um toque aveludado.
  • Rosa de Damasco: muito utilizada em perfumes árabes femininos e unissex.
  • Especiarias: como açafrão, canela, noz-moscada e cardamomo.
  • Baunilha: geralmente combinada com madeiras e resinas, criando perfumes adocicados e envolventes.

Perfumes árabes femininos, masculinos e unissex

Embora exista uma segmentação por gênero, é importante destacar que a perfumaria árabe tradicionalmente trabalha muito bem com fragrâncias unissex. No Oriente Médio, o perfume é visto como uma extensão da personalidade, não como um produto limitado por gênero.

  • Femininos: costumam destacar notas florais intensas (como rosa e jasmim), combinadas com âmbar, baunilha e madeiras.
  • Masculinos: valorizam o oud, couro, especiarias e acordes amadeirados mais secos.
  • Unissex: equilibram dulçor, madeira e especiarias, sendo uma categoria em forte crescimento no varejo.

Por que esses perfumes estão em alta no Brasil?

O crescimento da demanda por perfumes árabes no Brasil está ligado a diferentes fatores. Um deles é o cansaço do consumidor com fragrâncias muito similares no mercado tradicional. Os perfumes árabes oferecem algo diferente: identidade, intensidade e originalidade.

Além disso, redes sociais como TikTok e Instagram impulsionaram essa tendência. Vídeos de resenhas, comparações e “perfumes que exalam riqueza” popularizaram marcas árabes e despertaram a curiosidade de novos consumidores.

Outro ponto relevante é o excelente custo-benefício. Muitas marcas árabes entregam fragrâncias com alta fixação e sofisticação por preços mais competitivos do que perfumes importados de grifes europeias.

Principais marcas de perfumes árabes no mercado

Atualmente, algumas marcas se destacam no varejo internacional e brasileiro, como:

Essas marcas oferecem portfólios amplos, com perfumes inspirados em fragrâncias famosas e também criações autorais, atendendo desde o consumidor iniciante até o mais exigente.

Oportunidades para o varejo físico e online

Para o varejo, os perfumes árabes representam uma oportunidade estratégica de diferenciação. Eles atraem um público interessado em novidades, luxo acessível e experiências sensoriais mais intensas.

No varejo físico, o ideal é investir em:

  • Provadores e testers
  • Treinamento da equipe para explicar notas e fixação
  • Exposição que valorize o apelo sofisticado do produto

No e-commerce, as seguintes estratégias podem aumentar a taxa de conversão:

  • Descrições detalhadas de fragrância
  • Conteúdo educativo (blogs e vídeos)
  • SEO focado em termos como “perfume árabe feminino”, “perfume árabe importado” e “perfume árabe fixação alta”

Perfumes árabes e o futuro da perfumaria no varejo

A ascensão dos perfumes árabes indica uma mudança no comportamento do consumidor, que busca mais personalidade, exclusividade e intensidade. Para o varejo, acompanhar essa tendência é uma forma de se manter relevante em um mercado cada vez mais competitivo.

Com tradição, inovação e forte apelo sensorial, os perfumes árabes deixaram de ser um nicho e se consolidam como uma categoria estratégica para lojistas que desejam ampliar seu mix de produtos e atender a novas demandas de consumo.

Imagem: Unsplash



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